Archive for the 'Chrono' Category

“Guardia Millenial Fair” – Chrono Trigger (Collarblind)

Por Alexei Barros

Com a imensa quantidade de fãs do Chrono Trigger (que mesmo assim parecem não ser expressivos o bastante para a Square Enix querer fazer uma sequência), é gigantesco o número de músicos na internet apresentando suas próprias versões das faixas do jogo, sejam bandas ou orquestras.

Mas sem precisar depender de outras pessoas, o brasileiro André Colares fez um vídeo no formato “banda de homem só” da nostálgica “Guardia Millenial Fair”, tocada no Chrono Trigger assim que o protagonista acorda e sai de casa.

O André não se limitou a mostrar sua versatilidade na baixo, bateria, bandolim, melódica e o que mais vier, mas ainda reproduziu a música com perfeição, com direito às palmas e os dizeres “ah!” já presentes na original. Além disso, mais para o final, ele adicionou uma guitarra, dando um toque diferente para a performance. E ficou simplesmente fantástica! Um vídeo montado assim também permite visualizar melhor todos os timbres dos instrumentos na composição sintetizada do Yasunori Mitsuda.

E se para você soou familiar o nome do André Colares, você tem boa memória: não bastasse tocar toda essa pletora de instrumentos, ele foi o responsável por aquele arranjo sintetizado sinfônico com as músicas do Metal Gear de MSX que postei ano passado.

No final do vídeo o André deixa uma mensagem escrita, avisando que este não será o único vídeo e e até já anunciando a próxima. No aguardo!

Press Start 2013: do início ao fim, só no vale a pena ouvir de novo


Por Alexei Barros

Apenas para deixar registrado e não se fala mais nisso: dia 30 de agosto o Tokyo Metropolitan Art Space sediou a realização do Press Start 2013, oitava edição da série japonesa de concertos. Como já adiantado nos posts anteriores, neste ano a equipe organizadora decidiu fazer algo não muito empolgante: dedicar o set list todo às reprises. Para quem não esteve lá ao vivo, realmente não é nada animador. Sob a batuta de Taizo Takemoto, a Tokyo Philharmonic Orchestra tocou as dez faixas mais votadas do público em ordem crescente e mais quatro segmentos adicionais. Tinha a expectativa de que pelo menos os dois números do bis fossem inéditos, mas também foram desanimadores repetecos.

Para não ficar muito repetitivo, o post vai ser menor do que o dos anos anteriores. Apenas algumas poucas observações após o set list.

Ato I

01. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld” (2009)
02. [10º] Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending” (2009)
03. [9º] Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight” (2011)
04. [8º] Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~ (2009 e 2011)
05. [7º] Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~” (2012)
06. [6º] Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars” (2008)
07. [5º] Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3) (2006)

Ato II

08. [4º] Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008 e 2010)
09. Rhythm Heaven: “Ninja” (2009 e 2010)
10. [3º] NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients” (2011)
11. [2º] Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross) (2010)
12. [1º] Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy” (2011)

Bis

13. Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009 e 2010)
14. Monster Hunter: “Proof of a Hero” (2006 e 2008)

- Tirando o Super Mario Bros., que abriu o concerto, o segmento interativo do Rhythm Heaven, “At Zanarkand” e “Proof of a Hero”, o programa segue a ordem dos números favoritos do público japonês como detalhei acima. Fiquei um pouco surpreso por Xenoblade Chronicles na liderança, porque o jogo é recente e os japoneses costumam ser nostálgicos nessas votações. Fora isso, o Yasunori Mitsuda aparece duas vezes na lista, com Chrono em segundo e Xenogears em nono, assim como a Yoko Shimomura com Legend of Mana e Xenoblade Chronicles (este com outros compositores).

- De última hora, a sueca Sofi Persson não pôde comparecer para cantar a “Song of Mana ~Opening Theme~” do Legend of Mana, como ela fez no Press Start 2012. Em vez de improvisar com outra artista, a performance foi instrumental, só com a orquestra.

- De resto, foram todas aquelas participações especiais já previstas: Hide-Hide (Okami), Emi Evans (NieR), Manami Kiyota e ACE (Xenoblade Chronicles), Akihiro Hayakawa (Wild Arms), além do Haruo Kubota (violão) e Vagabond Suzuki (contrabaixo).

- Diferentemente dos anos anteriores, parece que não houve bate-papos com os compositores originais. Pelas fotos, não vi ninguém de diferente.

- Espero que a apresentação tenha servido para gravarem um CD, já que o último, Press Start the 5th Anniversary,  foi lançado lá em 2010. E, por favor, que no próximo ano compensem essa avalanche de repetecos só com novidades.

[via Famitsu]

Press Start 2013 confirmado; por enquanto apenas cinco reprises no set list

Por Alexei Barros

Passa ano, vem ano, mais Press Start. Desde 2006 tem sido assim, com pelo menos uma apresentação anual no Japão. Em 2013, o concerto acontecerá dia 30 de agosto no Tokyo Metropolitan Art Space, com capacidade para 2000 assentos, e performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a condução de Taizo Takemoto. Nesta oitava edição confesso não ter nada de muito novo para falar: “espero pelo segundo CD”, “aguardo novidades japonesas”, “quando vocês vão tocar Donkey Kong e Metroid?” etc. O de sempre. Ou seja, nada de novo.

Se eu não tenho grandes novidades para compartilhar sobre o Press Start 2013, o set list parece incorporar esse espírito da mesmice, com, até o momento, decepcionantes cinco reprises. Espero, pelo menos, que daqui em diante sejam somente novidades, com aquelas seleções marotas que só o Press Start possui. Por enquanto, só me resta comentar os números requentados e, para não ficar mais monótono do que já está, coloquei sugestões de números inéditos para cada uma.

- Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

Já executado no Press Start 2009 e 2011, considero um repeteco altamente dispensável porque é um dos poucos que já tivemos a oportunidade de ouvir e ver também, com um vídeo oficial mostrando a primeira vez em que o Okami foi tocado. Se pudesse trocar por outro jogo da Clover Studio/Platinum Games, optaria sem pestanejar pelo Bayonetta, que inclusive compartilha alguns compositores com o Okami, como o Hiroshi Yamaguchi, autor da “One Of A Kind”.

- Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time”

Acho que só se justificaria um medley da série se fosse novo – como, por exemplo, fez muito bem a Cosmosky Orchestra, com músicas pouco usuais do Chrono Cross. Já teve Chrono em 2008 e 2010 com duas seleções de faixas diferentes, mas o site do concerto afirma que a reprise será idêntica à segunda vez que o jogo foi apresentado. No lugar, podiam fazer algo com o… Radical Dreamers.

- Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Pela escolha feliz de composições, deve ter sido um dos melhores números do Press Start 2012. Com certeza isso os levou a quererem repetir sem muita demora já neste ano. Resta saber se haverá de novo a cantora sueca radicada no Japão Sofi Persson como em 2012. Mas, Shimomura por Shimomura, talvez pudessem tocar um medley do Kingdom Hearts mais caprichado que o de 2007.

- Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight”

Yasunori Mitsuda mais uma vez representado com um medley executado no Press Start 2011. Muito provavelmente a escolha se deu por Xenogears ter ficado na berlinda após o lançamento do Myth: The Xenogears Orchestral Album no mesmo ano. Inclusive o medley tem faixas não arranjadas nesse CD. Se pudesse trocar, ficaria evidentemente com Xenosaga, o qual o concerto Score já fez uma belíssima apresentação.

- NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients”

Outra repetição do Press Start 2011. Lembro na época como a trilha original polarizou opiniões em fóruns de discussão na internet. Ironicamente, eu fico no meio desses polos, porque há boas músicas, mas chega uma hora que a repetição começa a imperar. Como há dois anos, não teremos a “Grandma”, que, por uma nova ironia, considero a melhor da trilha. Para continuar com um jogo desenvolvido pela Cavia, que, aliás, fechou as portas após o lançamento do NieR, eu voltaria para a geração PlayStation 2 para se lembrar da transcendental trilha de Drakengard 2 por músicas como a “Fate”.

[via PRESS START]

“Chrono Cross Medley” – Chrono Cross (Cosmosky Orchestra in Bunkyo Civic Hall)

Por Alexei Barros

Eu sei que já passei da linha do insuportável elogiando os japoneses e suas performances, mas, me desculpe, serei obrigado afirmar de novo: os japoneses são os melhores.

Se você procurar por Chrono Cross no YouTube, certamente vai se deparar com uma pletora de gravações de concertos. A maioria será da “Scars of Time”, a música que, se repetida mais umas mil vezes, deverá empatar com a quantidade de execuções da “One-Winged Angel”.

Mas eis que surge a Cosmosky Orchestra em sua primeira aparição em vídeo na internet e toca um medley não só com a “Scars of Time”, mas com outras faixas do RPG do PlayStation que muitos nem se arriscaram chegar perto. Não só com orquestra. Com banda. E com coral – nunca vi tocarem Chrono Cross com coral. Antes mesmo de apertar o play lá embaixo, a imagem geral do palco já levanta dúvidas sobre o amadorismo (onde?) da apresentação. A Cosmosky Orchestra, contando por cima, deve ter cerca de 70 instrumentistas e o Chor Crystal Mana cerca de 40 vozes.

O começo do arranjo exclusivo, do Tomomi Hakamata, já é fora dos padrões, com a sublime “Garden of God” – como puderam ignorá-la esse tempo todo? Apenas ao som do xilofone e da harpa as mulheres entoam a música, climatizando o ambiente etéreo. A orquestra mostra a que veio, com um naipe gigantesco de cordas. Em seguida, a badalada “Scars of Time” é lembrada na flauta, com a harpa e, lá no fundão (do palco e da mixagem) o baixo elétrico, em uma participação mais tímida que na original. Na hora da virada e a percussão a toda, há uma diferença para a maioria dos concertos que tocam a música: a melodia é tocada pelas flautas e não em um solo de violino como é mais comum. No finalzinho, sim, tem o solo de violino, mas competindo com o coral. Deveria ser um ou outro, até porque a mixagem da gravação enterrou o violino.

Depois, vem a calmaria da “Arni Village ~ Home”, que representa o primeiro momento mais tranquilo depois da tensão do prólogo, chegando com a flauta e oboé acompanhados pelas flautas. Um pouco abruptamente surge a curtíssima “Grief”, seguida pela explosão da “The Brink of Death”. A rendição dessa música, devo confessar, ficou bem aquém do esperado pela lerdeza do andamento (basta lembrar a versão da suíte de Chrono no Symphonic Fantasies, com o andamento condizente com a composição). A emocionante “Prisoners of Fate” ganha uma nova dimensão de dramaticidade com o coral, que não existia na original.

O operador de câmera inclusive já sabia: a “Beginning of a Dream” é tocada em um solo de guitarra (sim, tem guitarra ainda por cima), mesmo que, na original, o timbre lembrasse mais uma flauta. A participação do instrumento é até mais justificada com a “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~”, que tinha guitarra mesmo, estabelecendo um diálogo com a orquestra. Daí depois entra, imitando a original, a bateria e o baixo elétrico… estupendo!

Com a percussão a mil, a “The Dream that Time Dreams” é tocada, inclusive com a enfartante alusão ao tema “Chrono Trigger” do predecessor já existente na original e com coral, além de breves ressonâncias da melodia da “Radical Dreamers”. Para fechar, a “Scars of Time” ganha uma rendição completamente diferente, com maior uso do coral.

Evidentemente, não é uma performance perfeita, mas mostra o abismo de qualidade do que temos de mais badalado por aí. Não ouço nenhum playback, não vejo nenhum telão, ninguém chutando cadeira ou tentando agitar a galera. Apenas uma apresentação de fãs que se sustenta pela música e nada mais do que a música.

 “Chrono Cross Medley”
“Garden of God” ~ “Scars of Time” ~ “Arni Village ~ Home” ~ “Grief” ~ “The Brink of Death” ~ “Prisoners of Fate” ~ “Beginning of a Dream” ~ “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~” ~ “The Dream that Time Dreams” ~ “Radical Dreamers” ~ “Scars of Time”

Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente


Por Alexei Barros

Por mais tempo que um indivíduo se dedique a uma determinada obra, sempre há espaço para melhorias. Quem é perfeccionista e vê o que foi feito anos depois, fica com vontade de mexer aqui, retocar ali e até, por que não, começar do zero. Isso em qualquer atividade. Nos videogames, esse aperfeiçoamento vem na forma das atualizações online. Na música e, especialmente, nas músicas orquestrais, o trabalho de aprimoramento é muito maior. Já imaginou ter que imprimir todas as partituras dos instrumentistas de novo? Pelo tempo e dinheiro que se gasta com isso, os polimentos são raros nos concertos de games.

Mas, quando o Symphonic Fantasies, originalmente executado em 2009 na Colônia, Alemanha, é frequentemente exaltado – “absoluto” e “impoluto” foram adjetivos frequentes quando me referi ao concerto e depois ao álbum publicado em 2010 –, logo você vai imaginar que a produção do espetáculo se acostumará com os elogios, repousando na confortável zona de conforto das reprises idênticas à primeira apresentação. Porém, nada disso aconteceu quando o Symphonic Fantasies foi mostrado em Tóquio em janeiro de 2012, récita esta registrada no álbum Symphonic Fantasies Tokyo, lançado em 11 de junho deste ano.

O impacto causado pelo Symphonic Fantasies foi muito grande há três anos. De uma só vez, o concerto revolucionou nas suítes gigantes (de cerca de 18 minutos), na transmissão em vídeo ao vivo para todo o mundo e na qualidade impecável da performance. Dessa forma, foram feitos convites para apresentações em outros países, e o próprio Nobuo Uematsu sugeriu levar o Symphonic Fantasies ao Japão. Mas, para chegar nesse nível, foram necessários 14 dias cheios de ensaios. Ter todo esse tempo livre nas agendas de orquestras pelo mundo não é comum.

Enquanto isso, graças ao êxito do Symphonic Fantasies, aconteceram mais dois concertos-tributo em Colônia: o Symphonic Legends, em homenagem à Nintendo, em 2010, e o Symphonic Odysseys, em reverência ao Nobuo Uematsu, em 2011. Ainda no ano passado aconteceu o LEGENDS, uma revisão do Symphonic Legends na Suécia que serviu para o produtor Thomas Boecker tirar a conclusão de que seria possível ter a mesma qualidade apresentada na Alemanha com apenas dois dias de ensaio. “A experiência em Estocolmo com LEGENDS me mostrou que, se as partituras forem bem-feitas e os músicos estiverem motivados e forem bons, vai funcionar”, disse antes da realização do Symphonic Fantasies em Tóquio. Além disso, os arranjos foram ajustados para otimizar a performance. “Quanto mais conhecimento o arranjador tiver, ele pode encontrar soluções para fazer soar bem sem ser MUITO difícil de tocar. Então é isso que vamos fazer. O tempo que vamos ganhar dessa forma será gasto para fazer soar ainda mais emocionante, mais bonito.”

Com isso, Boecker decidiu investir em 2012 no Symphonic Fantasies em Tóquio, no décimo ano consecutivo em que ele produz concertos de games, chegando ao país onde tudo começou. O primeiro dessa dezena, o First Symphonic Game Music Concert, em 2003, foi também primeiro espetáculo de game music fora do Japão. Para tanto, ele contratou a Tokyo Philharmonic Orchestra, a mais antiga orquestra de música erudita nipônica (formada em 1901), e o Tokyo Philharmonic Chorus, ambos recorrentes em álbuns e récitas de jogos eletrônicos. Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na darbuka voltaram ao palco e, no lugar do norte-americano Arnie Roth, o alemão Eckehard Stier assumiu a regência. Foram realizadas apresentações nos dias 7 e 8 de janeiro no Tokyo Bunka Kaikan, o mesmo local do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. No primeiro dia, estiveram presentes Hiroki Kikuta (Secret of Mana) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger e Cross) e, no outro, além dos dois, a mestra Yoko Shimomura (Kingdom Hearts). Para completar o quarteto de compositores da Square que haviam comparecido ao espetáculo em Colônia, só ficou faltando mesmo o Nobuo Uematsu.

Como o Symphonic Fantasies original já tinha sido lançado em CD na Europa e no Japão, não seria de esperar que a versão mostrada em Tóquio também fosse. Eis que inesperadamente em maio de 2012 o álbum Symphonic Fantasies Tokyo foi anunciado e em junho foi lançado – por enquanto, somente com publicação no continente europeu.

A principal diferença é que, enquanto o álbum do Symphonic Fantasies original condensava todo o concerto em um CD e deixava o segmento do bis para lançamento digital, o álbum do Symphonic Fantasies Tokyo cobre o espetáculo na íntegra, forçando a divisão do programa em dois discos. O primeiro, com a abertura e as suítes de Kingdom Hearts e Secret of Mana; o outro com as suítes de Chrono e Final Fantasy e o novo bis.

O encarte, com 20 páginas repletas de fotos das apresentações e perfis dos envolvidos, possui agora um prefácio assinado pelo Masashi Hamauzu, que não teve músicas executadas no concerto, mas vem se tornando cada vez mais frequente nas produções do Thomas Boecker. Aliás, só de ver o nome dele, já me deu vontade de que fosse feita uma suíte da série SaGa – obscura no ocidente, mas popular no Japão –, com os seus trabalhos no SaGa Frontier II e especialmente no Unlimited Saga. Mas essa vontade fica para uma próxima. Outra decisão que achei acertada foi a adoção do inglês no texto, dada a universalidade do idioma, visto que, no álbum gravado na Alemanha, a edição japonesa estava escrita na língua local e, na europeia, em alemão. O único ponto um pouco chato disso é a dificuldade de retirar o encarte da caixa do álbum, porque ficou bastante justo, no limite. Se você conseguiu tirar uma vez, é provável que não vai querer fazer isso de novo com medo de estragar o papel.

Uma grande vantagem do Symphonic Fantasies Tokyo em relação ao Symphonic Fantasies é justamente o fato de o concerto ter sido gravado no Japão. Como dito aqui tantas vezes, o público nipônico é extremamente acanhado e, verdade seja dita, educado. Uma plateia inteligente, que respeita a performance e quer apreciá-la, quer fazer valer o ingresso. Durante os dois CDs não há um pio sequer da plateia e nem mesmo aplausos ao final da execução de cada número, o que dá ao Symphonic Fantasies Tokyo a impressão de ter sido gravado em estúdio tamanho o silêncio. No CD do Symphonic Fantasies dá para ouvir, durante a execução do tema dos Chocobos, um “woow” proferido por um fã tresloucado. Hoje, esse cara deve estar muito por feliz por ter o grito eternizado e arranhado a perfeição da performance. Aqui não há nada disso, muito felizmente. Por isso… viva os japoneses!

Já adianto que, excetuando o Encore, todo o resto da seleção de músicas arranjadas é similar ao primeiro Symphonic Fantasies. Mesmo que continue achando que algumas faixas poderiam entrar (nada vai me tirar da cabeça que fez muita falta a “Danger” no Secret of Mana e talvez mais alguma música animada do jogo), não vou repetir tudo o que já falei. É tudo uma questão de comparações. Se na ocasião do concerto eu confrontei os arranjos orquestrais com as originais e no review do álbum coloquei frente a frente os arranjos da mixagem do CD com a versão transmitida, o cotejo agora será entre os dois álbuns. As novidades do Symphonic Fantasies Tokyo estão nas entrelinhas, nas interpretações, nas sutilezas, portanto vamos revisitar aos poucos, com calma, as histórias contadas pelas suítes no palco do concerto realizado na Terra do Sol Nascente.

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Symphonic Fantasies Tokyo: novamente a fantasia suprema, agora direto do Japão

Por Alexei Barros

O ano de 2012 começou muito bem em matéria de concertos de games, e nos dias 7 e 8 de janeiro o Symphonic Fantasies foi apresentado pela primeira vez no Japão. Os arranjos foram aprimorados em relação à récita de 2009, e o Encore foi totalmente reformulado, utilizando as melodias sobrepostas da “Destati” (Kingdom Hearts), “Meridian Dance” (Secret of Mana), “World Revolution” (Chrono Trigger), que substituiu a “Lavos’ Theme”, “One-Winged Angel” (preciso mesmo dizer de qual jogo?), “Kefka”“Dancing Mad” (Final Fantasy VI). Nisso, Kefka e Sephiroth entraram em uma ferrenha batalha musical. Embate improvável de acontecer nos jogos… a não ser por Dissidia e variantes.

Esse banquete sinfônico não podia se perder no tempo e não vai, porque em junho, daqui a pouco, será lançado o Symphonic Fantasies Tokyo, álbum que traz a gravação baseada nas apresentações nipônicas. Os solistas Benyamin Nuss (piano) e Rony Barrak (percussão) participaram, assim como a Tokyo Philharmonic Orchestra e o Tokyo Philharmonic Chorus sob a regência do maestro Eckehard Stier.

O “Encore” está incluso no pacote, diferentemente do álbum original do Symphonic Fantasies, no qual o segmento do bis foi vendido digitalmente. Serão 80 minutos de música em dois CDs, e o produto inclui um encarte de 20 páginas, mostrando fotos dos ensaios e dos concertos – algo que, para mim, fez muita falta no lançamento alemão –, isso tudo com um prefácio escrito pelo Masashi Hamauzu. É o melhor do melhor, agora ainda melhor.

Symphonic Fantasies Tokyo está à venda no site da MAZ Sound Tools GmbH, que entrega para qualquer lugar do mundo.

“Battle Medley” – Chrono Trigger (Meine Meinung)

Por Alexei Barros

Por mais que existam centenas e centenas de arranjos de Chrono Trigger, os temas de combate acabam sendo deixados para escanteio – exceção ao “Battle with Magus”, que de uns tempos para cá ganhou interpretações orquestrais.

Veja, por exemplo, a “Battle 1” . É uma das músicas que você mais escuta durante o jogo pela grande fartura de batalhas ao longo do jogo. Isso que os combates não são aleatórios. Outro caso é a “Boss Battle 1”, a única faixa da trilha assinada pela Noriko Matsueda. Por não ser do Yasunori Mitsuda e do Nobuo Uematsu, a ótima composição, acelerada e tudo mais, também não é muito lembrada. Justamente as duas estão presentes no medley da banda Meine Meinung. Excelente? Sem dúvidas. Japonesa? Evidente.

Vou fazer uma confissão: não sou lá muito fã de arranjos 100% acústicos. Sinto falta dos instrumentos elétricos. Mas, neste caso, a qualidade é tão suprema que não fiquei com saudade de baixo elétrico ou guitarra. Claro que muito se deve pela excelência dos instrumentistas e microfonação profissional na captação de áudio.

Dois violões, percussão e baixo acústico formam o quarteto plenamente entrosado e inspirado. Mal a “Battle 1” é tocada – destaque para as linhas graves reproduzidas pelo incansável contrabaixista –, um dos violões já faz um solo espetacular. Na sequência, vem a “Boss Battle 1”, na qual o contrabaixista toca em dado momento usando o arco do instrumento. Fugindo daquele formato convencional de uma única referência a cada música no medley, a peça volta rápido para a “Battle 1” , vai de novo para a “Boss Battle 1”, culminando na “Fanfare 1 (Lucca’s Theme)”. Uma perfeição.

- “Battle Medley”
“Battle 1”“Boss Battle 1”“Battle 1” ~ “Boss Battle 1” ~ “Fanfare 1 (Lucca’s Theme)”

Yasunori Mitsuda cutuca ferida e reabre cicatriz temporal do Chrono Cross Arrange Album; ouça a “Dimension Break”

Por Alexei Barros

Os mais atentos devem estar cientes do Play for Japan: The Album, projeto que congregou diversos compositores de games de todo o mundo para ajudar as vítimas do terremoto no Japão. Akira Yamaoka é o líder da empreitada, e ele conseguiu reunir nomes como Nobuo Uematsu, Koji Kondo, Hirokazu Tanaka, Jason Graves, Tommy Tallarico e até mesmo a simpática Laura Shigihara, conhecida na cena indie pela trilha do jogo Plants vs. Zombies. Lançada dia 15 de julho, a coletânea é vendida digitalmente no Amazon e iTunes por dez dólares.

À parte a iniciativa salutar do Yamaoka e a reunião de nomes ocidentais e japoneses em um mesmo álbum, o detalhe mais interessante é referente à participação do Yasunori Mitsuda. Volto para dezembro de 2008, quando, surpreendentemente, ele liberou uma amostra da “A Narrow Space Between Dimensions” que seria parte do aguardado Chrono Cross Arrange Album, que vem se arrastando desde 2006. A mesma faixa renasceu, em versão completa, no Play for Japan: The Album agora chamada “Dimension Break”. São apenas dois minutos, mas dois minutos altamente gratificantes. Um belo arranjo para cordas de uma música executada originalmente apenas no violão – se quiser comparar: “A Narrow Space Between Dimensions”. Não acabou por aqui. Em entrevista ao IndieGames.com, Mitsuda disse que chegou um momento em que ele havia desistido de fazer o Chrono Cross Arrange Album… (depois de tudo isso, era só o que faltava). Felizmente, os pedidos dos fãs foram tantos, imagino que com o Twitter isso deve ter aumentado ainda mais, que ele quer fazer, pouco a pouco. Mitsuda não deveria, mas prometeu uma previsão de lançamento: inverno japonês (nosso verão); no pior dos casos, próximo verão (inverno por aqui). Não entendo sinceramente por que tanta dificuldade, visto que o Myth: The Xenogears Orchestral Album foi publicado sem nenhuma demora – o que está demorando é o post sobre o álbum.

[via IndieGames.com]

Symphonic Odysseys: 2011: Uma Odisseia do Uematsu


Por Alexei Barros

Odisseia. Como a de Homero, narra uma extensa epopeia, repleta de aventuras extraordinárias e acontecimentos dramáticos. Como a de Stanley Kubrick, um épico espacial com trilha sonora memorável. Como a de Nobuo Uematsu. Que palavra seria mais apropriada para nomear um espetáculo em tributo à portentosa carreira de um compositor como ele? Melhor: odisseias. Odisseias sinfônicas. Se cada jogo da série que mais se dedicou traz uma história diferente da outra, o plural é mais indicado para alguém de tamanha envergadura (o singular no título foi só para não perder a chance do trocadilho).

Já que cada concerto de Final Fantasy pode ser considerado uma homenagem a Uematsu na maioria das vezes, não é de estranhar que tenha demorado tanto tempo para isso acontecer, afinal, só em 2004, como freelancer, a variedade de franquias aumentou efetivamente. A primeira vez foi em 2007, na Itália, o Nobuo Uematsu Show, que se limitou a executar partituras conhecidas de Final Fantasy, Blue Dragon e Lost Odyssey. Agora, em 2011, o Symphonic Odysseys não tem nem comparação, com todos os arranjos novos em folha, oferecendo um recorte de sua trajetória.

Antes mesmo da realização do Symphonic Legends, o Symphonic Odysseys foi anunciado pelo então administrador da WDR Radio Orchestra Cologne, Winfried Fechner, em março de 2010 – ambos concertos que nasceram por consequência do sucesso espantoso do Symphonic Fantasies em 2009. Em dezembro do ano passado, os ingressos para os 2000 assentos do Cologne Philharmonic Hall do espetáculo às 20 horas locais esgotaram em 12 horas, um recorde para os concertos de games em Colônia. Uma nova apresentação às 15 horas foi marcada para o mesmo dia, 9 de julho, e também teve todos os bilhetes comprados. A alta demanda se explica por Square Enix, Nobuo Uematsu e Final Fantasy: a maioria das pessoas estava lá especialmente por conta do terceiro item.

E então chegamos ao set list. O primeiro ato corresponde ao passado do Uematsu e o segundo ao presente (exceção aos dois números do bis). Antevendo a realização do concerto, eu procurei ouvir as trilhas antigas do Uematsu e pude constatar que a discografia dele é mais variada do que aparenta, o problema é que muitos jogos são pulgas se comparados com a supremacia de Final Fantasy.

Obscuridades como Genesis, Alpha, Cruise Chaser Blassty, Cleopatra no Mahou, The 3-D Battles of WorldRunner, Nakayama Miho no Tokimeki High School, Square’s Tom Sawyer, Aliens 2, The Square’s Tom Sawyer… Além disso, confesso que da leva pré-histórica da Square tem pouca coisa verdadeiramente aproveitável. King’s Knight é um representante digno dessa era, assim como The Final Fantasy Legend e Final Fantasy Legend II. Os três nem saíram na Europa, uma área com lançamentos bem específicos e que recorrentemente sofre com a ausência de localizações. Por exemplo, Chrono Trigger só foi publicado por lá em 2009, na versão para Nintendo DS, como já havia comentado no relato do Symphonic Fantasies. Isso vale também para o segundo ato, com as colaborações para jogos da Mistwalker: The Last Story ainda não saiu na Europa; Blue Dragon e Lost Odyssey não se comparam com FF em popularidade. Anata wo Yurusanai, Away: Shuffle Dungeon, Lord of Vermilion, Sakura Note: Ima ni Tsunagaru são ainda mais desconhecidos, considerando os trabalhos recentes. Aliás, tudo foi considerando no início, inclusive trabalhos sem relação com jogos, como a trilha do anime Guin Saga, e Nobuo Uematsu deu total liberdade para a seleção de títulos e músicas.

Seria de meu agrado que Hanjuku Hero, por ter uma trilha melódica e grudenta, Rad Racer, por ser um jogo de corrida, e Front Mission: Gun Hazard, por diferenciar do que Uematsu fez naquela época, mas compreendo as ausências como o Symphonic Odysseys já traz um montante de jogos poucos conhecidos que não apareceria normalmente em outras produções. São raras as performances de Nobuo Uematsu que não de Final Fantasy, especialmente no ocidente: “Main Theme” do Blue Dragon e a “Main Theme” do Lost Odyssey pipocaram na turnê Play! A Video Game Symphony; em 2007, a Microsoft promoveu no Japão o concerto Orchestral Pieces From Lost Odyssey & Blue Dragon, com oito segmentos do Blue Dragon e sete do Lost Odyssey; no ano seguinte, no Press Start 2008, teve um medley de músicas antigas, com Alpha, King’s Knight, 3-D WorldRunner, Makai Toushi SaGa e Hanjuku Hero. O resto é tudo Final Fantasy.

O concerto leva em conta o quanto Uematsu compôs para a série, mas não foram executadas faixas de todos os episódios que ele participou. Assim como no Symphonic Fantasies, não teve FFVIII, FFIX, FFXI e FFXII (somente a “Kiss Me Good-Bye”) e não senti falta. O foco das apresentações recentes da série é nos capítulos de FFI a FFVII e FFX, e a prioridade era de músicas ainda não executadas (claro que existem tantas outras desses que ainda merecem ser tocadas).

A maioria dos arranjos foi feita por Jonne Valtonen (seis segmentos e uma suíte) e Roger Wanamo (dois números e outra suíte), ambos os finlandeses do time do Merregnon Studios do produtor Thomas Boecker. Mesmo assim, teve dois convidados: Jani Laaksonen, que também é da Finlândia e estudou na mesma universidade de Valtonen e Wanamo, a Tampere University of Applied Sciences, e é amigo dos dois; e Masashi Hamauzu, que elaborou três arranjos para o LEGENDS (Kirby e Pikmin, além de Donkey Kong Country, que constava no Symphonic Legends). Estreando na série Symphonic outro finlandês, o letrista Mikko Laine, que trabalhou com Valtonen anteriormente e participou do LEGENDS também com versos em inglês.

As partituras foram preparadas especificamente para o tamanho da WDR Radio Orchestra Cologne (representada por 72 instrumentistas, incluindo a pianista) e WDR Radio Choir Cologne (45 coristas), que retorna do Symphonic Fantasies após a ausência no Symphonic Legends. Repare que desta vez o coral esteve, por conta da falta de espaço, no andar de cima do palco, que é a maneira mais convencional; no Symphonic Fantasies e no Symphonic Legends o coro ficava posicionado no canto esquerdo, no mesmo andar da orquestra. A complexidade dos arranjos exigiu cinco dias de ensaios (geralmente duravam das 10h até às 14h30), bem menos que os 14 do Symphonic Fantasies, mas ainda assim mais do que o normal de concertos eruditos, que é dois dias. Ausente do Symphonic Legends, Arnie Roth voltou à batuta e sua regência tem o fator especial de ele ser amigo do Uematsu, uma parceria que se fortaleceu na turnê Distant Worlds. A mesma amizade vale para o pianista de uma suíte e dos dois bis, Benyamin Nuss, pelo álbum Benyamin Nuss Plays Uematsu, uma coletânea de piano dedicada ao compositor.

Foi um alívio ver a transmissão em vídeo da WDR funcionando perfeitamente como no Symphonic Fantasies, e todo o concerto pôde ser acompanhado ao vivo. A apresentação das 20h inclusive atrasou alguns minutos em decorrência da longa fila da sessão de autógrafos. Não por acaso: Nobuo Uematsu é uma celebridade, é carismático, é uma figura. Vê-lo em pessoa já é uma satisfação.

Depois do Hadouken, minhas extensas considerações sobre o Symphonic Odysseys. Em vez de colocar um monte de números dos contadores, optei por colocar links em alguns trechos específicos para você entender melhor o que quero dizer.
Continue lendo ‘Symphonic Odysseys: 2011: Uma Odisseia do Uematsu’

Como não poderia ser diferente: Symphonic Odysseys terá transmissão ao vivo em vídeo!


Por Alexei Barros

Talvez alguns já sabiam ou, se não, imaginavam: o Symphonic Odysseys, concerto em homenagem ao Nobuo Uematsu que acontecerá  no próximo sábado, dia 9 de julho, poderá ser assistido ao vivo e em cores de qualquer lugar do mundo pela internet. Isso não é surpresa se você seguiu a parte da série germânica Symphonic realizada na cidade de Colônia: o Symphonic Shades pôde ser conferido pelo rádio em 2008; o Symphonic Fantasies foi contemplado em vídeo em 2009; e o Symphonic Legends também acompanhado em vídeo em 2010… opa! De fato, ano passado ocorreu um problema técnico da rádio WDR, que não liberou a transmissão para os espectadores estrangeiros, restringindo a exibição do vídeo aos residentes no país germânico. (Aliás, foi garantido o direito junto à Nintendo para o registro em vídeo por demanda em alta qualidade do Symphonic Legends, e estranhamente a licença não foi aproveitada até agora.) E se acontecer de novo? Vamos torcer para que não, e tudo leva a crer que o erro não será repetido. Decerto o espetáculo promete ser o melhor do quarteto de récitas Symphonic na Alemanha.

Para quem passou batido pelo post do programa, há dez números confirmados para a execução no Cologne Philharmonic Hall, com a WDR Radio Orchestra Cologne e o WDR Radio Choir Cologne sob a precisa condução do maestro Arnie Roth. A fanfarra de abertura, uma composição original e conjunta do Nobuo Uematsu com o Jonne Valtonen, o arranjador principal, inclusive foi liberada para download, oferecendo uma amostra da magnitude do concerto.

Pelo lado da Square Enix, três itens de Final Fantasy, sendo segmentos avulsos de FFX (com coral), FFXIV e uma suíte de 15 minutos com o jovem Benyamin Nuss como solista no piano; King’s Knight, Chrono Trigger (ambos com coro) e Makai Toushi SaGa & SaGa 2: Hihou Densetsu, conhecidos no ocidente por The Final Fantasy Legend e Final Fantasy Legend II. Da Mistwalker, Blue Dragon, The Last Story e Lost Odyssey, representado por uma suíte extensa de 15 minutos com coral e órgão de tubo. Ainda haverá muitas surpresas – sabe se lá o que teremos.

Sei que nem todos são fãs do Nobuo Uematsu, afinal cada um tem as suas preferências, mas se for o caso de apreciar e puder não perderia tal oportunidade, especialmente porque o Symphonic Odysseys encerra a tetralogia dos concertos tributo em Colônia.

Serão feitas duas apresentações: uma às 15 horas e outra às 20 horas locais – somente a segunda será transmitida. Confirmando como sempre pelo 24 Time Zones, são cinco horas a menos no Brasil em relação à Alemanha. Ou seja, o espetáculo começará às 15 horas no horário de Brasília no sábado, 9 de julho.

Caso queira apenas ouvir o rádio, entre aqui e clique em “WDR Live Stream”.

Os links para a transmissão em vídeo podem ser conferidos aqui, na coluna à direita. Para você se situar:

- Livestream für Windows-Mediaplayer -> Streaming ao vivo para Windows Media Player
- Livestream für iPhone und iPad -> Streaming ao vivo para iPhone e iPad
- Livestream in hoher Vollbildqualität -> Streaming ao vivo em tela cheia de alta qualidade
- Livestream für mobile Endgeräte mit niedriger Bandbreite -> Streaming ao vivo para dispositivos móveis com baixa largura de banda

[ATUALIZAÇÃO] Breve adendo: ao entrar no site da WDR, você notará que há um flash player com a artwork do Kaim Argonar de Lost Odyssey no centro da tela. Por questões legais, este player só funcionará na Alemanha e NÃO estará disponível para pessoas de fora do país. Mas é claro que os links da transmissão que comentei acima devem abrir normalmente com o Windows Media Player ou programa de sua preferência em qualquer localidade.

[via Symphonic Odysseys]


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