Arquivo de novembro \04\UTC 2010



Artwork do dia: Top 30 Personagens que definiram a década


Por Alexei Barros

Os videogames provaram o quanto é difícil criar personagens que sobrevivam no decorrer dos anos, pois são poucos os verdadeiros ícones, aqueles que até mesmo quem mal joga reconhece. Pac-Man, Mario, Sonic, Lara Croft, Duke Nukem etc. Desde a era de ouro de mascotes até hoje dá para elencar uma penca de criações que pereceu em contrapartida.

Nesta década que se finda, entretanto, nota-se uma crescente de criatividade no que tange aos personagens, e não somente protagonistas. Para celebrar tal período fértil de figuras carismáticas, a ilustre revista GameInformer convidou o artista Sam Spratt para desenhar uma arte que vem em uma capa-pôster com os 30 personagens de jogos que definiram a década de 2000, em um total de três partes que podem ser visualizadas individualmente ou em conjunto. Um artigo de 28 páginas relembra os momentos marcantes de cada um, bem como a justificativa para a seleção. Clique na imagem acima para vê-la completa.

Os mais instantaneamente reconhecíveis são, sem sombra de dúvidas, Master Chief, exalando carisma por trás da armadura esmeraldina, e Kratos bufando de raiva. Fui invadido de satisfação ao perceber as referências do Professor Layton e do Phoenix Wright, ainda que emoldurados, não por menos, dado o hype do crossover já cristalizado no cabeçalho. Vale destacar ainda Wander do Shadow of the Colossus, Alyx Vance do Half-Life 2, Razputin Aquato do Psychonauts, GLaDOS do Portal, The Boss do Metal Gear Solid 3: Snake Eater, Tim do Braid, Jimmy Hopkins do Bully, Tommy Vercetti do GTA: Vice City, Niko Bellic de GTA IV, entre outros. Longe de terminar o Lost Odyssey, mas será que o Kaim merecia estar lá? E que me desculpem os entusiastas do Figueras Fantasy X. O que o Auron tinha que aparecer? Não colocaria nem entre os melhores do FFX, o que dirá da década!

Agora olha bem para aquela baranga de verde sentada no canto direito. Mentira que é a Jade do Beyond Good & Evil. Além de feiosa e com cara de enjoo, foi conferido um toque de sensualidade com o decote, toque este que inexistia no traço original, e o que a tornava diferente das típicas protagonistas femininas de games.

Pelas mesmas características, uma que faltou aí é a Faith de Mirror’s Edge, embora pouco tenha jogado. Sam Fisher, do Splinter Cell, merecia nem que fosse um porta-retrato. E eu devo ser o único que acha carismático o Carl Johnson do GTA: San Andreas…

[via Portallos, GameInformer]

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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“SaGa 2 for Clarinet Sextet” – SaGa 2: Hihou Densetsu (Nekketsu High School Wind Ensemble)

Por Alexei Barros

A série SaGa continua fazendo muito sucesso no Japão e pouca coisa no ocidente. O remake do SaGa 2: Hihou Densetsu para DS foi lançado lá e duvido que sairá aqui. Foi anunciada a releitura SaGa 3 Jiku no Hasha: Shadow or Light também para DS, incluindo o álbum da trilha sonora, e mais do que nunca mantenho meu pessimismo quanto à localização. E continuo a publicar performances amadoras da série e você ignorando aí.

O trio de cordas Ensemble Game Classica já havia mostrado como as músicas do SaGa 2: Hihou Densetsu, originalmente do Game Boy e lançado bisonhamente como Final Fantasy Legend II nos EUA, ficam encantadoras com uma nova roupagem no “SaGa 2 Medley”. Agora o conjunto de clarinetes Nekketsu High School Wind Ensemble, aqui representado por seis pessoas, oferece um panorama diferenciado com uma seleção mais abrangente das faixas, comprovando mais uma vez como o Nobuo Uematsu estava iluminado à época.

Cinco das dez faixas são de autoria dele, das quais se destaca a soberba “Save the world” (6:50), de melodia frenética, e muito bem executada com a harmonia proporcionada pelos clarinetes. Kenji Ito também não deixou por menos nas outras cinco selecionadas, em especial na “Lethal Strike” (4:00), que pode ser considerado o apogeu do medley, não obstante as desafinadas (4:37 e 4:45), até que perdoáveis pela complexidade da melodia – quem imaginaria algo assim para uma mera faixa chiptune 8-bits. No mais, 12 minutos de boa música (com algumas pausas ao longo da performance) dos tempos antigos da Square.

“SaGa 2 for Clarinet Sextet”
“The Legend Begins”
~ “Searching for the Secret Treasure” ~ “Peaceful Land” ~ “Through the Cramped Darkness” ~ “Lethal Strike” ~ “Wipe Your Tears Away” ~ “Burning Blood” ~ “Save the world” ~ “Ending Theme 1” ~ “Ending Theme 2”

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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