Arquivo de setembro \30\UTC 2010

Press Start 2010: requentado com requinte


Por Alexei Barros

Para comemorar cinco edições da série anual de concertos fundada por Shogo Sakai, Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Kazushige Nojima e Taizo Takemoto, o Press Start 2010 ~Symphony of Games~ aconteceu dia 11 de setembro (pela primeira vez em um sábado e não em um domingo) em duas apresentações no Tokyo Metropolitan Art Space, mesmo palco do ano passado, com grande parte dos números já conhecidos.

Ainda assim, com apenas quatro segmentos inéditos e o restante requentado, conseguiu superar as minhas baixas expectativas por conta de algumas novidades interessantes que consegui filtrar dos blogs nipônicos. Keiko Washino foi a anfitriã do espetáculo executado pela Kanagawa Philharmonic Orchestra. Mais sobre os convidados e surpresas após o Hadouken.

Ato I

01 – Chrono Trigger / Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (2008; atualizado)
02 – New Super Mario Bros. Wii Medley (inédito)
03 – NES Medley (2009)
04 – ICO: “ICO -You were there-” (2006)
05 – The Legend of Zelda: “Main Theme” (inédito)
06 – Metal Gear Solid: Peace Walker: “Heaven’s Divide” (inédito)
07 – Mega Man 2 Medley: “Title”~“Woodman Stage” ~ “Airman Stage” ~ “Stage Clear” ~ “Crashman Stage” ~ “Stage Clear” ~ “Get the Weapon” ~ “Dr. Wily 1 Stage” (2008)

Ato II

08 – Wild Arms Medley: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008)
09 – Namco Medley 2010 (2006; atualizado)
10 – Muramasa: The Demon Blade: “Introduction” ~ “Impermanence” (inédito)
11 – Rhythm Heaven: “Ninja” (2009)
12 – Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009)
13 – Mother 2010: “Pollyanna (I Believe In You)” ~ “Bein’ Friends” ~ “Eight Melodies” (inédito)
14 – [Bis] LocoRoco: “LocoRoco’s Song ~LocoRoco Yellow Version~” (2007)
15 – [Bis] Trio the M01 Live: “Flight” (Xenogears) ~ “World Revolution” (Chrono Trigger) ~ “Four Demon Nobles Battle 1″ (Romancing SaGa 3) (inédito)
16 – [Bis] Romancing SaGa: “Overture” ~ “Opening Title” (2006)
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Artwork do dia: Mega Man Legends 3 are belong to us

Por Claudio Prandoni

Fresquinha, direto do forno da Capcom: logo no vácuo da conferência japonesa da Nintendo, em que a Big N anunciou o lançamento do 3DS para fevereiro por lá, a casa de Street Fighter atendeu pedidos dos mais fervorosos e exóticos e confirmou o novo episódio de Mega Man Legends.

Curioso: joguei o primeiro de cabo a rabo no PSone, mas não cheguei a colocar as mãos no segundo ou mesmo no spin-off Misadventures of Tron Bonne. De Mega Man, meio que leva só o robozinho azul, a irmã Roll e uma outra ideia, como upgrade de armas e tal – no restante é um jogo de aventura 3D dos mais ousados e pitorescos, ainda mais para a época dos 32-bits.

A Capcom promete que os jogadores participarão de maneira intensa no desenvolvimento do game e tal. Veremos como isso rola. Por ora, já me empolgo com essa bonita arte aí e fico no aguardo pelos Legends originais na PSN – e, forçando a amizade, por um novo capítulo da vertente X.

Symphonic Fantasies: as fantasias reais eternizadas em um CD imaculado

Por Alexei Barros

Seis meses de arranjo e orquestração. Catorze dias de ensaios. Para pouco mais de 1 hora e 20 minutos de apresentação. Compensa tanto tempo e labor? Respondo com um decisivo sim (sem esquecer o processo de seleção de faixas, a parte burocrática de licenciamento e a fadiga dos instrumentistas e envolvidos). Vale não apenas pela experiência musical ímpar que se vivencia naquela hora – inesquecível para os 2000 espectadores in loco; memorável para tantos outros mundo afora –, como também porque agora o resultado do processo esmeroso ficou imortalizado em um disco para infindáveis apreciações.

Falo evidentemente do Symphonic Fantasies, concerto em homenagem à Square Enix que foi aclamado em diversas partes do planeta graças à inédita transmissão em streaming de vídeo, a ponto de ser elogiado pelos responsáveis de outras produções, como Tommy Tallarico, do Video Games Live, e Hiroaki Yura, do A Night in Fantasia. A fórmula inovadora delineada pelo produtor Thomas Boecker e idealizada pelo arranjador Jonne Valtonen de coadunar temas das mesmas séries em suítes longas de alto valor artístico se mostrou muito mais acessível do que se poderia imaginar para um público acostumado com arranjos presos aos temas originais, que é o que os concertos de games, em sua imensa maioria, costumam oferecer.

Tudo aconteceu no dia 12 de setembro de 2009, no suntuoso Philharmonic Cologne Hall na cidade de Colônia, Alemanha, com a performance da WDR Radio Orchestra Cologne, com aproximadamente 80 integrantes, e do WDR Radio Choir Cologne, formado por 40 coristas, sob a regência de Arnie Roth. Na plateia, estavam Yoko Shimomura, representando a série Kingdom Hearts; Hiroki Kikuta, Secret of Mana; Yasunori Mitsuda, Chrono Trigger e Chrono Cross; e, finalmente, Nobuo Uematsu, a série Final Fantasy.

Depois de rumores esparsos, o disco foi anunciado pelo administrador da WDR Orchestra, Winfried Fechner, em entrevista ao SEMO realizada em março de 2010. A data de lançamento foi veiculada pelo site da Amazon alemã inicialmente para dia 21 de maio com publicação da Sony Classical Germany. Todavia, tratava-se de um equívoco da loja virtual, que alterou a data para 31 de dezembro. Posteriormente ocorreu a revelação oficial para setembro, desta vez com o selo da Decca (Universal Music). Em seguida, o lançamento alemão foi precisado para o dia 24 e, numa decisão rara, adiantado para uma semana antes, 17 de setembro, pouco mais de um ano depois da realização do concerto. Dois dias antes, a Square Enix publicou o álbum no Japão com número de catálogo SQEX-10202.

O conteúdo musical é o mesmo, a diferença é o encarte. A edição germânica possui na capa um estiloso controle-violino de madeira, ao passo que a japonesa possui a imagem da lateral de uma espécie de enciclopédia com os nomes dos compositores em destaque. No livreto há perfis dos principais envolvidos, mas infelizmente a compreensão do texto é limitada aos entendedores dos dois idiomas locais. Um detalhe que poderia ser acrescentado são as letras em latim e tradução das suítes de Secret of Mana e Final Fantasy como foram escritas especialmente para o concerto de acordo com os universos dos respectivos jogos e séries. Cada suíte tem quatro faixas detalhadas (exatamente as anunciadas antes do concerto), e não seria muito pedir que fossem arroladas todas as músicas homenageadas – a ordem é impossível, eu sei, pelo menos a lista completa, ainda que na maioria dos álbuns a informação não seja divulgada oficialmente.

Apesar de planejado para ser executado ao vivo, o conceito do Symphonic Fantasies está muito mais de acordo com um álbum. Explico. Exceção à suíte de Final Fantasy, que segue formato mais simples de medley, ou seja, faixa A + faixa B + faixa C e assim por diante com devidas transições, as outras três suítes são quebra-cabeças, com idas e vindas, variações, sobreposições de melodias e alusões sutis. É impossível absorver tudo de primeira, por isso é um imperativo novas audições. Por que então ouvir o CD se as gravações estão no YouTube e afins?

Primeiro porque é muito mais recompensador possuir uma recordação material de um espetáculo histórico e caprichado como o Symphonic Fantasies, e outro porque a qualidade está ainda melhor, acredite você, como se não bastasse a perfeição da transmissão ao vivo. Editada e mixada no WDR Radio Studios, a gravação passou pelo crivo do arranjador e dos quatro compositores e foi masterizada no Abbey Road Studios. Parece gravado em estúdio pela nitidez de som estonteante, e só se percebe que é ao vivo pelos aplausos no final de cada um dos cinco números e pelos risos ao fundo acompanhado de um “woow!” de um infeliz da plateia quando é tocado o tema dos Chocobos.

Falei cinco números. O sexto, “Encore (Symphonic Fantasies)”, que era um medley convencional de oito minutos com quatro temas de batalha contra chefe, acabou não cabendo no CD e está somente disponível na versão digital. Embora preferisse dois discos para que fosse registrada a experiência do concerto em sua plenitude, não é uma ausência vital. Não deixa de ser uma decisão ousada, visto que a miscelânea acabava com a “One-Winged Angel”, e não é todo dia que sai um álbum de um concerto relacionado com Final Fantasy sem o tema considerado muitas vezes pelos fãs casuais como obrigatório.

Posto isso tudo, revisitei a abertura e as quatro suítes com o perdão da sua paciência porque há muitos detalhes que vieram à tona com a mixagem do CD. Não mencionei novamente as músicas que senti falta ou então comparei com outros arranjos. Seria redundante, sem falar que um ano depois, passo a compreender a ausência de algumas, porque cada segmento possui a própria vibração e complementa o outro no contexto do concerto, em uma escala gradativa. Foi tudo planejado e equilibrado para não enfastiar ou cansar os ouvidos no decorrer das suítes e na récita como um todo.

Depois do Hadouken você também pode conferir no Goear as suítes nas versões do álbum, mas fica o aviso: nada se compara ao CD, que está superior evidentemente. Um concerto com semelhante perfeição de performance suplica para ser apreciado na melhor qualidade possível.

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Distant Worlds no Japão: mais perto de casa, e com Final Fantasy XIII e XIV

Por Alexei Barros

Gratificante constatar que aos poucos o Distant Worlds está ficando mais abrangente, aberto para boas novidades, em vez de guiado somente pelos maravilhosos arranjos dos concertos passados. Como disse anteriormente, a turnê fará duas apresentações em Tóquio em novembro, marcando o retorno de um espetáculo da série Final Fantasy em território nipônico depois de quatro anos – o último foi o aclamado Voices em 2006.

De lá para cá, foram adicionados somente cinco números novos possíveis, dentre eles “Dancing Mad” e “J-E-N-O-V-A”. Mas sabe como é, o Japão exige um capricho maior por ser a nação da game music, e não chamariam essa miniexcursão de Distant Worlds: music from Final Fantasy Returning Home por acaso. Para a apresentação do dia 6 foi prometida a estreia de novos segmentos de Final Fantasy XIII, enquanto que no dia 7 do Final Fantasy XIV. Se deixassem de olhar torto para FFXII, ignorando obras-primas como Symphonic Poem “Hope” (deveriam chamar o Taro Hakase para tal ocasião), e acrescentassem mais músicas da era SNES, estaria muito próximo do que sempre sonhei.

Recordo que dos jogos mais novos, “The Promise ~ Fang’s Theme” (FFXIII) estreou em junho de 2010 em Estocolmo, Suécia, numa performance que ninguém teve a capacidade de gravar, e a “Twilight Over Thanalan ~ Beneath Bloody Borders” (FFXIV) debutou em dezembro de 2009 em Chicago, EUA. No site da turnê não ficou claro, pelo menos para mim, exatamente quais serão os segmentos inéditos. Deixa explicar. A “Fabula Nova Crystallis” foi citada como a novidade, mas entre parêntesis está escrito “The Promise” aparentemente porque uma é uma variação da outra. Acontece que a cantora Frances Maya participará da execução, e na trilha original ela canta mais duas versões da mesma melodia: “The Sunleth Waterscape” e “Serah’s Theme”.

Falando ainda do FFXIII, haverá a bem-vinda estreia da encantadora “March of the Dreadnoughts”. O detalhe é que no piano estará mais uma vez Benyamin Nuss. O jovem germânico de 21 anos que vem se destacando nos concertos Symphonic na Alemanha, que o diga ontem no Symphonic Legends, vem se configurando com o mais prolífico e talentoso pianista-gamer da atualidade. Não estranharei se por um acaso acontecer uma Piano Collections FFXIII volume dois e ele ser o instrumentista em vez da Aki Kuroda. Só para registrar, estou no aguardo da “Born Anew”.

Seguindo para o FFXIV, pela primeira ao vivo se ouvirá a “Answers”, aquele ambicioso tema principal do MMORPG cantado pela Susan Calloway que deu para ter uma ideia quando vazou a trilha do FFXIV alpha, então identificada como “1D”. Todavia, tal canção é acompanhada por uma banda na original, e não foi divulgada se no palco também estará, por exemplo, a Earthbound Papas, a sucessora do The Black Mages.

Embora o alarde seja menor, foi confirmada ainda a “Those Who Fight” (FFVII), que suponho ser a mesma “Those Who Fight” executada no Second Symphonic Game Music Concert (2004) em arranjo de Andy Brick que na ocasião contou com a performance no piano de Seiji Honda, o instrumentista da Piano Collections Final Fantasy VII. Penso assim porque Benyamin Nuss foi confirmado para esta música, assim como a “Love Grows” (FFVIII), conhecida já desde o 20020220. Para completar a lista de atrações especiais, o taiwanês Meng-Feng Su tocará violão em “Dear Friends” (FFV) e “Vamo’ alla Flamenco” (FFIX), e ambas também estrearam no 20020220.

Não bastassem as novidades interessantes, a turnê se apresentará pela primeira vez na Austrália, nos dias 15 e 16 de abril de 2011. EUA, Canadá e alguns países europeus e asiáticos foram contemplados anteriormente.

[via Distant Worlds]

Shinzo Kukaigi 5: a estreia ao vivo da Earthbound Papas e mais dois pianistas


Por Alexei Barros

Do primeiro semestre preguiçoso em termos de eventos gamísticos auditivos para o segundo completamente abarrotado. Dia 30 de outubro acontecerá no Shibuya Duo Music em Tóquio o Shinzo Kukaigi 5, que promete ser triplamente interessante. Melhor de tudo é que a nova banda Earthbound Papas, que debutou na “Dancing Mad” do Distant Worlds II: more music from Final Fantasy, fará a estreia em uma apresentação ao vivo para finalmente sabermos quem são os outros integrantes além do Nobuo Uematsu. Grupo este que preencherá a lacuna deixada pelo fim dos Black Mages.

Depois, promete ser especialmente atraente para os fãs de performance no piano. Hiroyuki Nakayama, um dos três instrumentistas do álbum retrô Pia-Com II, tocará algumas faixas do disco – não sei quais. O alemão Benyamin Nuss executará números do recém-lançado CD Benyamin Nuss Plays Uematsu (review a ser publicado no Hadouken). Ele estava em turnê na Europa, mas se apresentará pela primeira vez no Japão. Sabe o que faltava para ficar perfeito? O show ser transmitido ao vivo. Isso que dá ficar mal acostumado…

[via SEMO]

Lembrete: Symphonic Legends na quinta-feira, ao vivo, às 15 horas

Por Alexei Barros

Publico cedo antes que seja tarde demais, porque promete: diretamente do Cologne Philharmonic Hall, o concerto Symphonic Legends, que celebrará músicas da Nintendo, será transmitido pela internet em vídeo, ao vivo, às 15 horas no horário de Brasília no próximo dia 23 de setembro. Além das três qualidades 56K/ISDN, DSL e Broadband, é possível conferir somente o áudio do espetáculo, sendo que a qualidade de som é surround 5.1.

Para quem acompanhou o Symphonic Fantasies ano passado deve estar riscando os dias que faltam no calendário, afinal trata-se do sucessor espiritual no que se refere ao conceito de suítes extensas, mas com um pé na récita anterior, o Symphonic Shades, por conta dos números de duração média. A WDR Radio Orchestra Cologne, que participou dos dois concertos e também tocou no álbum drammatica, será regida pelo maestro sueco Niklas Willén. O pianista Benyamin Nuss e o percussionista Rony Barrak igualmente vão colaborar na performance que terá a participação do coral State Choir Latvija.

A seleção de arranjadores oferece uma mescla interessante de ocidente e oriente. De um lado, o alemão Torsten Rasch e os finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo, e do outro os japoneses Shiro Hamaguchi, Hayato Matsuo e Masashi Hamauzu (nascido na Alemanha, é verdade, mas de espírito nipônico). Com isso, fico com a sensação que o Symphonic Legends atenderá a diversos paladares do erudito, enfocando em arranjos experimentais, mas também com releituras mais literais, como já adiantado que serão os segmentos de Star Fox, F-Zero (do Hamaguchi) e Pikmin (do Matsuo). As três, além de Super Mario Bros. (a série), Super Mario Galaxy, Super Metroid e Donkey Kong Country prometem exibir a criatividade dos arranjadores no primeiro ato, enquanto que o segundo tem tudo para causar espasmos nos fãs de Zelda com o poema sinfônico de 35 minutos dedicados à série.

O set list completo. Clique no link da faixa de abertura para ver o vídeo.

Primeiro ato

01 – “Fanfare for the Common 8-Bit Hero”
Composição: Jonne Valtonen

02 – Star Fox: “Space Suite”
Composição: Koji Kondo e Hajime Hirasawa
Arranjo: Shiro Hamaguchi

03 – Super Mario Bros.: “Retro Suite”
Composição: Koji Kondo
Arranjo: Roger Wanamo

04 – F-Zero: “Race Suite”
Composição: Yumiko Kanki e Naoto Ishida
Arranjo: Shiro Hamaguchi

05 – Super Metroid: “Samus Aran – Galactic Warrior Suite”
Composição: Kenji Yamamoto e Minako Hamano
Arranjo: Torsten Rasch

06 – Donkey Kong Country: “Aquatic Ambience”
Composição: David Wise
Arranjo: Masashi Hamauzu

07 – Pikmin: “Variation on a World Map Theme”
Composição: Hajime Wakai
Arranjo: Hayato Matsuo

08 – Super Mario Galaxy: “Galactic Suite”
Composição: Koji Kondo e Mahito Yokota
Arranjo: Roger Wanamo

Segundo ato

09 – The Legend of Zelda: “Symphonic Poem”

I. Hyrulian Child
II. Dark Lord
III. Princess of Destiny
IV. Battlefield
V. Hero of Time

Composição: Koji Kondo e Toru Minegishi
Arranjo: Jonne Valtonen

O programa do concerto em PDF está disponível aqui, ao passo que o link da transmissão, no qual você encontra os endereços em streaming disponíveis pode ser conferido aqui.

Comerciais gamers: os ridículos bonecos de Link’s Awakening

Por Alexei Barros

Não que você tenha o hábito de visitar posts antigos, mas me causa indignação que muitos dos comerciais aqui publicados semanas ou meses depois são apagados do YouTube por violação de direitos autorais. Gostaria de entender como que uma empresa quer evitar que as propagandas sejam vistas… então para que servem?

Mesmo com o risco de fazer posts descartáveis – não perca tempo; pode ser tarde demais –, cavouquei mais alguns comerciais pitorescos em uma dessas jornadas sem rumo pelo YouTube.

Creio eu que Zelda seja como Coca-Cola: o produto é tão conhecido que os publicitários recebem o aval para fazerem o que bem entenderem, por mais grotesco que possa parecer. Primeiro foi o rap nerd, depois o rap com dança… agora um comercial feito com os bonecos que lembram o Gilmar da TV Colosso, visto que todos se mexem com o auxílio de pauzinhos. Não bastassem Link e outros personagens do jogo portátil Link’s Awakening (no Japão Zelda no Densetsu: Yume o Miru Shima) serem vistos dessa forma, ainda ensaiam uma coreografia ao som de uma música-tema… curiosa.

Press Start 2010: LocoRoco e Romancing SaGa

Por Alexei Barros

Sim, o Press Start 2010 aconteceu há mais de uma semana em Tóquio, mas enquanto a Famitsu e quem sabe o Jeriaska não publicam os relatos detalhados do concerto, cumprirei tabela com a atualização do site feita hoje com os dois números referentes ao bis que são duas reprises. Pelo pouco que consegui entender dos blogs japoneses, aconteceram algumas novidades muito interessantes, a despeito do meu desânimo geral pela escassez de segmentos inéditos. Mas mais maluco estou para ouvir de uma vez por todas o Press Start The 5th Anniversary!

- LocoRoco: “LocoRoco’s Song ~LocoRoco Yellow Version~”

LocoRoco estreou originalmente no Press Start 2007, e exemplifica o quão é diversificado o repertório – não consigo imaginar em outro concerto. Na ocasião, a canção “LocoRoco Main Theme” foi evocada pelo Press Start 2007 Chorus, um coral formado especialmente para a ocasião por adultos, claro. Aproveitando que estava lá o Suginami Junior Chorus e, mais importante, a cantora original (agora nove anos mais velha) Melody Chubak, hoje com 13, executaram a versão mais perfeita possível do tema ao vivo. O fato de terem repetido, e ainda em uma performance de luxo, reforça a minha impressão de que estará em um próximo CD.

- Romancing SaGa: “Overture” ~ “Opening Title”

Grande mistério a série Orchestral Game Concert ser tão atenciosa para jogos da Square no começo da década de 1990, como Final Fantasy, Secret of Mana, Seiken Densetsu 3 e Chrono Trigger, e Romancing SaGa ter ficado de fora mesmo com tamanha popularidade, ao menos pelo que noto na quantidade gigantesca de arranjos de fãs. Quase como uma obrigação, logo na primeira edição, o Press Start 2006, tocou a “Overture ~ Opening Title”, aproveitando a estupenda orquestração da “Overture ~ Opening Title” feita para o controverso remake do PlayStation 2 da faixa originária do Super Famicom. Como aqui e como nas duas apresentações contou com a performance do compositor Kenji Ito no piano. Reprisaram uma vez, beleza, mas nas próximas ocasiões podiam pensar em uma música diferente da série – e faixas boas não faltam do próprio Ito, do Masashi Hamauzu…

[via PRESS START]

“Super Mario Bros. Suite” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World e Super Mario 64 (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Tudo o que se refere à “The Legend of Zelda Suite” se aplica a este medley do Mario: arranjo do Jonne Valtonen, apresentação do PLAY! A Video Game Symphony em 2007 na Suécia, performance plena da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra, melhor do que a versão do VGL, também não está no CD e por aí vai. A diferença é que no Symphonic Legends os dois segmentos do Mario ficarão sob os cuidados do conterrâneo de Valtonen, o finlandês Roger Wanamo.

A sequência inicial do Super Mario remete ao arranjo “Super Mario Bros.” do Orchestral Game Concert, com a bem-vinda adição de faixas dos demais jogos da série que, infelizmente, ignora o Super Mario Bros. 2. A seleção chega a ser curiosa, porque no meu modo de entender a “Title” (Super Mario World), apesar de muito simpática, e a  “World 8 Map”, que surge meio que aleatoriamente, ficam atrás de outras músicas mais marcantes. Além disso, a “Main Theme” (Super Mario 64) é executada somente nas madeiras e nos violinos. Embora tenha ficado rebuscada, eu sempre a imaginei e preferi, por pura questão de gosto, com todos os metais que tem direito, como na versão do Mario & Zelda Big Band Live. E quando ouvi continuei a lamentar por ausências como “Fortress Boss” (SMB3) ou então a “Castle” (SMW). Ainda fico na expectativa de um arranjo definitivo, se é que isso é possível com tantas músicas memoráveis.

- “Super Mario Bros. Suite”
“Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” (Super Mario World) ~ “Main Theme” (Super Mario 64) ~ “World 8 Map” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” ~ “Course Clear” (Super Mario Bros.)

Show da [H.] na TGS 2010 será transmitido ao vivo no domingo

Por Alexei Barros

Uma das coisas que me faz gostar mais da Tokyo Game Show do que da E3 é a quantidade de eventos musicais que a feira atrai, tanto dentro como fora dos estandes. Isso quando mal podia assistir, imagina agora que a transmissão via internet caiu nas graças dos compositores, bandas e artistas.

O Rafael “00Agent” Fernandes adiantou há um tempão no Passagem Secreta: a apresentação da [H.] passará ao vivo via Ustream domingo, dia 19 de setembro. O problema é o horário: 16h20 lá, ou seja, 4h20 da manhã aqui. O show será de meia hora somente conforme mostra a programação oficial que também faz menção a “True Blue”, o que não consegui descobrir exatamente o que é, mas deve a ter a ver com o Jun Senoue por conta da coletânea True Blue: The Best of Sonic the Hedgehog. Nenhuma faixa foi divulgada. Quem não tiver tamanha predisposição, recomendo não se lamentar. Confio que a apresentação estará disponível no YouTube, repetindo o que aconteceu com o jdk Band Live 2010 e a apresentação da Aki Kuroda de piano do Final Fantasy XIII.

Será uma oportunidade ímpar de ver a sucessora espiritual da S.S.T. Band ao vivo e em vídeo, o que é extremamente raro. Por conta do fantástico tempero jazzístico, que pode ser comprovado em arranjos geniais como “Quartet Medley 2005” e “AFTER BURNER 20th Anniversary Medley [H.] Arrange Version”, a banda que conta com Takenobu Mitsuyoshi no baixo (às vezes vocal) e Hiro no teclado (ocasionalmente violão) se tornou a minha banda gamística preferida, posto que vem sendo ocupado pela jdk Band pela baixa produtividade nos álbuns da Sega dos últimos dois anos – o último arranjo, “Light Song -[H.] Arrange Ver.-” esteve no álbum Vermilion vs Rent a Hero Original Soundtrack lançado em 25 de fevereiro de 2009 e nem é grande coisa.

O link da transmissão, que inicia às 4h20 no domingo, pode ser conferido aqui.

[via Passagem Secreta, SEMO]


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