Arquivo de março \01\UTC 2010



California Gaming #02: Moda Kratos de inverno

Por Claudio Prandoni

Disse-me uma vez um colega jornalista que um dos pontos bacanas de ir a um evento de games internacional é que geralmente dão algum tipo de brinde exclusivo relacionado ao evento – e geralmente coisas úteis e bacanas.

Com a pré-estreia mundial do God of War III não foi diferente. Advertido fui pela Sony do Brasil de que parecia que estavam tramando uma jaqueta do game ou coisa do tipo, e que não era pra deixar os mexicanos, gringos ou assessores gatunos tirassem de mim e do Luizão Siqueira a peça de moda.

Felizmente não precisamos clamar pelo treco nem nada do tipo: na saída do evento fomos brindados com sacolinhas vermelhas, cada uma com um bilhete de agradecimento da Sony e o lembrete de que o embargo para as informações rolaria até dia 1 de março e também o agasalho que vocês podem ver nas fotos.

Um tanto quanto grandinho para mim (e provavelmente desenhado para o rotundo corpo esbelto do norte-americano médio), mas ainda assim bacana, o casaco traz manchas rubras similareas àquelas que vemos no corpo de Kratos. Ah, e tem capuz, excelente para dias de fúria chuva.

Na manga esquerda ainda tem o logo novo do PS3. Pena que não rola um logo do God of War ou coisa malvada do tipo para relacionar a peça ainda mais ao game, mas aí já reclamo demais também.

California Gaming #01: Artwork do dia é um pôster do Kratos direto de Santa Monica

Por Claudio Prandoni

Quem acompanha o Hadouken sabe que a gente não é de fazer jabá de nossos trabalhos profissionais, ainda que lidemos com jornalismo de games há algum tempo – desde pouco antes do blog ser criado.

Quem acompanha o UOL Jogos já deve ter percebido que sou redator por lá e, se viu o site nesta última segunda-feira, viu que tive a oportunidade de na última semana de fevereiro visitar os estúdios da Sony em Santa Monica, onde foram produzidos os três episódios principas da série God of War.

Abro um pequeno parênteses para recomendar que vejam ao menos a reportagem que fiz lá no estúdio, um dos trabalhos que mais me orgulho em toda minha carreira profissional. Para assistir, é só clicar aqui ou na imagem aqui mais perto.

Após este Hadouken comercial, o verdadeiro intuito do post. Pensei em fazer como o grande nintenérdico Daniel “Iwata” Oliveira, que relatou todas as importantes emoções que viveu quando foi para a NEX no Panamá em 2008, evento promovido pela Nintendo para mostrar lançamentos da empresa e no qual Dani teve o traseiro chutado e o nome anotado por Reggie, o Fils-Aime.

Porém, me falta a veia narrativa detalhista e o tempo para fazer um trabalho daquela qualidade, então vou optar por posts mais curtinhos relatando impressões, bastidores e outras coisas que eu achar divertidas de compartilhar sobre essa aventura do barulho de um cara muito doido em Los Angeles e nos estúdios da Sony.

Abro hoje com essa arte aí acima, que não é exatamente inédita: trata-se de um pôster promocional para uma série de histórias em quadrinhos de God of War lançada em outubro do ano passado. Sim, é uma foto não lá muito perfeita do pôster, mas preferi mostrar assim em vez de escanear para deixar bem claro que é algo físico, palpável, e porque tem uma origem especial: o artista responsável é Andy Park, que faz ilustrações conceituais para os games de God of War, e foi ele mesmo quem me deu o pôster lá nos estúdios de Santa Monica!

Sim, o cara mesmo, esse aí da foto abaixo, clicada pelo Luiz Siqueira, lá da Editora Europa. Ah, e o cara ao lado dele é o empolgadíssimo Hip Hop Gamer – sério mesmo! Emt tempo: olha lá na ilustração o autógrafo do Andy Park pouco acima da carecona malvada do Kratos.

Claro, se preferir dá pra ver a arte um pouco mais definida aqui no IGN, mas aí tem de suportar o antigo meme das marcas d’água do site gringo lá.

Nos próximos dias, mais anedotas californianas.

ApocalyPS3: eu não fui

Por Claudio Prandoni

E hoje foi dia de ApocalyPS3, o famigerado evento que tornou milhares (milhões?) de PS3s inúteis pelo mundo para fazer aquilo que eles mais foram projetados para: jogar joguinhos.

Meio que poucas horas antes da meia noite um monte de consoles começaram a dar o tal tilt e aí começou o comichão crescente pela Internet. Relatos pontuais, relatos coincidentes, fóruns se enchendo de gente paparicando dos quatro cantos do planeta, a Sony quietinha sem saber o que dizer. O dia raiou por aqui e a Sony falou que talvez quem sabe poderia estar sendo algo tipo nos Play 3 gordinhos.

Mais umas horinhas passaram, um monte de vítimas relatando suas tragédias, começam as comparações com as temidas 3RL, luzinhas de Natal vermelhas que denotam quando seu Xbox 360 ativou o sistema de autodestruição que vem embutido de brinde. Daí a Sony diz que descobriu o problema, que é um defeito no relógio de pulso do PS3 e tal, e que se você não quiser perder seus troféus de mentirinha não pode ligar o videogame.

Ok, aí eu concordo que foi o ponto mais crítico: a empresa vira e fala “ei, gente, não usem o videogame que a gente fez, ok? Deixa a gente arrumar e depois cês voltam a brincar”. Medidas drásticas de uma gigante da tecnologia, coisa que assusta mesmo. Daí, menos de seis horas depois, tudo volta ao normal.

Nesse ínterim de menos de 24 horas rolou chamada na capa de no mínimo três grandes portais da Internet, o apresentador do programa de esportes do maior canal de TV do país cogitou uma reportagem sobre a pane, isso sem contar as dezenas centenas milhares trilhares de twitts, e-mails, montagens em GIF e outras coisas tirando sarro do sistema estável, seguro e de fácil manutenção do PS3.

Será que era para tudo isso?

E nesse ponto questiono todo mundo; jogadores, mídia e a Sony, com essa sugestão drástica de “não ligue seu PS3 por 24 horas”.

Do meu lado, o tal ApocalyPS3 veio e foi embora e nem tive muita chance de ligar o PS3 nesse meio tempo. Quando liguei ele agora há pouco, um bocadinho depois das 22h, tudo funcionou normalmente, inclusive mandando o calendário se acertar automaticamente pela Internet.

Acho que perco um pouco a linha de raciocínio por aqui (foi tudo tão rápido que acho que nem deu pra elaborar demais), mas vale lembrar que hoje também foi segunda-feira, que imagino não ser um dia exatamente tão intenso para jogatinas digitais. Eu sei, não justifica, nem atenua o erro, mas será que não dava pra dar um tempo pra Sony arrumar a cagada? Será mesmo necessário já ir apontando o dedo e descendo o cacete na fabricante?

Enfim, fico pensando se todo esse auê era mesmo necessário e não seria mais construtivo tratar o assunto de outra maneira. Ou talvez essa bagunça toda seja mesmo essencial, ou quem sabe até isso é efeito da Internet e as maneiras velozes e acessíveis que ela oferece para as pessoas se comunicarem.

De minha parte, acho que pode ser menos bagunça, mas posso estar viajando.

“Wood Carving Partita” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Achou que o Castlevania the Concert ficou só na “Dance of Pales”? Antes da performance da música (aliás, atualizei o vídeo daquele post para uma gravação muito melhor dos trutas do site polonês Gamemusic.net), a Michiru Yamane foi chamada ao palco para tocar no cravo uma de suas maiores obras-primas, a lendária “Wood Carving Partita”, que remete ao período barroco.

Não soa familiar? Certamente. É inspirada em uma das mais célebres performances da finada série Symphonic Game Music Concert em sua quarta edição que aconteceu em 2006. Isso se deve em parte porque a gravação foi publicada no YouTube (e retirada poucos tempos depois por problemas de direitos autorais). Foi um acontecimento raro, já que os registros dos concertos alemães, seja em áudio ou vídeo, jamais foram lançados. Milagrosamente ainda persiste um vídeo no Dailymotion de qualidade não muito boa, mas que permite ter uma ideia do arranjo do Jonne Valtonen.

Avançando quatro anos esta performance foi revivida no Castlevania the Concert em uma versão parecida, com a mesma instrumentação com cravo e cordas. Julgando superficialmente pelos vídeos é tão encantadora quanto.

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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