Arquivo para a categoria 'Metroid'

The Greatest Video Game Music 2: desfalcado, mas, ainda assim, um pouco aproveitável


Por Alexei Barros

Quando os concertos e álbuns orquestrados de game music começaram a se popularizar no Ocidente na década passada, eram poucos os nomes que se aventuravam nesse nicho. Hoje, entre tantas iniciativas amadoras e profissionais, a quantidade de produções deve ter triplicado. Dessa nova safra, destacam-se os álbuns The Greatest Video Game Music, cujo segundo volume foi lançado em novembro de 2012.

A track list a mim muito chamou a atenção. Castlevania, Street Fighter II, Sonic e Super Metroid são nomes que de cara me fazem arregalar os olhos. Mas… nem tudo saiu como esperado. Eu sempre disse aqui que a Nintendo e a Square Enix são as empresas mais chatas para liberar as licenças das músicas em coletâneas com jogos de outras produtoras, certo? Pois, se agora as duas não causaram nenhum problema – o álbum inclui faixas de The Legend of Zelda: The Windwaker, Luigi’s Mansion e Super Metroid da primeira e Final Fantasy VII, Chrono Trigger e Kingdom Hearts II Final Mix +  da outra –, desta vez foram as donas Capcom e Konami que deram para trás, conforme noticiado pelo IGN. Resultado: diferentemente do divulgado, nada de Castlevania, Street Fighter II e também Metal Gear Solid 3 no álbum. Muito estranho se considerarmos que o Video Games Live Level 2, lançado em 2010, tem músicas de Mega Man e Castlevania.

Elucidada essa questão (ou não, já que o motivo não ficou claro), a track list conta com um generoso número de faixas: 17, garantindo uma boa variedade de estilos, jogos e produtoras. Quanto às seleções de músicas, ao mesmo tempo em que o álbum foge de temas mais manjados, também tromba com as músicas mais mastigadas do universo. Por exemplo: a seleção mais óbvia do Skyrim seria a “Dragonborn”, não seria? Em vez disso, tem a “Far Horizons”. Kingdom Hearts: “Hikari” seria o mais lugar-comum. No lugar, há a “Fate of the Unknown”. Enquanto isso, o álbum traz novos arranjos da “One-Winged Angel” e a “Main Theme” do Chrono Trigger como se eles fossem necessários (até porque não superaram arranjos mais consagrados).

Outro problema recorrente, esse presente no primeiro álbum, é a inclusão de faixas já orquestradas em suas trilhas originais, como é o caso da citada “Fate of the Unknown”. Para quê? Por isso, vou me dar o direito de abordar apenas os números que julguei mais interessantes para serem comentados, infelizmente apenas 4 das 17 faixas: dois medleys inéditos e dois arranjos de faixas sintetizadas. Ah, pode parecer que dei preferência para os jogos japoneses, mas não parece não: dei preferência mesmo.

03 – “Legend of Zelda – The Wind Waker: Dragon Root Island”
Original: “Dragon Root Island”

Esta aí uma escolha totalmente fora dos padrões, tanto o jogo como a música, mas que faz sentido, como a faixa original era sintetizada. Começa no violão, depois vai para as cordas em toda a sua majestade. Mais para frente, o piano dá uma quebrada na música, quando parece entrar, creio, o som de um bandolim e, logo em seguida, um saxofone. As cordas retornam num crescendo até confluir no apoteótico retorno de todos os instrumentos. Se não é a mais estrondosa performance de Zelda, ao menos fugiu do básico – básico que já constava no álbum anterior, a batida “Legend of Zelda: Suite”.

07 – “Sonic the Hedgehog A Symphonic Suite”
Originais: “Title” ~ “Super Sonic” ~ “Casino Night Zone” ~ “Sky Chase Zone” ~ “Aquatic Ruin Zone” ~ “Hill Top Zone” ~ “Title” (Sonic the Hedgehog 2)

Considerando que o arranjo “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” feito pelo Richard Jacques para o Video Games Live é, não tem jeito, insuperável, não precisaria nem tentar fazer algo melhor: bastava seguir para o Sonic 2. Mesmo que o nome da faixa não diga isso, a suíte abrange sim faixas da sequência. Só que quem fez o arranjo devia estar morrendo de sono: a peça é de uma monotonia ímpar, parada demais, nada a ver com a velocidade sugerida por qualquer coisa relacionada ao Sonic.

Vamos ver música por música. Depois da “Title” em uma rendição toda pomposa, surge não a “Emerald Hill Zone”, que seria a melhor escolha, mas a “Super Sonic” nos xilofones, nos clarinetes e nas flautas sem a metade da empolgação da original. Abruptamente (ruim a transição), nasce a “Casino Night Zone” muito suavemente, com acompanhamento da bateria e melodia tocada pelo clarinete e depois pelo trombone. Para dormir de vez, a “Sky Chase Zone” é tocada, quase parando. O solo de violino tristonho transita a suíte para a “Aquatic Ruin Zone”, quando você imagina já o Sonic chorando de tristeza. Inesperadamente, a percussão dá uma animada em um raro trecho com cara de Sonic, com direito a solo de saxofone e um baixo elétrico mais incisivo. Piano e xilofone alternam rapidamente na breve alusão à “Hill Top Zone” e, em um crescendo, a “Title” termina essa agonia. Além de sonífero, o arranjo ignora completamente a “Emerald Hill Zone” e a “Chemical Plant Zone”, que para mim são as mais icônicas do Sonic 2. Uma lástima.

09 – “Luigi’s Mansion: Main Theme”
Original: “Luigi’s Mansion”

Talvez para embarcar no anúncio do Luigi’s Mansion: Dark Moon e na representação do jogo no Wii U, o álbum resgata a música desse jogo que nunca foi orquestrada e provavelmente nunca apareceria em um concerto – se já é muito sonhar com Mario Kart, que é bastante popular, imagine Luigi’s Mansion. O arranjo me faz lembrar muito algum tema de desenho animado (da Disney?), deixando um clima de suspense e terror, mas, no fundo, fundo, tudo aquilo não passa de uma brincadeira, mesmo que sem o Luigi murmurando a música como na versão do jogo. Mas a coisa fica (um pouco) mais séria com o coral, que chega rasgando e depois volta em um momento grandioso da performance.

11 – “Super Metroid: A Symphonic Poem”
Originais: “Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Brinstar – Red Soil Wetland Area” ~ “Maridia – Rocky Underground Water Area”“Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Samus Aran Appearance Fanfare” ~ “Theme of Super Metroid”

Se antes só existia o medley do OGC4, de uma hora para outra, todo mundo quis apresentar um arranjo do Super Metroid, o que é curioso, pois poderiam também dar mais espaço para o primeiro Metroid e a trilogia Metroid Prime. Além do Symphonic Legends e LEGENDS (em arranjos diferentes, o primeiro do Torsten Rasch e o outro do Jonne Valtonen), recentemente a turnê Play! A Video Game Symphony também apresentou uma (boa) versão. Mesmo com essa fartura, ainda não dá para nem começar a falar de alguma saturação de Metroid, pois o jogo sempre ficou atrás de Mario e Zelda nos concertos (e ainda falta o Press Start mostrar o seu arranjo).

“Theme of Super Metroid” foi usada para abrir o poema sinfônico e não causa o mesmo impacto para quem já conhecia a versão do OGC4. Mas o trecho correspondente à “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)”, na tela-título, é brilhante, com todos os ruídos fielmente reproduzidos e o clima de ficção científica estabelecido no ar. Muito sutilmente, em uma transição perfeita, essa faixa vai para a “Brinstar – Red Soil Wetland Area”, que cresce de uma maneira contagiante. Para dar aquela acalmada, nada melhor do que um tema de um ambiente aquático, e, nesse caso, o clarinete mergulha na “Maridia – Rocky Underground Water Area”. A harpa lembra a “Theme of Super Metroid”, o piano a “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” e a “Samus Aran Appearance Fanfare” anuncia a chegada da Samus, primeiro com as mulheres, depois os homens em uma rápida participação do coral e mais uma vez com as madeiras. Fechando o arco, tem a “Theme of Super Metroid” vindo com tudo. No fim das contas, é uma peça admirável, a que mais me agradou do álbum, conseguindo transmitir por meio da orquestra a alma sonora de Super Metroid. (É capaz que eu tenha me perdido ou me esquecido de alguma faixa e, caso você tenha reparado em um erro, por favor grite nos comentários.)

Metroid II chega em preto e branco no 3DS [+trailer retrô]

Por Claudio Prandoni

Amanhã a loja online do Nintendo 3DS, a famigerada eShop, recebe um dos jogos mais esperados de minha parte: Metroid II.

Um bocado obscuro e relegado a segundo plano, o jogo é crucial para a trama da franquia, já que explica como Samus destruiu QUASE todos os Metroids – e virou mãe de um fofucho nenê Metroid.

Pena que não é o lendário update para Game Boy Color, todo colorido e mais bonito. Quem me dera também houvesse uma atualização com função de mapa, que ajudaria um bocado. Mas já tá valendo, claro!

Caso você seja um ainda ressabiado dono de Nintendo 3Ds, vai na fé que esse daí é porreta demais.

De brindz, logo acima um divertidíssimo comercial japonês com estilo HQ de quando o game saiu para o Game Boy original, em 1991.

Artwork do dia: Samus tirando/colocando armadura

Por Claudio Prandoni

Fazia tempo que não postava nada do tipo por aqui, mas não podia deixar passar batido o aniversário de uma das minhas musas virtuais mais preferidas de mais bacanas de legais do mundo: Samus Aran.

A loiraça das estrelas completa tenros 25 aninhos neste próximo dia 6 de agosto (veja só você, exatamente um dia antes do meu próprio aniversário!) e, apesar do descaso da casa mãe Nintendo, que prefere dar atenção pro mudinho do Link, chega com tudo em cima e vislumbrando um novo e empolgante ciclo.

Logo a moça reaparece no excelentíssimo Metroid 4, vulgo Metroid Fusion, no Nintendo 3DS e quem sabe a Big N não lembra aí da filhota e a presenteia com um novo game – em 2D, por favor, claro, como não, é óbvio.

Enfim, para celebrar de antemão o quarto de século da guria, essa arte super bacana aí de Justin Currie, maluco que diz nunca ter jogado direito Metroid, mas que acha a Samus maior legal ó.

Aliás, vale explorar a galeria do cara no deviantART pra ver outros desenhos lindos, de Portal, Homem de Ferro e outras tantas paradas licenciadas ou não.

[via Kotaku]

“Super Metroid Medley” – Super Metroid (Play! 2011 em Seattle)

Por Alexei Barros

Antes de tudo, um questionamento: bootleggers, onde estão vocês? De uma hora para outra começaram a rarear os registros de todos os concertos de games, justamente agora que estreou um monte de arranjos inéditos. É o caso do Play! A Video Game Symphony: para as apresentações em Seattle com a Seattle Symphony e o Seattle Choral Company, ocorridas dias 21 e 22 de junho, foram prometidas cinco novidades, e apenas Metroid foi gravado e, ainda assim, a qualidade nem está tão boa.

Sinceridade? Devo ter uma noção distorcida das trilhas série Metroid. Anta que só, não conheci Super Metroid na época certa do SNES, mas fiz questão de terminar os capítulos 2D há alguns anos e, quando cumpri a missão, exceção ao Metroid II: Return of Samus, que passei batido, joguei na ordem da história: Metroid: Zero Mission, Super Metroid e Metroid: Fusion. Nem se compara o impacto da trilha do Hirokazu Tanaka modernizada no remake comparado com as músicas do jogo do SNES. Meu apreço pelas faixas da aventura original vem se mostrando completamente contrário à preferência da maioria das pessoas pelo Super Metroid. Talvez por jogar antes o primeiro… ou porque seja do contra.

Evidente que não questiono se um segmento é focado no Super Metroid, a exemplo do “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” do Toshihiko Sahashi para o Orchestral Game Concert 4 que voltarei a falar, do “Super Metroid (Suite: Samus Aran – Galactic Warrior)” do Torsten Rasch para o Symphonic Legends e “Super Metroid (Into Red, Into Dark)” do Jonne Valtonen para o LEGENDS que não tive a oportunidade de ouvir. Porém, se a ideia era homenagear a franquia inteira eu sinto falta da “Brinstar”. Bom, só no começo era a intenção. Em entrevista ao site Shinesparkers, o produtor do Play! Jeron Moore comenta que descobriu a supramencionada versão do OGC4 quando tinha em torno de 14 anos e, como fã da série, Metroid foi uma das atribuições iniciais depois que ele e o produtor executivo Jason Michael Paul convidaram o arranjador Chad Seiter para se juntar ao time, já que não havia Metroid no programa da turnê. De início, eles quiseram abarrotar faixas desde o primeiro, passando pelo Super Metroid, e pela trilogia Metroid Prime. Seiter jogou obsessivamente Super Metroid na sua infância e selecionou algumas até Moore fechar em um contexto que fizesse sentido para uma peça de sete minutos. Por fim, o número acabou sendo baseado no Super Metroid.

Pelo menos as faixas são diferentes do OGC4, somente com a “Theme of Super Metroid” em comum. (Bisonhamente, as músicas que compõem o “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” não são as que estão arroladas no título). A “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” abre o medley com a intermitência misteriosa da tela-título, no momento em que o coral faz a incursão em um trecho apavorante. As trompas dão sequência ao tema, enquanto as cordas, simultaneamente, entoam brevemente a “Theme of Super Metroid”, que em seguida aparece em seu instante apoteótico nos metais. O suspense toma conta com as intervenções esparsas da flauta imitando os sons da sala de save. Com coral e o peso do tímpano, a “Ancient Ruins (Norfair Area)” ficou estrondosa, e dá para dizer o mesmo quando entra a carregada “Mother Brain”, no qual as tubas e as cordas transmitem toda a imponência do combate com o chefe final. Batalha vencida, retorna a “Theme of Super Metroid”, desta vez com coro. Regressam os ruídos da sala de save, com cordas e tudo mais, encerrando com a “Theme of Super Metroid”.

Veredicto: não saberia explicar exatamente a razão, mas não me agradou a utilização do coral nesse arranjo – suspeito, uma mera conjectura, que foi, falando especificamente dessa abordagem, por conta do canto vocalizado, sem articular uma letra, seja lá qual for o idioma. Não que coral não combine com as músicas de Metroid. Penso que aproveitar, por exemplo, o coral Chozo como no Metroid: Zero Mission deve ser uma ideia de jerico para nunca ninguém ter feito isso. Fiquei com a sensação de que o medley não engrena e até se arrastou pelo estilo pesado das duas faixas do meio. Em suma: o “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” do OGC4 segue como meu preferido se for somente o Super Metroid. Expandindo para toda a série, o “Depth of Brinstar” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert é o que melhor conseguiu, a meu ver, reproduzir a identidade sonora de Metroid, apenas com músicas do primeiro jogo, ainda que muito menos ambicioso.

- “Super Metroid Medley”
“Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Theme of Super Metroid” ~ “Ancient Ruins (Norfair Area)” ~ “Mother Brain” ~ “Theme of Super Metroid”

“Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)” – LEGENDS

Por Alexei Barros

O que poderia ser um mero bônus despretensioso do concerto acabou se tornando um dos segmentos favoritos de muitos (eu incluso) do Symphonic Legends, o “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”, que encadeia, mistura e alterna diferentes melodias, em especial temas de encerramento, de jogos da Nintendo. Surpreende que a origem das músicas não seguiu necessariamente os títulos representados ao longo do concerto. Por exemplo, teve uma suíte somente de Super Metroid, mas a trilogia Metroid Prime foi aludida no bis. São tantos detalhes que as repetidas apreciações se tornam um imperativo – numa iniciativa inusitada, o arranjo foi pensado prevendo que seria publicado no YouTube para que os fãs tentassem descobrir as referências que chegaram até Super Mario Galaxy 2, que saiu em maio de 2010 – o concerto se deu em setembro do mesmo ano.

O número não foi anunciado para a expansão LEGENDS, então fiquei curioso para conferir o vídeo a fim de cumprir tabela. O começo é igual: o piano fazendo dupla com a percussão (desta vez o próprio integrante da orquestra, não Rony Barrak) na “Staff Credits” do The Wind Waker, seguido por uma alusão a Pikmin (que não sei o momento exato) e, com o coral, pelos três temas dos créditos em ordem decrescente da trinca Metroid Prime. Não obstante o registro amador, foi possível ouvir a densidade da “Theme of Super Metroid” no órgão de tubos, o que, curiosamente, não dava para perceber muito bem na gravação da transmissão. O piano alude à faixa “Super Mario Galaxy” como de praxe, e… opa! A partitura tinha sido alterada.

Eu achei que todas as mudanças foram para melhor. Já era um estrondo e ficou ainda mais, e vou dar meus motivos. Conforme detalhado aí embaixo, as músicas com a seta para esquerda que estavam no Symphonic Legends deram lugar para as da direita no LEGENDS. Como Kirby foi uma adição no repertório, justo que também fosse lembrado no desfecho, apesar de não ter encontrado o ponto certo no vídeo. A “Opening” do Star Fox 64 era uma sutilíssima referência no trombone e, com a “Main Theme” do Star Fox, a série teve homenagem estendida de forma merecida. Na primeira versão, não havia nada relativo a Donkey Kong, aliás, a única franquia do concerto que não despontava no bis. Por menor que seja, é sensacional perceber o trompete tocar um trecho da “Donkey Kong Rescued” de um título marcante como Donkey Kong Country 2. Todas as melodias vinham de temas de encerramento (algumas apareciam antes, em outros momentos dos jogos, mas sempre figuravam no final), com exceção de Star Fox, que era breve como comentei acima, e F-Zero, que foi simbolizado pela “Big Blue”. Daí… que choque tomei quando ouvi a “Ending Theme” nos metais reproduzindo a melodia, com um tempero jazzístico um tanto incomum em concertos eruditos. Esses segundos, acredite, valeram todo o LEGENDS para mim, porque não esperava de jeito algum tal inclusão. Sobre a retirada da “Overworld” do Zelda, a série já teve o primeiro bis só para ela com a “Healing”, além do poema sinfônico, e sem falar que este segmento começa com Zelda. Lembro que por ocasião do Symphonic Legends, quase enfartei com a “Ending” do Super Mario Bros. 3 com coral em latim, mas foi bom terem incluído o tema dos créditos do F-Zero só agora, porque muito possivelmente não resistiria a dois enfartos em sequência. E, de novo, o que é esse final? Fez me lembrar da introdução cantada dos jogos da Sega, mas claro com o coral entoando “Nintendo”.

Coloco ambos os vídeos para comparação, e o mais legal é que no segundo dá para avistar a maravilhosa arquitetura do Konserthuset em Estocolmo e ver subirem no palco David Wise, Masashi Hamauzu, Jonne Valtonen e Roger Wanamo.

- “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”
Originais:
“Staff Credits” (The Legend of Zelda: The Wind Waker)
“A Panoramic View” (Pikmin)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 3: Corruption)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 2: Echoes)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime)
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid)
“Super Mario Galaxy” (Super Mario Galaxy)
<– “Opening” (Star Fox 64)
<– “Overworld” (The Legend of Zelda)
<– “Big Blue” (F-Zero)
–> “Ending” (Kirby’s Dream Land)
–> “Main Theme” (Star Fox)
–> “Donkey Kong Rescued” (Donkey Kong Country 2)
–> “Ending Theme” (F-Zero)
“Ending” (Super Mario Bros. 3)
“Super Mario Galaxy 2” (Super Mario Galaxy 2)

Composição: diversos
Arranjo: Roger Wanamo

Symphonic Legends

LEGENDS

LEGENDS: a escuridão escarlate de Super Metroid


Por Alexei Barros

A arrojada “Super Metroid (Suite: Samus Aran – Galactic Warrior)” foi um dos segmentos mais polêmicos do Symphonic Legends, provocando discussões sobre a abordagem modernista de Torsten Rasch tão incomum em concertos de game music – ao menos de game music japonesa, uma vez que BioShock figurou em diversas apresentações e terá uma nova daqui a alguns dias.

No LEGENDS, Super Metroid ficará sob os auspícios de Jonne Valtonen, que também, por enquanto, cuidou da “Toward the Celestial Sphere” de Star Fox. O arranjo não parece que causará a mesma polêmica, ainda que faça o uso de um elemento inusitado, a narração. No comentário do Facebook, o finlandês quis traçar um paralelo com a trilha original do Hirokazu Tanaka (embora o segmento seja apenas do Super Metroid) no sentido de criar a sensação de um organismo vivo. Para tanto, complementou as melodias com progressões de acordes e sobreposição de faixas. Apenas o tema principal pareceu intocado.

Uma das virtudes de Super Metroid e que Valtonen quer transmitir na “Into Red, Into Dark” é a batalha mental entre Samus e Mother Brain. A interação de orquestra, coral e narrador buscará expressar os temores de Samus, mas também sua determinação. Em inglês, a narração será feita por um corista, o sueco-americano Philip Sherman.

Não era um arranjo do Valtonen, mas do Fabian Del Priore com orquestração de Nic Raine e produção do Thomas Boecker, a “Merregnon Soundtrack – Volume 2 – Suite” no First Symphonic Game Music Concert (2003) utilizou o mesmo recurso da narração, no caso o ator James Walker, o Mr. Radik de Império do Sol (1987).

[via Facebook]

Play!: as estreias de Halo: Reach, Dragon Age II, Metroid e dos novos números de Mario e Zelda


Por Alexei Barros

Gostou da “Terra’s Theme” e do “Castlevania Medley” do Play! A Video Game Symphony? Ambos os arranjos são de Chad Seiter (informação atualizada no primeiro post), um dos compositores do FPS Fracture. O que dizer então quando o seu talento for direcionado para a sacrossanta tríade de franquias da Nintendo, além de Halo: Reach e Dragon Age II? Altamente promissor. Os cinco segmentos estão marcados para debutar em 21 de junho em Seattle, com uma reprise no dia 22.

Metroid jamais esteve representado no programa da turnê. Tenho esperanças que façam justiça à trilha do Hirokazu Tanaka, na maioria das vezes esquecida em favor do trabalho do Kenji Yamamoto e da Minako Hamano em Super Metroid. Alguma(s) da trilogia Metroid Prime não fariam mal a ninguém. “Super Mario Bros. Suite” e “The Legend of Zelda Suite” eram duas partituras exclusivas, preparadas por Jonne Valtonen, mas ainda assim vão investir nas novidades. Zelda, aliás, será a “Overture” orquestrada do ZREO: Twilight Symphony.

O Play! já contava com o medley “Halo”, arranjo de Arnie Roth com faixas da trilogia e agora terá um segmento dedicado ao Halo: Reach. E se em Dayton ocorreu a estreia de Dragon Age: Origins (não mostrei aqui pela baixíssima qualidade do único registro disponível no YouTube), haverá Dragon Age II em Seattle – isso se o site não estiver se confundindo e for o mesmo número –, com a performance vocal da cantora Aubrey Ashburn. Ela, o compositor de Halo Martin O’Donnell e Chad Seiter estarão presentes na sessão de autógrafos também.

[via Play!]

“Nintendo Medley” – Super Metroid, Star Fox, Super Mario Bros. e The Legend of Zelda (Score)

Por Alexei Barros

Medleys apenas com jogos da Nintendo têm aos montes. São sempre centrados em um tema (como os da linha Touch! Generations no Press Start 2008), plataforma (Famicom, no Press Start 2009 e 2010) ou série (exemplos desnecessários). O concerto sueco Score, em contrapartida, apresentou uma miscelânea de ideia similar somente com a produtora em comum.

É nomeado “Nintendo Medley”, mas poderia se chamar muito bem “Orchestral Game Concert Nintendo Medley”, como todas as músicas usam como base arranjos antigos da série de espetáculos. Infelizmente, as emendas não foram muito elaboradas, com vazios entre um jogo e outro. Apesar de toda a reciclagem, achei de certa forma interessante acompanhar em vídeo a performance algumas partituras que antes só ouvia das gravações em CD do OGC e por sutis adaptações.

A “Theme of Super Metroid” é baseada no medley “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” (OCG4), enquanto que a “Main Theme” (Star Fox) no “Theme of Star Fox” (OGC3). A parte do Super Mario Bros., de maneira previsível, vem da mastigada “Super Mario Bros.” (OGC). O excerto do Zelda, acredito, deve ser totalmente novo, porque não consigo encontrar na “Legend of Zelda Theme” (OGC) um trecho de semelhante grandiloquência. É de nível John Williams a interpretação da “Overworld”, e valeu todo o arranjo.

“Nintendo Medley”
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid) ~ “Main Theme” (Star Fox) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
Continuar lendo ‘Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária’

Artwork do dia: Samus por iwaisan

Por Claudio Prandoni

Ah, Samus.

Sempre loira. Sempre misteriosa. Sempre solitária. Sempre uma das figuras femininas mais marcantes da Nintendo. A Zelda até é bacana – principalmente como Sheik em Ocarina of Time e partindo pra briga no Twilight Princess – mas a loira-mor da Big N é mesmo Samus, acima até da princesinha Peach.

Em breve matamos saudades de novo da guria espacial no muito promissor Metroid: Other M, lá no dia 31 de agosto. Enquanto a contagem regressiva não acaba, uma arte lindona aí do nipônico artista iwaisan, lá do deviantART – que tem muitas outras bonitas artes baseadas em games lá na galeria dele.

Abaixo, o trailer mais recente do game de Wii para nos deixar com água na boca.


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