Arquivo de outubro \30\UTC 2010

“Hudson Medley Second Movement” – (FCB 9th Live)

Por Alexei Barros

Mesmo que ninguém tenha se manifestado, muito possível que alguém sentiu a falta de alguns jogos importantes da Hudson no “Hudson Medley First Movement” da Famicom Band publicado dias atrás. Mais notoriamente, Bomberman e Adventure Island.

Não deu outra. Na segunda parte, os dois jogos foram selecionados para a miscelânea, ambos com encenações hilárias dos verdadeiros artistas que são os integrantes da FCB. O obscuríssimo Ninja Hattori Kun: Ninja wa Shuugyou Degogiru no Maki, lançado em 1986 para Famicom também foi lembrado, sendo este um jogo baseado em um mangá que até originou um anime e um filme live action. E se no primeiro vídeo tinha Star Force, agora há Star Soldier, e quando seria possível imaginar que uma pessoa seria capaz de reproduzir os tiros da nave no palco?

Depois do Hadouken as amostras em vídeo do quarteto de títulos selecionado e a performance com arranjo simples, mas de grande valor nostálgico.
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“Bond Theme” – From Russia With Love (Games in Concert)


Por Alexei Barros

Logo menos, dia 2 de novembro, vão ser lançados dois jogos de James Bond – GoldenEye 007 para Wii e 007: Blood Stone para PC, Xbox 360 e PlayStation 3 (para não esquecer da versão de DS) –, e estou com altas expectativas para ambos. O primeiro por recriar um dos FPSs mais influentes da história e outro porque repete a diretriz do fantástico James Bond 007: Everything or Nothing por apresentar uma história original, o que livra da responsabilidade de seguir uma trama já existente e apressar o projeto para coincidir o lançamento com o advento do filme.

Alimentado pelo hype duplo, recupero mais uma performance oculta do espetáculo holandês Games in Concert, a única vez em que um título da franquia foi lembrado em um concerto de games. De games? À primeira vista, causa estranheza que um jogo baseado em filme apareça em uma apresentação do tipo. Não vejo problema, com a condição de que a música faça por merecer a aparição, e não seja um merchandising deslavado. Além disso, a faixa foi escolhida por um motivo especial. Quem regeu a polivalente e magistral Metropole Orchestra na ocasião foi o compositor Christopher Lennertz, que teve tocados três segmentos de trilhas de sua autoria: Gun, Medal of Honor: European Assault e From Russia With Love.

Há de se ressalvar, no entanto, que a faixa escolhida, “Bond Theme”, nada mais é do que o icônico tema criado pelo compositor cinematográfico Monty Norman para o primeiro filme do personagem, 007 Contra o Satânico Dr. No, com o arranjo, se é que mudou alguma coisa, do Christopher Lennertz para o jogo.

Se há dificuldade para a Metropole Orchestra tocar a “Bond Theme” com tudo o que tem direito? Nenhuma. Todos os instrumentos reproduzem o tema com perfeição, e a guitarra teve a escolha de timbre muito feliz porque é simplesmente idêntico à versão original.

A gravação é da transmissão do rádio, portanto não há o que reclamar da qualidade.

- “Bond Theme” (From Russia With Love, Games in Concert)

“Final Fantasy Medley” – FF, FFII, FFVI, FFVII, FFIX e FFX

Por Alexei Barros

Nova orquestra amadora nipônica fazendo estreia no blog. Conhecida como… denominada… batizada… chamada… não consegui identificar o grupo seja no YouTube, seja no Nico Nico Douga. O vídeo simplesmente surgiu do nada.

Já publiquei diversos medleys de Final Fantasy anteriormente com a condição de que trouxessem faixas nunca antes orquestradas. A performance da orquestra abaixo por pouco não seguiria a receita, se não fosse pela incursão da “Messenger of Destruction” (FFIX), uma faixa que pende para o rock cada vez mais popular entre os grupos do ramo. Fora isso, ainda que todas as outras músicas tenham sido arranjadas oficialmente (e em versões muito melhores, diga-se), não deixa de ser interessante o encadeamento de determinadas faixas, como “Aerith’s Theme” e “Terra’s Theme”. Parece óbvio, mas nunca vi alguém fazer. O único problema é que, embora existam passagens, são de músicas muito calmas para agitadas, o que prejudica um pouco o resultado final, somada à performance deficiente em alguns momentos, abaixo do nível pró-amador que circula por aqui. Os trompetes em especial precisam de polimento.

Não obstante, chama a atenção a quantidade de integrantes (cerca de 50 pessoas) para uma orquestra amadora, que inclui instrumentos de corda (muitos grupos similares possuem instrumentos de sopro somente), ainda mais regida por um maestro trajado de Vivi (?) e precedida pela performance da “The Place I’ll Return to Someday” em um quarteto de flautas doce.

-“Final Fantasy Medley”
“The Place I’ll Return to Someday” (FFIX) – “At Zanarkand” (FFX) ~ “Messenger of Destruction” (FFIX) ~ “Aerith’s Theme” (FFVII) ~ “Terra’s Theme” (FFVI) ~ “Those Who Fight” (FFVII) ~ “Fanfare” (FF) ~ “Chocobo!” ~ “Rebel Army Theme” (FFII) ~ “Matoya’s Cave” ~ “Final Fantasy” (FF)

“Green Greens” (Kirby’s Dream Land) na melódica de Hirokazu Ando

Por Alexei Barros

Cada vez mais me dá asco certas performances banais de conteúdo semelhante a um pastel de vento. Certo. De fato, muito possivelmente o vídeo abaixo se enquadraria nesse cenário se não fosse por quem está tocando – não é novidade que eu valorizo se o intérprete tem alguma relação com a criação da música. Ninguém menos do que Hirokazu Ando!

Como mostram as legendas em japonês no início, a música tocada – “Green Greens” do Kirby’s Dream Land –, é composta não por ele, mas pelo Jun Ishikawa. Ainda assim, não poderia perder a oportunidade, já que trata-se de uma rara aparição de um compositor obscuro da equipe interna da HAL Laboratory que tem importante envolvimento na história musical da Nintendo. Fato que se deu por ocasião do lançamento para Nintendo Wii do Kirby’s Epic Yarn, em que Hirokazu Ando, Jun Ishikawa e Tadashi Ikegami, para citar somente os da parte sonora, foram interpelados por Satoru Iwata na série de entrevistas Iwata Asks.

Além de ter participado das trilhas de tantos episódios de Kirby, Ando é o autor de músicas icônicas, ao menos no meu entendimento, da série Super Smash Bros., a exemplo da “Menu 1” do Melee, como mostrado no Smash Dojo!!. Importante destacar também que ele foi um dos arranjadores do concerto Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert, com as releituras “Planet Corneria” (Star Fox), “Yoshi’s Story” (Yoshi’s Story), “Green Greens” (Kirby’s Dream Land) e ainda “Original Medley”, esta em parceria com Shogo Sakai.

Abaixo, Ando toca a “Green Greens” não em qualquer instrumento, mas numa melódica, também conhecido como escaleta ou piânica, que é uma espécie de teclado com palheta (o caninho em que ele assopra).

Anunciado DVD da jdk Band

Por Alexei Barros

O que pode ser melhor do que transmitir um show ao vivo pela Internet? Lançar um DVD da apresentação. Pois é o que acontecerá. Não bastasse o álbum Falcom vs. jdk Band 2010 Summer, a atual banda da Falcom fará mais um lançamento neste ano, e não está muito longe não, dia 12 de novembro no Japão.

Trata-se do Falcom jdk Band 2010 Live in Liquidroom, registro em vídeo de 15 músicas daquele espetáculo que aconteceu dia 21 de agosto, e que os desafortunados ocidentais como nós pudemos ver na ocasião ou gravado, porque o show ainda está disponível no YouTube.

Se você se lembrar bem, os vídeos foram mostrados por apenas uma câmera posicionada no fundo do Liquidroom, mas é evidente que o DVD não será só isso. Se forçar ainda mais a memória, vai reparar que era possível avistar outras câmeras, como aquela suspensa. Enfim, é um lançamento que coroa o ano produtivo da melhor banda de game music da atualidade.

“Clive Barker’s Jericho Medley” – Clive Barker’s Jericho (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

Às vezes me esqueço o quão inspiradora era a série holandesa Games in Concert. Era porque em 2008 aconteceu o último concerto, e não parece que neste ano que volta, se é que vai regressar. Uma performance inédita por aqui que corrobora a qualidade do espetáculo é a do Clive Barker’s Jericho, que estava disponível há bastante tempo no site oficial, mas só me dei conta quando pintou no YouTube.

Por ser um FPS lançado em outubro de 2007, é de elogiar de antemão que em 9 de dezembro do mesmo ano o Games in Concert 2 já tocava um segmento do jogo, cuja trilha é assinada por Cris Velasco, compositor americano de filmes e games que possui faixas em toda a trilogia God of War.

O solo lírico de “Firstborn Theme” impressiona logo na abertura, seguido pela tensão da “Final Confrontation”, em que o PA’dam Choir, mesmo tão pequeno em número, marca presença. A soprano permanece em destaque nesse trecho, e mais uma vez em nova lembrança de “Firstborn Theme”, na qual até os sussurros foram recriados no desfecho. Não é o tipo de música que possui aquela melodia marcante – o foco é na ambiência. Ainda assim, fiquei maravilhado pela atuação da Metropole Orchestra. A maioria dos arranjos do concerto apresenta pendor para o jazz ou pop, e aqui temos uma peça erudita fielmente executada. Haja versatilidade.

Como curiosidade, vale mencionar que Cris Velasco não apenas esteve presente no concerto e subiu ao palco, como ainda distribuiu gratuitamente 500 cópias da trilha de Clive Barker’s Jericho para o público.

- “Clive Barker’s Jericho Medley”
“Firstborn Theme” ~ “Final Confrontation” ~ “Firstborn Theme”

Falcom vs. jdk Band 2010 Summer: as quatro estações em um só verão


Por Alexei Barros

Sei que você não aguenta mais as minhas comparações da jdk Band com The Black Mages, mas voltarei a colocar as bandas frente a frente. Nos fóruns de game music via com frequência o desejo dos fãs que o hoje findado grupo liderado por Nobuo Uematsu flertasse que outros gêneros além do hard rock. Supostamente isso deveria acontecer no terceiro álbum, com a tal representação musical de antigos contos folclóricos que acabou não se confirmando. Os Black Mages acabaram sem que isso ocorresse, e poucos arranjos fugiram do estilo, como a acústica “Matoya’s Cave”.

A jdk Band, pelo contrário, está aí e neste mais recente álbum de arranjos, Falcom vs. jdk Band 2010 Summer, lançado dia 10 de setembro, ficou clara a iniciativa de rumar para caminhos não visitados, o que não vejo o menor problema, afinal os instrumentistas são absurdamente talentosos, assim como o arranjador de todas as faixas, Yukihiro Jindo. A melhor inovação foi, sem sombra de dúvidas, a implementação do saxofone de Kenji Suzuki daquele jeito que os japoneses do cenário jazz fusion sabem fazer tão bem. Não só para músicas melosas, mas para agitadas também. O violino, que era um dos principais diferenciais aparece, porém em menor proporção, apenas em duas músicas executadas pela Akiko Nagano. Falei no parágrafo anterior da iniciativa acústica do Black Mages. A jdk Band fez o mesmo como você poderá conferir em instantes.

Para completar a banda, os bateristas Kotarow Hatanaka e Hidekazu Nishi se alternaram. Ainda vale o rodízio para a guitarra e violão, com Masaru Teramae e Terukazu Inoue. No baixo elétrico, como sempre, Atsushi Enomoto. Curiosamente, se ouvem teclado e piano, mas não está creditado o instrumentista no encarte.

Após o Hadouken, comentários gerais e os links do Goear para sua apreciação.
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