Press Start 2008: a fragilidade de Spelunker

Por Alexei Barros

Nada como uma novidade no set list do Press Start 2008 para dissipar a indolência da E3 2008, que parecia contaminar todo o universo gamístico, inclusive as freqüentes boas novas de game music. Impressionante como o concerto tem a palavra ousadia associada a cada nota interpretada. Jogos de trilhas célebres olvidados pelo tempo e ignorados pelas outras apresentações têm lugar garantido no palácio da nostalgia auditiva.

Foi necessário cavar fundo e explorar os recantos das grutas gamísticas para alcançar o clássico Spelunker. Detalhe que não será representado em um medley. Na verdade, terá uma suíte só dele, com o tema da tela-título, a BGM principal e a fanfarra de passagem de fase.  Teoricamente, o site oferece samples das músicas, mas eu não consegui escutar. Então vamos à jogabilidade. Bons tempos em que os compositores, com muita criatividade, superavam a limitação dos três canais de som, como no caso do Nintendinho.

Aos que não estão habituados com o título do Arcade, lançado para Atari 400/800, Commodore 64, MSX, NES e Virtual Console, trata-se de um jogo de plataforma em que se controla um espeleologista através de cavernas em busca de tesouros, tendo que escalar cordas, subir em elevadores e escapar de morcegos. Spelunker possui uma peculiaridade: os calcanhares do explorador eram de cristal de tão sensíveis. Ele não podia cair de uma altura superior a… cinco centímetros, que já era suficiente para ele vir a falecer, coitado. Imagina pular dois degraus de escada. No máximo, dói a planta do pé. No caso dele, morte. “O herói mais frágil da história dos games”, disse Masahiro Sakurai no post de hoje, que ainda ressaltou o profissionalismo da Orquestra Filarmônica de Kanagawa e comentou ser uma ocasião única e imperdível ter as músicas de Spelunker tocadas por um conjunto sinfônico completo.

Extremamente agradecido ao Fabão pela tradução.

Set list até o momento:

1 – Wild Arms
2 – Super Mario Galaxy
3 – Monster Hunter

Trilha de SSFIITHDR terá remixes de fãs


Por Alexei Barros

A Capcom é engraçada. Ela é uma das empresas que melhor sabe lidar com remakes: Mega Man Powered Up, Mega Man Maverick Hunter X, Resident Evil: Rebirth, Bionic Commando: Rearmed… Nenhum deles é picareta ou preguiçoso. Sempre há novidades substanciosas que justificam a jogatina mesmo (e principalmente) para quem conhece os originais.

No que concerne à trilha sonora, somos costumeiramente agraciados com novos arranjos. E o melhor exemplo de como a produtora presta atenção no quesito auditivo foi ter convocado um compositor do quilate de Norihiko Hibino para as músicas do shooter vertical 1942: Joint Strike, lançado hoje na Xbox Live Arcade e amanhã na PlayStation Store.

Não se pode dizer o mesmo, a princípio, do remake Super Street Fighter II Turbo HD Remix. Na esperança de que os arranjos fizessem por merecer os temas icônicos dos lutadores, acompanhava os vídeos, mas a empolgação inicial foi se diluindo paulatinamente. A fantasia de ouvir as faixas orquestradas? Fica para uma próxima. Melhor, para Street Fighter IV.

O produtor do SSFIITHDR, Rey Jiminez, ouviu o projeto de remixes de fãs do site OverCloked Remix, Blood on the Asphalt: A Super Street Fighter 2 Turbo ReMix Collaboration (entre e baixe, o álbum é gratuito) e gostou muito, a ponto de querer que aquelas releituras estivessem no jogo. Conseqüência: os remixes foram revisados e outros totalmente novos criados. Será o primeiro trabalho profissional de game music da comunidade comandada por David “djpretzel” Lloyd, que contém iniciativas semelhantes de Super Metroid, Donkey Kong Country, Kirby’s Adventure, Sonic the Hedgehog 2, Sonic 3 / Sonic & Knuckles, Final Fantasy VII, Chrono Trigger, Radical Dreamers e Doom.

Queria saber o que Jiminez viu de mais no Blood on the Asphalt. Já conhecia e achei os remixes nada impressionantes. Acreditando ter sido injusto, procurei escutar novamente e minha percepção não mudou. Gostei menos ainda. Nos outros projetos, uma ou outra releitura interessante pipocava. No do SFII nenhuma é fora de série para receber o título de o melhor arranjo de determinado tema.

Em tempos de conteúdo colaborativo e jogos criados amadoramente o fato não deixa de ser inédito e curioso, porém preferiria muito mais que houvesse uma reunião dos melhores compositores na atualidade, e eles fizessem os arranjos, como no Super Smash Bros. Brawl, o que não deixou de acontecer com o Street Fighter Tribute (Yuzo Koshiro, Yasunori Mitsuda, Motoaki Furukawa, Yoko Shimomura, Hiroaki Yoshida, Manami Matsumae, Shinji Hosoe, Takayuki Aihara…). Poderiam ter aproveitado o conteúdo do álbum, se bem que faltariam os temas de Akuma, Fei Long, Cammy, T. Hawk e Dee Jay (o tributo não era Super), sem esquecer das irregularidades, não é mesmo Takenobu Mitsuyoshi e o nauseabundo “Ryu Stage”? Aquilo não é uma homenagem, e sim um desatino… Se o álbum fosse feito hoje tenho certeza que o resultado sairia muito melhor com a H.

Obrigado ao Fabão, que me passou a notícia.

Press Start 2008: o retorno de Monster Hunter

Por Alexei Barros

A mais recente inclusão no set list do Press Start 2008 não é tão significativa, pelo menos para mim, quanto às duas anteriores. Imagino que o mesmo não pode ser dito aos japoneses, que devem estar em êxtase, afinal a série da Capcom é bem popular por lá. Monster Hunter já havia sido apresentado no PS 2006, com a música “Proof of a Hero” do primeiro para PlayStation 2, mas se ausentou do PS 2007. Acredito que não seja a mesma, tendo em vista as continuações, inclusive a vindoura, Monster Hunter 3, que era uma exclusividade do PlayStation 3 e migrou para o Wii.

No post do anúncio, escrito por Nobuo Uematsu, além de dizer que o tema do comercial do jogo é bem cativante, há algumas curiosidades em torno do compositor Masato Koda para comprovar mais uma vez como o planeta é pequeno (“O mundo é habitado por 100 pessoas, o resto é NPC”, já dizia o Bueno).  Koda, ex-Capcom e um dos tecladistas da banda The Star Onions, que toca músicas do Final Fantasy XI, é colega de faculdade do Tomoaki Watanabe, também conhecido como mr. goo, o tenor que cantou no concerto VOICES music from Final Fantasy e as músicas “The Skies Above” e “Darkness and Starlight” do segundo e terceiro álbuns dos Black Mages.

Ainda acerca do Koda, um nome desconhecido por mim até então, é impressionante como o seu currículo é variado (Resident Evil Outbreak, Devil May Cry 1 e 2, Wild Arms the 4th Detonator, Vth Vanguard e XF e outros), sem falar que ele também participou do Super Smash Bros. Brawl com três  arranjos.

Novamente grato ao Fabão pela tradução.

Set list até o momento:

1 – Wild Arms
2 – Super Mario Galaxy

Júri popular


Por Alexei Barros

1) Organizar um concerto apenas com as músicas da série;
2) Com a participação dos designers e compositores;
3) Com um telão que exibe cenas especificamente feitas para a apresentação envolvendo os personagens do jogo;
4) Com quitandas abarrotadas de quitutes e penduricalhos temáticos.

Tudo isso já é um fan service insuperável. Mas quem dá o devido valor aos fãs sempre encontra uma forma de melhorar o que parecia perfeito. Como? Permitindo que os jogadores escolham uma nova faixa a ser executada nas apresentações do dia 23 de setembro do Gyakuten Meets Orchestra. Não me recordo de outro caso de semelhante democracia na história gamística musical.

A votação que citei no post de ontem estreou hoje no blog e, mais uma vez, quando pensava que optariam pelo caminho mais fácil, que seria colocar uma enquete para que os jogadores escolhessem entre “Investigation ~ Mystery Suite” ou “Kurain’s Genealogy”, dois medleys orquestrados que estão prontos e definitivamente já poderiam constar no primeiro set list, eles fazem algo mais complexo.

Seis faixas foram previamente seletas para que uma delas seja tocada no concerto. Detalhe: o post cita os nomes das músicas, sem samples nem nada. Parte da pressuposição que os fãs já conhecem os títulos, têm as melodias frescas na memória e possuem o vezo de ouvir todas as OSTs da série.

Para você votar consciente (sim, você poderá votar), eis as músicas após o Hadouken:

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Top 30 – Personagens da série Ace Attorney

Por Alexei Barros

Veja só como o Apollo está feliz em suas férias nos gramados de golfe depois da labuta nos tribunais, apontando o dedo para a trajetória da tacada.  Isso porque ele já chegou ao epílogo da saga judicial, ao menos na minha epopéia Ace Attorniana, na ocasião em que preparei o rol dos dez melhores casos.

Percebi que, grosso modo, há um consenso entre os advogados gamísticos. O Geraldo Figueras concordou 100% com as minhas colocações e o Marcus Oliveira do Blogeek, com 87,3% da seleção. Prandoni Godot, por sua vez, entre xícaras e mais xícaras de café encontra-se na iminência do desenlace, mas acredito que assim que concluir irá corroborar com a maioria das posições.

Em resposta ao Turnabout Hadouken, o Marcus soltou o Turbabout Shoryuken Turnabout Blogeek, elegendo os seus dez personagens preferidos. Aí notei que é praticamente impossível termos unanimidade. Meio que sem querer, eu propus um top 30 e o Marcus levou a idéia adiante, sugerindo a seleção sem as justificativas. Devo revelar que mesmo após refletir muito, ainda fiquei na dúvida entre uma ou outra posição. E ainda tive o receio de deixar alguém importante de fora… Não tem jeito mesmo. Não há outra série que tenha tantos personagens marcantes como Ace Attorney…

Logo depois do Hadouken o meu top 30, lembrando que como só cito os nomes não há spoilers. Quem quiser também citar as preferências, não se sinta acanhado.

P.S.: Amanhã entra no ar a votação no blog do Gyakuten Meets Orchestra referente à(s) nova(s) música(s) escolhida(s) pelo público para os concertos do dia 13 de setembro. Se conseguir descobrir como ela funcionará, postarei aqui. E tenho a desconfiança que as faixas inéditas serão as duas do álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ que não foram tocadas ao vivo, pelo fato de os arranjos já estarem prontos: “Investigation ~ Mystery Suite” e “Kurain’s Genealogy” – na vez em que falei da primeira apresentação, imaginei que a “Gyakuten Saiban 1~3 Courtroom Suite” fosse uma seleção de músicas, quando, na verdade, ela agrupa as três suítes na íntegra e adiciona alguns complementos, totalizando quase 12 minutos.

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Press Start 2008: a confirmação de Super Mario Galaxy

Por Alexei Barros

Super Mario Galaxy no Press Start 2008? Confere. Não me surpreendeu tanto quanto Wild Arms, a primeira música anunciada, porque já esperava por isso. Logo na revelação da gravação do vídeo da Orquestra Mario Galaxy disse: “Se um dia vão apresentá-la em algum concerto? No VGL eu duvido, mas no Press Start é muito provável”. Mas é bom lembrar que antes de todo mundo veio o PLAY! A Video Game Symphony, o primeiro a integrar o jogo no repertório, com “Wind Garden”.

Na preconização da edição 2008 fui mais enfático. “Ousadia. O Press Start é um concerto atento às novidades. Para mim, é praticamente certo Super Mario Galaxy…”. O Geraldo Figueras também compactuou: “E assino embaixo, MGS4 e SMG são presenças garantidas”. Tudo porque já confiava na competência do melhor concerto de game music da atualidade, não tem como concluir de outra forma.

Quem transmitiu a novidade foi o roteirista Kazushige Nojima (FFVII, FFVIII, FFX, série Kingdom Hearts etc.), que disse que deveria ser selecionada uma música do Mario para a apresentação e escolheram Super Mario Galaxy depois de um ensaio. Chama-me a atenção a obrigatoriedade da presença sonora do bigode, não por conta da qualidade e importância indiscutível na game music ou por SMG ter sido lançado há pouco tempo, mas porque o PS 2006 nem contou com Mario e no PS 2007 o “Super Mario Bros. Medley” era tão simplório, básico e batido, limitando-se a executar os temas principal e subterrâneo, que parecia algo feito só por fazer mesmo, sem a audácia dos outros arranjos.

No post, Nojima também afirma que a seleção foi da música-título, já orquestrada por natureza, que será tocada no “estilo Press Start”. Se for o que eu estou pensando, é algo na linha do “Super Smash Bros. Brawl Main Theme” do PS 2007, executado em um arranjo sensacional que nem no jogo está. É esse o tipo de arrojo que sentia falta no medley do Mario ano passado.

Pela descrição, minha conjectura é de que a faixa a ser apresentada é a “Super Mario Galaxy”, tema dos créditos que compreende várias músicas do jogo. Excelente, talvez a melhor escolha possível.

Mais uma vez agradeço ao Fabão pela tradução.

Set list até o momento:

1 - Wild Arms

Prelúdio da bomba


Por Alexei Barros

Acredito que com o post de ontem já era possível armar uma competição para ver quem agüentava olhar mais tempo para aquela capa medonha do Final Fantasy Remix sem ter dor de cabeça, náuseas e até mesmo glaucoma.

Para aumentar o mal estar (depois de tanto  ridicularizar o álbum, só faltava as músicas ficarem boas… Nah…), a Square Enix liberou o terceiro remix. É a “Prelude”, que já havia recebido uma releitura eletrônica no FFX. Se aquela já era um ultraje, essa “Prelude” é um cuspe na cara da tradição. Junto do sample, veio a informação da lista completa de faixas a serem recriadas por Ian Hartley e Matt Baggiani. O álbum é produzido por Nobuo Uematsu. Por isso, a ausência de músicas do FFXII – e agora nem vou me queixar também. Sai dia seis de agosto, e daí teremos a resposta para a grande dúvida. Qual é o pior: Final Fantasy Mix ou Final Fantasy Remix?

A relação das faixas:

01 – “Prelude” (Final Fantasy)
02 – “Eternal Wind” (Final Fantasy III)
03 – “Terra” (Final Fantasy VI)
04 – “Opening~Bombing Mission“ (Final Fantasy VII)
05 – “J-E-N-O-V-A” (Final Fantasy VII)
06 – “Liberi Fatali” (Final Fantasy VIII)
07 – “Blue Fields” (Final Fantasy VIII)
08 – “The Final Battle” (Final Fantasy IX)
09 – “Zanarkand” (Final Fantasy X)
10 – “Ronfaure” (Final Fantasy XI)
11 – “Maybe I’m a Lion” (Final Fantasy VIII)
12 – “Mambo de Chocobo” (Final Fantasy V)

Remix explosivo

Por Alexei Barros

Aparentemente com o mau presságio pelo conteúdo sonoro do Final Fantasy Remix, tudo leva a acreditar que a Square Enix pretende que os ouvintes já vomitem todas as refeições somente ao ver a capa do álbum. A enxaqueca que o Virtual Boy causava em uma jogatina de 30 minutos essa imagem insuportável consegue produzir em apenas 30 segundos. Incrível! Para piorar, o inimigo que ilustra a arte não poderia ser mais emblemático: Bomb.

Para reforçar a idéia de que o CD será uma bomba (rá!), a Square Enix liberou o segundo sample: o remix nada impressionante de “Blue Fields” de FFVIII, uma música que já na original nunca havia me chamado muito a atenção. E olha a preferência alienada pela trilha do FFVIII, que, para mim, não é a melhor da série, não… A primeira amostra do FF Remix era de “Liberi Fatali”, o oitavo episódio é líder de faixas relidas pelo The Black Mages (cinco) e único a aparecer nos três álbuns, e ainda é o que mais tem músicas no medley do Martin Leung do VGL, com quatro no total.

[ATUALIZAÇÃO] A pedidos do comentarista Geraldo Figueras, a capa do FF Remix foi excluída para preservar a saúde dele, nossa e de todos os visitantes. Se mesmo assim você quiser arriscar a sua vida, veja-a aqui.

Press Start 2008: a estréia de Wild Arms

Por Alexei Barros

Diferentemente do Press Start 2006 e 2007, quando os set lists foram anunciados de uma só vez, o Press Start 2008 se iluminou no Smash Bros. DOJO!! para trazer novidades em doses homeopáticas. Não por acaso, uma vez que os organizadores Shogo Sakai, Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Taizo Takemoto e Kazushige Nojima participaram de uma forma ou de outra do Super Smash Bros. Brawl. Melhor assim: em vez de um infarto fulminante, mini-infartos a cada atualização para evitar o óbito dos fãs de game music de carteirinha.

Depois de tantos depoimentos em japonês dos responsáveis pelo concerto, hoje foi finalmente inaugurada a seção do set list que, como disse, traz apenas a revelação de uma música. Na verdade, não foi divulgado o nome da faixa, mas o jogo: Wild Arms. Detalhe: a trilha sonora nunca havia sido orquestrada e representada em um concerto antes. Quando eu acho que consigo antever o que virá pela frente, eles me trazem uma notícia dessas.

Graças à misericórdia do Fabão para traduzir o teor do post empolgado do Shogo Sakai sobre a inclusão, vem a bomba (no bom sentido): a compositora Michiko Naruke, que fez a adaptação sinfônica, regerá a orquestra, com convidados especiais para tocar violão e reproduzir os assobios! Não é 100% de certeza, mas pela descrição tudo leva a crer que é a “Into the Wilderness”, o tema de abertura do primeiro Wild Arms.

Mais uma vez, muito grato ao Fabão pela tradução.

P.S.: Arrojada, a inserção de uma música de um RPG fora do antro Square Enix só me faz sonhar com Grandia (hoje, na verdade, sob a tutela da Squenix)… Tá certo que o Noriyuki Iwadare vai estar meio ocupado no tribunal em 23 de setembro, mas o Press Start acontecerá antes, dia 14…

[ATUALIZAÇÃO] Em adendo, o Masahiro Sakurai deu um comunicado aos fãs sobre as faixas do segmento do Wild Arms: a prevista “Into the Wilderness” e logo na emenda, “You’ll Never Be Alone”, também da Naruke e cantada por Kaori Asoh na introdução do Wild Arms 2nd Ignition, mas em versão instrumental.

Anunciado CD do concerto Symphonic Shades

Por Alexei Barros

Chris Hülsbeck é um nome relativamente novo para mim, e percebo a cada dia o sacrilégio que cometo ao não conhecer o seu trabalho. Ainda mais agora, que ele conseguiu o que muitos compositores de game music ocidentais e japoneses nem sonharam: um concerto só dele.

Symphonic Shades – Hüelsbeck in Concert acontecerá no dia 23 de agosto em Colônia, na Alemanha, no Funkhaus Wallrafplatz, com uma apresentação às 20h e outra às 23h. Todos os ingressos já foram esgotados. Seguindo uma tradição recente do Video Games Live, PLAY! A Video Game Symphony, Hyper Game Music Event 2007 e Gyakuten Meets Orchestra, a gravação da obra musical será lançada em CD no final de 2008, com a arte da capa rabiscada pelo mangá-ka Hitoshi Ariga.

O set list:

01 - Grand Master Slam (Opening Fanfare)
02 - X-Out (Main Theme)
03 - Jim Power in Mutant Planet (Main Theme)
04 - Tower of Babel
05 - Turrican 3 – Payment Day (Piano Suite)
06 - Gem’X (Main Theme)
07 - Apidya II (Suite)
08 - R-Type (Main Theme)
09 - Licht am Ende des Tunnels (Suite)
10 - The Great Giana Sisters (Suite)
11 - Tunnel B1 (Suite)
12 - Symphonic Shades
13 - Karawane der Elefanten
14 - Renderings: Turrican II – The Final Fight (Main Theme)

Por que ficar atento ao concerto?

1) O Symphonic Shades é produzido por Thomas Boecker, o mesmo da extinta série que abria a Games Convention em Leipzig, Symphonic Game Music Concert, segundo o próprio, inspirada na antológica saga gamística musical Orchestral Game Concert do Koichi Sugiyama. Afirmou em entrevista que a organizadora, Leipziger Messe GmbH, preferiu substituir por um “evento multimídia”… VGL?

2) A execução das músicas será do coral FILMharmonic de Praga, que participou das gravações de trilhas como Halo Wars e Too Human e da Orquestra WDR Radio, a mesma do álbum drammatica -The Very Best of Yoko Shimomura-. De acordo com Boecker, o conjunto se interessa pelas músicas dela. Torço por um concerto só da Yoko Shimomura, você sabe o motivo. No piano, o finlandês Jari Salmela e na percussão, o libanês Rony Barrak;

3) Todos os arranjos, exceto o quinto segmento, já tocado no Fourth Symphonic Game Music Concert, mas foi aperfeiçoado, são inéditos. O tema principal de Jim Power in Mutant Planet recebeu a orquestração de Yuzo Koshiro e a suíte de Apidya II do Takenobu Mitsuyoshi. Hülsbeck deve sentir-se honrado, já que considera a trilha de Actraiser uma das melhores da história e aprecia as músicas de Shenmue. O restante foi arranjado pelo finlandês Jonne Valtonen, dos medleys de “Super Mario Bros.” e The Legend of Zelda” do PLAY! e as peças de “Secret of Mana” e “Metal Gear Solid 3: Snake Eater” do Fifth Symphonic Game Music Concert.

4) Por favor, que a iniciativa inspire o Press Start 2008 a ter uma gravação em CD…

[via Square Enix Music Online]

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