Archive for the 'Game Music' Category

Symphonic Legends: concerto de Zelda em Londres também terá participação do grupo Spark


Por Alexei Barros

No dia 13 de julho de 2014, o Barbican Centre London sediará o concerto Symphonic Legends – Featuring music from The Legend of Zelda series. Já se sabia das participações da London Symphony Orchestra e do London Symphony Chorus e que, somados, chegariam a mais de 200 pessoas para a performance. Agora já se fala que esse número vai alcançar a marca de 220 indivíduos. Mas o que era bom ficará melhor ainda, porque esse concerto também contará com a participação do quinteto instrumental Spark.

Para quem não se lembra, esse grupo alemão tocou no Symphonic Selections ano passado em um extenso e fabuloso segmento do The Legend of Zelda: The Wind Waker. Esse mesmo número, de nome “Concerto for Spark and Orchestra”, vai ser tocado mais uma vez no Symphonic Legends. O Spark é formado por cinco instrumentistas não somente talentosos, como virtuosos, e eles estraçalharam no arranjo do Roger Wanamo. Pelo jeito, teremos a apresentação definitiva de Zelda em julho. Só o que provavelmente fará falta são registros oficiais do espetáculo.

[via Spielemusikkonzerte]

Virtua Gamer: Top 10 – As piores músicas de games

Por Alexei Barros

Como já demonstrei por este post, o tema “músicas horrendas de videogames” costuma me fascinar, uma vez que é sempre interessante saber o outro lado da moeda: tanto se fala das faixas memoráveis, mas o mundo retrô também esconde verdadeiros atentados para os ouvidos. Minha única condição é que listas desse tipo sejam surpreendentes e tragam algumas coisas bem obscuras. Falar sempre das mesmas não tem graça.

A tarefa de trazer algo novo nesse sentido foi cumprida com louvor no mais recente vídeo do Rafael “Virtua Gamer” Fernandes em seu canal do YouTube. Mesmo já conhecendo algumas das faixas selecionadas (destaco a do 1942, que joguei na época), dá gosto ver um top 10 tão bem produzido, informativo e ao mesmo tempo incrivelmente engraçado – espere por muitas inserções aleatórias e hilariantes.

Não deixe de conferir o top 10 abaixo (os 16 minutos vão passar voando) e visite o canal do Rafael para assistir aos demais vídeos (entre vídeo reviews e outras aleatoriedades). Desde já fica a torcida para um novo top 10 com músicas de games abomináveis.

Estreia novo site da Spielemusikkonzerte


Por Alexei Barros

Quando comecei a descobrir a existência de concertos de game music que eram realizados pelo mundo, um dos primeiros sites que vi foi o vgmconcerts.com. Foi lá que descobri as produções do Thomas Boecker na Alemanha e ficava fascinado pela variedade de repertório, imaginando as performances ao ver as fotos, já que não eram permitidas as gravações da série Symphonic Game Music Concert. Faz um tempo que o site deixou de existir (pelo menos na maneira que conhecia) e cada concerto, como os aclamados Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys, ganhavam uma página específica, mas faltava um site que concentrasse todas as informações além do Facebook.

Agora não falta mais: estreou oficialmente spielemusikkonzerte.de. Lá há perfis de todos os solistas, produtores e arranjadores dos concertos, informações dos espetáculos antigos, agenda das próximas apresentações, notícias e links para compra de ingressos. Navegando, também é possível ler comentários dos arranjadores sobre as peças, como na página do Final Symphony. Por ora, o site está disponível apenas em alemão, mas nada que o Google Translator (traduzindo para inglês) não ajude. Futuramente, o spielemusikkonzerte.de também vai ganhar uma versão em inglês para facilitar. Ficaremos de olho.

[via spielemusikkonzerte.de]

Piano Opera Final Fantasy: o raro dia em que Hiroyuki Nakayama aterrissou em São Paulo


Por Alexei Barros

Como amplamente divulgado, ontem, dia 19 de fevereiro, aconteceu um desses espetáculos de game music que é difícil de acreditar que ocorreu no Brasil: Piano Opera Final Fantasy. Às 20 horas, o Grande Auditório do MASP recebeu o japonês Hiroyuki Nakayama para interpretar músicas da série Final Fantasy no piano, em um evento organizado pela Fundação Japão em São Paulo.

“Chopin” Nakayama, como é apelidado, é figura recorrente em gravações de trilhas sonoras originais de games, a exemplo de Blue Dragon, Lost Odyssey, Xenoblade Chronicles, entre outras. No piano, ele já mostrou talento na coletânea Piano Collections Kingdom Hearts e, também como arranjador, nos álbuns Piano Collections Kingdom Hearts Field & Battle e PiA-COM II na companhia de outras pessoas. Mas coube a ele a honra de arranjar e tocar sozinho todas as músicas dos discos Piano Opera Final Fantasy I/II/III e Piano Opera Final Fantasy IV/V/VI, ambos lançados em 2012. O repertório de ontem foi justamente um mix desses dois álbuns, com quatro faixas do primeiro e oito do segundo.

Para testemunhar a performance de Nakayama, os fãs da série foram obrigados a fazer um plantão no MASP. Como o evento era gratuito, os ingressos para os 374 lugares foram distribuídos uma hora antes do espetáculo, mas o problema é que quase o dobro de pessoas compareceu no local e, com isso, muita gente ficou de fora, sem poder ver o pianista. Eu iria ao evento, mas infelizmente fui acometido por um mal-estar desgraçado (enjoo temperado com um embrulho no estômago), porém irei repassar o que os reports citados no fim do post informam e o que o Fabio Santana me contou sobre o evento.

O Nakayama sofreu com o sono por causa do fuso-horário da viagem, mas superou as dificuldades para tocar as 11 músicas previstas no programa e mais uma no bis, a “Theme of Love” (Final Fantasy IV), que não estava originalmente anunciada. Simplesmente incrível uma apresentação dessas ter acontecido apenas com músicas dos seis primeiros jogos, considerando que a quantidade de fãs da série explodiu mesmo com o FFVII. Com isso, o eterno FFVI, que inclusive completa 20 anos em 2014, tomou conta do set list com quatro faixas.

Levando em conta as músicas que já foram arranjadas nos dois álbuns, a seleção foi ótima, embora, devo confessar, se ali estivesse, sentiria a falta do “Battle Medley”, pela nostalgia dos temas de batalha mais antigos, e a “Red Wings ~ Kingdom Baron”, por conta da minha fascinação pelo FFIV. Mas como reclamar de alguma coisa diante da sequência imbatível “Dancing Mad” e “Clash on the Big Bridge”?

Uma das melhores notícias que pude saber é que o público brasileiro se comportou como deveria ser em qualquer apresentação erudita e como não é no VGL: silenciosamente durante as músicas e aplaudindo efusivamente após a performance. Aí sim!

Em maio, vai ser publicado o terceiro álbum dessa série Piano Opera, desta vez com os episódios FFVII, VIII e IX da era PlayStation, com direito a uma apresentação no Japão para comemorar o lançamento. O melhor é que o Nakayama prometeu voltar ao Brasil, quem sabe para apresentar músicas desse novo CD. Ele disse que ia tentar trazer o Nobuo Uematsu na próxima oportunidade. Será?

Set list:

01. “Prelude ~ Opening” (Final Fantasy)
02. “Troian Beauty” (Final Fantasy IV)
03. “Town Medley” (Final Fantasy I, II e III)
04. “Rebel Army Theme” (Final Fantasy II)
05. “Searching for Friends” (Final Fantasy VI)
06. “Gurgu Volcano” (Final Fantasy)
07. “Kefka” (Final Fantasy VI)
08. “Save Them” (Final Fantasy VI)
09. “Home, Sweet Home” (Final Fantasy V)
10. “Dancing Mad” (Final Fantasy VI)
11. “Clash on the Big Bridge” (Final Fantasy V)
12. “Theme of Love” (Final Fantasy IV)


Crédito das imagens:
©Rafael Salvador / Nikko Fotografia

[via Pop e Game World]

Final Symphony ganha novas apresentações na Dinamarca, Suécia e Japão


Por Alexei Barros

Depois das apresentações na Inglaterra e Alemanha (em dois horários) em maio de 2013, o concerto Final Symphony agora vai passar pela Dinamarca, Suécia e Japão neste ano. O espetáculo tem o repertório baseado em três episódios da série Final Fantasy: VI, VII e X. Para cada jogo, há uma extensa e trabalhada peça musical de longa duração.

No Japão, a performance será da Tokyo Philharmonic Orchestra no Tokyo Bunka Kaika no dia 4 de maio, em dois horários diferentes. Além de participar de uma grande variedade de trilhas e concertos, essa orquestra foi a mesma que tocou o Symphonic Fantasies Tokyo, o primeiro concerto realizado pelo produtor Thomas Boecker no Japão, isso lá em 2012. Se a produção está voltando para lá, é porque os japoneses, mestres na arte dos concertos de game music, gostaram do que ouviram.

A próxima apresentação se dará na Dinamarca no dia 9 de maio, com a Aarhus Symphony Orchestra no Musikhuset Aarhus. Essa visita ao país escandinavo já havia sido anunciada em novembro do ano passado, mas aproveito a ocasião para mencioná-la.

Por fim, a Suécia – país frequentemente agraciado com concertos de games – terá a sua apresentação em 18 de junho, no tradicional Konserthuset Stockholm. Como não poderia deixar de ser, quem vai tocar as músicas é a competentíssima Royal Stockholm Philharmonic Orchestra, já conhecida de outros espetáculos, como o LEGENDS.

No Japão e na Dinamarca, a regência será do maestro Eckehard Stier, que, na Suécia, passará a batuta para o regente Andreas Hanson. Outra novidade é que o piano terá a performance da Katharina Treutler, pianista que vai substituir o Benyamin Nuss, que tocou nas apresentações em 2013.

Torço para que alguma dessas reprises seja gravada e lançada em CD – no site oficial, a imagem de um álbum coberto por um véu vermelho com três pontos de interrogação, mostrando que alguma coisa está nos planos.

Para informações mais detalhadas do repertório do Final Symphony, não deixe de ver ou rever o report in loco escrito pelo Luiz “Radical Dreamer” Macedo do espetáculo na Alemanha.

[via Square Enix, aarhussymfoni.dkkonserthuset.se]

O ineditismo da X’mas Collections II: Yuzo Koshiro arranja Nobuo Uematsu


Por Alexei Barros

Neste longo período sem atualizações, uma das coisas que passei batido – e jamais poderia – é o lançamento do álbum X’mas Collections II music from Square Enix em novembro de 2013 – a data dá uma amostra de quanto essa notícia é velha. Geralmente, confesso, não costumo ficar ansioso ou dar muita atenção para esse tipo de coletânea, como foi o caso da que veio antes dessa, que saiu em novembro de 2010. Seria o caso de ignorar se não fosse pelo fato de o CD ter… Uma música do Final Fantasy arranjada pelo Yuzo Koshiro!

Trata-se de algo completamente inédito na carreira do compositor, que, não faz muito tempo arranjou o tema de Zelda do Koji Kondo para o Super Smash Bros. Brawl e para o Press Start. Agora, a combinação Yuzo Koshiro e Final Fantasy nunca aconteceu, assim como Yuzo Koshiro e Nobuo Uematsu.

Foi um acontecimento tão raro que na ocasião o site 4gamer.net entrevistou o Koshirão para falar especialmente sobre esse arranjo. Mesmo via Google Translator deu para entender algumas coisas bastante interessantes. O pedido partiu da Square Enix, e o Yuzo Koshiro teve liberdade de escolher qual música quisesse – ele selecionou o tema da “Rydia” do Final Fantasy IV. O compositor disse que na época não estava jogando muitos RPGs, porque em 1991 ele estava se dedicando às lutas de Street Fighter II nas casas de arcade. Mas a informação mais reveladora da entrevista é que, pelo que entendi, o Nobuo Uematsu disse para o Yuzo Koshiro que tentou recriar o som do ActRaiser na trilha do Final Fantasy IV.  Ambos os jogos saíram no início da vida do Super Nintendo – e que início de console.

Na entrevista, o Koshirão compartilha mais detalhes do arranjo, mas foi algo que foi além da minha compreensão e das capacidades do Google Translator. Mas, pelos créditos do encarte, é possível constatar que, em vez de fazer algo totalmente sintetizado como era mais comum em sua carreira, o Yuzo Koshiro utilizou a performance de violino e clarinete reais.  O restante é simulado (e nisso incluo a orquestra e até uns timbes de coral), que se passam muito bem por reais. Em quase 5 minutos, o tema da conjuradora de monstros é desenvolvido muito bem, fazendo a sublimidade do arranjo atingir níveis estratosféricos.

Ouça, enfim:

“Rydia / X’mas Edit”

[via 4Gamer.net]

Agora focado em Zelda, Symphonic Legends renasce ainda mais lendário

Por Alexei Barros

Para quem gosta de futebol, haverá um grande motivo para permanecer no Brasil ano que vem. Um motivo chamado Copa do Mundo 2014. Mas, se não for o seu caso – e ainda me espanta saber quantos jogadores de videogame não gostam de futebol -, você pode ter uma excepcional razão para fazer uma visita a Londres. Agora, se você acompanhar futebol e ser fã das músicas de Zelda… você poderá ficar bastante dividido.

Tudo isso porque no dia 13 de julho de 2014, exatamente o dia da final da Copa do Mundo marcada para o Maracanã, no Rio de Janeiro, acontecerá a retomada do Symphonic Legends. Outrora o nome dado para o concerto que homenageou diversas franquias da Nintendo, agora o espetáculo será totalmente dedicado à série Zelda.

A apresentação acontecerá no Barbican Centre London, com performance da London Symphony Orchestra, renomadíssima orquestra que tocou o Final Symphony em maio de 2013. Desta vez, porém, a orquestra será acompanhada pelo London Symphony Chorus, totalizando mais de 200 pessoas no palco!

O Symphonic Legends – Featuring music from The Legend of Zelda series promete trazer partituras novas e revisadas dos jogos A Link to the Past, Ocarina of Time, The Wind Waker e Twilight Princess, além da première mundial do tema de abertura do Skyward Sword. Os arranjadores são aqueles competentes de sempre, os finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo, com a produção executiva do Thomas Boecker.

Desde já fica a dúvida quais arranjos serão revisados, já que Zelda constantemente aparece nas produções do Boecker. No próprio Symphonic Legends de 2010, por exemplo, tivemos o Poema Sinfônico, e no recente Symphonic Selections, que ainda comentarei aqui, foi tocado um arranjo extenso e magnífico do The Wind Waker. O jogo do GameCube inclusive estreou mundialmente em um concerto do Boecker, o First Symphonic Game Music Concert, lá em 2003.

Vale lembrar que esse concerto não tem nenhuma relação com a turnê Zelda: Symphony, que inclusive vai encerrar dia 14 de dezembro, com uma apresentação em San Jose, Califórnia.

Aos interessados no Symphonic Legends – Featuring music from The Legend of Zelda series, os ingressos já estão à venda, com preços que vão de 30 a 85 libras.

[via release de imprensa]

Lembrete: transmissão em vídeo do Symphonic Selections, sexta-feira, dia 22/11, às 16h, no horário de Brasília

Por Alexei Barros

Até que enfim! Amanhã, dia 22 de novembro, acontecerá na Alemanha o concerto Symphonic Selections, com transmissão ao vivo em vídeo para o resto do mundo, como aconteceu com o Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys. Conduzida pelo maestro Wayne Marshall, a apresentação será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne, com a participação especial do grupo Spark no número do The Legend of Zelda: The Wind Waker. O espetáculo está marcado para as 19h locais, o que equivale aqui às 16h, no horário de Brasília. Para quem já se esqueceu, o cardápio musical promete ser formado por reprises e segmentos inéditos bastante promissores (estou bastante ansioso pelo Shadow of the Colossus):

- Shenmue – Sedge Tree
- Super Metroid – Into Red, Into Dark*
- Blue Dragon – Waterside
- Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
- Super Mario Galaxy – Galactic Suite*
- Monster Hunter – Proof of a Hero**
- Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)***
- The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra*

* Courtesy of Nintendo.
** © Capcom Co., Ltd.
*** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.

O link da transmissão você confere aqui.

Super Mario 3D World: uma nova trilha bigoduda de proporções galácticas


Por Alexei Barros

Super Mario 3D World, prestes a sair para o Wii U, ainda não tem cara de ser o “Mario de nova geração” que sempre marcava antigamente cada console da Nintendo se não na época do lançamento do videogame (como o Super Mario World no SNES e o Super Mario 64 no N64), alguns anos depois (como o Super Mario Sunshine no GameCube e o Super Mario Galaxy no Wii). Talvez porque tudo que a Nintendo faça hoje pareça ter um pé no passado. Como jogador nostálgico, não deveria ver problema nisso, mas… Ela bem que poderia ousar um pouco mais.

Porém, algo me fará ter uma expectativa maior no Super Mario 3D World, vamos ver se você adivinha: a trilha sonora, que comento com certo atraso. Retorna a consagrada dupla galáctica Mahito Yokota, como compositor principal, e o Koji Kondo, autor de duas músicas, agora acompanhada por Toru Minegishi, nome frequente em trilhas de jogos recentes da série Zelda, e ainda o novato Yasuaki Iwata, que desconheço por ora. A trilha sonora será lançada dia 21 de novembro, via Club Nintendo, e o álbum Super Mario 3D World Original Sound Track terá 77 faixas divididas em 2 CDs.

A exemplo do Super Mario Galaxy e do Super Mario Galaxy 2, as músicas foram gravadas por instrumentos reais. Em vez da Mario Galaxy Orchestra, nome dado para um grupo de instrumentistas freelancers, quem tocou a trilha nesta vez foi a chamada Mario 3D World Big Band. De acordo com a declaração de Yokota para o Destructoid, as músicas apresentam uma atmosfera mais dançante, com sonoridade de big band, fazendo proveito do naipe de metais recheado por trompetes e saxofones. Não foi feita a associação na entrevista, mas essa característica me remete à trilha do Super Mario 64, já que as músicas desse jogo foram adaptadas para big band com extrema naturalidade na apresentação Mario & Zelda Big Band Live. Como o Super Mario 3D World possui essa temática felina por conta do power-up de gato do Mario, o trombone e a guitarra vão imitar miados.

Apesar do nome do jogo remeter ao Super Mario World, Yokota garantiu de que não haverá releituras do título do SNES. Contudo, o Super Mario 3D World possui quatro personagens, com diferentes habilidades, e essa característica foi associada ao glorioso e fantástico Super Mario Bros. 2. Quer saber? Simplesmente sensacional. Já existem muitos arranjos do Super Mario World (embora outros seriam muito bem-vindos), mas o Mario 2 foi o jogo mais negligenciado do encanador. Dependendo da música, o risco de infarto é grande.

Muita gente já deve inclusive estar jogando o Super Mario 3D World e apreciando a trilha, mas não posso deixar de mencionar o vídeo que mostra a gravação das músicas. Muitos dos instrumentistas ali podem ser reconhecidos, entre eles o maestro Taizo Takemoto, que conduziu as gravações dos dois Super Mario Galaxy, e a dupla Hide-Hide no shakuhachi e shamisen. Ambos são frequentes no Press Start, então já podemos esperar algo do Super Mario 3D World no Press Start 2014.

[via Destructoid]

“Phantasy Star Medley for Sympathy 2013″ – Phantasy Star I, II, III e IV (Phantasy Star Series 25th Anniversary Concert Sympathy 2013 Live Memorial Album)


Por Alexei Barros

Enfim chegamos ao lançamento de um dos álbuns de game music mais aguardados do segundo semestre: a gravação do concerto comemorativo de 25 anos da série Phantasy Star ocorrido em março deste ano.

O Phantasy Star Series 25th Anniversary Concert Sympathy 2013 Live Memorial Album é bastante generoso, cobrindo todos os segmentos do espetáculo. Até mesmo músicas sem relação com a série estão presentes, como a Burning Hearts ~Burning Angel~” do Burning Rangers. Aliás, a performance ficou muito aquém do que poderia: em vez da parte dos metais ser feita pela Tokyo Philharmonic Orchestra, esses instrumentos foram pré-gravados, apenas com a banda tocando ao vivo. Para completar, o Takenobu Mitsuyoshi não estava em um dos seus melhores dias.

Não vou falar de todos os números do álbum e me concentrar somente em comentar o aguardado “Phantasy Star Medley for Sympathy 2013″, miscelânea dos quatro primeiros episódios da série (o jogo inicial para Master System e os demais para Mega Drive). Afinal de contas, não é surpresa alguma ouvir uma orquestra tocando Phantasy Star Online; o ineditismo está em ouvir as músicas do Tokuhiko Uwabo (PSI e II), Izuho Numata (PSIII e IV) e Masaki Nakagaki (PSIV) em versões orquestradas. Embora seja um mal da Sega essa baixa representação em concertos e álbuns sinfônicos, por algum motivo Phantasy Star ficou atrás até de outros RPGs do Mega Drive, como Shining Force, com o Symphonic Suite the Another Story of Shining Force e Symphonic Suite Shining Force II ~Ancient Sealing~ e o obscuro Tougi Ou: King Colossus, com o álbum supremo Image from King Colossus -Warrior King Fantasy Suite-. Vinte e cinco anos de espera depois…

Já ouvia escutado as trilhas antigas, mas na tentativa de identificar cada parte do medley voltei a visitar as músicas e havia me esquecido o quão boas elas são. Dava tranquilamente para cada um dos quatro episódios de Phantasy Star receber um medley próprio. Porém, eles decidiram colocar tudo em um segmento só de pouco mais de oito minutos que segue a ordem de lançamento dos jogos. Por conta desse formato, as melodias algumas vezes são abordadas muito rapidamente, sem nenhum grande desenvolvimento sinfônico – nada como uma suíte, por exemplo. Mas é o suficiente para as faixas serem reconhecidas e apreciadas, ainda mais que não havia nada antes disso para comparar em termos de qualidade. Felizmente, as transições são competentes e a partitura do Masamichi Amano tem um começo, meio e fim; não é uma mera colagem de faixas sem lógica.

O senso comum dos medleys de jogos geralmente costuma indicar que o tema da faixa-título costuma ser o mais apropriado para abrir o segmento. No entanto, aqui no caso, a animada música de “Palma” faz esse papel – e muito bem. Pouco depois a “Title” surge um pouco mais rica, com um belo trabalho das madeiras e depois das cordas. Não se acostume muito, porque da tela inicial a peça já mergulha de cabeça em uma dungeon, com a fantástica “Dungeon 2″, em uma empolgante participação dos instrumentos de sopro. O mistério e a tristeza latente de “Sky City” se manifestam em seguida nas cordas.

Pouco mais de dois minutos de medley depois já prosseguimos para o Phantasy Star II, com a “Rise or Fall”, que se manifesta de maneira vigorosa por toda a orquestra. Dando uma acalmada, surge a introspectiva “Power” em uma sequência do oboé, fagote e flauta. Ela prepara o terreno para o Phantasy Star III, com a obrigatória “Main Theme”. Embora o tema seja perfeito para orquestra, os arranjos oficiais da música até então tinham sido tocados por bandas, como na “A New Journey” da S.S.T. Band. Nessa versão do concerto, após um breve pizzicato, as cordas fazem uma bela participação.

Como uma marcha, aparece depois a “The Ground(Quintet)”. Aos poucos a tensão aumenta até a caótica “Wings of Evil”. Nesse clima de urgência, o Phantasy Star IV irrompe com o tímpano avassalador que traz a “The end of millennium”. Suavemente o xilofone relembra as primeiras notas da esperançosa  “The Promising Future 2″, logo interrompida pela aparição da sensacional “Land master AXV-25″. A faixa animada ganhou uma releitura mais pomposa e triunfal, avisando que estamos próximos do final dessa jornada. A “The Promising Future 2″ cintila mais uma vez até o desfecho apoteótico.

Mesmo sendo um fã nominal da série, devo confessar que senti falta de algumas músicas, embora seja incapaz de mensurar com certeza a importância delas na experiência de jogo. Da parte do primeiro Phantasy Star, por exemplo, lamentei a ausência da  “Motavia” (e imagino que o comparsa Eric “New Motavia” Fraga Cosmonal esteja lamentando mais ainda). De tanto que eu gosto da  “Field Medley” do Phantasy Star Collection: Sound Collection I também acho que a simpática melodia da “Restration” (Phantasy Star II) cairia muito bem no medley. Mas, por ora, só nos resta agradecer ao Masamichi Amano pelo grande trabalho e realização de um sonho.

- “Phantasy Star Medley for Sympathy 2013″

“Palma” ~ “Title” ~ “Dungeon 2″ ~ “Sky City” (Phantasy Star) ~ “Rise or Fall” ~ “Power” (Phantasy Star II) ~ “Main Theme” ~ “The Ground(Quintet)” ~ “Wings of Evil” (Phantasy Star III: Generations of Doom) ~ “The end of millennium” ~ “The Promising Future 2″ ~ “Land master AXV-25″ ~ “The Promising Future 2″ (Phantasy Star IV: The End of the Millennium)

Fantasiosamente agradecido ao fã enrustido de RPGs Rafael Fernandes pelo auxílio na identificação das faixas.


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