Por Claudio Prandoni
E hoje foi dia de ApocalyPS3, o famigerado evento que tornou milhares (milhões?) de PS3s inúteis pelo mundo para fazer aquilo que eles mais foram projetados para: jogar joguinhos.
Meio que poucas horas antes da meia noite um monte de consoles começaram a dar o tal tilt e aí começou o comichão crescente pela Internet. Relatos pontuais, relatos coincidentes, fóruns se enchendo de gente paparicando dos quatro cantos do planeta, a Sony quietinha sem saber o que dizer. O dia raiou por aqui e a Sony falou que talvez quem sabe poderia estar sendo algo tipo nos Play 3 gordinhos.
Mais umas horinhas passaram, um monte de vítimas relatando suas tragédias, começam as comparações com as temidas 3RL, luzinhas de Natal vermelhas que denotam quando seu Xbox 360 ativou o sistema de autodestruição que vem embutido de brinde. Daí a Sony diz que descobriu o problema, que é um defeito no relógio de pulso do PS3 e tal, e que se você não quiser perder seus troféus de mentirinha não pode ligar o videogame.
Ok, aí eu concordo que foi o ponto mais crítico: a empresa vira e fala “ei, gente, não usem o videogame que a gente fez, ok? Deixa a gente arrumar e depois cês voltam a brincar”. Medidas drásticas de uma gigante da tecnologia, coisa que assusta mesmo. Daí, menos de seis horas depois, tudo volta ao normal.
Nesse ínterim de menos de 24 horas rolou chamada na capa de no mínimo três grandes portais da Internet, o apresentador do programa de esportes do maior canal de TV do país cogitou uma reportagem sobre a pane, isso sem contar as dezenas centenas milhares trilhares de twitts, e-mails, montagens em GIF e outras coisas tirando sarro do sistema estável, seguro e de fácil manutenção do PS3.

Será que era para tudo isso?
E nesse ponto questiono todo mundo; jogadores, mídia e a Sony, com essa sugestão drástica de “não ligue seu PS3 por 24 horas”.
Do meu lado, o tal ApocalyPS3 veio e foi embora e nem tive muita chance de ligar o PS3 nesse meio tempo. Quando liguei ele agora há pouco, um bocadinho depois das 22h, tudo funcionou normalmente, inclusive mandando o calendário se acertar automaticamente pela Internet.
Acho que perco um pouco a linha de raciocínio por aqui (foi tudo tão rápido que acho que nem deu pra elaborar demais), mas vale lembrar que hoje também foi segunda-feira, que imagino não ser um dia exatamente tão intenso para jogatinas digitais. Eu sei, não justifica, nem atenua o erro, mas será que não dava pra dar um tempo pra Sony arrumar a cagada? Será mesmo necessário já ir apontando o dedo e descendo o cacete na fabricante?
Enfim, fico pensando se todo esse auê era mesmo necessário e não seria mais construtivo tratar o assunto de outra maneira. Ou talvez essa bagunça toda seja mesmo essencial, ou quem sabe até isso é efeito da Internet e as maneiras velozes e acessíveis que ela oferece para as pessoas se comunicarem.
De minha parte, acho que pode ser menos bagunça, mas posso estar viajando.
Comentários