Por Alexei Barros
O compositor Akira Yamaoka saiu da Konami em 2009, mas não conseguiu abandonar totalmente a série Silent Hill: junto com Jeff Danna, ele é o autor da trilha do vindouro filme Silent Hill: Revelation 3D, a chegar às telonas em outubro de 2012. Além disso, ele sai por aí tocando músicas da série em todos os cantos do mundo – ironicamente, menos no Japão, onde jamais um concerto local tocou músicas dele e de Silent Hill.
Eu disse “músicas da série”? Na verdade, só Silent Hill 2. É sempre “Theme of Laura”, “Theme of Laura”, “Theme of Laura”, “Theme of Laura”… a composição é contagiante, mas podiam trocar o disco de vez em quando. E trocaram mesmo no PlayFest 2012, um evento de música, animação e games realizado em Úbeda, na Espanha.
A faixa escolhida: simplesmente a “Silent Hill”, tema do primeiro jogo para PlayStation, aquela coisa sufocante e perturbadora da época em que existiam puzzles quase insolúveis (o do piano sujo com manchas de sangue, claro). A música original é tocada por bandolim, guitarra, bateria e teclado (como não há instrumentistas creditados, creio que todos são sintetizados), com mais uns efeitos aqui e ali. Na versão ao vivo, o mais incrível é que há de fato um cara (de nome David Martínez) tocando bandolim. Não feliz em ter todos esses instrumentos sendo reproduzidos na hora, a performance apresentou um arranjo para cordas e coral, elementos que não constavam na versão do jogo. Coisa caprichada e profissional mesmo. Quem sabe faz ao vivo, como diria o outro.
Se você foi atento, há de perceber que o local da apresentação é o mesmo daquele Festival Cine Ubeda 2011, o qual mostrei vídeos do Castlevania: Lords of Shadow ano passado. O coral, Ziryab Choir, é o mesmo, embora numa formação um pouco menor, mas muito respeitável. Só a orquestra é diferente: a Master Symphony Orchestra em vez da Orquestra Filarmônica de Málaga.


















Sempre fui um grande fã do trabalho de Yamaoka, justamente por ele seguir uma linha bem peculiar nas suas composições.
Ele é um cara mais pop e consegue criar uma atmosfera que não é muito convencional com suas músicas. A “Silent Hill” é um bom exemplo. Não é exatamente uma música assustadora como estamos acostumados a ouvir nos jogos de terror mais modernos. Em alguns momentos, chega até a ser “pra cima”. Ela quebra os paradigmas e não liga pra clichês. E é justamente por isso que a música se torna tão especial.
O arranjo, com inclusão de coro e cordas ficou sensacional.
Perfeito, Marcelo! Falou tudo. Eles tocaram outras músicas de Silent Hill e outras séries se não me engano. Depois tento postar outras.