Arquivo para a categoria 'Cultura Gamer'

Jogos no iPhone, jogos em todo lugar

Photobucket

Por André Sirangelo

Com a chegada do iPhone 3G esta semana e o lançamento do sistema operacional Android, do Google, ainda este ano, começa a se desenhar um futuro em que todo mundo vai ter a internet e um GPS no bolso. Isso é revolucionário em tantos níveis que nem se o blog fosse só sobre isso o assunto se esgotaria. Mas tem um lado interessante da questão que talvez não esteja sendo comentado o suficiente por aí: jogos.

Lá no meu outro blog eu falo bastante de ARGs e big games - experiências que transformam o mundo real em jogo. O desafio nos últimos tempos parecia ser descobrir como esses gêneros poderiam evoluir e para onde isso tudo estaria indo. Com internet rápida, Google Maps, GPS e um sistema operacional aberto no celular (no caso do Android e também do Symbian, da Nokia, que certamente vão botar pressão na Apple para facilitar o desenvolvimento e distribuição de aplicativos), parece que ARGs e big games são uma parte minúscula de algo muito maior, que começa a tomar forma enquanto o mundo real aos poucos se transforma em uma nova plataforma de jogo.

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Meme: As Mentes Criativas da Indústria

Por Alexei Barros

Eita! Por conseqüência da minha produtividade imprestável, não havia conseguido fazer antes uma humilde colaboração ao meme das mentes criativas da indústria e, mesmo atrasado, resolvi completá-la. Procurei, assim espero, escapar do óbvio e dos designers já destrinchados com sapiência pelos companheiros da internet afora, resgatando figuras subestimadas e menos conhecidas, não mencionadas ou citadas superficialmente. A exemplo do Fabão, a predileção é pelos mestres nipônicos.

Não comentei mais detalhadamente e quem sabe os confrades hadoukenianos se animam a fazer sobre Eiji Aonuma, o homem o qual Shigeru Miyamoto confiou a série Zelda; Koji Igarashi, que NÃO criou a série Castlevania, mas define seus rumos venturosos nas duas dimensões (e os desvios 3D); Masahiro Sakurai, o pai de Kirby e da série Smash Bros., incluindo Brawl, um dos jogos mais ambiciosos de todos os tempos; Tetsuya Nomura, prodígio da Square Enix, designer de personagens de FFVII, VIII, X e XIII, e o idealizador de Kingdom Hearts; e Yuji Horii, um admirável senhor que, diferentemente, de Hironobu Sakaguchi, está preso ao passado nos lugares certos e é capaz de formular atualmente um enredo ingênuo sem ser antiquado (a.k.a. Dragon Quest VIII).

Links para os outros memes:

Games @ Meio Bit - Dori Prata
Gamer Lifestyle - Fabio Santana
GoLuck - Lucas Patrício
Rodrigo Flausino - Rodrigo Flausino
WiiReview - Bruno Julião
WarpZona - Ryunoken
Working Class Anti-Hero - Pedro Giglio

Eis a relação depois do Hadouken:

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MGS3: SE Frenzy

Por Claudio Prandoni

Geralmente eu fico no frenesi apenas logo após terminar um game (aconteceu com o Twin Snakes, Crisis Core e Justice for All). Todavia, MGS3 era um game que exigia certo tempo de reflexão antes de ser comentado.

Como diz maestro Barros, é um game “denso”. Cheio de referências aos episódios anteriores (ou seriam posteriores?), entremeando-se à História real e refinando de maneira primorosa a fórmula stealth consagrada da série adicionando ainda elementos de sobrevivência.

Tendo em vista que no momento me encontro em ambiente litorâneo e assim desprovido da grotesca lápide, ainda me abstenho de comentar MGS4 - mesmo porque seu eu quisesse não conseguiria, uma vez que o cabeludo Toperão, vulgo Hitz, surrupiou de maneira larápia o jogo do reduto.

Ainda que MGS3 já tenha certa idade nas costas, evitarei aqui spoilers. Assim, prefiro destacar um video absolutamente hilário produzido pela Kojima Productions e mostrado numa conferência (não lembro exatamente qual) que acabou sendo incluído como vídeo secreto no Metal Gear Solid 3: Subsistence.

Em Snake Eraser nosso amigo andrógino Raiden tenta garimpar de volta o posto de personagem principal de MGS eliminando Big Boss Naked Snake durante as operações Virtuous Mission e Snake Eater. Obviamente, ele fracassa miseravelmente, mas quem sabe no MGS5, né? Ah, e o segmento final é absolutamente fantástico para a galera nostálgica retrô (aka. Alexei).

Mas não acaba por aí: depois do salto dimensional discorro acerca de uma teoria minha sobre MGS3. Mas cuidado já que aqui não terei pudor em revelar spoilers.

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The Melancholy of Haruhi Suzumiya x Ace Attorney

Por Alexei Barros

É óbvio mas reitero: a série Ace Attorney veio para ficar. É, definitivamente, parte da cultura gamer no Japão. Afinal, que outra série, que não Final Fantasy, se dá ao luxo de ter um concerto só dela? Já é tão popular, com seus personagens muito bem planejados e histórias intrigantes, que uma sátira pode ser feita sutilmente, sem a necessidade de explicitar o foco da piada. É o que faz o anime The Melancholy of Haruhi Suzumiya logo abaixo. Mesmo sem conhecer o desenho, dá para perceber, para quem conhece os jogos, a imitação dos trejeitos de duas das figuras principais dos julgamentos. Ajuda o fato de o estilo gráfico do game ser anime também.

Leitores do Hadouken mostram talento; já os redatores…

Por Claudio Prandoni

Se você acompanha o Hadouken com certa freqüência já deve ter percebido como somos inaptos para realizar quaisquer tipos de atividades.

Isso se comprova especialmente pela categoria Talentos Hadouken aqui ao lado que conta com apenas dois posts de legitimidade contestável. Isso porque nem citei que contratamos redatores profissionais para transcrever os grunhidos que emitimos e ousamos chamar de textos (ok, eu admito, os redatores profissas são o Sira, o Hitz e o maestro Barros, os grunhidos são de minha autoria).

Todavia, mostrando que o mundo ainda tem esperança, os leitores do Hadouken são assaz talentoso. Basta ver a sagacidade dos comentários.

Se isso não for o bastante, destaco mais dois exemplos.

O primeiro é o Caio, um guri brasileiro que está desenvolvendo - aparentemente sozinho - um game de puzzle para Wii chamado Pokémon Puzzle Revolution. O mestre do GoLucks vai adorar, afinal o game é coisa fina. Basicamente uma versão do Pokémon Puzzle League (aquele clone do Tetris Attack Panel de Pon para N64 lançado há pouco tempo para o Virtual Console). O detalhe: o cursor é controlado apontando o Wiimote.

Dá pra conferir dois trailers - um deles de jogabilidade - na galeria do rapaz no deviantART. Ele atende pela alcunha de ~pokemar e tem vários outros desenhos de séries da Nintendo. Pelo que entendi, ele também está desenvolvendo dois outros puzzles, um com a franquia Zelda e outro com Donkey Kong, o que resultou na fantástica artwork abaixo das aventuras de Link - as imagens são inspiradas na abertura do Wind Waker. Só não coloco os vídeos diretamente aqui pois o WordPress não permite vídeos da galeria digital.

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Nosso outro talento-leitor-hadoukeiro é o João Lucas Raza, estudante de Ciência da Computação da Universidade Federal de São Carlos (aka UFSCar) que criou para uma das disciplinas do curso o RPG Solis.

Feito utilizando gráficos e - creio eu - partes da engine do programa RPG Maker, o jogo impressiona por ser um RPG de ação, algo extremamente complicado de se fazer na engine. Durante certa época me embrenhei nesse caminho de criar jogos no programa e sei o quão complicado é usá-lo para fazer um jogo de ação à la Zelda.

Rá! E ele ainda com trilha licenciada, como a canção de metal épico cavalgante do antigo Rhapsody (hoje Rhapsody of Fire) que ecoa freneticamente na primeira dungeon.

O bacana é que o João colocou a obra para download gratuito, ainda acompanhada do código de todas as ferramentas e até da engine para quem quiser se aprofundar um pouco mais. Clique aqui para baixar o Solis.

Ficam aqui os imensos agradecimentos e congratulações da Equipe Hadouken para os dois talentosos manos.

Vidas infinitas!

Quando eu casar…

Por Claudio Prandoni

…os convidados verão o item exibido no vídeo acima na lista de presentes. Eles que se virem para comprar/fazer um igual.

Em caso de dificuldades, vale também uma mesa-réplica-funcional de um controle de Master System. Segue abaixo uma foto dele para facilitar.

Zelda novo na E3? Meh.

Por André Sirangelo

A especulação do Bracht lá no Continue me deixou pensando: será que eu ajoelharia aos céus e soltaria fogos de artifício se a Nintendo anunciasse um novo Zelda na E3 como foi quando soltaram os primeiros detalhes de Twilight Princess? Acho que não.

A verdade é que o anúncio de um novo Zelda significaria mais uns 2 anos de espera, adiamentos mil e, no meu caso, ter que comprar um Wii. Está chegando num ponto em que nem 60 horas sublimes de jogo (eu faço todas as sidequests, algum problema?) compensam tudo o que temos que passar.

Me lembro de, depois de terminar o TP, comentar com o Pranda como seria legal se desse para baixar uma nova aventura na mesma Hyrule, com o mesmo Link, com o mesmo jogo. Por que não? Com GTA IV inaugurando pra valer o time dos megajogos a incorporar downloadable content para campanhas solo (ou assim esperamos), me parece cada vez mais esdrúxula a idéia de esperar uma média de 2 a 3 anos por um novo Zelda. Desaforo maior ainda seria os programadores começarem do zero, jogando fora aquele Hyrule imenso e belíssimo construído para o game de GC e Wii.

Sem falar que Link’s Awakening e Majora’s Mask estão aí para provar que não é porque uma aventura foge da mitologia Hyruliana e não tem a Zelda e o Ganon que ela pode ser considerada menor.

Não estou propondo que Zelda vire um MMO (pelamordedeus), só dizendo que não aguento esperar. E que seria muito legal que a Nintendo calasse a minha boca e anunciasse que a prometida redefinição da saga passa por algum tipo de conteúdo episódico.

(como sempre, uma tirinha do VGCats resume brilhantemente o assunto)

Literatura gamer: Caray edition

Por Claudio Prandoni

A FNAC se tocou que os gamers nunca têm dinheiro pra comprar livros pois gastam tudo com jogos.

Só isso explica a mega promoção do 1000 Game Heroes lá.

Pode confiar que é de verdade - primeiro de abril já passou há uma cara.

Dica de ouro do freeko Renato, o Bueno.

Literatura gamer de bolso

Por Claudio Prandoni

Geralmente sou crítico ferrenho do mercado brasileiro por conta da falta de artigos gamers. Jogos, aparelhos e acessórios originais já são um bocado complicados de aparecerem por aqui, que dizer então de produtos derivados, como brinquedos e livros.

Aos poucos as coisas vão mudando, é fato, e estou aqui desta vez para elogiar estas mudanças.

Há poucos dias, por exemplo, o sempre bem informado Nintenerds noticiou que miniaturas oficiais da Nintendo serão vendidas no Brasil, oferecendo assim uma boa alternativa a artigos importados geralmente supervalorizados e os tortuosos caminhos da importação por conta própria.

 Além disso, é extremamente louvável a postura da Editora Europa ao criar a Gaming Books Division, um departamento dedicado à publicação de livros sobre games que teve como primeiro fruto o “A Arte dos Videogames” e é capitaneado pelo sapiente mestre Fabão.

Toquei aqui num dos artigos de mais interesse de minha parte: livros. Quem acompanha publicações especializadas em jogos eletrônicos já deve ter reparado que é uma pauta razoavelmente recorrente a cada cinco, seis anos. E quase sempre mostram as mesmas coisas, a saber, o “Game Over (que saiu aqui sob a alcunha Os Mestres do Jogo, conta a história da Nintendo e já está fora de catálogo), pocket books de séries famosas e volta e meia aquele belíssimo “1000 Game Heroes“.

Nesta semana, tirei uma noite para passear na famigerada Livraria Cultura, um dos lugares preferidos em São Paulo de 11 entre 10 amantes de livros como eu.

Logo na entrada há uma seção inteira destinada a livros importados, sendo que várias das prateleiras aqui são destinadas a pocket books - aqueles livros de bolso pequeninos feitos num papel mais barato que lembra papel jornal.

Só de curiosidade comecei a xeretá-los e qual grande não foi minha surpresa ao encontrar um baseado no Hellgate: London, com o sugestivo título “Hellgate London: Book One of Three - Exodus”. Logo ao lado, tinha também a novelização do filme “Resident Evil: Extinction” e poucos volumes adiante um tal de “Diablo - Moon of the Spider”.

Intrigado, olhei com cuidado absolutamente todas as prateleiras destinadas aos pocket books na esperança de achar mais obras baseadas em jogos eletrônicos, em especial de alguma franquia da qual eu fosse fã.

Acabei pegando um da série Perfect Dark, mais especificamente “Perfect Dark: Initial Vector”, seqüência direta de Perfect Dark Zero, da caixa X 360. Ok, não cheguei a jogar nem cinco minutos do PDZ, mas sou devoto de Joanna Dark desde a época do N64, ou seja, tenho certo crédito com a ruiva. Fiquei surpreso com o preço também: pouco mais de 18 reais. Praticamente uma pechincha, considerando que se trata de um artigo importado.

Cheguei alguns outros tantos que havia por lá e todos apresentavam valores parecidos. Acabei achando uma coleção bem razoável de títulos lá na Cultura - pena que não tinha nenhum de Halo para eu presentar o maestro Barros.

Abaixo, os outros livros que por lá vi além dos já citados:

- “Diablo - The Sin War: Scales of the Serpent”
- “Diablo - The Black Road”
- “Warcraft - The Well of Eternity - Vol. 1″
- “Warcraft - The Demon Soul - Vol. 2″
- “Warcraft - The Sundering - Vol. 3″
- “Doom 3 - Worlds on Fire”

 

Depois as pessoas ainda se perguntam como a Blizzard consegue ser tão poderosa e fazer jogos de tamanha qualidade lançando poucos games: veja quantos livros inspirados em propriedades intelectuais da empresa.

Isso que aqui no Brasil já tivemos também o lançamento oficial por parte da Conrad do mangá “Warcraft - Trilogia da Fonte do Sol”.

Aproveitei que estava por lá e deixei pré-reservado na livraria o Game Over, caso eles consigam trazer um importado a um preço digerível pelo meu bolso. Torçam por mim. Ah, e um dia ainda almejo ter o tal 1000 Game Heroes em minhas prateleiras. Lindo de morrer e cheio de informações, mas com preço ainda mais salgado que salgadinho

Falhas de formação

Por Gustavo Hitzschky

Confesse, tem sempre algum filme, uma música ou jogo que está na boca de todo mundo e você jamais assistiu/ouviu/jogou. Sei que é difícil admitir tal fato em certas ocasiões e para certas pessoas, pois sabemos que a reação pode ser violenta, ou pelo menos desconcertante. “Ah, não acredito que você nunca viu Laranja Mecânica!” “O quê? Maniac Mansion há de ser um dos maiores clássicos dos videogames, como assim…”

Eu, por exemplo, tenho um amigo (não, “amigo” é exagero, é no máximo, estourando, um conhecido que tive o desprazer de ter em meu convívio durante uns dois anos) que sempre se revoltava quando dizia que nunca tinha experimentado tal jogo lançado para alguma plataforma obscura ou computador obsoleto. Ele, um aristocratazinho escroto, desde criança e sempre financiado por papai, possuía acesso irrestrito à tecnologia de ponta através das épocas, e por isso conhece todos os títulos do mundo - é o que alega, ou quase isso.

Pelejas particulares de lado, passemos à questão que o post coloca. É inegável que temos nossas falhas de formação quando o assunto é videogame. Por motivos diversos - desinteresse, estávamos ocupados com outra série, não joguei porque não gosto e vice-versa - franquias consagradas passaram despercebidas por nossos irrequietos e apressados olhos. No entanto, em tempos de emulação, nunca é tarde para consertar as mancadas. Portanto, dou um summon evoco a comunidade Hadouken para responder o seguinte questionamento: Quais são as suas falhas gamísticas de formação?

Começarei comigo mesmo, se me dão licença. Acredito que umas das vaciladas mais graves é Castlevania. Digo isto porque o único que terminei foi o Super IV do SNES, e agora estou jogando o retrato no DS, apesar de querer mesmo a sinfonia que desembarcou na Sony. Outras duas séries nas quais sou uma fraude total são Megaman e Metroid, para a exasperação de meu amigo Pranda. Acredito ainda que mestre Sira, que não vejo desde que fui ao batizado de sua filha caçula há dois anos, vai ficar feliz em saber que estou arrumando outra falha de formação, já que baixei o primeiro Monkey Island há pouco.

E vocês, ilustres, quais franquias jogaram pouco, muito pouco, tripa seca quase nada ou absolutamente nada? E por quê? Não precisa ter vergonha, ’cause you’re not alone. E quem tripudiar de alguém aqui vai se ver com o Alexei, só pra avisar.

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