Arquivo de julho \03\UTC 2010



“Mahjong for Clarinet Trio” – Mahjong (Nekketsu High School Wind Ensemble)

Por Alexei Barros

Mahjong é um jogo de tabuleiro originário da China que rendeu diversas adaptações para games já nos 8-bits, aquelas altamente obscuras lançadas apenas no Japão que só o Orakio Rob conhece por conta da incansável Cruzada NES.

Até a própria Nintendo arriscou a lançar uma versão para Nintendinho no longínquo 1983 conhecida simplesmente como Mahjong que acabou ficando icônica por este motivo – e a Famicom Band não esqueceu no antológico “Big Big Nintendo Medley”.

A Nekketsu High School Wind Ensemble, por sua vez, conseguiu extrapolar os limites da criatividade ao reproduzir com três clarinetes os efeitos sonoros costumeiramente escutados em uma partida. Mais incrível é que mesmo sem ter a menor ideia de como funciona o Mahjong – coloquei o vídeo para dar uma noção, mas não sei se ajuda muito diante de tantas cartas e kanjis –, é difícil não abrir um sorriso.

A track list e a capa do CD do Symphonic Fantasies

Por Alexei Barros

O último post sobre o Symphonic Fantasies serviu para falar que o lançamento do disco ocorreria em setembro. Surgiram mais detalhes: o álbum, que possui a gravação do concerto que homenageou as séries Kingdom Hearts, Chrono e Final Fantasy, além do Secret of Mana, chega dia 24 daquele mês – um dia depois de quando acontece o sucessor Symphonic Legends –, com o preço de 19,95 euros.

Como a apresentação teve 82 minutos de duração, residia a dúvida se seria um CD duplo ou um CD simples com o segmento de abertura ou encerramento exclusivo para a venda digital. Ficamos com a segunda opção. “Encore (Symphonic Fantasies)” foi excluído e deverá ser lançado digitalmente no futuro. Abaixo a track list definitiva. Os links são da transmissão pelo rádio, mas a qualidade do CD será ainda superior, já que a gravação foi editada e mixada no WDR Studios com o aval de todos os compositores e arranjadores e masterizada no Abbey Road Studios.

01 – “Fanfare Overture”
02 – “Fantasy I: Kingdom Hearts”
03 – “Fantasy II: Secret of Mana”
04 – “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”
05 – “Fantasy IV: Final Fantasy”

Embora preferisse o CD duplo com todo o espetáculo na íntegra, o programa foi pensado para ter dois epílogos, tanto que quando assisti ao vivo imaginei que a suíte de Final Fantasy havia concluído com maestria, recebendo com completo espanto o número do desfecho.

Publicado pela Decca (Universal Music), o álbum contém um encarte de 16 páginas com informações sobre as séries e os compositores e está disponível para pré-venda no WDR Shop, que é mais voltado para os alemães. Para o resto do público, recomenda-se esperar pela disponibilidade na Amazon e de outras lojas online. Abaixo você confere a capa, que traz um violino-controle e o novo logotipo. Eu gostava mais daquele logo azul, com um símbolo alusivo a cada série, mas, claro, o que importa é o conteúdo. Tanto faz a capa no final das contas.

[via SEMO]

“FFV for 9 Clarinets” – Final Fantasy V (Nekketsu High School Wind Ensemble)

Por Alexei Barros

Há mais de um ano publiquei aquele vídeo da “Chrono Trigger for Clarinet Octet”, em que o grupo de clarinetistas intitulado Nekketsu High School Wind Ensemble se destacava pela criatividade. Se você achava que era um caso isolado, engana-se. Mesmo não tendo alguma predileção especial pelo instrumento, a performance contagia pela maneira com que os temas de combate do Final Fantasy V combinaram incrivelmente nessa harmonia estabelecida por nove clarinetes. “Battle 1”, “Battle 2” e mais ainda “The Last Battle” ficaram sensacionais. Impressionante.

De novo surgem aquelas faixas que não costumam chamar atenção à primeira vista, mas que arranjadas são praticamente redescobertas, como é o caso da “Warriors of Dawn”. Falei sobre a criatividade no parágrafo anterior. Pois então: de maneira muito pensada os instrumentistas batem palmas durante a execução da “Harvest”. Mais incrível, o medley, que tem algumas pausas durante a performance, consegue a proeza de passar batido pela “Clash on the Big Bridge” (nem sei se seria possível) e ainda assim encantar.

“FFV for 9 Clarinets”

“Opening”
~ “Four Hearts” ~ “Battle 1”“Victory Fanfare” ~ “Pirate’s Ahoy!” ~ “Town Theme” ~ “Harvest” ~ “Warriors of Dawn” ~ “Battle 2” ~ “The Last Battle” ~ “Final Fantasy V Main Theme”

The Last Story: a última chance?


Por Alexei Barros

Nem sou daqueles que acham que todo jogo deve necessariamente revolucionar ou trazer uma novidade, o que acaba se tornando uma coisa sem critério diante de tantos lançamentos, mas Hironobu Sakaguchi dá margem para aqueles que dizem que ele está arraigado ao seu passado, apoiando-se em fórmulas e conceitos ultrapassados.

Tudo porque no final de janeiro a Mistwalker havia revelado a existência do RPG The Last Story para Wii. Chamo a atenção para duas coisas. Primeiro, a tremenda falta de criatividade para criar o nome de um jogo – se Lost Odyssey e Final Fantasy já eram parecidos no que se refere a uma jornada grandiosa, agora então a semelhança chega a ser vergonhosa. Seja última, final ou derradeira, me causa completo espanto que uma obra da Mistwalker, criada em 2004 com auxílio financeiro da Microsoft,  tenha como destino o Wii e não o Xbox 360. Se já ficava meio estranho os lançamentos de DS Blue Dragon Plus, Blue Dragon: Awakened Shadow, Away Shuffle Dungeon e ASH: Archaic Sealed Heat (que não deve sair nos EUA), para Wii é muito estranho. Há um concorrente direto, afinal de contas.

Assim que ocorreu a divulgação, também foi aberto o site oficial, que contém o sample de uma música emotiva tocada por um violino. Neste blog dentro da própria página ouve-se outro tema, mais de ambiente, com algumas flautas ocasionais. Ainda não se sabe quem é o compositor. Mas é de conhecimento que é apenas um o autor da trilha. Cogita-se o nome de Nobuo Uematsu, por conta da proximidade desde Final Fantasy e da parceria bigoduda que já vinha na Mistwalker do Blue Dragon e Lost Odyssey. As duas foram ripadas e publicadas no YouTube. Compartilho aqui para o seu conforto.

- “First Theme”

- “Second Theme”

Como de praxe, não me aprofundarei nos detalhes da história e do sistema de combate, mas se você quiser saber mais, em inglês, entre no Andria Sang.com. Os detalhes estão sendo comentados paulatinamente pelo diretor e produtor (ainda anônimos) no blog do jogo.  Ainda não consigo me cativar muito pelo trailer recentemente divulgado (a única coisa que não cheira a mofo no post, pois de resto são notícias de meses atrás).

P.S.: Lembra daquela artwork mostrada pouco depois do cancelamento do Cry On? Não sei se é do The Last Story…

“Final Fantasy VIII Third Movement” – Final Fantasy VIII (FCB 3rd Live)


Por Alexei Barros

Enfim chegamos ao pináculo da tríade de movimentos do Final Fantasy VIII executada pela Famicom Band. São 12 minutos de medley, com seleções muito interessantes. Aquilo de sempre: temas que acabam eclipsados especialmente por “Liberi Fatali” nos concertos da série.

Logo de cara a contagiante “Ride On” não tinha por que dar errado, afinal combinou perfeitamente na abertura do medley de encerramento da trilogia da FCB. Mesmo de estilo tão diferente, puxando mais para o barroco, a breve menção à “The Castle” a partir de 1:41 ficou soberba com flauta e clarinete. O caos toma conta com a poderosa “The Legendary Beast” (2:11) e tudo se acalma no momento em que a “Eyes on Me” (5:46) é tocada maravilhosamente em adaptação instrumental (J-pop orquestrado sempre é garantia de êxito), lembrando mais a versão que está contida na “Ending Theme”, tanto que na sequência é tocada a “Final Fantasy” (9:10) como no tema de encerramento. Os efusivos aplausos no desfecho são proporcionais à grandeza da performance.

“Final Fantasy VIII Third Movement”

“Ride On” ~ “The Castle” ~ “The Legendary Beast” ~ “Ending Theme”

“Final Fantasy VIII Second Movement” – Final Fantasy VIII (FCB 3rd Live)


Por Alexei Barros

Para não perder o embalo, o segundo movimento do miniconcerto de Final Fantasy VIII preparado pela Famicom Band. Comparado com o medley anterior, é mais simples e enxuto, combinando somente duas músicas em um total de seis minutos. Embora jamais tenham figurado nos concertos da série – “The Oath” foi executada em uma performance insossa no A Night in Fantasia 2005 –, ambas foram arranjadas no álbum FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC: Final Fantasy VIII, o que já arrefece um pouco a sensação de ouvir os temas em sua plenitude de instrumentos. Não totalmente, afinal a FCB está mais para uma big band do que para uma orquestra pela ausência de cordas. Ainda assim, “FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC” em versão sem coral não perdeu a força e mesmo a reflexiva “The Oath” ficou interessante, apesar da engasgada do trompete.

“Final Fantasy VIII Second Movement”

“FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC” ~ “The Oath”

“Final Fantasy VIII First Movement” – Final Fantasy VIII (FCB 3rd Live)


Por Alexei Barros

A Famicom Band não morreu! O grupo que foi a porta de entrada para aos poucos conhecer as big bands e orquestras independentes japonesas me impressionava a cada performance, seja pela criatividade ou ousadia, e fazia muito tempo que não aparecia coisa nova. De fato, fico estupefato ao constatar que o último post que publiquei com material da FCB data de 12 de dezembro de 2008. Do nada surgiram gravações em áudio de algumas apresentações antigas no canal do Nico Nico Douga. Adianto de que não é ainda de F-Zero, ActRaiser, OutRun e After Burner, que estava maluco para conhecer. Muito menos os números seguintes do “The Suite from Final Fantasy 6 Scene 1”.

Dispensável eu me estender sobre toda a polêmica que circula em torno de Final Fantasy VIII pelas opiniões polarizadas, inclusive de integrantes do blog. Prefiro me concentrar na trilha e digo como não quer nada que está bem longe de me emocionar como um FFIV (não disse FFVI porque seria covardia). Por isso, estranhei que logo a Famicom Band, com toda a ênfase retrô, escolhesse um episódio que apesar de hoje ser antigo representou a inauguração de uma nova etapa na série em todos os aspectos. Na trilha, por exemplo, foi o primeiro com uma música-tema cantada, o que acabou se tornando uma tradição. Detalhe: a FCB não preparou nem um, nem dois, mas três movimentos. Os restantes publicarei em breve.

Neste chama a atenção a “The Landing”, que nunca dei o devido valor. De resto, há os temas de combate convencional “Don’t Be Afraid” (2:43) e o de chefes “Force Your Way” (7:01), que são entremeados pela “Balamb GARDEN” (4:52), que é um pecado ser normalmente esquecida. Para finalizar,  a famigerada “Waltz for the Moon” (9:13). Mesmo a atuação da FCB não sendo um primor de qualidade, tem as desafinadas aqui e acolá, mostra que os concertos profissionais estão marcando bobeira ao ignorar determinadas músicas – isso que o FFVIII é um dos jogos mais frequentes nos espetáculos profissionais, diria até que exageradamente.

“Final Fantasy VIII First Movement”

“The Landing” ~ “Don’t Be Afraid” ~ “Balamb GARDEN” ~ “Force Your Way” ~ “Waltz for the Moon”

“FF Great Ensemble Medley” – Final Fantasy II, IV, V, IX e X ([Mint])

Por Alexei Barros

Sei que os vídeos pró-amadores japoneses têm rareado. O problema é que quando estavam acabando me acomodei e parei de garimpar. Pela falta de assuntos gamístico musicais tomei na vergonha na cara para tornar a caçar pérolas nipônicas no Nico Nico Douga.

Minha busca não foi em vão ao encontrar este ambicioso medley da série Final Fantasy com algumas das seleções mais arrojadas que já desfilaram pelo Hadouken, à parte duas músicas. Foi sorte ter encontrado a relação de faixas em um blog porque não reconheci tudo quando escutei pela primeira vez. Apesar disso, como um todo, considerando transições e encadeamento, a miscelânea arranjada por Cap(Assault Door) (sei lá quem é) não faz muito sentido.

No mesmo palco está a banda doujin [Mint] (não confunda com MintJam), a afiadíssima big band de nome 萃々吹奏楽団 (desconheço a romanização) e até, veja você, o saxofonista Muta em uma breve participação na “Theme of Love”.

A primeira “Messenger of Destruction”, que foi uma das que não reconheci,  nasceu para ser arranjada pelos Black Mages, mas não foi lembrada em nenhum dos três álbuns. Deveriam ter vergonha. As guitarras e principalmente o teclado à la Kenichiro Fukui escancaram isso. Porém, se um dia resolverem escolhê-la não deverá ser com metais como aqui.

E são justamente os trompetes e trombones espetaculares o motivo para o ápice do medley, quando é tocada a imbatível “Fight 2”, o tema de chefes do FFIV. Que sensacional! Depois da pausa surge a obscuríssima “My Home, Sweet Home” (outra que não me recordava) nos clarinetes. “At Zanarkand” em uma exibição padrão no solo de piano, e “Theme of Love” em duo com sax e piano (depois com o reforço dos clarinetes) formam a única parte de seleções mainstream.

A estupenda “Rebel Army Theme” aparece brevemente na sequência antes do desfecho apoteótico com a “Clash on the Big Bridge”, que ficou ainda melhor do que aquela versão da Low-tech Son com a T.E.O. (comparo pela similitude dos instrumentos).

No aguardo para mais performances megalômanas como esta. E dá um alento ouvir um medley de FF que passe bem longe de OWA, Chocobo, Aerith’s Theme…

- “FF Great Ensemble Medley”

“Messenger of Destruction” (FFIX) ~ “Fight 2” (FFIV) ~ “My Home, Sweet Home” (FFV) ~ “At Zanarkand” (FFX) ~ “Theme of Love” (FFIV) ~ “Rebel Army Theme” (FFII) ~ “Clash on the Big Bridge” (FFV)

Sekaiju no MeiQ³ *seikai no raihousya* Super Arrange Version: a base para o sucesso


Por Alexei Barros

Os álbuns Sekaiju no MeiQ Super Arrange Version e especialmente o Sekaiju no MeiQ² *shoou no seihai* Super Arrange Version fazem parte do panteão dos melhores álbuns arranjados de game music pela seleção de nomes, que foi de Michio Okamiya a Kenichiro Fukui, de [H.] a Norihiko Hibino. Mesmo não sendo este dois projetos de custo elevado, aqueles com orquestras grandiosas e tudo mais, o orçamento do sucessor Sekaiju no MeiQ³ *seikai no raihousya* Super Arrange Version foi diminuído, o que fez com que Hibino, diretor de som dos projetos anteriores não participasse do terceiro, referente ao Etrian Odyssey III: The Drowned City, como revelado em entrevista publicada no SEMO. Por consequência, nada de convidados.

Coube a Hitoshi Sakimoto supervisionar os arranjos dos principais nomes de sua trupe no estúdio Basiscape: Noriyuki Kamikura, Mitsuhiro Kaneda, Kimihiro Abe, Yoshimi Kudo e Azusa Chiba. Ainda que jamais tenha subestimado a competência destes expoentes, o álbum superou minhas expectativas por mesclar performances que remetem aos melhores momentos da jdk Band (pelo violino) e da Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan (pelo sax). Sem exagero. Não há uma música sequer detestável, coisa que não aconteceu com o Sekaiju no MeiQ² *shoou no seihai* Super Arrange Version – repudiei os arranjos do Jeff Curry, o baixista da The Outer Rim. Os time de instrumentistas é bem enxuto, para não dizer modesto, sendo que dois dos próprios arranjadores tocaram guitarra: Kudo e Kamikura. Teisena no violino, Naomu Soeda na flauta e no sax e Daisuke Miyazaki na guitarra e no violão completam a banda.

Mais uma vez contaminado pelo Twitter, dei somente rápidas pinceladas nas músicas.

01 – “That’s the Adventure’s Opening”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

Feche os olhos e relaxe ao som etéreo do saxofone, enquanto o violão se destaca com uma participação comovente.

02 – “Townscape – Engrave Thy Name”
Arranjo: Mitsuhiro Kaneda

Apesar de sintetizados, os metais ficaram convincentes. O problema é que a faixa começa a ficar muito repetitiva e somente o solo de violino foi capaz de nos tirar do estado modorrento.

03 – “Labyrinth I – Waterfall Woodlands”
Arranjo: Azusa Chiba

Bem ao estilo da cantora Akiko Shikata, uma música étnica que é ditada por sussurros indecifráveis, percussão e violinos. Escute a canção “Locus” do álbum Harmonia para ver se não é parecido.

04 – “Battlefield – The First Campaign”
Arranjo: Yoshimi Kudo

Se você estava achando tudo calmo demais, aqui está a resposta com um arranjo hard rock com violino no melhor estilo jdk Band de uma das músicas mais avassaladoras da trilha.

05 – “Labyrinth II – Water Woods of the Submarine Ridge”
Arranjo: Kimihiro Abe

O solo de violoncelo sintetizado tira um pouco do brilho de uma música de ambiente que lembra Yasunori Mitsuda em Chrono Cross. A diferença de vivacidade para o violino mais para frente é gritante.

06 – “Battlefield – That Fresh Blood is Thine or the Enemy’s ~ Disturbances – The End of the Raging Wave”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

Mais Black Mages impossível pela semelhança do timbre de teclado e pelo uso da guitarra pesada. Acredito que o arranjo não extraiu tudo o que a composição tinha a oferecer – não superou a original.

07 – “Townscape – Sunlit Water Surface”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

Sax confere tempero especial a uma música bastante animada que possui um agradável solo de violão. A [H.] pode não ter participado, mas deixou a sua influência aqui. Porém, faltou o naipe de metais completo – de verdade, não o simulado.

08 – “Labyrinth III – Brilliant Cavern ~ Labyrinth IV – Deep Ocean Ritual Temple”
Arranjo: Yoshimi Kudo

Mudou o arranjador e ainda assim sinto o cheiro de Black Mages no ar, aproveitando-se de um baixo mais acentuado. Isso até entrar o sax, para dar mais vida à música que parecia caso perdido.

09 – “Battlefield – Those That Slay and Fall”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

Um espetáculo musical. Baixou um Osamu Koike, um dos saxofonistas convidados da Shinsekai nos álbuns arranjados da SNK, no Naomu Soeda, que simplesmente arrebentou tudo nesta performance. Digo mais, aquela retomada espetacular do sax em 1:59 vale o álbum inteiro.

10 – “Labyrinth V – Chalky Woods”
Arranjo: Mitsuhiro Kaneda

A introdução deixa uma levada celta no ar e na sequência o violino embala uma releitura simples e excepcional, com direito a um solo de piano mais próximo do encerramento.

11 – “Disturbances – Each Justice”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

Releitura soberba, fazendo por merecer a influência de Beethoven na composição. O piano apresenta-se de maneira desenvolta e ainda permite que as guitarras ocupem o papel principal. Lembrou-me muito BlazBlue.

12 – “Labyrinth VI – The Evil God in the Dark Ocean Depths ~ Disturbances – Calling That Detestable Name”
Arranjo: Noriyuki Kamikura

O clima atmosférico muda subitamente para uma extensa e pouco melódica sessão de hard rock. Cansativa.

13 – “Your Adventure Has Ended”
Arranjo: Azusa Chiba

Chiba incorporou de vez o estilo da Akiko Shikata em uma canção maravilhosa com o vocal estiloso aparecendo ainda mais.

A track list completa da Piano Collections FFXIII


Por Alexei Barros

Muito antes do que imaginava, se bem que o álbum já sai dia 21 de julho, a Square Enix divulgou todas as músicas da Piano Collections Final Fantasy XIII. Como disse anteriormente, os arranjos são do próprio compositor Masashi Hamauzu e a performance da Aki Kuroda.

Há uma dezena de faixas, número que parece generoso, mas é até pequeno, se cotejarmos com as coletâneas anteriores: 15 (FFX), 14 (FFIV, FFIX), 13 (FFV, FFVI, FFVII, FFVIII) e 11 (FFXI). Ou seja, é o menor de todos. Apesar disso, vale ressaltar que há três medleys.

Segue abaixo a relação de músicas com os links das originais para você já vislumbrá-las no piano. Porém, de três nem precisará se dar ao trabalho, pois é possível escutar samples da “Fang’s Theme”, “March of the Dreadnoughts” e “Reminiscence – Sulyya Springs Motif” no site oficial.

01 “Lightning’s Theme” ~ “Blinded By Light”
02 “Final Fantasy XIII – The Promise” ~ “The Sunleth Waterscape”
03 “March of the Dreadnoughts”
04 “The Gapra Whitewood”
05 “Nautilus”
06 “Vanille’s Theme” ~ “Memories of Happier Days” ~ “The Road Home”
07 “Nascent Requiem”
08 “Fang’s Theme”
09 “Reminiscence – Sulyya Springs Motif”
10 “Prelude to FINAL FANTASY XIII Full Version”

P.S.: Ainda sobre um FFXIII, cabe um desabafo pelo completo descaso dos espectadores do Distant Worlds II no último dia 12 de junho na Suécia com a performance do segmento do jogo, que possui UM vídeo e ainda por cima incompleto disponível no YouTube. Procure por “OWA” que você encontrará trocentas. Não obstante o meu asco com gravações parciais, destaco porque sei que a probabilidade é baixa de alguém ainda subir. Acho que o grande público ainda não se cansou das mais manjadas. O dia em que tocarem em outra apresentação (a próxima está marcada para 15 de julho em São Francisco) faço o post comentando mais detalhadamente. Enquanto isso não acontece: fique com o vídeo!

[via SEMO]

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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