
Por Alexei Barros
Quando soube da existência do Press Start 2006 o programa chamou a atenção pela ausência de um segmento do Mario, o que muitos poderiam considerar fundamental no set list de um concerto com diversas franquias. Encarava isso como uma virtude, uma prova de desplante, já que tal obrigação muitas vezes fez com que se apelasse para uma performance frívola, como são tão comuns os solos de piano do Mario 1, para jogar seguro e agradar o público.
Ironicamente, todas as edições seguintes incluíram números do Mario, e o primeiro deles, o arranjo de Keiichi Oku “Super Mario Bros.” no Press Start 2007, chega a ser uma piada de tão limitado, com menos de dois minutos de duração, em um exemplo de nostalgia fugaz. Depois a situação melhorou especialmente pela rapidez com que jogos recentes foram adicionados ao repertório. É o que torna especial o Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, o terceiro lançamento relacionado à série japonesa de concertos. Os anteriores foram o single Professor Layton Series Soundtrack Premium CD e o álbum Press Start The 5th Anniversary.
Brinde do Super Mario Collection Capture Book e Super Mario Bros. 25th Anniversary Book lançados em um pacote dia 9 de dezembro de 2010, é um CD com três faixas do Mario, com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall no Press Start 2008 e no Tokyo Metropolitan Art Space no Press Start 2010, e da Tokyo City Philharmonic Orchestra neste segundo local no Press Start 2009.
Infelizmente, a minha principal reclamação do Press Start The 5th Anniversary persiste: a reverberação exagerada. Isso é muito desanimador, porque se foram lançados dois CDs com mixagem parecida, é o que a produção acha o ideal. Não há perspectiva que possíveis futuros lançamentos do Press Start tratem de corrigir isso. Em compensação, não tenho do que contestar da qualidade dos arranjos.
Quando ao repertório, há de se lamentar mais uma vez que do primeiro Super Mario Bros. há um pulo, ou melhor, um voo de capa até o Super Mario Galaxy, com uma aterrissagem no New Super Mario Bros. Wii. Quanta coisa boa não tem do Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64 e Super Mario Sunshine… Da lista dos principais sobra Super Mario Galaxy 2. Se for mantida a tradição de um Mario por Press Start deve ser o candidato com mais potencial a figurar na provável edição 2011.
Mas chega de devaneios. Depois do Hadouken as minhas impressões da trinca de faixas bigodudas.

Por Alexei Barros
Por Alexei Barros

A versão orquestrada da
Confesso que até já esperava Kirby porque, você sabe, a pelota rosa é cria do Masahiro Sakurai, um dos idealizadores do Press Start. Porém, não havia me dado conta que um dia após o concerto, 3 de agosto, era o aniversário de 39 anos do designer, que criou Kirby quando tinha apenas 19. Nada mais justo do que um medley com músicas do primeiro da série, Kirby’s Dream Land, lançado para Game Boy em 1992. O próprio Sakurai foi quem escreveu o relato do segmento, e afirmou que esse ano foi aberta essa exceção para os números finais, que costumam ser dedicados à série Final Fantasy. Mas é curioso como Kirby, assim como Rhythm Heaven, mesmo sendo franquias menos famosas, apareceram antes de Metroid e Donkey Kong.
A cada ano é promovido um rodízio de orquestras no Press Start, mas pela primeira vez será usada uma que havia tocado anteriormente. A Tokyo City Philharmonic Orchestra participou justamente da estreia da série de concertos, em
Pelo que temos de canções no set list e sabendo o que as outras vão cantar, sobra Portal e Persona 4 para Mariko Ohtsuka. Mas como a
Com aulas de piano clássico desde os cinco anos, Keita Egusa lançou em 2008 o maxi-single Kalaycilar, que é publicado pela Dog Ear Records, a companhia de Nobuo Uematsu. O vídeo da faixa-título
Não tem o que especular. Kihara é a compositora, letrista e cantora de
Seja no violão ou na guitarra, Kubota, que também é arranjador e produtor musical, tocou em todas as apresentações anteriores do Press Start em diversos segmentos: OutRun e Zone of the Enders: The 2nd Runner em
Em
Cantora de ópera premiada, Takahashi é a soprano da
Hideki Ishigaki (shakuhachi) e Hideki Onue (shamisen) formam o duo da nova geração de música tradicional japonesa Hide – Hide, que publicou dois álbuns e um DVD. São conhecidos por performances ao vivo espetaculares. Procurando por vídeos da dupla encontrei até versões da
Não, nunca fui grande
A obra de arte da Clover Studio que estreou no PlayStation 2 em 2006 e foi adaptada pela Ready at Dawn para Wii dois anos depois possui uma trilha sonora gigantesca, com 218 faixas espalhadas em cinco CDs. A baixa vendagem no Japão não impediu a realização do álbum
Como Tales, Masahiro Sakurai queria incluir Suikoden no ano passado, mas não foi possível. Não à toa ocorreu tal obsessão. A franquia da Konami possui discografia vasta e variada, com arranjos em toda a sorte de estilos. Curiosamente, ainda que inédita em apresentações nipônicas de grandes proporções, a série aflorou em dois concertos suecos obscuros: Joystick 2.0 (2007) e
Tratam-se de dois adventures da Chunsoft (desenvolvedora de Dragon Quest de I a V) para Super Famicom lançados em 1992 e 1994 no Japão. Jamais aportaram nos EUA. Do gênero sound novel, possuem uma jogabilidade peculiar: você acompanha doses cavalares de texto na tela, e nos pontos críticos toma decisões que vão interferir no destino da jornada. Enquanto isso, o fundo exibe imagens relacionadas com a aventura.

















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