Arquivo de janeiro \30\UTC 2011

“Uncharted 2 Medley” – Uncharted 2: Among Thieves (Score)

Por Alexei Barros

Não tiro o mérito de o Video Games Live realizar a estreia mundial do Uncharted 2: Among Thieves. Mas, como em tantas outras ocasiões, me descontento ao perceber os instrumentos imaginários. Bom, isso eu devo ter falado milhares de vezes (só no ano passado). A diferença é que agora eu tenho um exemplo para cotejar: o medley apresentado pelo concerto Score, realizado na Suécia em 2010.

O erhu da “Reunion”, que é pré-gravado no VGL, no arranjo do espetáculo escandinavo é reproduzido por muitas cordas (não saberia precisar quais), o que dá uma encorpada na sonoridade da música. Se não superou, ficou muito interessante o resultado. Além de mais autêntica, a miscelânea do Score inclui outra faixas. Logo na sequência (1:49), vem o trecho caótico da “A Rock And A Hard Place” (1:04 a 1:45 na original). Apaziguados os ânimos (2:25), segue o início suntuoso da “Desperate Times” (até 0:55 na original). A melancólica Marco Polo” é outra com erhu, e de novo há um desfile de excelência das cordas da Gothenburg Symphony Orchestra na interpretação, que ganhou um reforço extra das trompas. Aqui, nem fez falta a “Nate’s Theme 2.0”, presente na versão do VGL.

Quem gravou o vídeo se deu ao trabalho de editar com cenas do jogo, portanto a performance aparece somente em alguns momentos.

- “Uncharted 2 Medley”
“Reunion” ~ “A Rock And A Hard Place” ~ “Desperate Times” ~ “Marco Polo”

– Myth – The Xenogears Orchestral Album será transmitido às 10 horas na sexta-feira

Por Alexei Barros

Ansioso para o - Myth – The Xenogears Orchestral Album? Eu estou. Precisarei esperar o dia 23 de fevereiro? Não vou. Como tem sido recorrente com vários lançamentos nos últimos tempos, a Square Enix vai promover uma prévia do CD via Ustream com uma generosidade que parece nem ser verdade, porque as 14 faixas serão transmitidas para livre apreciação às 10 horas de amanhã, 28 de janeiro, no horário de Brasília. Já que é apenas áudio, é possível ouvir sem precisar parar de trabalhar – isso se você trabalhar em frente a um computador.

O álbum foi gravado na Bulgária, e tem performance da The Bulgarian National Radio Orchestra, que atuou em 12 das músicas. As duas restantes são solos de piano.

Eis o link da transmissão.

Reproduzo mais uma vez a tracklist com os links das originais:

01 – “Light from the Netherworlds -  Orchestra Version -”
02 – “My Village is Number One -  Orchestra Version -”
03 –Flight -  Orchestra Version -”
04 – “The Treasure Which Cannot Be Stolen -  Orchestra Version -”
05 – “Stage of Death -  Orchestra Version -”
06 – “Shevat, the Wind is Calling -  Orchestra Version -”
07 – June Mermaid – Piano Version -”
08 –  “Bonds of Sea and Fire -  Orchestra Version -”
09 – “Singing of the Gentle Wind -  Orchestra Version -”
10 – “Ship of Regret and Sleep -  Orchestra Version -”
11 – “Lost… Broken Shards -  Orchestra Version -”
12 – “The Beginning and the End -  Orchestra Version -”
13 – “Small Two of Pieces -  Orchestra Version -”
14 – “Faraway Promise – Piano Version -”

Dica do Fabão, que leu meu pensamento e comunicou a novidade no Twitter antes que pedisse para confirmar a informação.

Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011: a sinfonia das guitarras de Daisuke Ishiwatari


Por Alexei Barros

Atualmente, mais animadora do que a quantidade de espetáculos de game music no Japão é a variedade. The Black Mages, quando existia, jdk Band, [H.], e ultimamente os shows de Persona já nos acostumamos por conta da regularidade e frequência de apresentações. Se 2011 começou auspicioso com o inesperado Nintendo Game Music Live, ficou melhor com o Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011. Isso que ainda estamos em janeiro!

Foi no Club Citta em Kawasaki, dia 22 deste mês, e pareceu interessante pelas impressões dos relatos dos sites nipônicos. Com casa lotada, o evento que teve como anfitriã a Tomomi Isomura, seiyuu da lutadora Makoto Nanaya de BlazBlue: Continuum Shift, contou com uma portentosa banda com três guitarristas – fundamental para reproduzir o hard rock melódico de múltiplas camadas das composições de Daisuke Ishiwatari. De nome só conhecia o Atsushi Hasegawa, baixista que acompanha o Motoi Sakuraba nos shows de rock progressivo de Star Ocean e Valkyrie Profile e tocou na BlazBlue -Calamity Trigger- Original Soundtrack. À moda da atual jdk Band, houve um violino, tocado pela Ayumu Koshikawa o que cria sempre um efeito fabuloso ao se mesclar com o som das guitarras pesadas. Nenhum deles fez parte da A.S.H., o grupo do Guilty Gear XX Sound Alive, registro do show lançado em 1993. Os instrumentistas, a saber:

Guitarra: Toshihiro Kajihara
Guitarra: RYO
Guitarra: Ryuta Tsubokawa
Teclado: YUHKI
Baixo: Atsushi Hasegawa
Violino:  Ayumu Koshikawa
Bateria: KENKEN

Foram executadas no total 17 faixas eleitas pelo público, sendo 11 de BlazBlue e seis de Guilty Gear. Por isso, já imagino que os fãs inveterados vão se desapontar com o set list que privilegia as novidades. Do que escutei, gostei por favorecer as músicas instrumentais. Pontos altos: “Rebellion” (BlazBlue) “noontide” (Guilty Gear XX), “Lust SIN” (BlazBlue) e “Holy Orders III(Be Just or Be Dead)”, arranjo com violino da “Holy Orders (Be Just or Be Dead)” feita para o Guilty Gear 2: Overture. O set list detalhado está no fim do post.

Teve poucas cantadas. Kanako Kondou, trajada com um quase cosplay da personagem Noel Vermillion interpretou duas canções que eram dela nas versões originais: “Stardust memory ~The Promised Place~” e “Love so Blue ~Blue Heartbeats~”. O mesmo Tsuyoshi Koyama fez com a “Gale” do BlazBlue: Continuum Shift (preferiria muito mais a “Gale – Bang’s Theme Song” instrumental do Calamity Trigger). Ele ainda fez um cover  da “Bang The Nail With Your Hammer!”, cantada no jogo pelo Hironobu Kageyama. Não está claro, ou ao menos não consegui encontrar a informação, quem cantou a “Condemnation Wings”, originalmente com a voz da Asami Imai. Para fechar a conta de cantadas, a Sachi Kitazawa fez o solo lírico da “Awakening The Chaos”. No intervalo entre os dois atos, a Tomomi Isomura intermediou um bate-papo com Kondou, Koyama, Daisuke Ishiwatari (foto acima), compositor de todas as músicas, e ainda Mori Toshimichi, produtor e um dos designers de personagens de BlazBlue. O tema central da conversa foi as trilhas sonoras evidentemente.

Como de praxe, na esperança de um DVD. Nada foi dito sobre o lançamento, mas não vejo por que não.

Set list:

01 – “Continuum Shift” (tema de abertura do BlazBlue: Continuum Shift)
02 – “Rebellion” (tema do Ragna do BlazBlue: Calamity Trigger)
03 – “Gluttony Fang” (tema do Hazama do BlazBlue: Continuum Shift)
04 – “noontide” (tema da batalha Sol VS Ky do Guilty Gear XX)
05 – “Suck a Sage” (tema do Chipp do Guilty Gear XX)
06 – “Rubble Song” (tema de encerramento do BlazBlue: Continuum Shift)
07 – “Stardust memory ~The Promised Place~” (image song da Caixa de Música do BlazBlue: Continuum Shift): Kanako Kondou
08 – “Love so Blue ~Blue Heartbeats~” (canção do Noel Vermillion do BlazBlue: Calamity Trigger versão para X360 e PS3): Kanako Kondou
09 –  “Gale” (canção do Bang Shishigami do BlazBlue: Continuum Shift): Tsuyoshi Koyama
10 – “Bang The Nail With Your Hammer!” (tema da Fu-Rin-Ka-Zan BlazBlue: Calamity Trigger versão para X360 e PS3): Tsuyoshi Koyama

<Bate-papo>

11 – “Still in the Dark” (tema da batalha Zato vs Millia do Guilty Gear X)
12 – “Lust SIN” (tema do Jin do BlazBlue: Calamity Trigger)
13 – “Get Down To Business” (tema do Order Sol do Guilty Gear XX Slash)
14 – “Condemnation Wings” (tema da Tsubaki Yayoi do BlazBlue: Continuum Shift): ?
15 – “Holy Orders III(Be Just or Be Dead)” (tema do Ky do Guilty Gear 2: Overture)

<Bis>

16 – “Awakening The Chaos” (tema do ν-13-・Λ-11 do BlazBlue: Calamity Trigger): Sachi Kitazawa
17 – “The Cat Attached to Rust” (tema de encerramento do Guilty Gear Isuka)


Guitarristicamente agradecido ao Fabão pelos links dos reports.

[via Famitsu, Gamez IT Media, 4Gamer.net, Dengeki Online e Yahoo! Japan]

“Snake Eater” – Metal Gear Solid 3: Snake Eater (VGL 2011 em Seattle)

Por Alexei Barros

Quando a “Snake Eater” foi apresentada em solo brasileiro na turnê 2009 do Video Games Live suponho que a maioria do público não se importou com o fato de a voz ter sido substituída pelo saxofone do próprio compositor da canção, Norihiko Hibino. Mas havia dois senões. O primeiro é depender do Hibino, que está cada vez mais atarefado – motivo que levou à saída da The Outer Rim. O outro é que o VGL tem a filosofia de executar as faixas com a maior fidelidade possível.

Provavelmente será uma constante a partir de agora. Em Seattle, a “Snake Eater” foi entoada pela versátil Laura Intravia, que ficou popular pela alcunha Flute Link na mesma excursão de 2009 do VGL no Brasil. Polivalente não somente porque toca flauta e canta. A música que ela emprestou a voz para a  “God of War Montage”, era uma peça erudita, não pop como a faixa-tema do Metal Gear Solid 3.

Pela potência, afinação e interpretação, Intravia se saiu muito bem na performance. Impressionantemente eu diria. Mas, como sempre, faço uma ressalva. De novo a banda invisível. Guitarra, baixo, bateria. Tudo playback.

“The Battle Begins” – Halo: Reach (VGL 2011 em Seattle)

Por Alexei Barros

Às vezes dá a impressão de que a coloração verde do logo do Video Games Live foi escolhida em deferência à cor da armadura do ser simpaticíssimo que é o Master Chief pela rapidez com que segmentos da série Halo são implementados no programa. Vamos relembrar.

Quando o VGL fez a estreia mundial em 2005, Halo: Combat Evolved (2001) e Halo 2 (2004) tinham sido lançados para Xbox, então de cara o segmento possuía músicas dos dois jogos. Halo 3 saiu em 2008 para X360. Pois bem, o VGL tocava a “Finish the Fight”, tema do trailer, desde 2006! Halo 3: ODST chegou em setembro de 2009 e, em janeiro daquele ano, a “Prepare to Drop” já aparecia no concerto-show. Halo: Reach sobreveio em setembro de 2010, e nada. Enfim, na segunda apresentação da turnê do ano, feita em 22 de janeiro em Seattle, debutou o número correspondente ao recente jogo da franquia que é o último com composição da dupla Martin O’Donnell e Michael Salvatori, uma vez que a Bungie não trabalha mais com a Microsoft.

Se não viajo, é uma reprodução literal do trecho “The Battle Begins” da faixa da Halo: Reach Original Soundtrack intitulada “Winter Contingency”. A trilha é organizada no CD de uma forma que não me agrada muito, agrupando diversas músicas em suítes que correspondem às missões do jogo, respeitando a ordem com que são escutadas. Preferiria que estivessem separadas.

Muita percussão, o coral vem, o coral vai… durante a jogatina tem tudo para cair bem. Separadamente me soou um tanto sem sal, sem vida, sem melodia. Além disso, olhando a gravação não consigo deixar de me chocar com a incrível pequenez da orquestra (nome não divulgado no site oficial), que deve ter pouco mais de 20 integrantes.

Grato ao Lucas Patrício por me alertar para a novidade.

Final Fantasy IV Complete Collection Ultimate Pack traz disco bônus


Por Alexei Barros

Como comentei anteriormente, achava exagero que a Square Enix lançasse de novo Final Fantasy IV. Voltei atrás quando soube que o pacote do PSP trará o remake do Final Fantasy IV: The After Years, e a trilha conta com arranjo de Masashi Hamauzu. O que dizer então quando a Square Enix cutuca a nostalgia dos fãs com um lançamento como o Final Fantasy IV Complete Collection Ultimate Pack?

Por 9445 ienes (191 reais, sem impostos), é possível comprar uma coleção que inclui jogo, livro de artes conceituais Final Fantasy IV Complete Arts, guia oficial e o disco promocional Final Fantasy IV & The After Years Sounds Plus. O CD possui ao todo 17 faixas, sendo que cinco ainda serão eleitas pelo site da Square Enix Members. Mesmo quem não é membro pode participar da seleção por intermédio das amostras da versão de DS. Já estão confirmadas algumas músicas que Junya Nakano fez para o The After Years, bem como o arranjo do Hamauzu ouvido naquele trailer de revelação.

Para ver mais fotos do Ultimate Pack, confira a galeria de imagens do Andria Sang.

[via SEMO, Andria Sang, Square Enix Members]

“Opening Theme” – Wizardry (Score)

Por Alexei Barros

Eis a prova definitiva de que a organização do Score andou ouvindo os CDs da série Orchestral Game Concert (1991-1995) – bom, o “Nintendo Medley” já demonstrava isso. Uma escolha incomum desprovida atualmente de apelo comercial que nem sequer aparece hoje nos concertos japoneses: Wizardry, cuja origem se confunde com a história do gênero RPG (me limito a dizer isso, dada a minha profunda ignorância para com a franquia).

A adaptação de Wizardry: Proving Grounds of the Mad Overlord para NES e um carregamento de computadores nipônicos (FM-Towns, MSX2, PC-8801 e por aí vai) foi agraciada com a trilha musical de Kentaro Haneda, mencionado profusas vezes no blog. Falecido de câncer de fígado em 2007, o compositor e maestro desfilou uma carreira prolífica em diversas áreas, atuando também em animes e seriados (como na fantástica “Wonderful Guys” do Seibu Keisatsu Part-II elogiada aqui).

Pois foi o próprio Haneken, como era apelidado, que regeu e conduziu a “Opening Theme” do Wizardry, logo a primeira faixa do OGC1. É um tema de abertura soberbo quem nem dá para imaginar que originalmente era de um jogo 8-bits (primeiro conheci a versão orquestrada antes de ouvir a “Opening Theme” sintetizada).

Por isso, bate um saudosismo ver a Gothenburg Symphony Orchestra, mesmo com toda a precariedade da gravação, dar vida a uma música que havia apenas ouvido do longínquo concerto realizado em 1991.

Pouco depois da performance, Orvar Säfström, produtor do concerto, faz a apresentação. Pode ignorar, a não ser que você entenda sueco.

“Nintendo Medley” – Super Metroid, Star Fox, Super Mario Bros. e The Legend of Zelda (Score)

Por Alexei Barros

Medleys apenas com jogos da Nintendo têm aos montes. São sempre centrados em um tema (como os da linha Touch! Generations no Press Start 2008), plataforma (Famicom, no Press Start 2009 e 2010) ou série (exemplos desnecessários). O concerto sueco Score, em contrapartida, apresentou uma miscelânea de ideia similar somente com a produtora em comum.

É nomeado “Nintendo Medley”, mas poderia se chamar muito bem “Orchestral Game Concert Nintendo Medley”, como todas as músicas usam como base arranjos antigos da série de espetáculos. Infelizmente, as emendas não foram muito elaboradas, com vazios entre um jogo e outro. Apesar de toda a reciclagem, achei de certa forma interessante acompanhar em vídeo a performance algumas partituras que antes só ouvia das gravações em CD do OGC e por sutis adaptações.

A “Theme of Super Metroid” é baseada no medley “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” (OCG4), enquanto que a “Main Theme” (Star Fox) no “Theme of Star Fox” (OGC3). A parte do Super Mario Bros., de maneira previsível, vem da mastigada “Super Mario Bros.” (OGC). O excerto do Zelda, acredito, deve ser totalmente novo, porque não consigo encontrar na “Legend of Zelda Theme” (OGC) um trecho de semelhante grandiloquência. É de nível John Williams a interpretação da “Overworld”, e valeu todo o arranjo.

“Nintendo Medley”
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid) ~ “Main Theme” (Star Fox) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

“Yoshi Medley” – Yoshi’s Island e Yoshi’s Story (VGO @ Anime Boston)

Por Alexei Barros

Há meses não publicava uma performance da Video Game Orchestra, e faço agora com um vídeo que deixei escapar. Mas antes de comentá-lo, vale falar mais sobre as novidades que aguardam a VGO para 2011.

Além de uma nova apresentação no PAX East, haverá um espetáculo a ser realizado no Boston Symphony Hall no dia 1º de abril – não é mentira. Nos 111 anos da sala de concerto, pela primeira vez serão tocadas músicas de jogos. A orquestra, que era de 40 integrantes, aumentará para 70 instrumentistas, somando aos tradicionais 30 coristas e a banda formada por cinco pessoas. Como convidados, três compositores, sendo dois japoneses e um americano. E o repertório receberá o reforço de músicas de filmes. Para completar, a VGO gravou um CD na Berklee College of Music, com a presença de Wataru Hokoyama (Afrika e Resident Evil 5) e Go Shiina (Tales of Legendia e God Eater). Na expectativa para mais informações.

Enquanto isso não acontece, regresso para o dia 2 de abril de 2010, quando ocorreu o Anime Boston, e a VGO executou um dos seus melhores segmentos, combinando músicas do Yoshi’s Island e Yoshi’s Story. O arranjo da Niki Mariskanish (clarinete) e do Zac Zinger (saxofone soprano) é fenomenal, e olha que se dá ao luxo de ignorar “Athletic”, ou uma das minhas preferidas, “Map BGM”, que, apesar de simples, empolga pela forma com que os instrumentos sintetizados vão se somando.

Meu elogio se deve à perfeição da cadência das músicas e das transições em pouco mais de sete minutos. Dá gosto de ouvir uma versão tão bem feita – pena que o áudio é de uma gravação amadora, como o vídeo não está disponível no canal da VGO. Tranquilamente os violinos tocam a “Yoshi Start Demo”, com a “Yoshi Story” querendo despontar. A “Powerful Infant” é uma preparação para a empolgação que sucede na “Flower Garden”, com metais jazzísticos tocando a melodia. Um espetáculo! Espere então até entrar o solo de guitarra. “Castle & Fortress” aparece na sequência com o rebusque que poucos imaginariam na sintetizada. Uma inesperada interpretação se sucede na guitarra após o solo de bateria, culminando na “Big Boss BGM” (se não estiver enganado). Para fechar, “Yoshi Story” em uma interpretação típica de big band, com direito a um solo de violino. Mesmo com tantos estilos diferentes em um mesmo número, é um arranjo com unidade.

“Yoshi Medley”
“Yoshi Start Demo” (Yoshi’s Island) ~ “Yoshi Story” (Yoshi’s Story) ~ “Powerful Infant” ~ “Flower Garden” ~ “Castle & Fortress” ~ “Big Boss BGM” (Yoshi’s Island) ~ “Yoshi Story” (Yoshi’s Story)

“Escape from the City” – Sonic Adventure 2 (Video Game Music Choir)

Por Alexei Barros

Nas trilhas originais ou nos arranjos para os concertos, o coral é usado, na maioria absoluta das vezes, para a execução de músicas eruditas das mais variadas naturezas. Mas, como sempre, os fãs transcendem as expectativas com muita criatividade e brilham pelo pioneirismo.

É o caso do Video Game Music Choir. Fundado e dirigido pela Julia Seeholzer, aspirante a compositora de games, é um coral de estudantes da Berklee College of Music em Boston, EUA, enfocado em música de jogos. O grupo já participou de apresentações com orquestra, como no A Night of Video Game Music (nada de registros no YouTube) realizado em dezembro de 2010, mas o que chama a atenção no vídeo do post é a inexistência de acompanhamento instrumental.

Seeholzer transformou o acelerado rock “Escape from the City” originalmente cantado por Tony Harnell e Ted Poley em uma música para coral. Na performance, a música foi entoada por 22 coristas, sendo seis sopranos, oito contraltos, cinco tenores e três baixos. Enquanto os homens fazem os sons onomatopeicos, as mulheres alternam entre a letra e os efeitos, por assim dizer, criando uma sensação absolutamente diferente da composição do Jun Senoue. O resultado é sensacional e surpreendente. Falando especificamente da canção escolhida e do estilo adotado, não conta muito a potência das vozes; caso fosse uma música pomposa talvez escancararia o fato de serem estudantes e em número relativamente pequeno. O que importa é a afinação, e dá para perceber como todos foram muito competentes e sincronizados.

O VGMC também gravou um breve vídeo do Pokémon, mas não me agradou tanto quanto este por ser 100% cantado com onomatopeias, como as originais são todas instrumentais. Mas imagino o que não fariam com uma “Let’s Go Away” da vida…

Intencionalmente ou não, a imagem está fora de foco, mostrando em dado momento a fileira detrás do coral com umas tomadas meio bisonhas. A título de curiosidade, a moça loira na extrema esquerda do vídeo é a Julia Seeholzer.


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