Archive for the '2010' Category

Goldeneye nunca morre


Por Alexei Barros

Parece que foi outro dia que ficava atiçado para alugar aquele jogo, chamar os amigos e tirar infindáveis partidas multiplayer. Infelizmente, não foi o meu caso, porque a besta aqui não teve Nintendo 64, mas foi a história de muitos, os afortunados que jogaram Goldeneye 007 nos idos de 1996. Como possuidor de um PlayStation e fã do gênero tiro em primeira pessoa, comecei uma busca por títulos similares em consoles porque era difícil ter um PC poderoso para jogar os mais recentes. Uma procura que foi parcialmente findada com Medal of Honor, claramente inspirado pelo clima de espionagem e objetivos por fase, e mais ainda pelo estupendo, genial e imbatível Medal of Honor: Underground.

Era FPS, mas não James Bond. Sim, acreditei que o trágico 007: Tomorrow Never Dies pudesse ser uma continuação digna, mesmo em terceira pessoa, quando foi uma tremenda caca. A EA Games deu continuidade à tradição nos videogames alternando entre pontos baixos e altos. Verdade seja dita, quando dão tempo à EA, ela consegue, e o maior exemplo disso é o espetacular James Bond 007: Everything or Nothing, que levou dois anos para ser feito. Enquanto isso os frutos resultavam na sequência espiritual Perfect Dark, por ser um FPS da Rare, e na ótima série TimeSplitters, do estúdio Free Radical Design (hoje Crytek UK), que inclui na sua equipe alguns dissidentes daquela época. O design ímpar das armas e a jogabilidade suave confirmam.

Tempos depois, mesmo com o visual bastante ultrapassado, pude finalizar o Goldeneye 007 e comprovar pelo emulador que se trata de uma obra paradigmática. Diria mais, triplamente paradigmática. FPSs não são jogáveis em consoles? FPSs só são atirar e atirar? Jogos licenciados são uma porcaria? Tudo foi derrubado. Para não dizer do multiplayer em tela dividida. Goldeneye 007 revolucionou, trazendo mais inteligência ao gênero – avanços que foram emburrecidos em Halo, equivocadamente tido como um sucessor no que se refere a referências nos FPSs de console.

Apesar da influência exercida por todos os títulos mencionados, quem mais sofreu pela lacuna foi a Nintendo, que nunca teve outro FPS exclusivo do mesmo quilate – Metroid Prime é um jogo de aventura, aliás, também influenciado por Goldeneye 007, ou então de onde você acha que foi inspirada a animação da câmera que mostra o cenário e entra na visão do personagem principal?

Todo este longo intróito é para dizer que foi com surpresa que recebi a notícia da reinvenção de Goldeneye 007 para Wii na E3 2010, mesmo porque já se passaram seis filmes da franquia, e o ator principal nem é mais Pierce Brosnan, mas Daniel Craig, como se sabe.

Não me empolgaria mais do que o normal se não fosse por um detalhe: Goldeneye 007 é da Eurocom, a desenvolvedora britânica que fez o melhor FPS do James Bond depois da Rare, o excepcional James Bond 007: Nightfire nas versões de PlayStation 2, Xbox e GameCube – de PC era da Gearbox Software. A publicação, como o Quantum Solace, será da Activision, a atual detentora dos direitos autorais. A expectativa é muito maior do que de um Goldeneye: Rogue Agent, por exemplo, aquela picaretagem que tentou aproveitar o nome forte do olho de ouro ainda possui nos jogos.

Bem como Donkey Kong Country Returns, e também por ser uma herança da Rare, o novo Goldeneye está livre da obrigação de causar o mesmo impacto, e sim apenas trazer à tona muitas das lembranças áureas do N64. Mas que é bizarro ver Daniel Craig em vez de Pierce Brosnan no jogo, isso é.

Abaixo o trailer de revelação do título que já sai em novembro.

O inacreditável retorno retrô de Donkey Kong Country


Por Alexei Barros

A conferência da Nintendo na E3 2010 foi um momento de fortes emoções. Muitas. Então vou começar pelo que para mim foi o ápice. Minhas expectativas estavam baixas porque já esperava por uma avalanche decepcionante de tranqueiras casuais (perdão pela franqueza), no instante em que Reggie Fils-Aime, o CEO da Nintendo of America, comentou que o próximo jogo a ser mostrado estava em desenvolvimento pela Retro Studios. Daí começou a tocar uma certa música familiar. Pensei: “ah, não… não me diga que…”

Lá vem o clichê: era bom demais para ser verdade. E era. Um novo Donkey Kong. Um novo Donkey Kong, e 2D, com os mesmos personagens, barris e carrinhos de minas que consagraram a suprema trilogia do Super Nintendo. No final do trailer, mais um sobressalto que confirmava aquilo que sonhava em vão há 14 anos: Donkey Kong Country Returns!

Um delírio que parecia enterrado no momento em que a Rare, a responsável pela trinca, fora adquirida pela Microsoft em 2002, uma compra que, como todos sabem, até o momento não justificou os 375 milhões de dólares desembolsados. Mesmo porque os principais cabeças nem estão mais lá. Sempre me perguntava: será que a Nintendo precisava mesmo da Rare para fazer o Donkey Kong Country 4? Pior! A Rare disse que por ela não haveria problema, claro, imaginando-se para um portátil, em que não vale a exclusividade da Microsoft. A decisão de incumbir a Retro Studios do desenvolvimento é magistral, porque o estúdio californiano que se consagrou com a trilogia Metroid Prime, a despeito de todo o ceticismo antes do primeiro jogo, é perfeito para ocupar o posto de sucessor da Rare, no que diz respeito a uma softhouse second-party de alto nível, capaz de lidar com as poderosas marcas da Nintendo com naturalidade.

Nesse interregno, o personagem que já salvou o panorama nintendístico em duas oportunidades (1981 e 1994) foi relegado a um plano secundário de jogos de propostas alternativas, para não esquecer dos infindáveis adaptações e versões para GBC, GBA, DS e Virtual Console da trilogia. Foram muitos anos de batucadas em bongôs, musicais ou não, ou de títulos que, nem fazendo muita força, como DK Jungle Climber, poderiam se equiparar à relevância que DKC ocupava na geração 16-bits. O único lampejo de aventura foi Donkey Kong 64, que não era Country. Não que Donkey Kong Country Returns vá repetir o feito de 1994, afinal os tempos são outros, os jogadores  são outros, mas uma sessão de nostalgia capaz de relembrar as maravilhosas aventuras em progressão lateral por cenários fotorrealistas era o mínimo que desejava durante todo esse tempo.

Abaixo o vídeo de revelação, que foi recebido euforicamente pelo público:

A expectativa pela E3 2010 – junto com a tal da Copa do Mundo

Por Claudio Prandoni

A exemplo da TGS do ano passado, a E3 2010 começou uma semana antes praticamente.

As cortinas se abrem em Los Angeles somente hoje de noite, com a apresentação da Microsoft sobre o Project Natal com o Cirque du Soleil, mas nestes últimos 7 dias já vimos um monte de novidades bem bacanas: Mortal Kombat, FIFA 11, Rock Band 3, Marvel vs Capcom 3 e outros tantos.

Inclusive, ajudei a preparar lá em UOL Jogos um álbum de imagens das principais promessas para a feira, assim como um vídeo destacando o que devemos ver de mais bacana nas conferências e afins.

Pessoalmente fiquei mais feliz com o novo MK – esse do trailer aí abaixo ó.

Implico um pouco com a vibe retrô demais – assim como fiz com Street Fighter IV – mas não nego que sou fã da era de ouro da série e torço para que retome o espírito violento sem noção místico das antigas.

Ah, curti pra caramba também o tal trailer de projeto de filme ou coisa assim. Fiquei bem impressionado, aterrorizado, mas sei que é o tipo de coisa que dificilmente viraria jogo. Ainda assim, curti demais.

Rock Band 3 traz tecladinho e um interessante modo que ensina a tocar instrumentos de verdade. O FIFA, como sempre, promete mais do mesmo, mas eu sou da turma do Pro Evolution Soccer, então não fico tão ouriçado.

Pegada do futebol mesmo é essa Copa do Mundo 2010, a primeira vivenciada pelo Hadouken e que conta inclusive com cobertura ao vivo simultânea in loco(?) de mestre Gustavo Hitzman – que prometeu uma entrevista com a Shakira – , e que tambem cuidará da tarefa de cobrir a E3 ao vivo simultâneo in loco. Como ele fará isso? Não importa: a Hadouken Mega Multi Corporations Unltd. está pagando bastante para o cabeludo sem vergonha.

Pedimos inclusive de mentira a opinião do twitter falso do narrador Cléber Machado sobre o assunto: “Se @gus_hitzman estiver na África e em Los Angeles a tempo de cobrir a Copa do Mundo e a E3 ele conseguirá. Caso contrário, não conseguirá. Ou não”.


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