Por Alexei Barros
Não agüentava mais os elogios de tantas pessoas na convivência diária e também do nosso fiel comentarista Geraldo Figueras. Fui intimado a concluir o primeiro ano de direito (já comecei o segundo inclusive) e condenado a virar fã da série Ace Attorney, que já se tornou uma das minhas favoritas da Capcom. Impossível não se encantar com Phoenix Wright transpirando de desespero ou batendo com os dedos no papel convicto de que aquela é a prova cabal; o detetive Dick Gumshoe e as caretas e tiradas impagáveis; Miles Edgeworth apoiando as mãos na mesa em estado de pânico, e Manfred Von Karma ao mostrar a sua petulância quando dá ordens para o juiz. Citei quatro personagens e daria para falar de todos.
Antes de terminar o Phoenix Wright: Ace Attorney, eu havia me interessado pelas músicas da série ao ver o envolvimento do nome de Noriyuki Iwadare no álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~. Gostei. Citei a “Naruhodou Ryuuichi ~ Objection!” na Parte 8. E gostei mais ainda do Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~. Depois ouvi mais uma vez as faixas orquestradas do primeiro capítulo. Parei. Infartei. É outra história conhecer as originais do Masakazu Sugimori (participou de Viewtiful Joe 1 e 2), vivenciando as peripécias dos julgamentos, e perceber como as sintetizadas foram magistralmente orquestradas. Por isso, extraí outras três, totalmente obrigatórias, por enquanto apenas do episódio inicial. Alguma delas pelo menos deveria tocar no VGL. Melhor, um medley. Um ato. Um concerto inteiro vai.
Volto a frisar, só para você se revolver de raiva por não estar no Japão, que acontecerá amanhã, no domingo, dia 20 de abril, a apresentação Gyakuten Meets Orchestra com as trilhas de Ace Attorney e a participação da Orquestra Filarmônica de Tóquio. Provavelmente no evento também deverá ser apregoado mais informações do spin-off Gyakuten Kenji.
Sem mais enrolações, as músicas:
- “Gyakuten Saiban ~ Courtroom Suite”
O juiz bate o martelo. Advogado de defesa na esquerda. Promotor na direita. Testemunha depõe. Phoenix já percebeu as contradições e desbarata as mentiras no interrogatório. Aponta o dedo na cara do inescrupuloso. A temperatura começa a esquentar. Quem jogou se lembra muito bem de cada momento porque são as músicas que você ouve por mais tempo na corte. Nesta suíte Iwadare agregou três faixas, respectivamente, “Gyakuten Saiban ~ Trial” (início do julgamento) “Examination ~ Moderate 2001” (Cross-Examination) e “Investigation ~ Overtaked” (quando o caso está próximo do remate). Sabe como ninguém usar metais, como fica comprovado na primeira e na terceira, e as cordas, no pizzicato da segunda. Verdade seja dita, a “Inform the Truth 2001” (dos depoimentos), bem que poderia estar na peça.
- “Investigation ~ Mistery Suite”
Quando você não está no tribunal, encontra-se investigando. “Keisuke Itonokogiri ~ Detective Itonoko” (escutada quando você conversa com o detetive), “Search ~ Opening 2001” (Fey and Co. Law Office) e “Search ~ Core 2001” (explanação do crime no julgamento) formam esta suíte, orquestrada não por Iwadare, mas por Naoto Takada, um dos compositores de Mega Man X5. A transição entre cada faixa é feita de maneira esplêndida, com a maior naturalidade, aproveitando majestosamente o clima de suspense das composições originais.
O tema do super-herói Steel Samurai é tão pegajoso que até virou toque de celular. O principal responsável pela parada cardíaca respiratória é este arranjo de Kaori Komuro, que adapta de maneira genial a original “Oo-edo Soldier Tonosaman”. Um desperdício, no meu modo de entender, que a versão do álbum jazz, “Oo-edo Soldier Tonosaman”, sob a pena do Noriyuki Iwadare, tenha virado uma música suave e relaxante, com o ritmo muito mais retardado que a do jogo. Quando penso em composições / arranjos do Iwadare, imagino faixas animadas, com metais à la big band, como em Grandia e Radiata Stories. Ei, e o tema da Pink Princess? Vão fazer?
Fora isso, o que falta para a Capcom lançar o Gyakuten Saiban Meets Piano?








Como já disse anteriormente, a
Outra opção seria um medley com duas músicas do Giacchino que ilustram as cenas de ação. As mais indicadas são essas dos dois primeiros jogos da série para PlayStation que até se parecem pelo clima de tensão que transmitem. Principalmente, “Returning to Paris”, que devo ter ouvido mais de cem vezes – e ainda não me cansei dela – quando tentava passar da penúltima e vigésima sexta fase, a quase inexpugnável Rotten to the Corps.
Mais uma do Michael Giacchino, desta vez da série concorrente. Uma música que comprova o seu talento, pois a trilha de Call of Duty segue a mesma vereda épica, pomposa e militar das músicas orquestradas de Medal of Honor, mas ainda assim tem uma identidade própria. “Call of Duty” começa agitada e aos poucos fica cada vez mais nervosa e alterna com momentos mais serenos. Para uma série que faz tanto sucesso e já terá o quarto episódio deveriam tocar alguma da franquia - digo isso também em relação ao
Embora a fama em torno de Fable e Peter Molyneux (aquele que acha que a maioria dos RPGs são uma m.) seja imensa, nunca se lembram do tema do jogo. Aliás, é composto por Danny Elfman, que entre tantas trilhas de filmes (Batman, Missão Impossível, Homens de Preto etc) ainda fez a música de abertura de Os Simpsons. A peça orquestrada transmite uma aura de grandiosidade, a despeito da curta duração da aventura.
Composição de Robin Beanland, é animada, grudenta e parece de um desenho animado. “Windy”, que toca no overworld do jogo, já era boa na
Essa, veja só, é inspirada em uma composição de Frédérik Chopin. No recém-lançado do X360 ela aparece em um solo de piano e em uma versão com orquestra e coral, arranjada por Motoi Sakuraba (Star Ocean, Tales, Valkyrie Profile etc). Faustosa, por sinal.
Essa é uma jóia perdida – e reluzente – que teve a força de seu brilho eclipsada por trilhas de games mais populares (a.k.a. Final Fantasy). Se você, diferentemente de mim, jogou esse clássico dos RPGs estratégicos no Mega Drive (se um dia sair para DS prometo que vou jogá-lo na íntegra) e ainda não ouviu
Por Alexei Barros
Por Alexei Barros
Martin Leung toca o tema do Super Mario Bros.1. Depois “Athletic” de Super Mario World. E inexplicavelmente passa despercebido pela sombria e maravilhosa faixa dos castelos de SMW, uma das melhores do Koji Kondo. O motivo pela minha revolta é que no próprio
Essa eu sei que NUNCA vai ser tocada, já que é de um jogo lançado apenas para o Game Boy Advance, que saiu apenas no Japão e não dá a menor pinta que chegará ao ocidente. É o vigésimo segundo tema de combate (!) do RPG Mother 3. Aparentemente ela já havia sido composta por Shogo Sakai para a versão do 64 que foi cancelada, mas voltou na versão GBA. Melodia fascinante, música sublime e totalmente rápida: perfeita para Leung e sua habilidade descomunal. “Ethude for a Ghost” também aparece no CD arranjado Mother 3i na faixa “The Castle of OSOHE”.
O tema J-Pop assinado por JUN da comercialmente injustiçada obra de arte do extinto Clover Studio ficou soberbo no álbum lançado abril desse ano com dez faixas, Okami Piano Arrange. Em vez da voz da jovem cantora Ayaka Hirahara há apenas o singelo solo no piano de Mika Matsuura. Qualquer lembrança sonora do jogo do PlayStation 2 no concerto seria salutar. E caso existisse uma versão orquestrada dessa então…
O soberbo arranjo no piano “Hope & Joy Peace & Love” do começo da fase do primeiro jogo da série da Konami aparece perdido no meio do álbum Gradius Arcade Soundtrack. A adaptação perfeita se explica pelo fato de ela ser feita pela compositora original, Miki Higashino (por vezes alcunhada de MIKI-CHANG). É apenas uma música, mas poderia virar um medley com melodias de Gradius II, Gradius III, Salamander, Xexex, Twinbee, Axelay e outros clássicos da produtora.
Por Alexei Barros
Embora me chame um pouco a atenção, nunca peguei para jogar sério algum título da série Phoenix Wright: Ace Attorney (Gyakuten Saiban no Japão) do Nintendo DS. Objection! Apesar disso, tive a oportunidade de ouvir a maioria dos álbuns remixados desse adventure. Todos são muito bons. A versão orquestrada do tema do jogo no CD Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Saiban Meets Orchestra~ ficou demais. É composta por Masakazu Sugimori (Viewtiful Joe) e arranjada pelo mestre Noriyuki Iwadare (Grandia, Lunar etc). Melhor ainda é o arranjo jazzístico no Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~. Mas aí pedir para que uma big band completa tocasse no VGL seria exigir muito.
Gosto bastante de medleys. Esse se tornou um dos meus preferidos após compilar em 14 minutos sinfônicos 20 anos de história da série Metal Gear. Com arranjo de Norihiko Hibino e Takahide Ayuzawa, essa miscelânea é a faixa inicial do CD comemorativo recém-lançado 


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