Arquivo de janeiro \16\UTC 2011



Nintendo Game Music Live: os incríveis shows com uma talentosa banda nintendista

Por Alexei Barros

O evento Nintendo World 2011 aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de janeiro e só falo dele agora. Por que a demora? Porque custei a acreditar que, por um milagre da natureza, acontecessem apresentações de game music da Nintendo e, mais inacreditável, que fossem gravada oficialmente por diversas câmeras para futuras apreciações no site sabe se lá até quando. A desculpa é esfarrapadíssima, eu sei. Enfim o post.

Enquanto Sega, Taito, Capcom, Konami e outras produtoras foram representadas na saudosa série Game Music Festival com bandas que marcaram época, a Nintendo jamais possuiu um grupo similar. A trinca de álbuns Nintendo Sound Selection e Touch! Generations Sound Track trazem a performance de alguns compositores da casa em versões arranjadas, mas, até onde é de meu conhecimento, nunca saiu do estúdio.

Para surpresa total, uma banda no Nintendo Game Music Live tocou nos três dias. Afora as participações especiais dos compositores, todos os instrumentistas são convidados. Músicos profissionais que participaram de diversas gravações de trilhas de jogos e animes como o VGMdb me deixou saber.  Nesse sentido, me vem à mente instantaneamente a Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band que se apresentou no Game Music Festival ’94 e teve uma seleção de faixas registrada no Neo•Geo Super Live! 1994. Sem compositores da SNK, todos convidados.

Os escolhidos para a banda não são tão conhecidos, mas a performance mostra uma intimidade com os instrumentos que, imagino, talvez os músicos da Nintendo não teriam.

São esses:

Teclado: Yasutaka Mizushima
Guitarra: Kazuya Takayama
Bateria: Atsuo Okubo
Baixo: Tooru Hebiishi
Sax & Flauta: Yoshinari Takegami
Trombone: Eijiro Nakagawa

O que mais me agradou foi a levada jazz fusion que permeia todos os arranjos preparados especialmente para o show pelo Yasutaka Mizushima, o tecladista, trazendo boas memórias de álbuns antigos da discografia da Nintendo, como o esplendoroso F-Zero ou o emblemático Super Mario World. A maioria deverá sentir falta de guitarronas pesadas e batidas aceleradas. Por isso, vale o aviso: nada de chifrinhos metaleiros aqui.

Foram quatro apresentações apresentadas pela Yumi Takanashi nos três dias, variando na ordem das músicas e participações especiais. Mahito Yokota, o principal compositor de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 fez o segundo teclado no medley de Zelda no dia 8 de janeiro; Kazumi Totaka, dublador do Yoshi e autor de trilhas como Wave Race 64 e Wii Sports, tocou vibrafone no medley de Animal Crossing nos dois shows do dia 9; e, finalmente, Koji Kondo, você sabe muito bem quem, acompanhou a banda no teclado durante o medley do Mario e ainda apresentou, como número exclusivo do dia 10, um solo de piano com seleções da série (diferentes do medley do VGL 2009 em Tóquio).

Dá gosto de ver Donkey Kong voltar à ativa de outros tempos, graças ao Donkey Kong Country Returns. Ainda mais com a música “DK Island Swing”, herança da Rare e do David Wise, com forte participação do trombone e intervenções de guitarra e sax. Mario teve uma seleção bem básica, presa aos hits do jogo original. Pelo menos foram apresentados de uma forma diferente da que estamos acostumados. Claro que a “Overworld” é tocada com ênfase de música latina, mas a “Underworld” ganhou um novo sentido por conta dos solos alternados de sax à la Shinsekai e trombone. O saxofone mais uma vez brilha na “Overworld” do Zelda, o que mostra como a composição é incrivelmente versátil: nunca havia escutado uma rendição convincente do tema nesse estilo. “Gerudo Valley” ficou meio Rainha da Sucata no início, porém logo vêm solos de guitarra e trombone alucinantes. Mas o meu preferido de todos é o Animal Crossing, talvez pela surpresa (não conhecia nenhuma das faixas), talvez porque as composições do Totaka já pendem para o fusion. Depois da “Title” (Animal Crossing: Wild World) ser magnificamente entoada pelo sax, a banda emenda três músicas do cachorro cantor K.K. Slider (personagem baseado no Totaka): “K.K. Funk” com geniais metais jazzísticos, “K.K. Bossa”, com a flauta de Yoshinari Takegami fazendo a vez do assobio da original, e a “K.K. Samba”, com o trombone como estrela principal.

No mais, que esses shows não sejam acontecimentos isolados e venham muitos outros nos próximos anos.

Depois do Hadouken, os set lists detalhados de cada dia, com os tempos em que as músicas são tocadas. Clicando no fake player você será redirecionado para o player do site da Nintendo.

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“ICO -You were there-” – ICO (Nonsuke)

Por Alexei Barros

Graças ao relançamento em alta definição na coletânea ICO and Shadow of the Colossus: The Collection para PlayStation 3 programado para o primeiro semestre, o primeiro clássico de Fumito Ueda está em alta. O tema de encerramento “ICO -You were there-” foi tocado no Press Start 2010, sendo que a série japonesa já havia executado no Press Start 2006, cinco anos depois do lançamento original – ou seja, sem hype algum.

Já havia mostrado em abril de 2009 a “ICO -You were there-” na versão do Fukuman, com o violino sobrepondo a canção original. Mas a performance do Nonsuke é superior, criando um fabuloso duo de piano e violoncelo, sendo que ele tocou os dois. Além da habilidade multiinstrumentista, é de se elogiar a sensibilidade na interpretação, o que é essencial para uma composição emotiva como a da Michiru Oshima.

“Ending Theme” – Final Fantasy VI (Game Addict’s Music Ensemble 1st Concert)

Por Alexei Barros

E o arranjo oficial da “Ending Theme” do FFVI, quando sai? O mais indicado para adaptar os 21 minutos que condensam alguma das melodias mais marcantes da aventura memorável sem dúvidas é Shiro Hamaguchi, pela intimidade com as composições do Nobuo Uematsu, haja vista os concertos mais recentes da série.

Enquanto isso não acontece, compartilho mais uma iniciativa amadora, ou melhor, pró-amadora. Digo mais uma porque em abril de 2009 mostrei a “Ending Theme” executada por um proficiente conjunto de cordas de uma apresentação intitulada Nico Nico Quartet + The First Concert Vol.6. Ou pelo menos assim o vídeo estava identificado.

Desta vez trata-se de uma orquestra completa, a Game Band, que havia estreado por aqui com o “Romancing Saga 3 Medley”. A montagem do vídeo dá preferência às imagens do jogo, o que facilita a relação entre os personagens e os temas, enquanto a performance aparece em um quadrinho minúsculo. Por lá dá para ver que se trata de uma orquestra com uma boa quantidade de instrumentistas. Coisa de 60 pessoas eu chutaria.

Já aviso que não é uma atuação perfeita, e aponto o dedo para os metais capengas. Apesar disso, o trecho da “Edgar and Sabin” (2:24) é de arrepiar, e a instrumentação da parte da “Relm” (8:23) ficou maravilhosa, traduzindo fielmente os timbres da sintetizada, em alternância de flauta, piano e oboé.

Enfim, aprecie, com um desconto para as mazelas da execução da Game Band.

Trilhas dos episódios portáteis de Kingdom Hearts tudo de uma vez em fevereiro

Por Alexei Barros

Há tempos me incomodava o fato de vários episódios da série Kingdom Hearts terem sido lançados sem que viessem os álbuns das trilhas originais. Considerando as datas japonesas, Kingdom Hearts 358/2 Days saiu em maio de 2009 para Nintendo DS e Kingdom Hearts Birth by Sleep em janeiro de 2010 para PSP. Felizmente, todas as músicas estarão em um só pacote, marcado para chegar às lojas dia 2 de fevereiro de 2011, com número de catálogo SQEX-10213~5 a 3000 ienes (60 reais).

Apesar de o nome ser Kingdom Hearts Birth by Sleep & 358/2 Days Original Soundtrack, são três discos que cobrem ainda a trilha de Kingdom Hearts Re:coded, lançado em outubro de 2010 para DS no Japão. Jogo, que, por sua vez, é um remake de Kingdom Hearts coded de celular. Além de Yoko Shimomura, tradicional compositora da série, Tsuyoshi Sekito e Takeharu Ishimoto também participaram.

Melhor que a novidade, já é possível conferir amostras de 24 faixas do Birth by Sleep no site oficial. Basta entrar seção correspondente, do meio, selecionar o disco e depois clicar nos títulos das músicas disponíveis para audição. No primeiro CD, destaco “Terra” (7) e “The Tumbling” (23) pelo uso soberbo do violino e a tensa “Extreme Counters” (17). No segundo, “Fresh Fruits Balls” (7) é de uma animação só, “Rage Awakened -The Origin-” (19) e “Aqua” (20) têm um violino de outro mundo e “Dismiss” (21) revive a “Destati”. Muito provavelmente alguém gostará de outras, então não hesite em comentar caso isso acontecer.

[via Nobuooo]

Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition: 25 anos em três faixas


Por Alexei Barros

Quando soube da existência do Press Start 2006 o programa chamou a atenção pela ausência de um segmento do Mario, o que muitos poderiam considerar fundamental no set list de um concerto com diversas franquias. Encarava isso como uma virtude, uma prova de desplante, já que tal obrigação muitas vezes fez com que se apelasse para uma performance frívola, como são tão comuns os solos de piano do Mario 1, para jogar seguro e agradar o público.

Ironicamente, todas as edições seguintes incluíram números do Mario, e o primeiro deles, o arranjo de Keiichi Oku “Super Mario Bros.” no Press Start 2007, chega a ser uma piada de tão limitado, com menos de dois minutos de duração, em um exemplo de nostalgia fugaz. Depois a situação melhorou especialmente pela rapidez com que jogos recentes foram adicionados ao repertório. É o que torna especial o Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, o terceiro lançamento relacionado à série japonesa de concertos. Os anteriores foram o single Professor Layton Series Soundtrack Premium CD e o álbum Press Start The 5th Anniversary.

Brinde do Super Mario Collection Capture Book e Super Mario Bros. 25th Anniversary Book lançados em um pacote dia 9 de dezembro de 2010, é um CD com três faixas do Mario, com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall no Press Start 2008 e no Tokyo Metropolitan Art Space no Press Start 2010, e da Tokyo City Philharmonic Orchestra neste segundo local no Press Start 2009.

Infelizmente, a minha principal reclamação do Press Start The 5th Anniversary persiste: a reverberação exagerada. Isso é muito desanimador, porque se foram lançados dois CDs com mixagem parecida, é o que a produção acha o ideal. Não há perspectiva que possíveis futuros lançamentos do Press Start tratem de corrigir isso. Em compensação, não tenho do que contestar da qualidade dos arranjos.

Quando ao repertório, há de se lamentar mais uma vez que do primeiro Super Mario Bros. há um pulo, ou melhor, um voo de capa até o Super Mario Galaxy, com uma aterrissagem no New Super Mario Bros. Wii. Quanta coisa boa não tem do Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64 e Super Mario Sunshine… Da lista dos principais sobra Super Mario Galaxy 2. Se for mantida a tradição de um Mario por Press Start deve ser o candidato com mais potencial a figurar na provável edição 2011.

Mas chega de devaneios. Depois do Hadouken as minhas impressões da trinca de faixas bigodudas.

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Fantástico – reportagem sobre a celebridade virtual Miku Hatsune

Por Alexei Barros

Correspondente na Ásia da Rede Globo, o repórter Roberto Kovalick produz de uns tempos para cá excelentes reportagens sobre a peculiar cultura japonesa, e numa dessas, no Fantástico do dia 2 de janeiro, foi exibida uma matéria dele sobre o fenômeno da Miku Hatsune. Para quem está por fora, trata-se de uma celebridade virtual feita por meio do Vocaloid, um software da Yamaha que permite criar vozes sintetizadas. Tudo está melhor explicado na reportagem, que tirando uma coisinha ou outra, não apresenta nenhum deslize como é comum em matérias de grandes veículos sobre nichos tão específicos.

Mas o verdadeiro motivo para eu ter feito o post é um detalhe sobre a BGM que é escutada de 1:10 a 1:26. Acredite-se quiser, caso você já não tenha reparado: é um trechinho da “Bloody Tears”, do Castlevania II: Simon’s Quest, mais especificamente o arranjo hard rock do álbum Perfect Selection Dracula Battle. Nunca esperaria ouvir Naoto Shibata no Fantástico.

Extend -Video Game Music Live-: a extensão do Hyper Game Music Event


Por Alexei Barros

…porque no dia 9 de janeiro de 2011 ocorrerá o Extend -Video Game Music Live-. Embora aparentemente mais modesto que o Hyper Game Music Event, traz dois nomes que passaram pelos shows: a banda [H.] da Sega e o Shinji Hosoe, que deve mais uma vez bancar o DJ. Como novidade, a dupla k.h.d.n., formada por Daisuke Nagata e Kou Hayashi e responsável por trilhas de jogos não muito conhecidos como Chaos Field, Radirgy e Karous; e a Zuntata, a banda da Taito que foi ressuscitada de uns anos para cá. Bate uma certa nostalgia de ver [H.] e Zuntata em um mesmo evento, como foi com grupos da Sega e da Taito, S.S.T. Band e Zuntata (à ocasião com cerca de dez integrantes), respectivamente, que aconteceu o Game Music Festival 1990. Importante destacar também que o Extend ocorrerá na mesma casa de shows dos dois Extra, o Studio Coast.

E vai somando: Extend, Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011, Fantasy Rock Fes 2011, fora o novo espetáculo do Persona prometido para 2011…

[via Famitsu]

Live 5pb.2010: Yuzo Koshiro e Kenji Ito perdidos no meio das seiyuus


Por Alexei Barros

Ano novo, vida nova… e eu ainda falando de notícias velhas. Por completo esquecimento, faltou comentar o show Live 5pb.2010, ocorrido dia 16 de outubro do ano passado. Antes vale uma explicação para situar as coisas.

O selo 5pb iniciou em 2007 um espetáculo que tinha tudo para ser o sucessor espiritual da saudosa série Game Music Festival por reunir as bandas oficiais, ou seja, com os compositores, em um único evento. Assim veio o Extra – Hyper Game Music Event 2007, que originou o CD duplo Hyper Game Music Event 2007 Extra The Live Album Vol.1, sendo que o volume dois e um DVD foram silenciosamente cancelados; e o Extra – Hyper Game Music Event 2008, que foi assistido in loco pelo Fabão – a ida de um conhecido a uma apresentação japonesa é um acontecimento à parte. Chegaram a participar, alguns em uma edição, outros nas duas, gente como [H.], The Black Mages, Motoaki Furukawa e Voyager, Hirokazu Tanaka, Kimitaka Matsumae, Shinji Hosoe, Kenji Ito, Yuzo Koshiro, Akira Yamaoka e Norihiko Hibino.

Não tenho informações se foi um sucesso. Mas é fato: shows focados nas seiyuus dá muito mais audiência do que um espetáculo com bandas e compositores de jogos, por mais populares que sejam os videogames, isso que é o Japão. Então o Extra deu lugar ao Live 5pb.2009. Muitas músicas de games fizeram parte do programa, porém mais com um pé no anime do que qualquer coisa por adotarem um J-rock muito recorrente nas animações japonesas. Enfim chegamos ao Live 5pb.2010, com a diferença que, além das cantoras-celebridades, dois compositores de game music caíram de paraquedas: Yuzo Koshiro e Kenji Ito. Por que estavam fazendo lá?  Para participar da performance de faixas assinadas por eles.

Yuzo Koshiro tocou teclado na performance da Akiko Hasegawa de “I Can Fly”, tema de abertura de Criminal Girls, RPG da Nippon Ichi de PSP. Kenji Ito, por sua vez, acompanhou também no teclado a cantora nao na “Ryusei no Bifröst”, canção de abertura de Choujigen Game Neptune, RPG para PlayStation 3 da Compile Heart. Escutou? Eu avisei que tem mais cara de anime.

Mas há uma esperança…


[via Famitsu, Live 5pb.2010]


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