Meu jogo social preferido é da Nintendo

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Por Claudio Prandoni

Quero aqui falar de jogos sociais, mas não aqueles que a grande mídia por assim já convenciona chamar.

Os games presentes em redes online como o Facebook e outros que seguem os modelos vistos no serviço ainda seguem firmes e fortes, mas já passaram pelo inchaço e estouro de uma bolha de valores tão inflados quanto a rapidez com que encheu e murchou.

Porém, sinceramente, acho que o padrão estabelecido por jogos à la Farmville e demais, que incentivam – isso quando não exigem – chamar amigos para prolongar sua jogatina, se apropria de forma muito rasa do termo “jogo social”.

Prefiro aqui me ater a uma definição mais bruta do termo: games sociais são aqueles em que o combustível da brincadeira é a interação social. Veja bem, um combustível, algo que faz a roda girar e mantém o game rolando, mas não exatamente uma barreira na qual você bate.

Acho que não faço muito preciso, mas creio que o fluxo de jogo pode ajudar a entender melhor o que quero dizer: a interação social deve acontecer de forma natural, sem gerar ruído no espaço onde acontece e, assim, incentivando o jogo. Forçar você a atazanar amigos, inclusive gerando um ruído muitas vezes indesejado no mural do Facebook, por exemplo, é algo muito mais chato e invasivo.

Talvez eu pudesse me estender mais aqui, mas acho que já enrolei demais: nos últimos dois anos, meu jogo social preferido é a Praça Mii, aquele risonho software que já vem embutido em cada Nintendo 3DS.

Desde que comprei o videogame, peguei o hábito de levá-lo comigo para o trabalho, viagens, coberturas de eventos e afins, justamente pra ver ‘qualé’ a do Streetpass, a função que faz um 3DS interagir com o outro só de chegarem perto.

Claro, conto com os benefícios de morar em uma grande cidade e também trabalhar com games, o que ajuda a encontrar outros donos de 3DS e manter fila de Miis andando na praça virtual.

Ainda assim, em meio à simplicidade e ingenuidade dos joguinhos Troca-Puzzle e Mii Resgate, me peguei aficionado por eles, mesmo dois anos depois de vida do pequeno console.

Diligente, todo dia dou uma olhada para ver se a luzinha verde do 3DS brilha ao chegar no trabalho ou voltar para casa no fim do dia. Pego minhas pecinhas de quebra-cabeça, enfrento uns monstros e é isso aí, dois minutos depois está tudo feito e pronto para uma nova rodada.

Claro, não vou chegar aqui e dizer que “po, esse é o modelo perfeito de jogo social, galere”! É um jogo já na memória do aparelho, que parece mais interessado em fazer o usuário ter motivos para usar seu 3DS – e aí, quem sabe, comprar um jogo e gastar seu rico dinheirinho – do que ele mesmo ser monetizado e dar lucro.

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A Nintendo não vende chapéus e peças de puzzle por dinheiro de verdade. No máximo, você pode usar moedas de jogo para acelerar essas paradas, mas mesmo essa moeda de certa maneira incentiva você a encontrar outras pessoas, já que é obtida ao andar com o 3DS fechado.

Acho bem curioso que nenhuma outra empresa tenha feito algo parecido em seus jogos. Um game de RPG com elementos de Harvest Moon (ih, ó eu aí falando de fazendinha e jogo social!) ou construção de cidade e tal parecem perfeitos para o tipo de atenção constante que a Praça Mii consegue gerar.

Não tenho também a menor ideia de como funciona a tecnologia de Streetpass, mas acho que seria incrível ver algo do tipo sendo usado também em games para plataformas mobile, como iOS e Android – afinal, aqui no Brasil é muito mais provável encontrar pessoas com telefones celulares e tablets com esses sistemas operacionais do que com um 3DS, não é?

Espero que a própria Nintendo esteja trabalhando em alguma novidade nesse sentido. O fluxo constante de novos quadros de quebra-cabeça mostram que a produtora não esqueceu de seus joguinhos sociais, mas um título um pouquinho mais robusto – como tão bem foi o Mii Resgate II quando saiu – não fariam mal para ninguém.

Diário visual de minha viagem por Columbia

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Por Claudio Prandoni

Não venho aqui fazer uma análise do BioShock Infinite. Ainda assim, devo dizer que achei o jogo genial em várias camadas.

Seja como game de tiro, crítica social ou filosofia metafísica, o jogo se comporta com desenvoltura ímpar. Ah, e vale o mesmo para os gráficos, tópico principal deste post.

Há mais de um ano investi em um computador turbinado, que me possibilita ainda hoje rodar os principais lançamentos em suas configurações máximas – rolou com o recente Tomb Raider e, craro, com Infinite.

Jogando no Steam, com o modo Big Picture ativado, pra deixar a interface mais ~amigável~, acabei pegando gosto por tirar screenshots do jogo.

Tanto que acabei registrando vários momentos de meu passeio por Columbia – dezenas e dezenas, na real. Perceba que quase não há nada de batalhas, pois não sou lá muito expert em FPS e aí o foco era total nos embates.

Detalhe também que de início meu olhar é atraído principalmente para construções notáveis e monumentos de Columbia, mas logo que a encantadora Elizabeth e seu belo par de… olhos azuis entra em cena o monópolio foi quase que exclusivo da guria.

ATENÇÃO: como é de se esperar, a galeria possui gazilhões de SPOILERS para quem ainda não jogou BioShock Infinite, então prossiga com consciência e sabedoria.

Modéstia à parte, algumas fotinhos ficaram bonitas o bastante para usar de wallpaper por aí.

Clique no pulo interdimensional e fique à vontade para apreciar e comentar.

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Gero Blaster é muito parecido com Cave Story – e isso é legal

Por Claudio Prandoni

Daisuke “Pixel” Amaya é o tipo de cara que parece saber fazer só um tipo de game: joguinhos plataforma de visual pixelado com música chiptune amavelmente grudenta. E geralmente tiros, muitos tiros e inimigos.

Claro que estou sendo irônico ao me referir como “joguinhos” às obras do cara que fez SOZINHO o Cave Story. Ele levou cinco anos para isso? Sim, mas e daí? Fato é que é um jogaço 2D, hoje disponível em várias plataformas e versões, tipo 3DS, Wii e PC – mas ainda dá pra baixar a versão original de graça no site do Pixel aqui ó (é o primeiro ícone ao lado de 2004).

Nos últimos dias o cara revelou no festival japonês indie Bitsummit sua nova criação: Gero Blaster.

Segue a receita de bolo já citada acima, agora com um sapo como protagonista em busca de sua amada, uma gatinha (literalmente). Seguem tiroteios e algumas cenas estranhas com discos voadores, como mostra no trailer.

De qualquer maneira, já estou empolgado pelo jogo, que saiu neste ano para iOS. Porém fico mais empolgado mesmo pela possibilidade de ele chegar ao 3DS, como sugere essa foto aqui do Tyrone Rodriguez, um cara da publicadora Nicalis, que lançou Cave Story nas plataformas Nintendo, assim como Ikachan – um joguinho simpático em que você controla uma lula marinha.

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Ó a fofura do Ikachan.

Martinet é mais do que Mario

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Por Claudio Prandoni

O bonachão americano Charles Martinet não é figurinha nova aqui pelo blog. Há mais ou menos longínquos três anos narrei por aqui a experiência de ir a uma churrascaria com o notório dublador do Super Mario (SPOILER: o cara é MUITO bom de garfo!).

Mas tem isso. Parece que ele é só o dublador do Super Mario. Ou do Luigi. Ou do Wario – e se pá só do Waluigi. Só que não.

Icônico pela atuação vocal dos personagens de boné da Nintendo, Charles se arrisca também nas dublagens de outros personagens – algo que, pelo que sei, foi surpresa até para alguns executivos figurões da Nintendo quando descobriram.

Geralmente são atuações bem diferentes da estridente voz de Mario e comparsas. Por exemplo, Martinet dublou o dragão Paarthurnax, no queridinho Skyrim (nem parece, né?).

O figura também fez vozes em Ratchet & Clank: A Crack in Time e um outro RPG mais, como Skies of Arcadia e Ressonance of Fate.

Infelizmente, nenhum deles muito lá eminente ou digno de nota… diferente do que acontece no recente Runner2: Future Legend of Rhythm Alien!

Ao estilo Stephen Fry, em LittleBigPlanet, Martinet faz o papel dele mesmo como narrador das corridas aventuras de Commander Video.

O bacana desse trabalho é que aí sim transparece todo o carisma e energia naturais do californiano.

As raras, mas marcantes, intervenções de Martinet brilham com simpatia, empolgação e um humor natural – traços do ator que pouco aparecem nos icônicos gritinhos e frases do Super Mario.

Abaixo dá pra conferir um cadinho do trabalho do Martinet logo na abertura do game.

Alex Kidd em Sonic Transformed

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Por Claudio Prandoni

Durante muito tempo perdurou a dúvida: estaria Alex Kidd, o príncipe de Radactian, mestre do Shellcore, devidamente confirmado nas pelejas automobilísticas-voadoras-e-aquáticas de Sonic & All-Stars Racing Transformed?

A questão corroeu meu sono, o do Geraldão Figueras e de mais uma meia dúzia de fãs do herói, mas não mais. Agora, com o jogo no mercado e um punhado de truquinhos à solta deu pra soltar o grito de É Tetra! emoção e sair pro abraço já que o guri orelhudo está sim no game – temos até ibagens, saca só.

Não para por aí, na mera presença. Alex Kidd só é habilitado no jogo no dia 25 de dezembro – nada que uma pequena viagem temporal pelo relógio interno do seu PS3, X360 ou até Wii U não resolva.

Presente de Natal? Sim, provavelmente é a história oficial que a Sega vai ventilar. Pessoalmente, prefiro pensar que é o presente da empresa para celebrar os 6 anos de vida desta humilde bodega virtual, que chega a tal marca um dia antes, no 24 de dezembro.

De qualquer maneira, contemple – e comemore! – conosco a presença de Alex, o Kidd, no jogo.

Minhas duas Festas do Chá em Boston

Por Claudio Prandoni

Na primeira vez em que falei de Assassin’s Creed III por aqui, cometi uma injustiça. Na base do puro achismo e desconhecimento total da História dos Estados Unidos critiquei a escolha de período histórico do jogo.

Levei um belo e merecido puxão de orelha e dou o braço a torcer: a época da Revolução Americana é pano de fundo tão perfeito quanto foram as Cruzadas no primeiro AC e o Renascimento Cultural na trilogia de Ezio.

Por motivos de gosto pessoal e ascendência – minha família é originária da Itália -, ainda prefiro o cenário histórico de Ezio, mas isso já não vem tanto ao caso.

Por conta de meu trabalho como jornalista, tive a chance de há cerca de um mês ir até Boston, nos EUA, para testar o Assassin’s III e finalmente ter algum contato com a história americana.

Além de jogar o game, eu e os outros jornalistas presentes (incluindo aí os colegas brazucas Humberto Martinez e Renato Almeida) fomos até o museu da Boston Tea Party, um ato de rebeldia dos colonos americanos contra a realeza britânica que aconteceu em 1773 e foi estopim para uma série de eventos e batalhas que culminou com a independência dos EUA.

Em resumo, um grande carregamento de chá foi destruído sendo jogado ao mar no porto de Boston, como uma provocação aos ingleses.

A visita incluiu uma visita a uma réplica de um dos navios envolvidos no incidente, assim como um passeio por um edifício com filmes e relíquias sobre o evento – como uma das caixas “sobreviventes” no episódio.

Por tudo mostrado, deu para ver como a revolta americana foi fruto de nobre luta por liberdade, guiada e organizada pelos próprios colonos. Pode parecer que estou fazendo média pelas minhas críticas anteriores (dica: não é), mas pareceu bem emocionante.

Enfim, não só o evento em si é um episódio marcante como amarrou bem com o teste do Assassin’s Creed III, que só aconteceu no dia seguinte: a sequência de missões disponibilizada para teste encerrava exatamente com o novo herói Connor liderando os colonos rebeldes na tal Festa do Chá, destruindo vários caixotes e tudo mais.

Ainda no jogo, foi bacana perceber como nem tudo é retratado de forma tão dualista como nos jogos anteriores ou mesmo como a História americana coloca os dois lados do conflito: em ACIII, nem todos os colonos americanos rebeldes são “do bem”, assim como nem todos os britânicos são “do mal”, o que promete tornar o enredo do jogo bem intrigante.

BÔNUS: Na viagem ainda rolou um jantar responsa na Green Dragon Tavern, uma taverna onde os colonos rebeldes – como Paul Revere e Benjamin Franklin – se reuniam para traçar seu planos. Não é exatamente a mesma-mesma daquela época, mas simboliza o lugar.O jantar lá foi um belo de um hambúrguer – e algumas cervejas locais.

Artwork do dia: Super BR Bros., o Smash Bros. brazuca dos sonhos

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Por Claudio Prandoni

Deu até um frio na barriga de relembrar toooooodo o hype de Super Smash Bros. Brawl ao ver essa arte aí.

Trabalho da talentosíssima Luisa “Lumi Mae” Midoria, a ilustração reúne diversos personagens de games criados no Brasil para um embate dos sonhos à la Smash Bros. mesmo.

Bacana ver quantos personagens variados e carismáticos nossos game devs ~canarinhos~ já bolaram. Quem sabe um dia, por que não, talvez, vai saber não role de verdade mesmo o Super BR Bros.

Aproveitando o ensejo: a Lumi também é super fã dos trampos do Shu Takumi, pai da série Phoenix Wright e também de Ghost Trick. Olha que bacanudíssima mega blaster a arte abaixo com os bichinhos desse último citado.

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Ace Attorney 5 no ocidente: será que chega em português?

Por Claudio Prandoni

Advogados virtuais de todos os recantos da interwebz, protestem comemorem: Ace Attorney 5 será lançado por aqui, em nosso cantinho ocidental do planeta.

Recentemente confirmado para 3DS – como a gente já especulava tempos atrás -, o cartuchito terá Phoenix de volta no comando (onde foi parar Apollo?), gráficos bonitões em 3D e até uma nova colega ruivinha para Feenie (onde foi parar Maya??).

Ainda sem data para sair no oriente, é bacana e quase surpreendente a confirmação ocidental tão de bate pronto. O segundo Ace Attorney Investigations não apareceu por estas bandas. O elogiado filme live action só saiu em território nipônico e, no máximo, teve algumas exibições fora do arquipélago e há planos de lançar direto em DVD e Blu-ray na Alemanha.

De qualquer maneira, é animador e para nós brasileiros ganha um brilho especial de esperança: a partir de Resident Evil 6 a Capcom parece disposta a investir mais em localizações para o Brasil. RE6 chega com legendas em português e DmC Devil May Cry também terá o mesmo tratamento. Nenhum outro iminente título da empresa – como Lost Planet 3 e Remember Me – contam com esses planos no momento, mas ainda há muita água para passar debaixo dessa ponte e tudo pode acontecer.

Vamos colocar na conta também o fato de que a série Ace Attorney depende MUITO dos textos. A compreensão dos diálogos é fundamental para aproveitar a série o que poderia validar ao menos um experimento com AA5.

A quantidade excessiva de textos para tradução e a baixa projeção de vendas e lucro em comparação a títulos para consoles caseiros podem pesar para tornar o teste meio proibitivo, mas não custa sonhar.

Será que um dia veremos Phoenix gritando “Objeção!”? Seria um apoio e tanto para vermos aumentarem os fãs das desventuras jurídicas da Capcom!

Artwork do dia: Nada vai parar esse moleque! (ou um desenho do Alex Kidd feito pelo Orioto)

Por Claudio Prandoni

Claro que não deixaria passar uma homenagem de alto nível ao zorebudo Alex Kidd.

O artista francês Mikaël “Orioto” Aguirre apronta mais uma das suas, retratando o antigo mascote da Sega no famigerado Peticopter detonando bolotas vermelhas ou coisa parecida.

A princípio achei que poderia haver mais elementos na tela, como inimigos e saquinhos de dinheiro, mas, na real, de certa forma a solidão do guri evoca parte da sensação que eu tinha quando moleque e tinha uma dificuldade danada pra passar das fases com o helicóptero.

Fique esperto: além da conta dno deviantART, Orioto possui um Tumblr no qual publica os desenhos e versões em 3D deles para ver no Nintendo 3DS.

Em tempo: continuo na busca e expectativa pela aparição do Alex Kidd no Sonic & All-Stars Racing Transformed. Alguém viu?

Blanka para mascote das Olimpíadas de Rio 2016

Por Claudio Prandoni

E já se foi o disco voador a Olimpíada de Londres. Considerando apenas o lado joguinho videogame da coisa, a grande festa mundial do esporte teve a participação proeminente de um Nintendo 3DS na abertura (você viu?) e um jogo oficial pra lá de sofrível, como já manda a tradição.

O calendário mundial do esporte abre alas agora para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A piada não é nem um pouco nova, mas vale relembrar pela originalidade e fofura da execução: a interwebz já elegeu o bom e velho – e chocante – Blanka como mascote extra-oficial da competição.

Quem sabe até lá não dê pra montar uma torcida organizada com camisetas estampadas com o monstrengo, um bandeirão tomando as arquibancadas do Maracanã e quem sabe até o fanfarrão Yoshinori Ono usando de novo sua fantasia de Blanka para celebrar a ocasião.

Infelizmente, não tenho a menor idéia de quem foi o gênio que criou esta arte, mas a medalha de ouro é mais do que merecida para esse campeão.


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