Archive for the 'Cultura Gamer' Category

O que jogar com o tempo que se tem

Por Gustavo Hitzschkytempo

Faz tempo que não escrevo aqui no Hadouken, fato. Porém hoje li um post muito interessante que me motivou a tecer no blog alguns comentários e oferecer quem sabe um outro ponto de vista sobre o assunto, que já antecipo não contar com um lado certo e um errado, pois se trata de opinião.

A Suzana Bueno, que posta no blog dos nossos comparsas Continue, discorre sobre a falta de paciência e tempo que vem experimentando com jogos mais longos, aqueles que porventura demoram a engatar, e diz que tem optado por games que trazem uma diversão mais rápida e total desde os primeiros minutos – por favor, leiam o texto na íntegra porque ficou bem bacana e para ver toda a argumentação.

Vou tentar não ser muito prolixo, e no entanto gostaria de fazer um preâmbulo antes de abordar o tema em si. Para quem não sabe, depois de me formar em jornalismo comecei a fazer Letras, e agora estou estudando os contos do Machado de Assis com o professor Alcides Villaça, mestre dos mestres. No conto “A cartomante”, Machado, entre outras coisas, fala também, ainda que de forma velada, da dificuldade de contar estórias já no século 19, antevendo uma tendência que dominaria a literatura do século seguinte. Isso porque o mundo moderno e a lógica acelerada das modificações tornam praticamente impossível a existência e o relato de algum fato relevante, especialmente pela sucessão frenética de acontecimentos.

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The Last Guardian: diário do desenvolvedor e trailer da TGS 2009

Por Alexei Barros

Algo de estranho aconteceu no Hadouken: esse vídeo do The Last Guardian foi revelado há quase um mês na Tokyo Game Show 2009 e mesmo sendo desde sempre um dos jogos mais aguardados por cinco entre cada quatro topeiras ninguém se lembrou de publicar.

Pois então, faço agora. A primeira parte faz uma retrospectiva da breve (em termos de quantidade de jogos) trajetória do Team ICO, e logo em seguida há declarações do gênio subestimado Fumito Ueda sobre o indecifrável animal que acompanha o garoto protagonista. Também se vê alguns esboços e um pouco da rotina do estúdio, que tem a regalia de trabalhar sem prazos. Levando em conta que ICO saiu em 2001 (o vídeo diz que foi em 2002, mas essa é a data de lançamento europeia, não a japonesa e a americana) e Shadow of the Colossus em 2005, supostamente deveríamos ter The Last Guardian neste ano… não é o que irá acontecer. O Team ICO já não é mais um time olímpico.

A outra parte traz o trailer. Não entrarei em detalhes sobre as imagens, mas chamarei a atenção para o que quase não costumo falar: a música. Aquele primeiro vídeo que vazou (quando o jogo ainda era conhecido como Project Trico) e foi melhorado para a E3 2009, utilizava como tema de fundo a “Opening Titles” do filme Ajuste Final (Miller’s Crossing). Novamente se ouve a composição, só que em um arranjo diferente, o que leva a crer que não se tratava de uma medida provisória, e que a faixa do filme estará de fato na versão final do jogo.

Blogs x mídia impressa: em quem confiar?

Por Gustavo Hitzschkyliar

Se há uma coisa no jornalismo de games que me atrai bastante é escrever reviews de jogos. É bem verdade que faz muito tempo que não realizo esse tipo de trabalho para revistas e nem mesmo aqui no Hadouken, mas me encanta opinar sobre um jogo depois de ter passado tempo suficiente com ele – sempre prefiro resenhar depois de terminar para ter uma visão aprofundada do game, porém nem sempre é possível, principalmente nos casos de serviços para a mídia impressa.

Acabei de ler um artigo muito bacana no excelente Destructoid acerca da credibilidade de blogueiros comparada à de jornalistas “reais”, usando os termos do texto. A Federal Trade Commission, algo como Comissão de Comércio Federal, órgão atrelado ao governo dos Estados Unidos, passou a conclamar os blogs a revelarem sempre que algum tipo de material for enviado para eles, sejam títulos para review, sejam outros produtos relacionados ao software. O New York Times concordou com a indicação porque acredita que os blogs trabalham para agradar os patrocinadores. Assim, na medida em que os sites informam sobre o recebimento de um item, a credibilidade da opinião poderia ser mais bem avaliada pelo público – já que eles conseguiram o jogo sem nenhum custo, dificilmente falariam mal, seria o raciocínio aproximado do leitor.

Sugeriria a vocês que lessem o artigo de Jim Sterling porque ele está absolutamente correto em tudo aquilo que escreve. Com relação a patrocínio, a declaração do NYT soa tão idiota que até parece mentira. É fato que existem blogs com publicidade – o próprio Jim cita o Destructoid entre eles – mas a FTC e o NYT se referem também aos anônimos e independentes que possuem blos minúsculos. Quem responde, sim, a interesses corporativos são os grandes conglomerados de mídia, as verdadeiras baleias desse mar no qual nós, peixes pequenos, praticamente não temos voz. O que, particularmente para mim (e tenho certeza de que para os meus três amigos de Hadouken) não importa, uma vez que não temos muitos leitores, mas nos orgulhamos do nível do debate que se estabelece por meio dos comentários.

Acho que não preciso dizer isso, mas mesmo que a Capcom tivesse me enviado uma cópia de Resident Evil 4 sem custo nenhum e algum boneco do Leon ou o que quer que seja, eu jamais mudaria uma linha daquilo que escrevi. Da mesma forma que elogiaria de forma contundente Professor Layton and the Curious Village caso a Nintendo tivesse me enviado o jogo. A minha opinião não está à venda e jamais estará, e acho que é isso que os escritores (blogueiros e jornalistas, não importa) devem ter em mente. De minha parte, eu duvido, sim, de reviews que leio em sites consagrados ou nas grandes revistas, pois há certas coisas que acho muito estranho.

Gostaria de citar o exemplo que aconteceu comigo anos atrás de um review que escrevi em um trabalho de freelancer. Mas como não sei até hoje o que de fato rolou, prefiro omitir. Apenas mando mais uma vez o meu agradecimento a Renato Bueno, o único que veio demonstrar solidariedade a mim no imbróglio.

Agora, afirmar que blogueiros não são dignos de confiança e jornalistas são os arautos da justiça é de uma imbecilidade absurda. Temos gente boa em todas as esferas, assim como há os incompetentes. Será que rolam falcatruas desse tipo em blogs? Certamente. E em jornais e revistas? Não tenho a menor dúvida. É que não se pode ser maniqueísta dessa forma, não dá para preto no branco, esses são os mocinhos e aqueles os bandidos. Em absolutamente nada na vida.

Alexei Barros: uma breve trajetória no mundo dos games

Por Gustavo Hitzschky

Há muito tempo o mundo sabe sobre os fatos e feitos do inigualável Chuck Norris. O que talvez a maioria não conheça sejam as verdades sobre o nosso amigo e mentor Alexei Barros, cuja modéstia o impede de revelar certas coisas. Sinto-me na humilde obrigação de mostrar aos leitores do Hadouken alguns detalhes dessa farta e inspiradora história de vida de nosso grande maestro – aposto que poucos imaginam a influência que ele tem na indústria de games. Com vocês, os fatos sobre a lenda:

- Um dia, Alexei Barros reuniu alguns amigos para fazer um som no quintal de casa. Estava criada a Video Games Live.

- Alexei Barros quis terminar os Castlevania que faltavam para ele em uma tarde. Eram cinco jogos da série que ele não concluíra. Ele acabou todos. Simultaneamente.

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Videogames no seu prédio

Por Gustavo Hitzschky

Algo que jamais vai deixar de nos surpreender é a criatividade humana. Fuçando twitters alheios, me deparei com um vídeo sensacional daquele famigerado jogo de celulares da cobrinha sendo exibido em um prédio. Reparei nos comentários do You Tube que o usuário Nomadr2h disse que se tratava de um edifício na Polônia chamado Wroclaw.

Acabei ainda encontrando um outro vídeo mostrando Tetris, Dr. Mario e Super Mario Bros. No mínimo inusitado. Neste site você confere uma entrevista com os idealizadores da bizarrice. Infelizmente está tudo em polonês, e como não visito os Hitzschky de lá há algum tempo, não pude entender com clareza como tudo funciona.

A origem da singeleza auditiva do vídeo do Project Trico

Project Trico

Por Alexei Barros

Acho uma tremenda picaretagem o fato de um jogo reciclar uma faixa já pronta, como a “Here’s To You”, composta por Ennio Morricone para o filme Sacco e Vanzetti, que foi reaproveitada para o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Perde-se toda a distinção usar algo não criado especialmente para o game. Mas abrirei uma exceção.

O suposto vídeo do Project Trico encantou não somente pela sensibilidade das imagens, como pela música altamente encantadora que até acreditei ser obra do mestre Kow Otani (Shadow of the Colossus). Nem se sabe se o trailer é mesmo do jogo do Team Ico e evidentemente se for o tema não entrará na versão final. Aparenta ser provisório. Mas a faixa casou de maneira tocante com as cenas exibidas. O momento em que o garoto sobe em cima do grifo-ratazana e a câmera se volta para a deslumbrante paisagem é arrepiante. Isso que sequer conhecemos os personagens ou a história.

Como o Eric Ietsugu bem apontou, a música provém do filme Miller’s Crossing (1990), localizado por aqui como Ajuste Final. Escrita pelo norte-americano Carter Burwell, é inspirada na música tradicional irlandesa “Lament for Limerick”.

Seja como for, segue o link do Goear para apreciação da referida obra-prima:

- “Opening Titles” (Miller’s Crossing)

Hype sorrateiro veneziano di San Marco, digo, Assassin’s Creed 2

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Por Claudio Prandoni

Não consigo ficar alheio à comoção geral por Assassin’s Creed 2 – tem o Flausino aqui, os GoLuckeiros acá e a menina guerreira Carlinha Rodrigues aqui, por exemplo.

Não é tanto por apreço ao primeiro game – acho-o bem criativo e tal, mas não o terminei, aliás, estou instalando agora no PC para saciar o micro hype já de AC2.

Também não é muito pela história, a qual considero criativa pacas, utilizando de forma inteligente alguns clichês.

Muito menos pela ambientação, ainda que goste desse período histórico das Cruzadas.

Para mim, o grande gancho de Assassin’s Creed 2 é a ambientação e – neste caso, sim – o período histórico. Usar como cenário a Veneza do período Renascentista é quase como um soco no estômago. Buscando rapidamente na minha torpe memória, não consigo rememorar de algum game que trate com decência e empolgação este que é o meu período histórico favorito.

Assassin’s Creed 2 pode suprir essa lacuna.

Não vou me enrolar aqui falando o quanto pago um pau master hell aprecio imensamente os artistas, as idéias e a produção cultural desta época. Mas quero compartilhar minha empolgação e emoção com os outros tantos candidatos a assassinos.

Uma imagem especialmente me chamou atenção – justamente essa abaixo, em que Ezio combate inimigos na Piazza di San Marco, em Veneza, em frente à própria Basilica di San Marco.

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Certa vez tive a oportunidade de visitar o lugar, o qual me deixou absolutamente estupefato pela riqueza artística e histórica, e de lá resultou uma de minhas fotos preferidas dentre as poucas que tirei pela vida. Essa aí abaixo.

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Desde já, prevejo que o iminente título da Ubisoft será daqueles em que qualquer fiapo de novidade me atiçará demais o hype. Que saia logo no final do ano – e que até lá eu tenha terminado o primeiro!


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