Por Alexei Barros
Alguém poderia me explicar por que nunca um concerto tocou antes a valsa “Dance of Pales”? Devo revelar que não havia reparado na genialidade da música quando joguei e depois escutei a trilha do Symphony of the Night. Outras estavam numa posição mais alta na minha eterna wishlist, como a “Dracula’s Castle” e a “Dance of Gold”, que não deve ter sido lembrada.
A composição entra na categoria de “obrigatória para ser orquestrada” porque a original, inteiramente sintetizava, já emulava timbres de piano e instrumentos de orquestra. Se a faixa fosse executada de tal forma causaria um assombro. Mas os organizadores do Castlevania the Concert não se contentaram com isso. Chamaram a autora Michiru Yamane para acompanhar a The Stockholm Youth Symphony Orchestra no piano.
Não sei por quanto tempo a peça foi ensaiada, mas a Yamane demonstrou uma grande desenvoltura na interpretação (note no trecho de 3:43 a 4:00 que pintura) depois de ser ovacionada pelo público. Simplesmente sublime – logo nos acordes iniciais dá para perceber a eminência. Tanto a execução, como o arranjo que pelo que me consta foi preparado pela própria. Diria mais: uma performance como esta que me recuso a chamar de amadora escancara a falta de criatividade e a repetição cabeçuda das turnês de game music.


















Simplesmente incrível!
Concordo com você no fato dessa música ser “obrigatória para ser orquestrada”, ficou muito boa orquestrada. Uma pena que a qualidade do vídeo não seja das melhores…
E realmente, não tem como chamar uma performance dessa de ‘amadora’. Um tapa na cara de certos concertos de game music…
Alguém sabe me dizer o que houve com o fan game Metroid: SR388???
@ Farley
E olha que perto de outros vídeos do YouTube do mesmo concerto até que está bastante aproveitável. -_- Já cansei de dizer “tomara que saia em CD ou DVD”, porque é pouquíssimo, diria quase impossível que isso aconteça.
P.S.: até já imagino que certos concertos sejam esses. =P
@ Rodrigo
Rodrigo, já é a segunda vez que você faz uma pergunta completamente sem relação com o post, por coincidência também em um texto sobre o Castlevania: Symphony of the Night. Acho que o e-mail do blog ou os respectivos posts do Metroid: SR388 sejam os canais mais apropriados para levantar a dúvida. Mesmo se o post for muito antigo a gente lê sim o comentário, porque recebemos um e-mail cada vez que surge um novo caso você não saiba.
Ah blz não sabia q vcs liam os comentários em posts antigos. Foi mal…
Imagina, eu que peço desculpas pela minha chatice. ^^
Tinha me esquecido de como Symphony of the Night tinha músicas tão divinas…
Realmente magnífica performance.
Meu eterno agradecimento, Maestro.
@ DGC
“Tinha me esquecido de como Symphony of the Night tinha músicas tão divinas…”
Concordo mesmo, e acho que há tantas músicas excepcionais do Symphony of the Night que é difícil um concerto da série aproveitar tudo. Arriscaria dizer que dava para fazer uma apresentação do Symphony, que, de preferência, deveria acontecer à noite. =P
Agora agradeça ao David Westerlund por tal oportunidade. Se não me engano eles ainda tocaram mais uma ou duas músicas do jogo que ainda publicarei.
Jura que Dance Of Pales nunca tinha sido arranjada? o0
Que doidera. Eu lembro de ir seca atrás dela e de Wandering Ghosts pelas faixas quando finalmente consegui a trilha (tinha jogado o jogo bem antes de ter internet =P)
E realmente, se essa for uma perfomance amadora tem “profissa” aí dormindo no ponto.
@ Lia
Yep, ao menos falando de concertos profissionais (ou seja, com licença para tocar as músicas). A longuíssima história do Symphony of the Night, apesar da fama do jogo e da trilha, pode ser resumida à “Moonlight Nocturne” (perto de outras eu acho normal, nada muito genial) no final do “Castlevania Rock” do VGL e à “Wood Carving Partita” no Fourth Symphonic Game Music Concert (2006).
A “Wandering Ghosts” também é ótima, e bem atípica para a série. Só notei agora. Tem um trecho desta em 1:49 que me lembra a “Balrog Stage” (o tema do Vega, o mascarado espanhol) em 0:30. Que coisa.
Ochê, que triste. Exatamente por essa fama que não é pouca que imaginava que algumas faixas teriam figurado à exaustão já, mas sempre naqueles concertos que acontecem de não serem gravados =P
Hmm, é bem parecido mesmo, e difícil de notar com o ritmo acelerado da Balrod Stage. O pedacinho anterior da Wandering Ghosts, 1:40 até aí, mais ou menos, também me lembra muito alguma coisa, mas nunca consegui descobrir o quê.
Nossa, arrepiei inteiro.
Simplesmente divino :D
Muito linda está música!!!!!!!!!!!!