Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.

01 – “The Legend of Zelda Suite”

Original: “Overworld”

Nada muito a acrescentar, a não ser pela empolgação da plateia que atrapalha a apreciação do arranjo preparado originalmente para o Orchestral Game Concert 1 em 1991 pelo Toshiyuki Watanabe, o “Legend of Zelda Theme”, e adaptado pelo Nic Raine para os concertos modernos.

02 – “Civilization IV: Baba Yetu (Duet Version)”
Originais: “Opening Movie Music” ~ “Baba Yetu”

Justiça seja feita, tal escolha é mérito do VGL, e difere dos padrões de game music em geral, o que proporciona variedade ao álbum. Por isso é de certa forma tolerável a repetição, como a “Civilization IV: Medley” já constava no VGL: Volume One. Ainda mais porque agora há um dueto alternado dos cantores Kendrew Heriveaux e Ron Ragin cuja letra é a tradução suaíli da oração do Pai Nosso. Ressalva: os instrumentos africanos de percussão reproduzidos pelo playback, e que nem fazem tanta diferença assim.

03 – “God of War: Revenge and Redemption”
Originais: “The Great Sword Bridge of Athena” ~ “The Vengeful Spartan”

Disse repetição? Então vai mais uma do VGL: Volume, em que foi gravada ao vivo no Brasil, não se sabe quando e nem em qual cidade. A cantora Cindy Shapiro, esposa do Jack Wall, está creditada no álbum e, como se sabe, ela jamais cantou nas apresentações por aqui. Hmmm… Novamente Cindy é a responsável pelo solo lírico no trecho de “The Great Sword Bridge of Athena”, que emenda na magnificente “The Vengeful Spartan”.  A performance é ótima, mas já cansou.

04 – “Chrono Trigger & Chrono Cross Medley”
Originais: “A Premonition” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” (Chrono Trigger) ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)

Seria prepotente que apontasse o dedo e falasse que quem dá gritos de loucura para o medley jamais ouviu as versões de outros concertos, mas, sinceramente, com todo o respeito, gostaria de entender por que o público se empolga tanto com essa caca. Não me canso de reiterar as minhas ponderações diante de um segmento obscenamente supervalorizado.

As três músicas da parte Trigger são reaproveitadas do “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”. A transição entre “A Premonition” e ““Wind Scene” ficou pífia, uma vez que antes havia a “Guardia Millenial Fair” entre elas. Não há como conceber a ausência do tema principal “Chrono Trigger”. Na “Wind Scene” e na “Frog’s Theme” foi inserido o violão, que é ouvido com dificuldade no CD e tem a adoção questionável. Chegada a “Scars of Time”, o maestro Jack Wall deixa a regência para também tocar violão e entra o baixo elétrico. Mesmo com um baixista no palco, o baixo elétrico era playback! Veja o instrumento encostado no suporte à direita do palco neste vídeo. Que vergonha! A Laura Intravia toca a flauta, o que poderia ser feito tranquilamente pela flautista da orquestra. Deram um jeito de ela participar, só isso.

05 – “World of Warcraft: Lament of the Highborne”
Original: “Lament of the Highborne”

Por mais que seja uma adorável canção com solo da Vangie Gunn, é um arranjo de uma única música que se encontra em versão muito parecida na trilha original do World of Warcraft: The Burning Crusade, e fazia parte do programa dos concertos do Video Games Live dedicados à Blizzard. Questiono a presença nessa coletânea, como a franquia já está representada em um medley mais abrangente.

06 – “Mario Solo Piano Medley”
Originais: “Overworld” ~ “Underworld” ~ “Castle” ~ “Course Clear” ~ “Underwater” ~ “Invincible” (Super Mario Bros.) ~ “Athletic” (Super Mario World)

Logo de cara o que chama a atenção é que neste solo de piano não há a interferência do público, o que causa certo estranhamento. Se ao vivo a performance nota-se o show particular de Martin Leung tocando de olhos vendados, apenas ouvindo fica escancarado o quão limitado, manjado, óbvio… (estão acabando os meus adjetivos) ficou o arranjo. Desses que se encontra aos montes no YouTube, a não ser pela forma inventiva com que os efeitos sonoros são interpolados com as faixas. De resto, para mim tocar Mario 1 dessa forma simplista e sem transições é uma tentativa banal de fomentar a nostalgia que entra por um ouvido e sai pelo outro. Para completar, a “Athletic” do Super Mario World surge do nada e vai ao lugar nenhum, e soa deslocada.

07 – “Super Mario Bros. Medley”
Originais: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”

O número mais mastigado de todos os tempos é baseado em uma adaptação de Nic Raine do arranjo do Nobuo Kurita do Orchestral Game Concert 1 como dito em outras oportunidades. Há uma leve diferença na orquestração: repare que a parte da harpa da “Underwater” na “Super Mario Bros.” é feita nas madeiras na atual versão. Afora os gritos e risadas (as pessoas ainda acham graça na “Underworld” orquestrada), é uma nova regravação apreciável. Não que precisássemos disso.

08 – “Warcraft Montage”
Originais: “Cinematic Intro Music” (Warcraft III: Frozen Throne) ~ “Cinematic The Warning Music” (Warcraft III: Reign of Chaos) ~ “Main Title ~ Legends of Azeroth” ~ “Intro Movie: Seasons of War” ~ “A Call to Arms” (World of Warcraft)

Aqui sim o medley que representa a série, ainda que não traga nada do Warcraft e do Warcraft II. Intitulado “Warcraft Suite” no VGL: Volume One, emenda cinco composições do Jason Hayes em uma sequência coerente de muita pompa. Diante da mediocridade de alguns novos arranjos, passei a apreciar muito mais do que da primeira vez, ainda que nesta oportunidade o coral não conseguiu proporcionar a grandiosidade necessária nos versos em pseudo-latim.

09 – “Sonic the Hedgehog: Staff Credits”
Originais: “Green Hill Zone” ~ “Labyrinth Zone” ~ “Marble Zone” ~ “Star Light Zone” ~ “Scrap Brain Zone” ~ “Boss” ~ “Spring Yard Zone” ~ “Ending”

Dia desses descobri um fato revelador: o segmento é intitulado “Staff Credits” porque a ordem das músicas do medley é a mesma do… “Staff Credits” do jogo. De maneira alguma desmerece o Richard Jacques, porque apesar da sequência pré-estabelecida, inexistem as emendas entre as faixas na original, e no arranjo as transições foram feitas de maneira fluida. Além disso, no tema dos créditos não havia a “Boss”, o que justifica a minha teimosia de manter os links para cada zona aí em cima. Sem falar que a “Staff Credits” começa com um tema original que não foi aproveitado na versão orquestrada.

Pode-se dizer que a primeira gravação oficial é a definitiva? Quase, por causa dos gritos do público e pela mixagem que colocou as cordas lá no fundo. A principal diferença do que acontece nas apresentações brasileiras é a forte presença da bateria física, diria que até exagerada. Mas no começo da “Green Hill Zone” e especialmente na abertura da “Spring Yard Zone”, um dos grandes momentos da peça, faz muita diferença. Exatamente por ter uma bateria proeminente, pelas linhas graves das originais e considerando o estilo jazzístico do arranjo, era um imperativo o uso do baixo elétrico. A Video Game Orchestra fez a prova, já com Sonic 2.

10 – “Advent Rising Overture”
Originais: “Muse” ~ “Bounty Hunter” ~ “Poeta”

Já havia uma versão em estúdio, “Advent Rising Suite”, do VGL: Volume One, inclusive com a mesma cantora de agora, a Laurie Robinson. Qual o objetivo da repetição? Gostaria de saber. Apesar disso, é um arranjo competente que entrelaça três músicas do jogo lançado para Xbox e PC em 2005 cuja presença no repertório é justificada somente pelo envolvimento de Tommy Tallarico na criação da trilha. O solo vocal de “Muse” é belíssimo, o coral impressiona na “Bounty Hunter” e a “Poeta” é épica, mas, como de praxe, encontro uma brecha para criticar: a ausência da avassaladora “Canyon Encounter”. Mais dois detalhes: a pressa do público para aplaudir e o desnecessário áudio do diálogo – quem da plateia deve ter jogado Advent Rising e lembrado da conversação?

11 – “Megaman Montage”
Originais: “Opening” ~ “Title” (Mega Man 2) ~ “Title” (Mega Man 3) ~“Dr. Wily Stage 1” (Mega Man 2)

Vai entender por que Mega Man está escrito junto quando se sabe que o nome da série é grafado separado. Detalhe à parte, a gravação corrobora as minhas impressões do debute do segmento. O arranjo é pobre e sem imaginação. Além de não fazer sentido musicalmente tocar dois temas de abertura em sequência, do Mega Man 2 e 3, o baixo elétrico (aqui é de verdade mesmo), a bateria e a guitarra ficam em primeiro plano, deixando a orquestra como um mero pano de fundo. E deplorável a tentativa de bater palmas na “Dr. Wily Stage 1” promovida pelo próprio Jack Wall.

12 – “StarCraft II: Wings of Liberty Theme”

Tema do trailer de revelação do StarCraft II que estreou três anos antes do lançamento do jogo no Blizzard WorldWide Invitational realizado em Seul, Coreia do Sul em 2007. Com parte da trilha lançada em CD e evidentemente pelo nome, é uma versão abreviada da “Wings of Liberty”, que possui sete minutos. Arriscaria dizer que a música militaresca  sobrou, com o risco de levar uma pedrada.

13 – “Final Fantasy Solo Piano Medley”
Originais: “Fanfare” (FF) ~ “The Prelude” (FF) ~ “At Zanarkand” (FFX) ~ “Aerith’s Theme” (FFVII) ~ “Eyes on Me” (FFVIII) ~ “Fragments of Memories” (FFVIII) ~ “Terra’s Theme” (FFVI) ~ “Melodies of Life” (FFIX) ~ “Waltz for the Moon” (FFVIII) ~ “One-Winged Angel” (FFVII) ~ “Liberi Fatali” (FFVIII) ~ “Fanfare” (FF)

Diferentemente do solo de piano anterior, este medley apresenta conteúdo, passeando por alguns dos temas mais badalados da série e demonstrando uma preferência descarada por Final Fantasy VIII com quatro faixas. Ainda que impressione nos trechos virtuosísticos, a performance carece de uma interpretação mais cuidadosa nas músicas emotivas.

14 – “Halo Montage”
Originais: “Halo” (Halo) ~ “Behold a Pale Horse” ~ “Finish the Fight” (Halo 3)

Detalhe importante é que o segmento de Halo tem nove minutos, porque na verdade são três números que estrearam em diferentes ocasiões. A versão completa está no DVD e Blu-ray. A do CD é editada, e nem se nota isso em uma ouvida menos atenta, o que mostra, em contrapartida, que as transições não eram boas para encontrar pontos tão claros de corte em um medley que se imagina executado continuamente. Diria mais, ficou melhor. Mais enxuto, mais dinâmico. Até mesmo a porção guitarrística (não há baixo e bateria) está relativamente bem dosada com a orquestra e coral.

15 – “Castlevania Rock Overture”
Originais: “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse) ~  “Wicked Child” ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night)

Acredite se quiser, o VGL foi o primeiro a tocar Castlevania, antes mesmo dos concertos japoneses, logo na apresentação de estreia em 2005 em um arranjo sem guitarra. A versão com guitarra foi inserida a tempo no VGL: Volume One, e aparece mais uma vez aqui também acompanhada por bateria e baixo elétrico. Nenhuma queixa sobre as transições, apenas ressalto mais uma vez o quão insosso é o timbre da guitarra do Homem-Aranha.

16 – “Final Fantasy VII: One Winged Angel (Rock Edition)”
Original: “One-Winged Angel”

Honestamente? Precisava mesmo de outra regravação do tema da última batalha do Final Fantasy VII? Digo isso porque o DVD e o Blu-ray não possuem mesmo. A única diferença é que a instrumentação rock (bateria, guitarra e baixo) da versão “Advent One-Winged Angel” foi adaptada para a letra da “One-Winged Angel”, o que torna esta versão, quem diria, exclusiva do VGL. Ainda assim, achei piorada. Bem no início, repare no “eeeeel”, porque a gravação pegou aquela apresentação jamais feita: “The company is… Square Enix! The composer is… Nobuo Uematsu! The game is Final Fantasy… SEVEN! The song is One! Winged! Angel!”. A bateria não faz os mesmos solos fenomenais do arranjo Advent que deveriam acontecer no momento em que Tallarico grita “Come on, sing with us!”. E o coral não tem semelhante potência que outras versões, como a “One-Winged Angel” do Distant Worlds em que o arranjo do Shiro Hamaguchi foi executado com perfeição.

18 Responses to “Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006”


  1. 1 Rafael '00Agent' Fernandes 06/11/2010 às 5:57 pm

    Na primeira vez que ouvi, reclamei bastante da mixagem do álbum. Mas, ouvindo melhor agora, a qualidade de gravação pelo menos parece melhor que aquele álbum do Play! O problema parece estar realmente no volume dos instrumentos. As cordas estão enterradas na mixagem, e a bateria, quando tem, fica um pouco à frente demais. A guitarra do Tallarico então, nem se fala! E os berros, então? Parece que às vezes eles colocaram umas vinhetas de gente gritando para mascarar alguns erros na música, rs Mas, pensando duas vezes, até que tudo não está tão ruim assim… Fora o exagero na guitarra mesmo. Dependendo se o dvd “vir a público”, e da mixagem do mesmo, dá até para nós mesmos fazermos nossa própria mixagem das músicas, diminuindo o volume do canal central ;D

    Só achei estranho mesmo o quanto eles se perdem em alguns medleys. Lendo os seus artigos anteriores, passei a reparar na transição que essas orquestras fazem, e tem algumas faixas que até eu, no alto da minha vasso… ignorância, pude mentalizar alguma coisa melhor que aquilo que tinha ouvido!

    No geral mesmo, apesar desses problemas, o álbum está bem aceitável, bem decente mesmo! A galera que não está acostumada com orquestra de longe vai reparar nessa disparidade. Eu compraria, se sair no mesmo preço que saiu o primeiro CD; mais que isso, prefiro mantê-lo de forma mais obscura!

  2. 2 DGC 06/11/2010 às 7:16 pm

    Dá-lhe maestro Barros!

    uahahahah

  3. 3 Vinicius 07/11/2010 às 11:21 am

    Fal Alexei. Seguindo à risca de sempre postar em tópicos sobre o VGL, hehehe XD

    Tipo, um dos motivos de não ter comprado o CD junto com o DVD foi justamente pelo mesmo comentário seu no post: se saísse uns 3 anos atrás seria uma boa aquisição. O DVD valeu mais pois há o que se ver, por mais que já esteja batido boa parte das apresentações e não me faz falta a “One Winged Angel” (ainda mais quando se tem o DVD do Music from Final Fantasy, hehehe XD).

    O CD só vale para os fãs mesmo.

    PS: ótimos comentários.

    PS2: vc também viu o DVD, Alexei?

  4. 4 Alexei Barros 08/11/2010 às 11:06 am

    @ 00Agent

    Preferi me conter nas comparações, mas sem dúvidas é o melhor que aquele álbum do PLAY!, que apresenta problemas primários de gravação e consegue a proeza de ter sido lançado em CD-R. Não por menos, o T.T. já ironizou isso em vários posts no fórum do VGL.

    A mixagem está longe da ideal por todos os problemas arrolados. Ironicamente eu acho que há um equilíbrio muito maior entre os instrumentos de banda e orquestra nas gravações do Games in Concert do que no VGL: Level 2. Nunca deveria ser assim, de um vídeo do YouTube soar melhor que um CD. Sobre o uso dos berros para camuflar os erros, não duvido nada…

    Penso que em um medley as transições são essenciais, porque senão é apenas uma sucessão aleatória de músicas tocadas continuamente, sem o menor capricho. Sei de gente que mesmo com boas passagens não gosta de medleys, mas eu, entre os formatos de arranjo é um dos meus preferidos. Principalmente em games combina porque é possível incluir músicas que não seria substanciais o bastante sozinhas, porque tocar apenas temas de abertura, encerramento e batalha é ignorar a vasta quantidade de músicas ingame.

    Em relação ao VGL, isso é um problema que vem me incomodando em números mais recentes especialmente. Isso demonstra a inexperiência em arranjos orquestrados, por mais que o VGL exista desde 2005. Porque enquanto outros concertos se preocupam em trazer os nomes mais importantes desse cenário (como o Shiro Hamaguchi, no Monster Hunter Concert, A Night in Fantasia 2009 e Symphonic Legends), o VGL parece ter uns arranjos amadores, como o do Mega Man.

    Ah, não tenho dúvidas que o público mainstream não vai dar a menor bola para essas minúcias.

    @ DGC

    Eu achei que não tinha pego pesado, mas relendo pode ser que me excedi em alguns tópicos. Mas é vergonhoso usar playback de baixo quando se tem um baixista.

    @ Vinicius

    Valeu, Vinicius!

    Bem observado, creio que o Level 2 mesmo era o tão requisitado DVD. O CD veio naturalmente como um subsituto do primeiro, e deve repetir ou superar o sucesso por trazer segmentos ainda mais famosos.

    Não cheguei a ver o DVD. Apenas ouvi o áudio de algumas músicas exclusivas em vídeo. Cheguei a cogitar comentar, mas desencanei.

    • 5 Vinicius 08/11/2010 às 9:58 pm

      Tipo, eu ouvi o CD inteiro, e, talvez seja alvo de pedras e estar sendo deveras “sem nexo” com minha opinião, mas o som do DVD é melhor. Tipo, lembra quando disse que as apresentações de Megaman e Castlevania o som estava excelente, não foi a toa: no CD ouvia o som da guitarra bem alto, e no DVD é mais discreto a mesma.

      Posso estar falando demais, por isso perguntei se vc havia visto o DVD pelos meios “profanos” do torresmo salvador, hehehe XD

  5. 6 Geraldo Figueras 08/11/2010 às 1:28 pm

    :D

  6. 7 Alexei Barros 08/11/2010 às 10:23 pm

    @ Vinicius

    Não, na verdade nem encontrei o tal torresmo… XD

    Mas será que não é que pela própria qualidade do DVD ser melhor vc ficou com tal sensação? Do que ouvi das duas versões achei a mixagem semelhante. Seria surpreendido se soubesse que foram feitas duas mixagens.

    @ Geraldo

    Taí um caso em que o comentário está de total concordância com o avatar.

    • 8 Vinicius 08/11/2010 às 11:12 pm

      Sério, eu notei diferenças gritantes no som. A guitarra parece estar mais baixa. Me arrisco a dizer que o DVD é 5.1, apesar de não ver nenhuma informação sobre. Pena não ter um Home aqui pra testar…

      • 9 Alexei Barros 08/11/2010 às 11:20 pm

        “Me arrisco a dizer que o DVD é 5.1, apesar de não ver nenhuma informação sobre.”

        Corretíssimo, Vinicius!

        “Video Games Live: Level 2 features a stunning DTS-HD MA 5.1 lossless soundtrack that’s easily the technical highlight of the disc and the perfect companion to the concert.”, como diz o review do Blu-ray.com.

        • 10 Vinicius 10/11/2010 às 1:00 am

          É, então isso prova que não estava maluco. Realmente o som do DVD é superior…

          VCaleu pela informação, Alexei. Vou levar o DVD na casa d eum amigo aqui que tem Home pra testar o som.

        • 11 Rafael '00Agent' Fernandes 10/11/2010 às 6:04 am

          Só vale frisar que às vezes isso não quer dizer muita coisa… Tem gente que mixa DVD de show colocando os instrumentos nos dois canais, o vocal no canal central e só… Os canais traseiros servem para acomodar o som da plateia – incluindo tosses e assovios – e um pouco de reverberação. Ou seja…

          Vou colocar as mãos numa cópia do Blu-ray em breve, e vou conferir isso pessoalmente!

  7. 12 Alexei Barros 10/11/2010 às 2:40 pm

    @ Vinicius / Rafael ’00Agent’ Fernandes

    Boa! Aguardo as impressões vglísticas em vídeo de ambos os colegas.

    • 13 Rafael '00Agent' Fernandes 10/11/2010 às 7:07 pm

      Dei uma olhada rápida nele… O infame depoimento da Jamie Lee Curtis está lá, logo antes do segmento do Warcraft. Nada a ver.

      Bem, como o Vinícius disse, das músicas que a usaram, o som está melhor, e a guitarra realmente está mais discreta… Porque, ao invés de ficar no meio da mixagem (como no CD), ela ficou espalhada entre os canais esquerdo e direito, disputando com outros instrumentos que se sobressaíram mais (felizmente). Ficou bem melhor assim mesmo. O canal central serviu mais para dar ênfase a toda a orquestra já que destinaram nele quase todos os instrumentos principais da música, com maior ênfase nos metais e percussão, além da bateria, é claro. E não tinha nada de guitarra lá. Ficou muito bom assim.

      Nos canais traseiros, o previsto: reverberação e os gritos e palmas da plateia. Durante a música do Sonic, fiz um teste isolando aqui esses canais e só dá pra ouvir um pouquinho da orquestra e um monte de gente cochicando durante a música. Como estes canais costumam ficar num volume mais baixo que todo o resto, a plateia incomoda menos no DVD do que no CD. Em algumas músicas, a bateria também entra nessa parte traseira do som, dando um efeito bem legal. O coral ganha mais força, ganhando mais espaço com a ajuda desses dois canais.

      Enfim, todo esse blá blá blá sonoro só resume uma coisa: realmente o DVD/BD soa melhor do que o cd. Talvez realmente fique complicado condensar uma orquestra aliada com guitarra e bateria em apenas dois canais, mas, de qualquer forma, já fizeram muito melhor.

      • 14 Alexei Barros 10/11/2010 às 8:42 pm

        A justificativa para o depoimento dela, se é que valia, era para quando o show passou na PBS. Não tem muito cabimento incluir isso no DVD, que, suponho eu, será comprado majoritariamente por gamers.

        Extremamente interessante o seu relato sobre o funcionamento de cada canal, porque tudo isso é novidade para mim, como ouço as músicas 99% das vezes com fones de ouvido.

        Exato! Ainda fico chocado como nas transmissões do rádio e nos vídeos do YouTube do Games in Concert consegue se ouvir com mais nitidez guitarra, bateria e orquestra do que no CD do VGL: Level 2.

        Dá para fazer uma comparação mais direta, até mesmo por ser praticamente a mesma música, da “Advent One-Winged Angel” tocada no Voices. Ainda que pareça melhor a mistura do que no VGL, fico com a impressão que não é ainda o ideal.

        • 15 Rafael '00Agent' Fernandes 10/11/2010 às 10:02 pm

          Uma pena que a One Winged Angel não foi para o DVD para a gente comparar melhor. Mas essa versão do Voices é realmente suprema, a única que ouvi do DVD todo até hoje, tanto essa quanto o Encore que vem logo em seguida, é muito bom mesmo! Um dia ainda preciso parar para assistí-lo, aliás.

          • 16 Alexei Barros 10/11/2010 às 10:27 pm

            Errr… só me lembrei agora que você falou que a OWA não está no DVD.

            Creio que das versões ao vivo seja também a melhor, mas no geral ainda fico com a perfeição da versão em estúdio da “Advent One-Winged Angel” da própria trilha do Advent Children. Além disso, acho que dá muito mais impacto quando as guitarras entram depois da introdução, como nesta versão do AC e do VGL do que no Voices, em que os Black Mages tocam desde o início, sabe se lá por quê.

  8. 17 Juliana 02/12/2010 às 8:45 am

    Eu jogo Warcraft e sou viciado em Desert Operations! Criei há pouco tempo a minha conta de graça, sem baixar nada e já tô frenético! Quem tiver aliança pra indicar me avisa. Pra quem não conhece, segue o link http://www.desert-operations.com.br/?rid=913


  1. 1 “Heroes of Might and Magic Medley” – HoMaM II: The Price Of Loyalty, II: The Succession Wars, IV, V e VI (VGL 2010 em Paris) « Hadouken Trackback em 27/12/2010 às 10:48 am

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