Archive for the 'Metroid' Category

Lembrete: transmissão em vídeo do Symphonic Selections, sexta-feira, dia 22/11, às 16h, no horário de Brasília

Por Alexei Barros

Até que enfim! Amanhã, dia 22 de novembro, acontecerá na Alemanha o concerto Symphonic Selections, com transmissão ao vivo em vídeo para o resto do mundo, como aconteceu com o Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys. Conduzida pelo maestro Wayne Marshall, a apresentação será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne, com a participação especial do grupo Spark no número do The Legend of Zelda: The Wind Waker. O espetáculo está marcado para as 19h locais, o que equivale aqui às 16h, no horário de Brasília. Para quem já se esqueceu, o cardápio musical promete ser formado por reprises e segmentos inéditos bastante promissores (estou bastante ansioso pelo Shadow of the Colossus):

- Shenmue – Sedge Tree
- Super Metroid – Into Red, Into Dark*
- Blue Dragon – Waterside
- Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
- Super Mario Galaxy – Galactic Suite*
- Monster Hunter – Proof of a Hero**
- Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)***
- The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra*

* Courtesy of Nintendo.
** © Capcom Co., Ltd.
*** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.

O link da transmissão você confere aqui.

Symphonic Selections: segmento de Zelda: The Wind Waker terá 20 minutos; novidades de Super Metroid e Shadow of the Colossus


Por Alexei Barros

Dia 22 de novembro acontece um novo concerto de games na Alemanha, o Symphonic Selections, que inclusive será transmitido ao vívo em vídeo, como aconteceu em outras oportunidades. Regida por Wayne Marshall, a récita será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne e contará com a apresentação de Isabel Hecker e Nicolas Tribes. O espetáculo promete trazer belas partituras, entre reprises, atualizações e novidades completas. De acordo com o produtor Thomas Boecker, a maioria dos arranjos inéditos já está pronta.

Como era sabido, The Legend of Zelda: The Wind Waker ganharia um arranjo de “pelo menos 15 minutos”. Na verdade, o número referente ao jogo que voltou à baila pela recente remasterização em alta definição para Wii U terá cerca de 20 minutos. Dividido em três movimentos, o segmento preparado por Roger Wanamo contará com a participação do grupo instrumental Spark e promete enfim fazer jus à trilha original, que tem uma pegada bem diferente do restante da série.

Ainda falando sobre a Nintendo, temos o Super Metroid. O arranjo será uma nova partitura de Jonne Valtonen, que já havia feito uma suíte modernista do jogo para o concerto LEGENDS. Como não haverá coral no Symphonic Selections, Valtonen preferiu fazer um arranjo do zero em vez de adaptar a partitura para uma performance apenas da orquestra. Essa promete ser a versão menos controversa do Super Metroid, já que, no concerto Symphonic Legends, o primeiro arranjo foi feito pelo alemão Torsten Rasch e causou muitas discussões justamente por adotar o estilo modernista. Vamos ver como será essa terceira versão do Super Metroid que vai somar cerca de 8 minutos de duração – promete ser uma viagem extensa por diferentes áreas do Planeta Zebes.

Eu disse que não vai ter coral. Por isso também a “Galactic Suite” do Super Mario Galaxy, que usava coro, foi adaptada para uma versão instrumental. Então mesmo quem já conhece o número do Symphonic Legends, pode ficar na curiosidade para saber como ficou essa adaptação.

Por fim, o arranjo de Shadow of the Colossus também ficará sob os auspícios de Jonne Valtonen. Quem se lembra do tema de encerramento do jogo, “Epiloque (Those Who Remain)”, a música tem uma pequena participação do coral, e por isso deduzo que o arranjo suprirá também essa ausência. Ainda na época do Symphonic Fantasies, ficava imaginando o que o Valtonen não faria com trilhas de jogos fora a Square Enix e a Nintendo que foram já homenageadas, e Shadow of the Colossus não saía da minha cabeça.

Confira a relação de jogos do set list, que contará com outros títulos ainda, caso não tenha acompanhado os posts passados:

- Shenmue – Sedge Tree
- Blue Dragon – Waterside
- Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
- Monster Hunter – Proof of a Hero*
- Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)**
- Super Mario Galaxy – Galactic Suite***
- The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra***
- Super Metroid – Into Red, Into Dark***

* © Capcom Co., Ltd.
** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.
*** Courtesy of Nintendo.

Symphonic Selections: confirmada transmissão online em vídeo


Por Alexei Barros

As vendas dos ingressos do Symphonic Selections acabaram em uma hora, dado o prestígio que esses concertos de game music possuem na Alemanha. Má notícia para quem pretendia assistir ao vivo e não pôde comprar um ingresso. Mas a boa novidade é que, como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Odysseys, o Symphonic Selections será transmitido ao vivo via internet! O espetáculo está marcado para o dia 22 de novembro (cai em uma sexta), portanto reserve essa data caso queira ser agraciado com belas performances sinfônicas de jogos variados em um concerto de verdade.

Penso que vai ser uma oportunidade bastante interessante, porque, por mais que a Square Enix e o Nobuo Uematsu tenham seus milhares de fãs, eu sei que não é todo mundo que gosta de Final Fantasy, Chrono e afins. Mesmo que o concerto vá ter Blue Dragon e Final Fantasy XIV, haverá muitos outros segmentos interessantes como comentei no outro post. A Nintendo estará representada com  a trinca Super Metroid, Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda: The Wind Waker; a Capcom com Monster Hunter; e até a Sega, com Shenmue. Mas definitivamente o segmento que mais estou na expectativa é o “Epilogue (Those Who Remain)”, tema de encerramento do Shadow of the Colossus, que vai ser apresentado em um arranjo novo, diferente da ouvida no final do jogo. Já vislumbro um segmento épico. E o melhor é que apenas oito números foram confirmados, ainda pode ter muito coisa boa vindo aí.

A princípio, este será o link da transmissão, mas, evidentemente, eu soltarei um lembrete próximo da data do concerto.

Symphonic Selections: seleções magistrais em um novo concerto na Alemanha


Por Alexei Barros

Após o fim da tetralogia “Symphonic” de concertos alemães – Shades, Fantasies, Legends e Odysseys – com a WDR Radio Orchestra, a equipe de Thomas Boecker se dedicou à produção do concerto Final Symphony, realizado em maio de 2013 com outras orquestras em três apresentações. Quem pensou que neste ano pararia por aqui se enganou, porque haverá outro espetáculo com a WDR Radio Orchestra: o Symphonic Selections, no dia 22 de novembro de 2013, no Koelner Philharmonie, sob a regência de Wayne Marshall. A transmissão ao vivo não está confirmada, mas torço para que possamos apreciar os promissores segmentos sinfônicos.

Assim como o Soundtrack Meets Cologne, que ocorreu em 2012, a récita mistura arranjos novos e reprises de concertos passados, o que inclui não só os concertos tributo de 2008 a 2011, mas também a saudosa série Symphonic Game Music Concert, realizada de 2003 a 2007 antes da Games Convention, a qual foi só pôde ser escutada por gravações da plateia. Para quem acompanha o Facebook do Spielemusikkonzerte, sabe da confirmação de alguns números. O set list nem foi totalmente revelado, mas até agora me agradou bastante (especialmente, porque reinam músicas japonesas):

- Shenmue: “Sedge Tree”
- Blue Dragon: “Waterside”
- Final Fantasy XIV: “On Windy Meadows”
- Monster Hunter: “Proof of a Hero”
- Shadow of the Colossus: “Epilogue (Those Who Remain)”*
- Super Mario Galaxy: ” Galactic Suite”
- The Legend of Zelda: The Wind Waker: “Concerto for Spark and Orchestra”*
- Super Metroid: “Into Red, Into Dark”*

*Arranjos inéditos.

Primeiro, sobre os números já conhecidos. Composição do Takenobu Mitsuyoshi, a “Sedge Tree” foi tocada pela primeira vez em concertos lá no First SGMC de 2003 e, curiosamente, nunca apareceu em uma apresentação japonesa. Os números de Blue Dragon e Final Fantasy XIV são reprises muito bem-vindos do Symphonic Odysseys e chamam a atenção por ser de dois jogos que não estão muito em voga. A “Waterside” ficou belíssima no arranjo de cordas e a “On Windy Meadows” é bem exótica. Uma escolha que achei muito interessante é a “Proof of a Hero”. Ela já foi tocada em muitas outras oportunidades: no Press Start 2006 e 2008 e também no três concertos de Monster Hunter (o terceiro, realizado em 2012, eu acabei não mencionando por aqui inclusive). Porém, ainda é inédita em concertos ocidentais. Proveniente do Symphonic Legends, a “Galactic Suite” é soberba, simplesmente e o melhor arranjo já feito do Super Mario Galaxy e nunca é demais um repeteco desse segmento.

Quanto às novidades, haverá um novo arranjo da obra-prima “Epilogue (Those Who Remain)”. O tema de encerramento do Shadow of the Colossus já foi tocado no Fourth SGMC, mas era uma versão similar à ouvida no jogo. Como será possível melhorar algo já estupendo? Curioso desde já.  O Zelda: The Wind Waker é outro jogo que será agraciado com um arranjo inédito: a “Concerto for Spark and Orchestra” terá pelo menos 15 minutos de duração e contará com a participação do grupo instrumental sinfônico Spark, formado por piano, violino, violoncelo e duas flautas doces. E para terminar, “Into Red, Into Dark” do Super Metroid. Apesar de manter o nome do arranjo preparado pelo Jonne Valtonen para o LEGENDS, na verdade será uma nova partitura. Quem sabe não se torne a releitura sinfônica definitiva do jogo que vai comemorar 20 anos de vida em 2014.

Caso você esteja na Alemanha em novembro e esteja interessado, os ingressos estão à venda aqui.

[via symphonicselections.com]

The Greatest Video Game Music 2: desfalcado, mas, ainda assim, um pouco aproveitável


Por Alexei Barros

Quando os concertos e álbuns orquestrados de game music começaram a se popularizar no Ocidente na década passada, eram poucos os nomes que se aventuravam nesse nicho. Hoje, entre tantas iniciativas amadoras e profissionais, a quantidade de produções deve ter triplicado. Dessa nova safra, destacam-se os álbuns The Greatest Video Game Music, cujo segundo volume foi lançado em novembro de 2012.

A track list a mim muito chamou a atenção. Castlevania, Street Fighter II, Sonic e Super Metroid são nomes que de cara me fazem arregalar os olhos. Mas… nem tudo saiu como esperado. Eu sempre disse aqui que a Nintendo e a Square Enix são as empresas mais chatas para liberar as licenças das músicas em coletâneas com jogos de outras produtoras, certo? Pois, se agora as duas não causaram nenhum problema – o álbum inclui faixas de The Legend of Zelda: The Windwaker, Luigi’s Mansion e Super Metroid da primeira e Final Fantasy VII, Chrono Trigger e Kingdom Hearts II Final Mix +  da outra –, desta vez foram as donas Capcom e Konami que deram para trás, conforme noticiado pelo IGN. Resultado: diferentemente do divulgado, nada de Castlevania, Street Fighter II e também Metal Gear Solid 3 no álbum. Muito estranho se considerarmos que o Video Games Live Level 2, lançado em 2010, tem músicas de Mega Man e Castlevania.

Elucidada essa questão (ou não, já que o motivo não ficou claro), a track list conta com um generoso número de faixas: 17, garantindo uma boa variedade de estilos, jogos e produtoras. Quanto às seleções de músicas, ao mesmo tempo em que o álbum foge de temas mais manjados, também tromba com as músicas mais mastigadas do universo. Por exemplo: a seleção mais óbvia do Skyrim seria a “Dragonborn”, não seria? Em vez disso, tem a “Far Horizons”. Kingdom Hearts: “Hikari” seria o mais lugar-comum. No lugar, há a “Fate of the Unknown”. Enquanto isso, o álbum traz novos arranjos da “One-Winged Angel” e a “Main Theme” do Chrono Trigger como se eles fossem necessários (até porque não superaram arranjos mais consagrados).

Outro problema recorrente, esse presente no primeiro álbum, é a inclusão de faixas já orquestradas em suas trilhas originais, como é o caso da citada “Fate of the Unknown”. Para quê? Por isso, vou me dar o direito de abordar apenas os números que julguei mais interessantes para serem comentados, infelizmente apenas 4 das 17 faixas: dois medleys inéditos e dois arranjos de faixas sintetizadas. Ah, pode parecer que dei preferência para os jogos japoneses, mas não parece não: dei preferência mesmo.

03 – “Legend of Zelda – The Wind Waker: Dragon Root Island”
Original: “Dragon Root Island”

Esta aí uma escolha totalmente fora dos padrões, tanto o jogo como a música, mas que faz sentido, como a faixa original era sintetizada. Começa no violão, depois vai para as cordas em toda a sua majestade. Mais para frente, o piano dá uma quebrada na música, quando parece entrar, creio, o som de um bandolim e, logo em seguida, um saxofone. As cordas retornam num crescendo até confluir no apoteótico retorno de todos os instrumentos. Se não é a mais estrondosa performance de Zelda, ao menos fugiu do básico – básico que já constava no álbum anterior, a batida “Legend of Zelda: Suite”.

07 – “Sonic the Hedgehog A Symphonic Suite”
Originais: “Title” ~ “Super Sonic” ~ “Casino Night Zone” ~ “Sky Chase Zone” ~ “Aquatic Ruin Zone” ~ “Hill Top Zone” ~ “Title” (Sonic the Hedgehog 2)

Considerando que o arranjo “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” feito pelo Richard Jacques para o Video Games Live é, não tem jeito, insuperável, não precisaria nem tentar fazer algo melhor: bastava seguir para o Sonic 2. Mesmo que o nome da faixa não diga isso, a suíte abrange sim faixas da sequência. Só que quem fez o arranjo devia estar morrendo de sono: a peça é de uma monotonia ímpar, parada demais, nada a ver com a velocidade sugerida por qualquer coisa relacionada ao Sonic.

Vamos ver música por música. Depois da “Title” em uma rendição toda pomposa, surge não a “Emerald Hill Zone”, que seria a melhor escolha, mas a “Super Sonic” nos xilofones, nos clarinetes e nas flautas sem a metade da empolgação da original. Abruptamente (ruim a transição), nasce a “Casino Night Zone” muito suavemente, com acompanhamento da bateria e melodia tocada pelo clarinete e depois pelo trombone. Para dormir de vez, a “Sky Chase Zone” é tocada, quase parando. O solo de violino tristonho transita a suíte para a “Aquatic Ruin Zone”, quando você imagina já o Sonic chorando de tristeza. Inesperadamente, a percussão dá uma animada em um raro trecho com cara de Sonic, com direito a solo de saxofone e um baixo elétrico mais incisivo. Piano e xilofone alternam rapidamente na breve alusão à “Hill Top Zone” e, em um crescendo, a “Title” termina essa agonia. Além de sonífero, o arranjo ignora completamente a “Emerald Hill Zone” e a “Chemical Plant Zone”, que para mim são as mais icônicas do Sonic 2. Uma lástima.

09 – “Luigi’s Mansion: Main Theme”
Original: “Luigi’s Mansion”

Talvez para embarcar no anúncio do Luigi’s Mansion: Dark Moon e na representação do jogo no Wii U, o álbum resgata a música desse jogo que nunca foi orquestrada e provavelmente nunca apareceria em um concerto – se já é muito sonhar com Mario Kart, que é bastante popular, imagine Luigi’s Mansion. O arranjo me faz lembrar muito algum tema de desenho animado (da Disney?), deixando um clima de suspense e terror, mas, no fundo, fundo, tudo aquilo não passa de uma brincadeira, mesmo que sem o Luigi murmurando a música como na versão do jogo. Mas a coisa fica (um pouco) mais séria com o coral, que chega rasgando e depois volta em um momento grandioso da performance.

11 – “Super Metroid: A Symphonic Poem”
Originais: “Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Brinstar – Red Soil Wetland Area” ~ “Maridia – Rocky Underground Water Area”“Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Samus Aran Appearance Fanfare” ~ “Theme of Super Metroid”

Se antes só existia o medley do OGC4, de uma hora para outra, todo mundo quis apresentar um arranjo do Super Metroid, o que é curioso, pois poderiam também dar mais espaço para o primeiro Metroid e a trilogia Metroid Prime. Além do Symphonic Legends e LEGENDS (em arranjos diferentes, o primeiro do Torsten Rasch e o outro do Jonne Valtonen), recentemente a turnê Play! A Video Game Symphony também apresentou uma (boa) versão. Mesmo com essa fartura, ainda não dá para nem começar a falar de alguma saturação de Metroid, pois o jogo sempre ficou atrás de Mario e Zelda nos concertos (e ainda falta o Press Start mostrar o seu arranjo).

“Theme of Super Metroid” foi usada para abrir o poema sinfônico e não causa o mesmo impacto para quem já conhecia a versão do OGC4. Mas o trecho correspondente à “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)”, na tela-título, é brilhante, com todos os ruídos fielmente reproduzidos e o clima de ficção científica estabelecido no ar. Muito sutilmente, em uma transição perfeita, essa faixa vai para a “Brinstar – Red Soil Wetland Area”, que cresce de uma maneira contagiante. Para dar aquela acalmada, nada melhor do que um tema de um ambiente aquático, e, nesse caso, o clarinete mergulha na “Maridia – Rocky Underground Water Area”. A harpa lembra a “Theme of Super Metroid”, o piano a “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” e a “Samus Aran Appearance Fanfare” anuncia a chegada da Samus, primeiro com as mulheres, depois os homens em uma rápida participação do coral e mais uma vez com as madeiras. Fechando o arco, tem a “Theme of Super Metroid” vindo com tudo. No fim das contas, é uma peça admirável, a que mais me agradou do álbum, conseguindo transmitir por meio da orquestra a alma sonora de Super Metroid. (É capaz que eu tenha me perdido ou me esquecido de alguma faixa e, caso você tenha reparado em um erro, por favor grite nos comentários.)

Metroid II chega em preto e branco no 3DS [+trailer retrô]

Por Claudio Prandoni

Amanhã a loja online do Nintendo 3DS, a famigerada eShop, recebe um dos jogos mais esperados de minha parte: Metroid II.

Um bocado obscuro e relegado a segundo plano, o jogo é crucial para a trama da franquia, já que explica como Samus destruiu QUASE todos os Metroids – e virou mãe de um fofucho nenê Metroid.

Pena que não é o lendário update para Game Boy Color, todo colorido e mais bonito. Quem me dera também houvesse uma atualização com função de mapa, que ajudaria um bocado. Mas já tá valendo, claro!

Caso você seja um ainda ressabiado dono de Nintendo 3Ds, vai na fé que esse daí é porreta demais.

De brindz, logo acima um divertidíssimo comercial japonês com estilo HQ de quando o game saiu para o Game Boy original, em 1991.

Artwork do dia: Samus tirando/colocando armadura

Por Claudio Prandoni

Fazia tempo que não postava nada do tipo por aqui, mas não podia deixar passar batido o aniversário de uma das minhas musas virtuais mais preferidas de mais bacanas de legais do mundo: Samus Aran.

A loiraça das estrelas completa tenros 25 aninhos neste próximo dia 6 de agosto (veja só você, exatamente um dia antes do meu próprio aniversário!) e, apesar do descaso da casa mãe Nintendo, que prefere dar atenção pro mudinho do Link, chega com tudo em cima e vislumbrando um novo e empolgante ciclo.

Logo a moça reaparece no excelentíssimo Metroid 4, vulgo Metroid Fusion, no Nintendo 3DS e quem sabe a Big N não lembra aí da filhota e a presenteia com um novo game – em 2D, por favor, claro, como não, é óbvio.

Enfim, para celebrar de antemão o quarto de século da guria, essa arte super bacana aí de Justin Currie, maluco que diz nunca ter jogado direito Metroid, mas que acha a Samus maior legal ó.

Aliás, vale explorar a galeria do cara no deviantART pra ver outros desenhos lindos, de Portal, Homem de Ferro e outras tantas paradas licenciadas ou não.

[via Kotaku]

“Super Metroid Medley” – Super Metroid (Play! 2011 em Seattle)

Por Alexei Barros

Antes de tudo, um questionamento: bootleggers, onde estão vocês? De uma hora para outra começaram a rarear os registros de todos os concertos de games, justamente agora que estreou um monte de arranjos inéditos. É o caso do Play! A Video Game Symphony: para as apresentações em Seattle com a Seattle Symphony e o Seattle Choral Company, ocorridas dias 21 e 22 de junho, foram prometidas cinco novidades, e apenas Metroid foi gravado e, ainda assim, a qualidade nem está tão boa.

Sinceridade? Devo ter uma noção distorcida das trilhas série Metroid. Anta que só, não conheci Super Metroid na época certa do SNES, mas fiz questão de terminar os capítulos 2D há alguns anos e, quando cumpri a missão, exceção ao Metroid II: Return of Samus, que passei batido, joguei na ordem da história: Metroid: Zero Mission, Super Metroid e Metroid: Fusion. Nem se compara o impacto da trilha do Hirokazu Tanaka modernizada no remake comparado com as músicas do jogo do SNES. Meu apreço pelas faixas da aventura original vem se mostrando completamente contrário à preferência da maioria das pessoas pelo Super Metroid. Talvez por jogar antes o primeiro… ou porque seja do contra.

Evidente que não questiono se um segmento é focado no Super Metroid, a exemplo do “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” do Toshihiko Sahashi para o Orchestral Game Concert 4 que voltarei a falar, do “Super Metroid (Suite: Samus Aran – Galactic Warrior)” do Torsten Rasch para o Symphonic Legends e “Super Metroid (Into Red, Into Dark)” do Jonne Valtonen para o LEGENDS que não tive a oportunidade de ouvir. Porém, se a ideia era homenagear a franquia inteira eu sinto falta da “Brinstar”. Bom, só no começo era a intenção. Em entrevista ao site Shinesparkers, o produtor do Play! Jeron Moore comenta que descobriu a supramencionada versão do OGC4 quando tinha em torno de 14 anos e, como fã da série, Metroid foi uma das atribuições iniciais depois que ele e o produtor executivo Jason Michael Paul convidaram o arranjador Chad Seiter para se juntar ao time, já que não havia Metroid no programa da turnê. De início, eles quiseram abarrotar faixas desde o primeiro, passando pelo Super Metroid, e pela trilogia Metroid Prime. Seiter jogou obsessivamente Super Metroid na sua infância e selecionou algumas até Moore fechar em um contexto que fizesse sentido para uma peça de sete minutos. Por fim, o número acabou sendo baseado no Super Metroid.

Pelo menos as faixas são diferentes do OGC4, somente com a “Theme of Super Metroid” em comum. (Bisonhamente, as músicas que compõem o “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” não são as que estão arroladas no título). A “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” abre o medley com a intermitência misteriosa da tela-título, no momento em que o coral faz a incursão em um trecho apavorante. As trompas dão sequência ao tema, enquanto as cordas, simultaneamente, entoam brevemente a “Theme of Super Metroid”, que em seguida aparece em seu instante apoteótico nos metais. O suspense toma conta com as intervenções esparsas da flauta imitando os sons da sala de save. Com coral e o peso do tímpano, a “Ancient Ruins (Norfair Area)” ficou estrondosa, e dá para dizer o mesmo quando entra a carregada “Mother Brain”, no qual as tubas e as cordas transmitem toda a imponência do combate com o chefe final. Batalha vencida, retorna a “Theme of Super Metroid”, desta vez com coro. Regressam os ruídos da sala de save, com cordas e tudo mais, encerrando com a “Theme of Super Metroid”.

Veredicto: não saberia explicar exatamente a razão, mas não me agradou a utilização do coral nesse arranjo – suspeito, uma mera conjectura, que foi, falando especificamente dessa abordagem, por conta do canto vocalizado, sem articular uma letra, seja lá qual for o idioma. Não que coral não combine com as músicas de Metroid. Penso que aproveitar, por exemplo, o coral Chozo como no Metroid: Zero Mission deve ser uma ideia de jerico para nunca ninguém ter feito isso. Fiquei com a sensação de que o medley não engrena e até se arrastou pelo estilo pesado das duas faixas do meio. Em suma: o “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” do OGC4 segue como meu preferido se for somente o Super Metroid. Expandindo para toda a série, o “Depth of Brinstar” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert é o que melhor conseguiu, a meu ver, reproduzir a identidade sonora de Metroid, apenas com músicas do primeiro jogo, ainda que muito menos ambicioso.

- “Super Metroid Medley”
“Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Theme of Super Metroid” ~ “Ancient Ruins (Norfair Area)” ~ “Mother Brain” ~ “Theme of Super Metroid”

“Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)” – LEGENDS

Por Alexei Barros

O que poderia ser um mero bônus despretensioso do concerto acabou se tornando um dos segmentos favoritos de muitos (eu incluso) do Symphonic Legends, o “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”, que encadeia, mistura e alterna diferentes melodias, em especial temas de encerramento, de jogos da Nintendo. Surpreende que a origem das músicas não seguiu necessariamente os títulos representados ao longo do concerto. Por exemplo, teve uma suíte somente de Super Metroid, mas a trilogia Metroid Prime foi aludida no bis. São tantos detalhes que as repetidas apreciações se tornam um imperativo – numa iniciativa inusitada, o arranjo foi pensado prevendo que seria publicado no YouTube para que os fãs tentassem descobrir as referências que chegaram até Super Mario Galaxy 2, que saiu em maio de 2010 – o concerto se deu em setembro do mesmo ano.

O número não foi anunciado para a expansão LEGENDS, então fiquei curioso para conferir o vídeo a fim de cumprir tabela. O começo é igual: o piano fazendo dupla com a percussão (desta vez o próprio integrante da orquestra, não Rony Barrak) na “Staff Credits” do The Wind Waker, seguido por uma alusão a Pikmin (que não sei o momento exato) e, com o coral, pelos três temas dos créditos em ordem decrescente da trinca Metroid Prime. Não obstante o registro amador, foi possível ouvir a densidade da “Theme of Super Metroid” no órgão de tubos, o que, curiosamente, não dava para perceber muito bem na gravação da transmissão. O piano alude à faixa “Super Mario Galaxy” como de praxe, e… opa! A partitura tinha sido alterada.

Eu achei que todas as mudanças foram para melhor. Já era um estrondo e ficou ainda mais, e vou dar meus motivos. Conforme detalhado aí embaixo, as músicas com a seta para esquerda que estavam no Symphonic Legends deram lugar para as da direita no LEGENDS. Como Kirby foi uma adição no repertório, justo que também fosse lembrado no desfecho, apesar de não ter encontrado o ponto certo no vídeo. A “Opening” do Star Fox 64 era uma sutilíssima referência no trombone e, com a “Main Theme” do Star Fox, a série teve homenagem estendida de forma merecida. Na primeira versão, não havia nada relativo a Donkey Kong, aliás, a única franquia do concerto que não despontava no bis. Por menor que seja, é sensacional perceber o trompete tocar um trecho da “Donkey Kong Rescued” de um título marcante como Donkey Kong Country 2. Todas as melodias vinham de temas de encerramento (algumas apareciam antes, em outros momentos dos jogos, mas sempre figuravam no final), com exceção de Star Fox, que era breve como comentei acima, e F-Zero, que foi simbolizado pela “Big Blue”. Daí… que choque tomei quando ouvi a “Ending Theme” nos metais reproduzindo a melodia, com um tempero jazzístico um tanto incomum em concertos eruditos. Esses segundos, acredite, valeram todo o LEGENDS para mim, porque não esperava de jeito algum tal inclusão. Sobre a retirada da “Overworld” do Zelda, a série já teve o primeiro bis só para ela com a “Healing”, além do poema sinfônico, e sem falar que este segmento começa com Zelda. Lembro que por ocasião do Symphonic Legends, quase enfartei com a “Ending” do Super Mario Bros. 3 com coral em latim, mas foi bom terem incluído o tema dos créditos do F-Zero só agora, porque muito possivelmente não resistiria a dois enfartos em sequência. E, de novo, o que é esse final? Fez me lembrar da introdução cantada dos jogos da Sega, mas claro com o coral entoando “Nintendo”.

Coloco ambos os vídeos para comparação, e o mais legal é que no segundo dá para avistar a maravilhosa arquitetura do Konserthuset em Estocolmo e ver subirem no palco David Wise, Masashi Hamauzu, Jonne Valtonen e Roger Wanamo.

- “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”
Originais:
“Staff Credits” (The Legend of Zelda: The Wind Waker)
“A Panoramic View” (Pikmin)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 3: Corruption)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 2: Echoes)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime)
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid)
“Super Mario Galaxy” (Super Mario Galaxy)
<– “Opening” (Star Fox 64)
<– “Overworld” (The Legend of Zelda)
<– “Big Blue” (F-Zero)
–> “Ending” (Kirby’s Dream Land)
–> “Main Theme” (Star Fox)
–> “Donkey Kong Rescued” (Donkey Kong Country 2)
–> “Ending Theme” (F-Zero)
“Ending” (Super Mario Bros. 3)
“Super Mario Galaxy 2” (Super Mario Galaxy 2)

Composição: diversos
Arranjo: Roger Wanamo

Symphonic Legends

LEGENDS

LEGENDS: a escuridão escarlate de Super Metroid


Por Alexei Barros

A arrojada “Super Metroid (Suite: Samus Aran – Galactic Warrior)” foi um dos segmentos mais polêmicos do Symphonic Legends, provocando discussões sobre a abordagem modernista de Torsten Rasch tão incomum em concertos de game music – ao menos de game music japonesa, uma vez que BioShock figurou em diversas apresentações e terá uma nova daqui a alguns dias.

No LEGENDS, Super Metroid ficará sob os auspícios de Jonne Valtonen, que também, por enquanto, cuidou da “Toward the Celestial Sphere” de Star Fox. O arranjo não parece que causará a mesma polêmica, ainda que faça o uso de um elemento inusitado, a narração. No comentário do Facebook, o finlandês quis traçar um paralelo com a trilha original do Hirokazu Tanaka (embora o segmento seja apenas do Super Metroid) no sentido de criar a sensação de um organismo vivo. Para tanto, complementou as melodias com progressões de acordes e sobreposição de faixas. Apenas o tema principal pareceu intocado.

Uma das virtudes de Super Metroid e que Valtonen quer transmitir na “Into Red, Into Dark” é a batalha mental entre Samus e Mother Brain. A interação de orquestra, coral e narrador buscará expressar os temores de Samus, mas também sua determinação. Em inglês, a narração será feita por um corista, o sueco-americano Philip Sherman.

Não era um arranjo do Valtonen, mas do Fabian Del Priore com orquestração de Nic Raine e produção do Thomas Boecker, a “Merregnon Soundtrack – Volume 2 – Suite” no First Symphonic Game Music Concert (2003) utilizou o mesmo recurso da narração, no caso o ator James Walker, o Mr. Radik de Império do Sol (1987).

[via Facebook]


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