Arquivo de setembro \01\UTC 2010



Artwork do dia: selo de celebração dos 25 anos de Super Mario Bros.

Por Claudio Prandoni

Você sabia? Pois é, no próximo dia 13 de setembro completam-se 25 anos de lançamento de Super Mario Bros. lá longe no Japão.

Não é exatamente o primeiro jogo com o bigodudo e tal, mas é um clássico imortal, definidor de paradigmas inexoráveis e coisa e tal e tudo mais.

Para comemorar a ocasião e dar um charme extra aos milhares de produtos e eventos comemorativos, a Nintendo lançou esse selinho acinzentado aí acima.

Bacana, né!

Tempestade saxofonística em pleno verão

Por Alexei Barros

O Falcom jdk Band 2008 Spring foi o responsável por me tornar fã incondicional desta banda fantástica que é a nova jdk Band, tanto nas participações em CDs, como nos shows, vide o recente jdk Band Live 2010 transmitido ao vivo. Uma vez que ano passado não aconteceu o lançamento de um disco similar, ou seja, com arranjos de ponta a ponta, imaginei que o grupo havia abandonado a ideia. Não, e já temos um candidato de melhor álbum de game music em 2010, ao menos de hard rock: Falcom vs. jdk Band 2010 Summer.

O CD fora vendido no supracitado espetáculo, mas no varejo sairá logo menos, dia 10 de setembro, com uma dezena de faixas (o predecessor tinha 12) relidas pelo arranjador de sempre, o Yukihiro Jindo, de temas de jogos bem mais populares no Japão: The Legend of Heroes VI: Sora no Kiseki the 3rd, The Legend of Heroes: Zero no Kiseki, Gurumin, Ys Seven e  Ys vs. Sora no Kiseki Alternative Saga. Entre no VGMdb no link acima para saber os nomes das músicas – não faria muita diferença se colasse aqui mesmo.

O que me deixou mais empolgado que o normal são os 11 minutos de samples que disponibilizo direto do YouTube logo abaixo. Não me pergunte qual música é qual porque não faço a menor ideia. Além do hard rock com violino, uma mistura que o que tem de inusitada possui de avassaladora, eu fiquei extasiado com a faixa que inicia em 5:31, a partir de 5:45. Não ouvi errado ou fiquei pirado, porque os créditos do CD confirmam: a jdk Band também passou a adotar saxofone! Para tudo! Muitas vezes incompreendido e subestimado – graças aos japoneses minha concepção sobre o instrumento mudou por completo. Quem toca o sax tenor é Kenji Suzuki como mostra o site da Falcom. Nunca ouvi falar – apenas um homônimo guitarrista. Lembrou-me muito a pegada dos saudosos álbuns arranjados da SNK (a referência no título não foi sem querer) que sobrevive em outros trabalhos isolados e não relacionados, como a Battlefield – Those That Slay and Fall” do Sekaiju no MeiQ³ *seikai no raihousya* Super Arrange Version. É, está difícil de encontrar outra banda de game music na ativa com tamanha produtividade e qualidade como a jdk Band. Hard rock de alto gabarito, por vezes com violino ou saxofone, não se vê todos os dias.

Duke Nukem Forever: eu aposto no Duke

Por Claudio Prandoni

Ontem foi daqueles dias históricos para a história dos videogames. Lendários mesmo. Folclóricos.

Do nada, sem que ninguém esperasse, o místico Duke Nukem Forever apareceu para imprensa e público no PAX, evento de games lá nos EUA da turma da tirinha digital Penny Arcade. E não foi só em vídeo ou coisa do tipo: a galera teve oportunidade de jogar mesmo a coisa.

Parece que, depois de tantos trancos, barrancos, idas, vindas, bruxas e tudo mais, desta vez vai para valer. Fico empolgado e ansioso para jogar. Nem sou lá muito fã de jogos de tiro em primeira pessoa ou mesmo do Duke Nukem – apesar de achar ele um personagem bem divertido – mas o bacana é a expectativa de poder viver um momento tão marcante da história dos games e, penso eu, resgatar um pouco do charme e mistério que a indústria tinha mais na década de 90, antes de campanhas de marketing massivas, que praticamente acompanham cada segundo da produção de um título e já escancaram seus truques e segredos logo de cara.

Ao que tudo indica, Duke Nukem Forever sai mesmo até meados de 2011 em versões para PlayStation 3, Xbox 360 e PC. Comprarei um no primeiro dia. E provavelmente não vou jogar multiplayer online se houver.

Com Nintendo e Square Enix, a track list do Video Games Live: Level 2

Por Alexei Barros

Desde que o Video Games Live existe, isso em 2005 (não em 2002 como tentam às vezes enganar nos releases), o DVD do show tem sido um dos produtos mais requisitados pelo público – ainda tento compreender o porquê de tamanha fascinação por números musicais que já foram interessantes em… 2006.

Enfim, em 19 de outubro, nove dias depois do fim da turnê brasileira deste ano, acontecerá a trinca de lançamentos ansiada por muitos, o CD, o DVD e o Blu-ray gravados ao vivo (melhor, “ao vivo”, dados os instrumentos invisíveis) no Pontchartrain Center em Nova Orleans no dia 1º de abril. O mesmo show que originou o especial exibido na PBS no final de agosto. Todos levam o nome Video Games Live: Level 2 – bizarro, sabendo que o anterior se chamava Video Games Live: Volume One.

A track list do CD e do DVD / Blu-ray são diferentes, então vamos por partes. Primeiro, o CD trará o portentoso número de 16 faixas em um total de 74 minutos e 39 segundos (não caberia nem mais uma pulga). O que me causou espanto foi a presença de Zelda, Mario, Final Fantasy e Chrono Trigger, sabendo das restrições da Nintendo e a Square Enix. Há de se ressalvar que o Video Games Live: Volume One também foi anunciado com os mesmos jogos proibidos (menos Trigger, que ainda não integrava o repertório), e acabaram substituídos de última hora. Porém, acredito que não repetiriam erro, e se os jogos foram divulgados assim, é porque vão estar mesmo. Só me pergunto como conseguiram tal façanha, que nem mesmo o Press Start 5th Anniversary realizou com ex-funcionários de ambas produtoras na organização.

Pode me chamar de ranheta, mas, apesar da proeza, não tem como ficar empolgado com os segmentos de Mario e Zelda cujos arranjos são os mesmos do Orchestral Game Concert 1, que foi feito em…1991. Aliás, quer uma performance exemplar de Zelda? Então aqui está. E o mesmo vale para a parte Square Enix, manjada ou então requentada toda vida, um pouco menos o “Final Fantasy Solo Piano Medley”, que tem lá os seus momentos e é exclusivo. Outra coisa que me incomodou é que seis dos 16 números já estavam no Video Games Live: Volume One (estranho os nomes diferentes de certas faixas, trocando Suite por Montage no caso do Warcraft), e alguns que nem precisavam aparecer de novo, como Advent Rising.

World of Warcraft: Lament of the Highbourne e StarCraft II: Wings of Liberty Theme pecam pela redundância, pois são os mesmos arranjos das respectivas trilhas originais. O que sobrou mesmo de interessante é Sonic (não me pergunte por que o segmento é chamado de Staff Credits). Mega Man, que, aliás, está grafado erroneamente como “Megaman” no release, nem me sobe, nem me desce e Beyond Good & Evil, que chegou a ser prometido por Tallarico, acabou não se confirmando. E quem comprar digitalmente o álbum receberá dois bônus: “Myst Suite”, que também tinha no Volume One, e “Mass Effect Suite”.

01 – The Legend of Zelda Suite
02 – Civilization IV: Baba Yetu (Duet Version)
03 – God of War: Revenge and Redemption
04 – Chrono Trigger & Chrono Cross Medley
05 – World of Warcraft: Lament of the Highbourne
06 – Mario Solo Piano Medley
07 – Super Mario Bros. Medley
08 – Warcraft Montage
09 – Sonic the Hedgehog: Staff Credits
10 – Advent Rising Overture
11 – Megaman Montage
12 – StarCraft II: Wings of Liberty Theme
13 – Final Fantasy Solo Piano Medley
14 – Halo Montage
15 – Castlevania Rock Overture
16 – Final Fantasy VII: One Winged Angel (Rock Edition)

Em relação à track list do DVD e Blu-ray, temos o reforço de três números que os elementos visuais são de certa forma necessários, o “Classic Arcade Medley” (finalmente!), pela sincronia com o telão, Interactive Guitar Hero: Aerosmith – “Sweet Emotion”, por mostrar a interação com o público e o “Tetris Solo Piano Medley”, para exibir a rapidez das mãos de Martin Leung? Fora o tributo ao Ralph Baer (possivelmente nada mais do que  o bate-papo via Skype com o pai dos videogames). Todavia, ainda que a Nintendo esteja presente, há de se perceber a ausência da Square Enix. Em relação à “Final Fantasy Solo Piano Medley” e “One-Winged Angel”, o corte deve ter sido motivado pela proibição em exibir as imagens dos jogos no telão, visto que a turnê Distant Worlds detém tal exclusividade. Chrono Trigger também ficou de fora, e apenas a “Scars of Time” sobreviveu, uma vez que os direitos autorais da trilha do Chrono Cross são do próprio Yasunori Mitsuda. No total, serão 1:40 de show, além de diversos extras.

O meu nível de empolgação diante da novidade seria level 2 em uma escala de 0 a 10, e só não é zero por causa do Sonic.

01 – Classic Arcade Medley
02 – Halo Montage
03 – Civilization IV: Baba Yetu (Duet Version)
04 – StarCraft II: Wings of Liberty Theme
05 – Sonic the Hedgehog: Staff Credits
06 – Advent Rising Overture
07 – Interactive Guitar Hero: Aerosmith – “Sweet Emotion”
08 – Warcraft Montage
09 – Chrono Cross: Scars of Time
10 – Mass Effect Suite
11 – Megaman Montage
12 – Tribute To Ralph Baer
13 – Myst Suite
14 – The Legend of Zelda Suite
15 – Super Mario Bros. Medley
16 – God of War: Revenge and Redemption
17 – Martin Leung – Mario Solo Piano Medley
18 – Martin Leung – Tetris Solo Piano Medley
19 – World of Warcraft: Lament of the Highborne
20 – Castlevania Rock Overture

[via VGL]

“Final Fantasy Medley” – FF, FFII, FFVI e FFIX (Music Creators)

Por Alexei Barros

Perdão pelo quarto post seguido relacionado com Final Fantasy… ah, o que importa? Não resisto em demorar a publicar mais uma esplendorosa performance da banda de sopro Music Creators – o que 30 fãs japoneses de game music não fazem quando são audaciosos.

Bem como o “FF Great Ensemble Medley”, é gratificante pelas seleções da miscelânea, não pelo todo – sequer há uma tentativa de transições entre as faixas. A imponente “Rebel Army Theme” , que nos últimos anos costumava ser ignorada, é a encarregada de abrir a peça, só que não impressiona porque já foi arranjada profissionalmente no Symphonic Suite Final Fantasy, a “Scene VII”, numa versão que vai ser difícil superar. Do nada vem a “Rose of May” (0:35) em um solo de piano encantador, embora completamente fora de hora.

Agora começa a sequência de quatro composições do FFVI jamais relidas em concertos oficiais que valem tudo e causam sucessivas pontadas no coração. Nunca poderia imaginar que a “Techno de Chocobo” (3:29) ficasse tão boa com os instrumentos de sopro – impressionante a introdução fielmente traduzida. Essa não teve nem no concerto de Final Fantasy VI da Little Jack Orchestra.

“The Decisive Battle” (4:16) ficou muito mais apurada que na versão que está no “Final Fantasy VI Medley” da Last Elixir Wind Orchestra (embora não com aquela passagem fantástica), e o mesmo vale para a “Searching for Friends” (5:25), eternamente maravilhosa. E o que você me diz de “The Fierce Battle” (6:13)? Morri. “Final Fantasy” (7:47) é um desfecho bem previsível, mas nem deu tempo para escutar, pois já não consegui sobreviver depois de ouvir o quarteto do FFVI.

- “Final Fantasy Medley”

“Rebel Army Theme” (FFII) ~ “Rose of May” (FFIX) ~ “Techno de Chocobo” (FFVI) ~ “The Decisive Battle” (FFVI) ~ “Searching for Friends” (FFVI) ~ “The Fierce Battle” (FFVI) ~ “Final Fantasy” (FF)

Apresentação de piano de Final Fantasy XIII será… não, já foi transmitida pela Internet

Por Alexei Barros

Dia 28 de agosto eu deveria ter avisado que a pianista Aki Kuroda tocaria músicas da Piano Collections Final Fantasy XIII em um recital em Shinjuku, Tóquio exibido ao vivo via Ustream, mas realmente só soube depois da realização do evento. Nem tudo está perdido. Pelo contrário, tudo foi gravado e publicado no YouTube. Iniciativas recentes como esta, do jdk Band Live 2010 e do Untitled Concert mostram que os tempos mudaram. Não mais acontecem tantas apresentações de game music japonesas em salões trancafiados para um número reduzido de afortunados de olhos puxados que não se atrevem a ligar câmeras e gravadores.

Quem sabe faz ao vivo como diria o outro, e Aki Kuroda se mostrou sublime na interpretação das cinco seleções do álbum, que contém uma dezena de faixas. Depois da música de abertura – títulos logo abaixo –, o compositor e arranjador da coletânea, Masashi Hamauzu fez a sua primeira aparição para as cerca de 200 pessoas que assistiram in loco. Em seguida, Kuroda executou três na sequência para que ela e Hamauzu contassem detalhes da concepção do disco. Como curiosidade, vale destacar que a gravação ocorreu em Milão (onde já havia sido gravado outro álbum de FF em 1994, o Final Fantasy VI Grand Finale), porque a instrumentista residia à época na cidade italiana. Hamauzu, aliás, viajou até lá para a produção do CD. Depois a dupla respondeu perguntas do público, e mais uma performance para fechar.

Pelo pouco que entendi no tradutor, também haverá outras apresentações (sem previsão de transmissão), e dependendo da recepção dos fãs pode até  ser lançado um volume dois, o que seria um acontecimento inédito entre as coletâneas de piano da série.

Se você quiser apenas ver as performances, abaixo o set list e o momento em que foram tocadas. Após o Hadouken os vídeos.

01 – “Final Fantasy XIII – The Promise ~ The Sunleth Waterscape” (P1 – 0:00)
02 – “Lightning’s Theme ~ Blinded By Light” (P2 – 0:00)
03 – “Fang’s Theme” (P2 – 3:35)
04 – “Vanille’s Theme ~ Memories of Happier Days ~ The Road Home” (P2 – 8:27)
05 – “Nascent Requiem” (P5 – 0:00)

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Mais samples do Symphonic Fantasies

Por Alexei Barros

Enquanto a maioria dos álbuns de apresentações são postergados durante meses sem a menor responsabilidade, a versão alemã do CD do Symphonic Fantasies, que sairia 24 de setembro, não será mais, porque o lançamento foi adiantado em uma semana. Ou seja, 17 de setembro, apenas dois dias depois da chegada da edição japonesa.

Falando nela, o site oficial nipônico contém um sample de cada suíte, além da abertura, (as amostras são de trechos diferentes da página alemã) e impressiona que a qualidade está superior à gravação do rádio porque escuto coisas que não ouvia até então. No excerto do tema de combate do Final Fantasy VII, os baixos do WDR Radio Choir Cologne aparecem em maior relevo. Todos passam a impressão de que estamos dentro do Cologne Philharmonic Hall tamanha a presença da WDR Radio Orchestra Cologne – leve em conta que digo isso depois de conferir com fones de ouvido.

O Symphonic Shades foi tido como uma das produções mais aclamadas pela perfeição, só vislumbro agora semelhante qualidade somada ao apelo da Square Enix, já que a popularidade do predecessor ficava mais cerceada à Europa pelos sucessos locais do Commodore 64 e do Amiga. Imagino o sucesso que o Symphonic Fantasies fará entre os japoneses.

Grato ao Fabão pelo toque.

[via SEMO]

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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