Como não amar um jogo cujo protagonista se traja dos pés à cabeça tal qual o personagem principal de V de Vingança? O pequeno vingador, como diz a descrição dentro do game a qual apenas traduzo a seguir, é um membro anônimo de uma equipe de segurança conhecida como Dungeon.Sec. O objetivo é invadir os calabouços do sistema de um governo corrupto o mais rápido possível e assim acumular pontos.
O que devemos fazer é simplesmente pular entre plataformas que se movem, acionar alavancas para abrir o caminho, coletar a chave que abre a saída da fase e evitar espinhos, uma espécie de lava e água. Achei o jogo relativamente fácil e dá para terminar em cerca de 10, 15 minutos. Ou até menos, caso você não seja tão toupeira quanto eu (o que é altamente provável).
Dungeon.Sec. ficou em quarto lugar no Construct 2 & Win Contest. Vou atrás dos outros jogos que participaram do concurso nos próximos dias.
A exemplo do que faz o blog IndieGames.com, o qual serve como referência para mim, toda semana vou postar aqui um jogo indie grátis. Na verdade, eles postam games gratuitos praticamente todos os dias, mas meu acúmulo de funções no blog e o gerenciamento de minhas redes sociais me impedem de escrever aqui com mais assiduidade. Peço desculpas. Enfim, vamos estrear com o bobo, porém honrado, Russian Subway Dogs.
O site em que se pode baixar o game diz: “Experimente a vida de um cachorro de rua do metrô russo que vasculha por comida nesse simulador realista”. Fanfarronices à parte, basicamente o que você precisa fazer é latir atrás dos passageiros que saem do metrô para que eles derrubem o pão que estão comendo. Assim, a sua energia, que constantemente vai diminuindo, é aumentada.
Há alguns lances interessantes. Se puder pegar a comida no ar, melhor para você, pois assm você conquista mais pontos. É preciso tomar cuidado com os outros cães esfomeados que também vão tentar roubar o lanche alheio. Se você latir atrás de um homem que porta uma garrafa de vodka, essa bebida divina voa, se transforma num molotov e explode ao cair – se conseguir matar cachorros e homens dessa forma, mais pontos para você.
Imaginemos um palco de teatro atual, com suas duas paredes laterais e o fundo. A chamada quarta parede é o muro imaginário que existe entre os atores e a plateia, e que é responsável por fechar essa espécie de caixa em que uma cena é realizada. A quebra da quarta parede acontece quando os artistas falam diretamente com o público e tomam conhecimento de seu caráter performático. Com o desenvolvimento de outras expressões artísticas, esse conceito se espalhou para as novas paragens e os jogos não foram excluídos. Nos videogames, a quebra da quarta parede pode ocorrer quando o personagem em que controlamos toma consciência de que se trata de um ser manipulado por uma terceira pessoa, nós, os jogadores.
The Fourth Wall, jogo desenvolvido por alunos do DigiPen Institute of Technology e que foi finalista do Indie Game Challenge (lamentavelmente sendo preterido em todos os quesitos para a minha tristeza) decidiu romper essa barreira de um modo diferente. Ou seja, não é que nosso personagem sabe que ele próprio se trata de um videogame.
Nesse puzzle-platformer, você começa controlando um garotinho que leva atrás de si uma trouxa de roupas e que abandona a cidade. Não se sabe o motivo, não há explicação. As coisas, aparentemente, estão pacíficas no vilarejo. À medida que avança, o personagem envelhece e os quebra-cabeças têm a dificuldade aumentada. Pois bem, o rompimento da quarta parede se dá da seguinte forma: ao apertar Ctrl, congelamos o deslocamento lateral desse game 2D e, se você caminhar para a direita, por exemplo, acaba aparecendo do outro lado. Caso caia em um buraco, em vez de morrer, surge na parte superior da tela. O trailer deixa tudo mais claro.
Essa movimentação estratégica pelo cenário é aliada à necessidade de recolher chaves para destrancar portas, desviar de canhões, lasers, pegar carona em plataformas, evitar lava e usar a impulsão proporcionada por pequenos animais semelhantes a porcos e atingir áreas elevadas. Tudo em cenários com poucas cores que não deixam de ser absolutamente imersivos.
Se não me engano, The Fouth Wall foi o primeiro que joguei da lista de finalistas do Indie Game Challenge porque o nome tinha chamado muito a minha atenção. Se quiser, faça um favor a si e dê uma chance a ele. O jogo está disponível para download grátis no site oficial.
Indie games e puzzle-platformers. Cada vez mais noto que essa combinação é prolífica e muito bem executada.
No dia 10 de fevereiro durante as celebrações da D.I.C.E. Summit 2012 foram anunciados os vencedores do Indie Game Challenge. A lista era composta pelos seguintes jogos:
* Atom Zombie Smasher – Blendo Games
* Closure – Eyebrow Interactive
* Demolition, Inc. – Zeroscale
* Nitronic Rush – Team Nitronic
* Paradox Shift – Paradox Shift
* Symphony – Empty Clip Studios, Inc.
* The Bridge – Ty Talor e Mario Castaneda
* The Dream Machine – Team Dream
* The Fourth Wall – The Fourth Wall Team
* The Swapper – Facepalm Games
O ganhador do prêmio mais importante do evento que levou para casa US$100,000 foi Closure, um puzzle platformer o qual tive a oportunidade de jogar uma versão em flash. Basicamente, o que precisamos fazer em Closure é manipular a luz do ambiente para que cheguemos à saída de cada área. Se uma determinada região não está iluminada, é como se ela não existisse, e caso tentemos passar por ali o personagem fatalmente acaba caindo no nada. Se estiver interessado, veja mais detalhes na pequena entrevista concedida ao site do Indie Game Challenge.
Houve ainda outras premiações divididas em categorias cujos vencedores receberam US$2,500. Lá vão:
- Excelência técnica: Symphony
- Excelência na direção de arte: The Bridge
- Excelência na jogabilidade: The Bridge
- GameStop PC Digital Download Award: Symphony
- Escolha do público: Nitronic Rush
Lamento duas ausências na relação dos destaques: The Dream Machine, um point-and-click sensacional, e The Fourth Wall, projeto de alunos do DigiPen Institute of Technology sobre o qual devo falar aqui em algum momento da minha vida. E não me surpreendi com a escolha do público do jogo de corrida Nitronic Rush (também de estudantes do Digipen) – é um título absolutamente lindo visualmente e muito bem executado em termos de controle, apesar de o gênero não fazer a minha cabeça.
Eu não tenho o direito de escrever sobre videogames. Admito. Possuo um vão na minha formação gamística que muitos de vocês considerarão imperdoável, e talvez não lhes tire a razão: jamais cheguei a terminar um adventure clássico point & click – concluí alguns capítulos das incursões mais recentes de Sam & Max, o que pelo menos ameniza um pouco (um pouco) a constatação.
Tudo bem, ainda não foi dessa vez que encarei The Dig, Full Throttle ou Maniac Mansion, mas pelo menos é um point & click. Prosseguindo com as críticas dos jogos finalistas do Indie Game Challenge, me aventurei pelos três capítulos lançados até aqui de The Dream Machine. Vamos lá.
Vasculhando as trincheiras do blog IndieGames.com, tomei conhecimento de uma premiação intitulada Indie Game Challenge, a qual tem seu vencedor escolhido por meio de votação popular. O grande campeão da vez será revelado no dia 10 de fevereiro como parte das celebrações da D.I.C.E. Summit 2012.
Já que entrei em definitivo no universo dos games indie como você talvez já tenha visto, tratei logo de me informar sobre os finalistas. Muitos nem sequer foram concluídos, mas através de vídeos e de informações fornecidas pelos próprios criadores, dá para ver que vem muita coisa boa por aí. Prometo me esforçar ao máximo para experimentar ao menos alguns deles e compartilhar com vocês as minhas impressões. E é exatamente isso que vou fazer a partir de agora. Porém, antes, segue a relação dos indicados:
* Atom Zombie Smasher – Blendo Games
* Closure – Eyebrow Interactive
* Demolition, Inc. – Zeroscale
* Nitronic Rush – Team Nitronic
* Paradox Shift – Paradox Shift
* Symphony – Empty Clip Studios, Inc.
* The Bridge – Ty Talor e Mario Castaneda
* The Dream Machine – Team Dream
* The Fourth Wall – The Fourth Wall Team
* The Swapper – Facepalm Games
Depois do vórtex dimensional, as minhas impressões sobre uma versão não finalizada de The Bridge.
É preciso conhecer para criticar, e com “criticar” quero dizer tanto elogiar quanto depreciar. Não posso dizer que um hipotético filme novo do Charlie Kaufman é bom sem tê-lo visto apenas porque até aqui gostei de tudo o que vi e que foi feito por ele. Assim como não tenho condições de afirmar que todos os livros do Paulo Coelho são horríveis, o que parece ser uma prática bem difundida no Brasil quando se trata desse autor. Mas me pergunto: quantas pessoas leram ao menos um livro dele até o final para poder vociferar tão incisivamente contra ele?
Isso não é uma indireta para ninguém – ou talvez seja para mim mesmo. Infelizmente, o preconceito de alguma natureza acaba acometendo a todos em maior ou menor grau em dado ponto da vida. Tudo bem. Não penso que seja fundamental tentar evitá-lo a qualquer custo – o importante é saber se desvencilhar dele.
Pode ser que o termo “preconceito” não seja o mais acurado nesse meu caso específico. Quem sabe “negligência” não fosse melhor? Fato é que durante muito tempo nunca cheguei a dar o mínimo de atenção para os ditos jogos indie, mas fico bem feliz de constatar que isso mudou.
E por que os ignorei? Lembro-me de ter escrito sobre as nossas falhas de formação e a quantidade imensa de games importantes que ainda estava por jogar. Corriji certas lacunas, porém me restam inúmeras. A desculpa seria mais ou menos essa: como me interessar por outro filão do mercado de videogames se precisa me aventurar por tanta coisa do mainstream? E digamos que foi por acaso que acabei mergulhando no mar dos indie para, quem sabe, nunca mais sair dele.
Se tiver paciência, vá para o salto dimensional e leia a minha epopeia indígena.
Eu não sei de onde saiu esse vesgo nem qual o propósito desses vídeos, mas enfim, graças a Monique Souza, encontrei alguém que concorda comigo sobre o Resident Evil 4 e 5. De fato, este último joguei pouco, mas não gostei do que vi. Para os comentaristas que quiserem falar groselha, xinguem esse brother, não a mim. Aliás, xinguem a mim também porque eu concordo com ele.
Faz tempo que não escrevo aqui no Hadouken, fato. Porém hoje li um post muito interessante que me motivou a tecer no blog alguns comentários e oferecer quem sabe um outro ponto de vista sobre o assunto, que já antecipo não contar com um lado certo e um errado, pois se trata de opinião.
A Suzana Bueno, que posta no blog dos nossos comparsas Continue, discorre sobre a falta de paciência e tempo que vem experimentando com jogos mais longos, aqueles que porventura demoram a engatar, e diz que tem optado por games que trazem uma diversão mais rápida e total desde os primeiros minutos – por favor, leiam o texto na íntegra porque ficou bem bacana e para ver toda a argumentação.
Vou tentar não ser muito prolixo, e no entanto gostaria de fazer um preâmbulo antes de abordar o tema em si. Para quem não sabe, depois de me formar em jornalismo comecei a fazer Letras, e agora estou estudando os contos do Machado de Assis com o professor Alcides Villaça, mestre dos mestres. No conto “A cartomante”, Machado, entre outras coisas, fala também, ainda que de forma velada, da dificuldade de contar estórias já no século 19, antevendo uma tendência que dominaria a literatura do século seguinte. Isso porque o mundo moderno e a lógica acelerada das modificações tornam praticamente impossível a existência e o relato de algum fato relevante, especialmente pela sucessão frenética de acontecimentos.
De fato, como se imaginava, foi antológico. Para quem não sabe, o festival Woodstock completou 40 anos em 2009, e me arrisco a dizer que, daqui a décadas, as pessoas ainda se lembrarão com nostalgia também do Rock Tour 2009.
O encontro, como já é sabido, aconteceu no Morumbi Shopping no dia 22 de agosto. A data marcou a primeira aparição pública da banda Los Toperas desde as desventuras em série do quarteto, como você acompanhou nos posts reveladores de Claudio Prandoni. Após algunsensaios e muita groselha, enfim aconteceu a reestreia ao lado das bandas parceiras dos camaradas do Continue e do GoLuck.
Depois do fatídico incidente do pause na música do Prandoni (coreografia ensaiada à exaustão e cujos efeitos foram exatamente aqueles os quais havíamos calculado – leia-se, invasão de palco e assédio quase insuportável por parte dos espectadores), o Los Toperas encerrou a participação com a música Ramblin’ Man, do Allman Brother Band. E foi justamente essa a escolhida pelo quarteto mais o empresário Alexei Barros para ir à votação no YouTube.
Agora é com você, amigo leitor. Ajude os enterninhados Los Toperas a sair do ostracismo e se deparar uma vez mais com a glória. Nem que seja a derradeira, aquela que vem a coroar uma carreira banhada por escândalos, farsas, brigas e piparotes. Para tanto, basta avaliar o vídeo, concedendo a ele o número de estrelas que considerar justo (infelizmente, cinco é o máximo, mas aceitamos de bom grado).
Um agradecimento mais do que especial e merecido à amiga Naty Yoshie, que não pensou duas vezes ao ser convidada para participar do nosso show. Quem esteve lá sabe ao que me refiro. Do contrário, assistam ao vídeo.
Antes do vídeo, aqui vai a ordem das canções entoadas pelos Toperas e os respectivos músicos.
- “American Woman” (The Guess Who). Vocal: Gustavo Hitzschky; guitarra: Rodrigo Lara; baixo: André Sirangelo; bateria: Claudio Prandoni
- “Livin’ on a Prayer” (Jon Bon Jovi). Vocal: Claudio Prandoni; gui-tar…… ra: Gustav… o Hitz… schky; baixo: André Sirangelo; bateria: Rodrigo Lara
- “Ramblin’ Man” (The Allman Brothers Band). Vocal: Gustavo Hitzchky; guitarra: Rodrigo Lara; baixo: André Sirangelo; bateria: Claudio Prandoni
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