O que jogar com o tempo que se tem

Por Gustavo Hitzschkytempo

Faz tempo que não escrevo aqui no Hadouken, fato. Porém hoje li um post muito interessante que me motivou a tecer no blog alguns comentários e oferecer quem sabe um outro ponto de vista sobre o assunto, que já antecipo não contar com um lado certo e um errado, pois se trata de opinião.

A Suzana Bueno, que posta no blog dos nossos comparsas Continue, discorre sobre a falta de paciência e tempo que vem experimentando com jogos mais longos, aqueles que porventura demoram a engatar, e diz que tem optado por games que trazem uma diversão mais rápida e total desde os primeiros minutos – por favor, leiam o texto na íntegra porque ficou bem bacana e para ver toda a argumentação.

Vou tentar não ser muito prolixo, e no entanto gostaria de fazer um preâmbulo antes de abordar o tema em si. Para quem não sabe, depois de me formar em jornalismo comecei a fazer Letras, e agora estou estudando os contos do Machado de Assis com o professor Alcides Villaça, mestre dos mestres. No conto “A cartomante”, Machado, entre outras coisas, fala também, ainda que de forma velada, da dificuldade de contar estórias já no século 19, antevendo uma tendência que dominaria a literatura do século seguinte. Isso porque o mundo moderno e a lógica acelerada das modificações tornam praticamente impossível a existência e o relato de algum fato relevante, especialmente pela sucessão frenética de acontecimentos.

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Rock Tour 2009: a apresentação do Los Toperas

Por Gustavo Hitzschky

De fato, como se imaginava, foi antológico. Para quem não sabe, o festival Woodstock completou 40 anos em 2009, e me arrisco a dizer que, daqui a décadas, as pessoas ainda se lembrarão com nostalgia também do Rock Tour 2009.

O encontro, como já é sabido, aconteceu no Morumbi Shopping no dia 22 de agosto. A data marcou a primeira aparição pública da banda Los Toperas desde as desventuras em série do quarteto, como você acompanhou nos posts reveladores de Claudio Prandoni. Após alguns ensaios e muita groselha, enfim aconteceu a reestreia ao lado das bandas parceiras dos camaradas do Continue e do GoLuck.

Depois do fatídico incidente do pause na música do Prandoni (coreografia ensaiada à exaustão e cujos efeitos foram exatamente aqueles os quais havíamos calculado – leia-se, invasão de palco e assédio quase insuportável por parte dos espectadores), o Los Toperas encerrou a participação com a música Ramblin’ Man, do Allman Brother Band. E foi justamente essa a escolhida pelo quarteto mais o empresário Alexei Barros para ir à votação no YouTube.

Agora é com você, amigo leitor. Ajude os enterninhados Los Toperas a sair do ostracismo e se deparar uma vez mais com a glória. Nem que seja a derradeira, aquela que vem a coroar uma carreira banhada por escândalos, farsas, brigas e piparotes. Para tanto, basta avaliar o vídeo, concedendo a ele o número de estrelas que considerar justo (infelizmente, cinco é o máximo, mas aceitamos de bom grado).

Um agradecimento mais do que especial e merecido à amiga Naty Yoshie, que não pensou duas vezes ao ser convidada para participar do nosso show. Quem esteve lá sabe ao que me refiro. Do contrário, assistam ao vídeo.

Antes do vídeo, aqui vai a ordem das canções entoadas pelos Toperas e os respectivos músicos.

- “American Woman” (The Guess Who). Vocal: Gustavo Hitzschky; guitarra: Rodrigo Lara; baixo: André Sirangelo; bateria: Claudio Prandoni

- “Livin’ on a Prayer” (Jon Bon Jovi). Vocal: Claudio Prandoni; gui-tar…… ra: Gustav… o Hitz… schky; baixo: André Sirangelo; bateria: Rodrigo Lara

- “Ramblin’ Man” (The Allman Brothers Band). Vocal: Gustavo Hitzchky; guitarra: Rodrigo Lara; baixo: André Sirangelo; bateria: Claudio Prandoni

Toperas2

Teaser #2: a banda se reúne

Por Gustavo Hitzschky

Dando continuidade aos preparativos para a formação da banda Hadouken (ou Los Topéras, para resgatar um nome que remonta aos tempos de Cásper Líbero), foi realizada uma jam session deveras interessante no reduto gamístico de mestre Prandoni no sábado.

Além da presença imunda dos quatro aloprados que compõem o blog, contamos com a participação do amigo Rodrigo Lara, que nos ensinou a arte do batuque com pegada roquenrol. A nota negativa da tarde, confesso, ficou mais uma vez a cargo da mula que vos escreve. Claudio Prandoni, com sua paciência infinita, tentava me mostrar os primeiros acordes na guitarra do World Tour, porém o resultado não foi dos mais produtivos.

A prova da desgraça você acompanha abaixo, e mais sobre a banda nos próximos dias.

Altruísmo na maratona de Final Fantasy

Por Gustavo Hitzschkytsg

O pessoal do TheSpeedGamers começou uma maratona de Final Fantasy (I ao XII) com a meta de arrecadar 20 mil dólares para a instituição Act Today!, que cuida de crianças autistas. A galera iniciou a jogatina na sexta-feira, dia 17 de julho, e deve prosseguir até a sexta que vem (24). O bacana é que dá para acompanhar os caras jogando e mandar perguntas àqueles que esperam por sua vez ao controle.

Não é que estou sem nada para fazer, mas há algum tempo estou seguindo os trutas do TheSpeedGamers nessa fria tarde de domingo. Mais detalhes no blog e no twitter deles.

Teaser: banda nova no horizonte?

Show de anos atrás quando passei com minha banda por Londres

Show de anos atrás quando passei com minha banda por Londres

Por Gustavo Hitzschky

Esse é um teaser em formato inédito. Ele não virá por meio de vídeo e nem mesmo sons, músicas, hadoukast ou qualquer método auditivo – pelo menos por enquanto. Será apenas esta pequena mensagem.

Recebi uma ligação ontem do roqueiro Claudio Prandoni cuja felicidade exacerbada se devia pela aquisição de Guitar Hero World Tour. Empolgado com o brinquedo, ele me convidou ao seu reduto na semana que vem para que possamos mandar um som com o auxílio da criança.

Para quem não sabe, Alexei Barros é maestro em todos os instrumentos do mundo. Impossível conviver com ele e não aprender pelo menos o básico, e como os toperas hadoukeiros descobriram que tinham uma certa facilidade com a música, logo pintou a ideia: por que não aproveitar o World Tour e formar uma banda de verdade? A conversa já está tão adiantada que vislumbro nosso primeiro show em agosto próximo. E no momento só posso dizer que vamos precisar muito de sua ajuda, leitor/ouvinte/amigo. Aguardem.

Blogs x mídia impressa: em quem confiar?

Por Gustavo Hitzschkyliar

Se há uma coisa no jornalismo de games que me atrai bastante é escrever reviews de jogos. É bem verdade que faz muito tempo que não realizo esse tipo de trabalho para revistas e nem mesmo aqui no Hadouken, mas me encanta opinar sobre um jogo depois de ter passado tempo suficiente com ele – sempre prefiro resenhar depois de terminar para ter uma visão aprofundada do game, porém nem sempre é possível, principalmente nos casos de serviços para a mídia impressa.

Acabei de ler um artigo muito bacana no excelente Destructoid acerca da credibilidade de blogueiros comparada à de jornalistas “reais”, usando os termos do texto. A Federal Trade Commission, algo como Comissão de Comércio Federal, órgão atrelado ao governo dos Estados Unidos, passou a conclamar os blogs a revelarem sempre que algum tipo de material for enviado para eles, sejam títulos para review, sejam outros produtos relacionados ao software. O New York Times concordou com a indicação porque acredita que os blogs trabalham para agradar os patrocinadores. Assim, na medida em que os sites informam sobre o recebimento de um item, a credibilidade da opinião poderia ser mais bem avaliada pelo público – já que eles conseguiram o jogo sem nenhum custo, dificilmente falariam mal, seria o raciocínio aproximado do leitor.

Sugeriria a vocês que lessem o artigo de Jim Sterling porque ele está absolutamente correto em tudo aquilo que escreve. Com relação a patrocínio, a declaração do NYT soa tão idiota que até parece mentira. É fato que existem blogs com publicidade – o próprio Jim cita o Destructoid entre eles – mas a FTC e o NYT se referem também aos anônimos e independentes que possuem blos minúsculos. Quem responde, sim, a interesses corporativos são os grandes conglomerados de mídia, as verdadeiras baleias desse mar no qual nós, peixes pequenos, praticamente não temos voz. O que, particularmente para mim (e tenho certeza de que para os meus três amigos de Hadouken) não importa, uma vez que não temos muitos leitores, mas nos orgulhamos do nível do debate que se estabelece por meio dos comentários.

Acho que não preciso dizer isso, mas mesmo que a Capcom tivesse me enviado uma cópia de Resident Evil 4 sem custo nenhum e algum boneco do Leon ou o que quer que seja, eu jamais mudaria uma linha daquilo que escrevi. Da mesma forma que elogiaria de forma contundente Professor Layton and the Curious Village caso a Nintendo tivesse me enviado o jogo. A minha opinião não está à venda e jamais estará, e acho que é isso que os escritores (blogueiros e jornalistas, não importa) devem ter em mente. De minha parte, eu duvido, sim, de reviews que leio em sites consagrados ou nas grandes revistas, pois há certas coisas que acho muito estranho.

Gostaria de citar o exemplo que aconteceu comigo anos atrás de um review que escrevi em um trabalho de freelancer. Mas como não sei até hoje o que de fato rolou, prefiro omitir. Apenas mando mais uma vez o meu agradecimento a Renato Bueno, o único que veio demonstrar solidariedade a mim no imbróglio.

Agora, afirmar que blogueiros não são dignos de confiança e jornalistas são os arautos da justiça é de uma imbecilidade absurda. Temos gente boa em todas as esferas, assim como há os incompetentes. Será que rolam falcatruas desse tipo em blogs? Certamente. E em jornais e revistas? Não tenho a menor dúvida. É que não se pode ser maniqueísta dessa forma, não dá para preto no branco, esses são os mocinhos e aqueles os bandidos. Em absolutamente nada na vida.

Alexei Barros: uma breve trajetória no mundo dos games

Por Gustavo Hitzschky

Há muito tempo o mundo sabe sobre os fatos e feitos do inigualável Chuck Norris. O que talvez a maioria não conheça sejam as verdades sobre o nosso amigo e mentor Alexei Barros, cuja modéstia o impede de revelar certas coisas. Sinto-me na humilde obrigação de mostrar aos leitores do Hadouken alguns detalhes dessa farta e inspiradora história de vida de nosso grande maestro – aposto que poucos imaginam a influência que ele tem na indústria de games. Com vocês, os fatos sobre a lenda:

- Um dia, Alexei Barros reuniu alguns amigos para fazer um som no quintal de casa. Estava criada a Video Games Live.

- Alexei Barros quis terminar os Castlevania que faltavam para ele em uma tarde. Eram cinco jogos da série que ele não concluíra. Ele acabou todos. Simultaneamente.

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Videogames no seu prédio

Por Gustavo Hitzschky

Algo que jamais vai deixar de nos surpreender é a criatividade humana. Fuçando twitters alheios, me deparei com um vídeo sensacional daquele famigerado jogo de celulares da cobrinha sendo exibido em um prédio. Reparei nos comentários do You Tube que o usuário Nomadr2h disse que se tratava de um edifício na Polônia chamado Wroclaw.

Acabei ainda encontrando um outro vídeo mostrando Tetris, Dr. Mario e Super Mario Bros. No mínimo inusitado. Neste site você confere uma entrevista com os idealizadores da bizarrice. Infelizmente está tudo em polonês, e como não visito os Hitzschky de lá há algum tempo, não pude entender com clareza como tudo funciona.

Hitzman na E3 – é tudo verdade

Por Gustavo Hitzschky

Tudo bem, sei que a frase é o clichê do clichê do clichê. Mas é fato: a imagem vale mais que um gol contra mil palavras. Para todos vocês, incrédulos e sem fé, que não acreditavam na minha presença em Los Angeles durante a cobertura da Electronic Entertainment Expo, eis a prova cabal.

Tive a oportunidade de encontrar alguns figuras jornalistas pelos pavilhões e troquei uma ideia com a equipe da revista Edge Brasil. Eles foram muito solícitos e me ajudaram na hora da alimentação, visto que eu havia levado somente um pé-de-moleque com a grana fornecida pela Hadouken Enterprises. O problema é que exagerei na degustação de iguarias e prontamente adquiri uma protuberante pancinha, que pretendo perdê-la com caminhadas diárias inspiradas em Claudio Prandoni.

Sem mais delongas, contemple:

Da esquerda para a direita, Théo Azevedo, Fabio Santana, Gustavo Hitzschky e Nelson Alves Jr.

Da esquerda para a direita, Théo Azevedo, Fabio Santana, Gustavo Hitzschky e Nelson Alves Jr.

Transcrição: conferência da Sony

psPor Gustavo Hitzschky (enviado especial a L.A.)

Ah, a Sony. A empresa sempre gostou de esperas e nunca teve pressa nenhuma ao anunciar os seus jogos, serviços e afins. Continuando a cobertura completa do Hadouken da E3, acompanhe abaixo os tweets Hitzmanianos diretamente de Los Angeles.

Depois de quase duas horas de conferência, só queria saber o seguinte. Por que não houve a confirmação oficial de que Metal Gear Solid Rising chega também para o PS3?

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