Arquivo de janeiro \20\UTC 2011



“Nintendo Medley” – Super Metroid, Star Fox, Super Mario Bros. e The Legend of Zelda (Score)

Por Alexei Barros

Medleys apenas com jogos da Nintendo têm aos montes. São sempre centrados em um tema (como os da linha Touch! Generations no Press Start 2008), plataforma (Famicom, no Press Start 2009 e 2010) ou série (exemplos desnecessários). O concerto sueco Score, em contrapartida, apresentou uma miscelânea de ideia similar somente com a produtora em comum.

É nomeado “Nintendo Medley”, mas poderia se chamar muito bem “Orchestral Game Concert Nintendo Medley”, como todas as músicas usam como base arranjos antigos da série de espetáculos. Infelizmente, as emendas não foram muito elaboradas, com vazios entre um jogo e outro. Apesar de toda a reciclagem, achei de certa forma interessante acompanhar em vídeo a performance algumas partituras que antes só ouvia das gravações em CD do OGC e por sutis adaptações.

A “Theme of Super Metroid” é baseada no medley “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” (OCG4), enquanto que a “Main Theme” (Star Fox) no “Theme of Star Fox” (OGC3). A parte do Super Mario Bros., de maneira previsível, vem da mastigada “Super Mario Bros.” (OGC). O excerto do Zelda, acredito, deve ser totalmente novo, porque não consigo encontrar na “Legend of Zelda Theme” (OGC) um trecho de semelhante grandiloquência. É de nível John Williams a interpretação da “Overworld”, e valeu todo o arranjo.

“Nintendo Medley”
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid) ~ “Main Theme” (Star Fox) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

“Yoshi Medley” – Yoshi’s Island e Yoshi’s Story (VGO @ Anime Boston)

Por Alexei Barros

Há meses não publicava uma performance da Video Game Orchestra, e faço agora com um vídeo que deixei escapar. Mas antes de comentá-lo, vale falar mais sobre as novidades que aguardam a VGO para 2011.

Além de uma nova apresentação no PAX East, haverá um espetáculo a ser realizado no Boston Symphony Hall no dia 1º de abril – não é mentira. Nos 111 anos da sala de concerto, pela primeira vez serão tocadas músicas de jogos. A orquestra, que era de 40 integrantes, aumentará para 70 instrumentistas, somando aos tradicionais 30 coristas e a banda formada por cinco pessoas. Como convidados, três compositores, sendo dois japoneses e um americano. E o repertório receberá o reforço de músicas de filmes. Para completar, a VGO gravou um CD na Berklee College of Music, com a presença de Wataru Hokoyama (Afrika e Resident Evil 5) e Go Shiina (Tales of Legendia e God Eater). Na expectativa para mais informações.

Enquanto isso não acontece, regresso para o dia 2 de abril de 2010, quando ocorreu o Anime Boston, e a VGO executou um dos seus melhores segmentos, combinando músicas do Yoshi’s Island e Yoshi’s Story. O arranjo da Niki Mariskanish (clarinete) e do Zac Zinger (saxofone soprano) é fenomenal, e olha que se dá ao luxo de ignorar “Athletic”, ou uma das minhas preferidas, “Map BGM”, que, apesar de simples, empolga pela forma com que os instrumentos sintetizados vão se somando.

Meu elogio se deve à perfeição da cadência das músicas e das transições em pouco mais de sete minutos. Dá gosto de ouvir uma versão tão bem feita – pena que o áudio é de uma gravação amadora, como o vídeo não está disponível no canal da VGO. Tranquilamente os violinos tocam a “Yoshi Start Demo”, com a “Yoshi Story” querendo despontar. A “Powerful Infant” é uma preparação para a empolgação que sucede na “Flower Garden”, com metais jazzísticos tocando a melodia. Um espetáculo! Espere então até entrar o solo de guitarra. “Castle & Fortress” aparece na sequência com o rebusque que poucos imaginariam na sintetizada. Uma inesperada interpretação se sucede na guitarra após o solo de bateria, culminando na “Big Boss BGM” (se não estiver enganado). Para fechar, “Yoshi Story” em uma interpretação típica de big band, com direito a um solo de violino. Mesmo com tantos estilos diferentes em um mesmo número, é um arranjo com unidade.

“Yoshi Medley”
“Yoshi Start Demo” (Yoshi’s Island) ~ “Yoshi Story” (Yoshi’s Story) ~ “Powerful Infant” ~ “Flower Garden” ~ “Castle & Fortress” ~ “Big Boss BGM” (Yoshi’s Island) ~ “Yoshi Story” (Yoshi’s Story)

“Escape from the City” – Sonic Adventure 2 (Video Game Music Choir)

Por Alexei Barros

Nas trilhas originais ou nos arranjos para os concertos, o coral é usado, na maioria absoluta das vezes, para a execução de músicas eruditas das mais variadas naturezas. Mas, como sempre, os fãs transcendem as expectativas com muita criatividade e brilham pelo pioneirismo.

É o caso do Video Game Music Choir. Fundado e dirigido pela Julia Seeholzer, aspirante a compositora de games, é um coral de estudantes da Berklee College of Music em Boston, EUA, enfocado em música de jogos. O grupo já participou de apresentações com orquestra, como no A Night of Video Game Music (nada de registros no YouTube) realizado em dezembro de 2010, mas o que chama a atenção no vídeo do post é a inexistência de acompanhamento instrumental.

Seeholzer transformou o acelerado rock “Escape from the City” originalmente cantado por Tony Harnell e Ted Poley em uma música para coral. Na performance, a música foi entoada por 22 coristas, sendo seis sopranos, oito contraltos, cinco tenores e três baixos. Enquanto os homens fazem os sons onomatopeicos, as mulheres alternam entre a letra e os efeitos, por assim dizer, criando uma sensação absolutamente diferente da composição do Jun Senoue. O resultado é sensacional e surpreendente. Falando especificamente da canção escolhida e do estilo adotado, não conta muito a potência das vozes; caso fosse uma música pomposa talvez escancararia o fato de serem estudantes e em número relativamente pequeno. O que importa é a afinação, e dá para perceber como todos foram muito competentes e sincronizados.

O VGMC também gravou um breve vídeo do Pokémon, mas não me agradou tanto quanto este por ser 100% cantado com onomatopeias, como as originais são todas instrumentais. Mas imagino o que não fariam com uma “Let’s Go Away” da vida…

Intencionalmente ou não, a imagem está fora de foco, mostrando em dado momento a fileira detrás do coral com umas tomadas meio bisonhas. A título de curiosidade, a moça loira na extrema esquerda do vídeo é a Julia Seeholzer.

Nintendo Game Music Live: os incríveis shows com uma talentosa banda nintendista

Por Alexei Barros

O evento Nintendo World 2011 aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de janeiro e só falo dele agora. Por que a demora? Porque custei a acreditar que, por um milagre da natureza, acontecessem apresentações de game music da Nintendo e, mais inacreditável, que fossem gravada oficialmente por diversas câmeras para futuras apreciações no site sabe se lá até quando. A desculpa é esfarrapadíssima, eu sei. Enfim o post.

Enquanto Sega, Taito, Capcom, Konami e outras produtoras foram representadas na saudosa série Game Music Festival com bandas que marcaram época, a Nintendo jamais possuiu um grupo similar. A trinca de álbuns Nintendo Sound Selection e Touch! Generations Sound Track trazem a performance de alguns compositores da casa em versões arranjadas, mas, até onde é de meu conhecimento, nunca saiu do estúdio.

Para surpresa total, uma banda no Nintendo Game Music Live tocou nos três dias. Afora as participações especiais dos compositores, todos os instrumentistas são convidados. Músicos profissionais que participaram de diversas gravações de trilhas de jogos e animes como o VGMdb me deixou saber.  Nesse sentido, me vem à mente instantaneamente a Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band que se apresentou no Game Music Festival ’94 e teve uma seleção de faixas registrada no Neo•Geo Super Live! 1994. Sem compositores da SNK, todos convidados.

Os escolhidos para a banda não são tão conhecidos, mas a performance mostra uma intimidade com os instrumentos que, imagino, talvez os músicos da Nintendo não teriam.

São esses:

Teclado: Yasutaka Mizushima
Guitarra: Kazuya Takayama
Bateria: Atsuo Okubo
Baixo: Tooru Hebiishi
Sax & Flauta: Yoshinari Takegami
Trombone: Eijiro Nakagawa

O que mais me agradou foi a levada jazz fusion que permeia todos os arranjos preparados especialmente para o show pelo Yasutaka Mizushima, o tecladista, trazendo boas memórias de álbuns antigos da discografia da Nintendo, como o esplendoroso F-Zero ou o emblemático Super Mario World. A maioria deverá sentir falta de guitarronas pesadas e batidas aceleradas. Por isso, vale o aviso: nada de chifrinhos metaleiros aqui.

Foram quatro apresentações apresentadas pela Yumi Takanashi nos três dias, variando na ordem das músicas e participações especiais. Mahito Yokota, o principal compositor de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 fez o segundo teclado no medley de Zelda no dia 8 de janeiro; Kazumi Totaka, dublador do Yoshi e autor de trilhas como Wave Race 64 e Wii Sports, tocou vibrafone no medley de Animal Crossing nos dois shows do dia 9; e, finalmente, Koji Kondo, você sabe muito bem quem, acompanhou a banda no teclado durante o medley do Mario e ainda apresentou, como número exclusivo do dia 10, um solo de piano com seleções da série (diferentes do medley do VGL 2009 em Tóquio).

Dá gosto de ver Donkey Kong voltar à ativa de outros tempos, graças ao Donkey Kong Country Returns. Ainda mais com a música “DK Island Swing”, herança da Rare e do David Wise, com forte participação do trombone e intervenções de guitarra e sax. Mario teve uma seleção bem básica, presa aos hits do jogo original. Pelo menos foram apresentados de uma forma diferente da que estamos acostumados. Claro que a “Overworld” é tocada com ênfase de música latina, mas a “Underworld” ganhou um novo sentido por conta dos solos alternados de sax à la Shinsekai e trombone. O saxofone mais uma vez brilha na “Overworld” do Zelda, o que mostra como a composição é incrivelmente versátil: nunca havia escutado uma rendição convincente do tema nesse estilo. “Gerudo Valley” ficou meio Rainha da Sucata no início, porém logo vêm solos de guitarra e trombone alucinantes. Mas o meu preferido de todos é o Animal Crossing, talvez pela surpresa (não conhecia nenhuma das faixas), talvez porque as composições do Totaka já pendem para o fusion. Depois da “Title” (Animal Crossing: Wild World) ser magnificamente entoada pelo sax, a banda emenda três músicas do cachorro cantor K.K. Slider (personagem baseado no Totaka): “K.K. Funk” com geniais metais jazzísticos, “K.K. Bossa”, com a flauta de Yoshinari Takegami fazendo a vez do assobio da original, e a “K.K. Samba”, com o trombone como estrela principal.

No mais, que esses shows não sejam acontecimentos isolados e venham muitos outros nos próximos anos.

Depois do Hadouken, os set lists detalhados de cada dia, com os tempos em que as músicas são tocadas. Clicando no fake player você será redirecionado para o player do site da Nintendo.

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“ICO -You were there-” – ICO (Nonsuke)

Por Alexei Barros

Graças ao relançamento em alta definição na coletânea ICO and Shadow of the Colossus: The Collection para PlayStation 3 programado para o primeiro semestre, o primeiro clássico de Fumito Ueda está em alta. O tema de encerramento “ICO -You were there-” foi tocado no Press Start 2010, sendo que a série japonesa já havia executado no Press Start 2006, cinco anos depois do lançamento original – ou seja, sem hype algum.

Já havia mostrado em abril de 2009 a “ICO -You were there-” na versão do Fukuman, com o violino sobrepondo a canção original. Mas a performance do Nonsuke é superior, criando um fabuloso duo de piano e violoncelo, sendo que ele tocou os dois. Além da habilidade multiinstrumentista, é de se elogiar a sensibilidade na interpretação, o que é essencial para uma composição emotiva como a da Michiru Oshima.

“Ending Theme” – Final Fantasy VI (Game Addict’s Music Ensemble 1st Concert)

Por Alexei Barros

E o arranjo oficial da “Ending Theme” do FFVI, quando sai? O mais indicado para adaptar os 21 minutos que condensam alguma das melodias mais marcantes da aventura memorável sem dúvidas é Shiro Hamaguchi, pela intimidade com as composições do Nobuo Uematsu, haja vista os concertos mais recentes da série.

Enquanto isso não acontece, compartilho mais uma iniciativa amadora, ou melhor, pró-amadora. Digo mais uma porque em abril de 2009 mostrei a “Ending Theme” executada por um proficiente conjunto de cordas de uma apresentação intitulada Nico Nico Quartet + The First Concert Vol.6. Ou pelo menos assim o vídeo estava identificado.

Desta vez trata-se de uma orquestra completa, a Game Band, que havia estreado por aqui com o “Romancing Saga 3 Medley”. A montagem do vídeo dá preferência às imagens do jogo, o que facilita a relação entre os personagens e os temas, enquanto a performance aparece em um quadrinho minúsculo. Por lá dá para ver que se trata de uma orquestra com uma boa quantidade de instrumentistas. Coisa de 60 pessoas eu chutaria.

Já aviso que não é uma atuação perfeita, e aponto o dedo para os metais capengas. Apesar disso, o trecho da “Edgar and Sabin” (2:24) é de arrepiar, e a instrumentação da parte da “Relm” (8:23) ficou maravilhosa, traduzindo fielmente os timbres da sintetizada, em alternância de flauta, piano e oboé.

Enfim, aprecie, com um desconto para as mazelas da execução da Game Band.

Trilhas dos episódios portáteis de Kingdom Hearts tudo de uma vez em fevereiro

Por Alexei Barros

Há tempos me incomodava o fato de vários episódios da série Kingdom Hearts terem sido lançados sem que viessem os álbuns das trilhas originais. Considerando as datas japonesas, Kingdom Hearts 358/2 Days saiu em maio de 2009 para Nintendo DS e Kingdom Hearts Birth by Sleep em janeiro de 2010 para PSP. Felizmente, todas as músicas estarão em um só pacote, marcado para chegar às lojas dia 2 de fevereiro de 2011, com número de catálogo SQEX-10213~5 a 3000 ienes (60 reais).

Apesar de o nome ser Kingdom Hearts Birth by Sleep & 358/2 Days Original Soundtrack, são três discos que cobrem ainda a trilha de Kingdom Hearts Re:coded, lançado em outubro de 2010 para DS no Japão. Jogo, que, por sua vez, é um remake de Kingdom Hearts coded de celular. Além de Yoko Shimomura, tradicional compositora da série, Tsuyoshi Sekito e Takeharu Ishimoto também participaram.

Melhor que a novidade, já é possível conferir amostras de 24 faixas do Birth by Sleep no site oficial. Basta entrar seção correspondente, do meio, selecionar o disco e depois clicar nos títulos das músicas disponíveis para audição. No primeiro CD, destaco “Terra” (7) e “The Tumbling” (23) pelo uso soberbo do violino e a tensa “Extreme Counters” (17). No segundo, “Fresh Fruits Balls” (7) é de uma animação só, “Rage Awakened -The Origin-” (19) e “Aqua” (20) têm um violino de outro mundo e “Dismiss” (21) revive a “Destati”. Muito provavelmente alguém gostará de outras, então não hesite em comentar caso isso acontecer.

[via Nobuooo]


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