Arquivo de março \11\UTC 2010



“Lost Painting” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania The Concert)

Por Alexei Barros

“Dracula’s Castle”, “Dance of Pales”, “Wood Carving Partita”, “The Tragic Prince”… parece até que foi o Castlevania: Symphony of the Night The Concert dada a preponderância de músicas do jogo no set list. Se pudesse escolher mais uma com certeza seria a “Dance of Gold”, que praticamente simula uma orquestra e exigiria menos trabalho do arranjador. Mas preferiram a “Lost Painting”, uma faixa que não me chama muito a minha atenção, devo revelar.

De todo modo, a tranquilidade da peça proporcionou uma bem-vinda alternância no programa já que, convenhamos, duas horas de músicas agitadas cansam os ouvidos. Talvez seja uma das melhores performances da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, talvez porque os metais, que considero o ponto fraco da orquestra, foram pouco exigidos.

A música é centrada no sintetizador com um timbre similar a de um xilofone, enquanto as cordas majestosas conferem um colorido. Não há guitarra, mas a bateria e o baixo elétrico caíram muito bem, e tiram aquela ideia torpe que muitas pessoas têm de que os instrumentos não combinariam com músicas mais calmas. Performance digna de concerto profissional mais do que nunca.

R10 Image Soundtrack: time de arranjadores nota 100?

Por Alexei Barros

Já para a trilha sonora original do Mega Man 10, Ippo Yamada formou um time dos sonhos dos compositores da série, ainda que com algumas ausências (Yoshihiro Sakaguchi, Yasuaki Fujita), com nomes importantes desde a era do NES até o PlayStation, passando pelo Super Nintendo. Para quem não se recorda, esta era a lista altamente respeitável:

- Manami Matsumae (Mega Man 1 e 2)
- Yasuaki Fujita (Mega Man 3 e 4)
- Minae Fujii (Mega Man 4)
- Mari Yamaguchi (Mega Man 5)
- Yuko Takehara (Mega Man 6 e 7)
- Makoto Tomozawa (Mega Man 7)
- Shusaku Uchiyama (Mega Man 8)
- Akari Kaida (Mega Man & Bass)

Pois bem, todos os oito, na companhia do trio Ippo Yamada, Ryo Kawakami e Hiroki Isogai da unidade de som III, farão os arranjos do R10 Image Soundtrack, álbum desta capa simpática com arranjos do Mega Man 10 que é o equivalente do Rockman 9 Arrange Soundtrack. Além desses, ainda haverá mais quatro, igualmente atrelados à Capcom em dado tempo e relacionados com Mega Man no passado:

- Masato Kouda (Mega Man 2: The Power Fighters)
- Yoshino Aoki (Mega Man Battle Network 5 e 6)
- Saori Utsumi (Mega Man Xtreme)
- Seiko Kobuchi (Mega Man X7 e X: Command Mission)

Haverá 21 faixas ao todo, sendo que Shozo Izuka como Dr. Light e Takeshi Aono como Dr. Wily contribuirão com performances vocais. O lançamento é aguardado para o dia 30 de abril. Não estou com muita expectativa, contudo. O Rockman 9 AST, no fim das contas, não foi tudo isso.

[via VGMdb]

God of War Tribute: making of do vídeo brasileiro destacado no GameTrailers

Por Claudio Prandoni

Brasileiros novamente aprontando confusões do barulho lá nas longínquas terras estrangeiras de fora do Brasil.

O carioca esperto Marcus dos Santos chacoalhou o balhão fez barulho nesta semana que se passou ao ser contemplado pela turma do GameTrailers com o título de melhor vídeo de usuário da semana!

O vídeo em stop motion – esse que você vê aí acima na íntegra integral – chama-se God of War Tribute e foi criado para competir num concurso que a Sony realizou para descobrir o fã supremo de God of War. Infelizmente, Marcão ficou sabendo da parada há pouco mais de um mês antes do fim das inscrições e teve pouco tempo de trabalhar no projeto. “Terminei a edição 2 dias antes do prazo”, contou ele pra gente.

Mesmo assim, ele não se importa muito, já que numa virada inesperada o vídeo virou hit lá no GT. “Ser reconhecido no GameTrailers é milhões de vezes melhor que ter ganho o concurso”, diz Marcão. “Sempre fui fã da galera do GameTrailers e nunca esperaria estar naquele ‘banner-da-fama’ deles”.

Curioso que só, fui perguntar pro Marcus comofas detalhes do processo de produção do filminho. Após o Hadouken, uma tentativa de making of o mais completa possível, incluindo dezenas de fotos, um vídeo exclusivo de teste de câmera e até indiretamente dicas para quem quiser fazer parecido.

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“The Tragic Prince” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania: The Concert)

Por Alexei Barros

Enganou-se quem imaginava que a safra do Symphony of the Night do Castlevania: The Concert havia findado. Era o que eu pensava, mas como ainda não surgiu nenhum report satisfatoriamente minucioso à moda dos japoneses, estou à mercê das gravações do YouTube, e mal sei qual foi a ordem de músicas. Já aviso que a sinfonia noturna não acabou aqui.

“The Tragic Prince” é uma das faixas que comprovam a variedade da trilha do jogo do PlayStation com uma toada hard rock. A guitarra, originalmente tocada pelo misteriosíssimo Takayuki Fujii (não é impossível que seja um pseudônimo de alguém famoso), tem um timbre áspero – para o meu gosto até um pouco irritante (como tenho dito isso em quase todos os posts) –, imagino que propositalmente.

Pois bem, o guitarrista que acompanhou a The Stockholm Youth Symphony Orchestra simplesmente destruiu. Arrasou. Tudo sem correr, pular ou chutar cadeiras – não consigo parar de alfinetar, me desculpe. Ele imitou muito bem o timbre da original, e conseguiu achar um meio termo que ficou fiel, mas não desagradável. Muito pelo contrário. Não posso dizer o mesmo da orquestra. Se antes os metais não me convenciam, as madeiras também me passaram a impressão de que estão desafinadas. Não importa porque a guitarra supera todos os percalços.

Uma pena que o comecinho da performance foi cortado, e esta é a única gravação da música. Se um dia surgir uma completa prometo atualizar e comunicar via Twitter.

DKC 2: Serious Monkey Business sai dia 15 de março

Por Alexei Barros

Quem diria, eu falando do OverClocked ReMix. Adiante. Em novembro do ano passado  comentei sobre o mais recente projeto de remixes da comunidade, e agora finalmente foi anunciado quando vai ser disponibilizado. Antes previsto para fevereiro, o Donkey Kong Country 2: Serious Monkey Business foi postergado para março e estará à disposição no site nesta segunda-feira, dia 15.

O motivo para comentar aqui é que pela primeira vez na história do OCReMix o próprio compositor do jogo homenageado participou, ninguém menos do que o ex-Rare David Wise. Como bônus, Robin Beanland e Grant Kirkhope,  profissionais relacionados com a produtora britânica igualmente. Um feito respeitabilíssimo, devo reconhecer.

Ainda não foi divulgado quem fez o que, mas pelo VGMdb já é possível ver todos os arranjadores. Embora não seja versado no segmento de artistas amadores de games do ocidente (nem mesmo do oriente), reconheci alguns nomes importantes na área, o que mostra que procuraram caprichar mais do que o normal.

O proprietário do OCReMix, David “djpretzel” W. Lloyd participou, bem como o sueco Mattias Häggström Gerdt, conhecido pela alcunha Another Soundscape. Recentemente os dois compuseram a Kaleidoscope Original Soundtrack referente ao jogo indie para Xbox 360 (outra lista para a façanha). Além deles, Joshua Morse, que arranjou sozinho o Castlevania: Sonata of the Damned, e talvez o mais notório dentre esses, Jake “virt” Kaufman. Integrante da banda The Smash Brothers, é nada menos do que o compositor do Contra 4 e Red Faction: Guerrilla, e um dos arranjadores do Chiptuned Rockman com a “Tornadoman Stage (Integer Spin mix)”. Pode causar estranheza porque ele é dono do site VGMix, que na teoria seria um concorrente pela proposta similar. Até por isso, o  virt nunca participou antes de um projeto do OCReMix.

No canal do OSV no YouTube foi publicado com exclusividade uma amostra que reproduzo aqui. Fiquei com uma boa impressão.

[via VGMdb]

Artwork do dia: o talento colorido de Ashley Davis

Já ouviu falar de Ashley Davis? Se você acompanha o Gametrailers – em especial as coisas mais, err… indies, por assim dizer – e/ou o Destructoid provavelmente já trombou com algum trabalho dela.

Ela é responsável no GT pela série Once Upon a Pixel, que recria de forma bem fofinha histórias de games. E se Silent Hill fosse um seriado dos anos 80? E se Katamari Damacy tivesse um estilo narrativo similar à HQ Sin City? E se BioShock fosse um livrinho de contos de fadas? Enfim, cada filminho tem um estilo bem único, peculiar e criativo.

Ashley desenha e narra tudo e também tem uma galeria no deviantART lotada de ilustrações lindas! Troquei uma rápida ideia com ela por e-mail e avisei que colocaria por aqui os principais desenhos relacionados a games. Isso, são esses aí logo abaixo:

Claro, isso não é tudo. Além de muito carinho por Mega Man e versões fofinhas de Kratos e Bowser, Ashley tem também na galeria outras tantas ilustrações que merecem ser apreciadas. Aliás, tendo em vista a chegada próxima de God of War III fiz até este cabeçalho especial aí com um desenho da guria.

Gostou? Quer mais? Então olha lá o site oficial dela, o Odd Looking Bird, que tem links pro deviantART, twitter e outros perfis da Ashley em redes sociais.

Those crazy freaky Brazilians @ GDC 2010


Por Claudio Prandoni

Pesquei no twitter: lembra dos caras brasileiros que falei outro dia aqui, responsáveis pela produção do Freekscape para PSP?

Pois bem, os diretores do estúdio – Daniel e Winston, da esquerda pra direita – estão lá na GDC, em São Francisco, nos EUA, e foram flagrados no estande da Sony, onde o Freekscape está sendo exibido junto com outros títulos da linha PSP Minis.

Legal, né?

Aliás, jogo rápido: um dos produtores do game, o Flávio Meibach, comentou no post anterior sobre o jogo e confirmou que o Freek rodará também no PlayStation 3 por ser um título da linha PSP Minis.

“Chrono Trigger” – Chrono Trigger (Muta Band)

Por Alexei Barros

Hoje manjado que só, o tema principal “Chrono Trigger” se mostrou uma composição versátil que combina com uma miríade de interpretações quando arranjada, e especialmente com jazz e smooth jazz. Não surpreende que seja este o estilo adotado para a releitura “Chrono Trigger” do Chrono Trigger Arranged Version: The Brink of Time.

E também foi assim que apareceu no álbum de fãs lançado no ano passado CHRONOTORIOUS com a “CHRONOTORIOUS” (desculpe a repetição, foi mais para colocar o link de acordo). E ainda não terminei de destilar a minha peçonha para algumas bandas amadoras ocidentais e exaltar as japonesas. Com todo o respeito, este CD é estupidamente superestimado. De uma chatice sem tamanho. Olha que a faixa-título é até boazinha perto de abominações como a “Dethfrog”.

Para mostrar de novo uma versão superior nipônica, resgatei o talentoso saxofonista Muta, desta vez com o violonista TOMMY/RYO (aquele mesmo que o havia acompanhado no fantástico vídeo da “Athletic” do Yoshi’s Island), do baixista Tack, do tecladista Shio e do baterista Kaname.

Como se podia esperar, o som que o Muta tira do sax é sublime, e TOMMY/RYO se destacou no solo de violão. A única coisa que me desagradou foi a bateria. Não sei se porque não é de uma marca muita boa ou não foi bem equalizada em relação aos outros instrumentos, a mim me soou um pouco irritante. Um detalhe que pode ser irrelevado pela performance magnífica do sax.

O fim da Monkey Paulista e da era das lan houses

Por Claudio Prandoni

Hoje a rede de lojas Monkey anunciou que vai fechar a lan house localizada nas proximidades da Av. Paulista, em São Paulo. Vulgo, a loja foi a primeira da franquia – inaugurada em 1998 – e atualmente é a única que sobrou do que um dia foi uma extensa malha com 60 unidades pelo Brasil.

Entre essas estava uma em Santos, bem perto de onde eu morava lá, umas 4, 5 quadras de distância. Lembro que ela abriu bem no auge da era Counter-Strike e causou o maior furor, trazendo um ambiente bem mais bonito e equipamento melhor do que a lan house que eu e meus amigos da escola costumávamos jogar.

Outro ponto bacana eram as diversas promoções. Uma delas em especial premiava com horas gratuitas quem tivesse boas notas na escola: você levava o boletim, eles lá faziam uma média e quanto maior a média maior o número de horas de graça concedidas. Calha que eu sempre fui bom aluno na escola – mesmo nas matérias que eu não ligava, tipo Química e Física – e aí conseguia bastante tempo, geralmente umas 3, 4 horas, veja só você.

O lance é que também sempre fui mais um jogador de console. Não era muito habilidoso (ainda não sou) no combo mouse+teclado, mas curti muito a era CS lá pelos idos de 2001: quase toda sexta ia na lan house jogar com a meninada esperta (antes ou depois do futebol na praia), mas não aguentava muito mais do que uma hora atirando, morrendo, salvando reféns, armando bombas e comprando a Desert Eagle e colete à prova de balas lá no jogo. Daí, sempre dava um gato e colocava um amigo no meu lugar, pra aproveitar o tanto que sobravam de horas gratuitas.

Lá em Santos, poucos meses depois do lançamento de Half-Life 2 a Monkey fechou. Fui reencontrar a franquia quando mudei aqui pra São Paulo. Aliás, essa Monkey aí da Av. Paulista foi crucial nas etapas decisivas da Revista Continue, quando eu não tinha computador com Internet em casa e dependia dos PCs da faculdade – e da lan house quando a faculdade fechava às 22h30 mais ou menos.

Pessoalmente, considero o fim dessa Monkey como um marco do fim da era das lan houses. Um ícone ou coisa do tipo. Claro que o declínio vem já de beeeem antes e também não significa que serão totalmente erradicadas, mas quando uma loja com mais de 10 anos de estrada, em um ponto tão bom (já foi sede de etapas de campeonatos internacionais) sai de cena, é marcante.

Sinal inevitável da mudança dos tempos e, talvez até, de uma eventual democratização digital no Brasil, facilitando o acesso à Internet em casa para mais pessoas. Mas isso é assunto para outras rodas e inegável é o fato de que leva junto um monte de histórias bacanas/bizarras/divertidas de lan houses.

Você lembra de alguma boa para compartilhar?

“Theme of Simon” – Super Castlevania IV (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Mais um feito para a já extensa lista de façanhas do Castlevania the Concert: o primeiro concerto a tocar Super Castlevania IV. Causa stranheza o jogo ter sido ignorado por completo porque é um dos melhores da série. Pelo ano em que foi lançado, 1991, seria perfeito para os Orchestral Game Concert, mas não houve nenhum Castlevania, tampouco qualquer coisa da Konami nas cinco apresentações.

Para resumir em uma palavra a instrumentação: perfeita. Sim, porque todos os timbres da “Theme of Simon”, marcante tema da primeira fase, foram adaptados fielmente. O órgão de tubo é o grande destaque ao recriar toda a experiência da original. O baixo elétrico, por sua vez, reproduz todas as linhas graves com maestria em parceria com a bateria – fica ainda melhor quando a guitarra se une à dupla em 1:44. O único problema da performance são os metais. Que me desculpem os mancebos trompetistas e trombonistas da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, mas têm muito o que treinar ainda, e destoam da qualidade geral da orquestra. Por fim, não me agradou o encerramento, muito súbito. Como a original não tem tal característica porque fica em looping, o arranjador não conseguiu determinar um desfecho satisfatório.

P.S.: Aproveitando a deixa vampiresca, no site da konamistyle já é possível conferir a tracklist final da Akumajo Dracula Best Music Collections BOX, bem como ouvir alguns samples, incluindo os arranjos da Michiru Yamane.

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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