Final Fantasy XIII Original Soundtrack: pompa, ecletismo e inspiração


Por Alexei Barros

Enfim no dia 27 de janeiro se encerrou a jornada de quatro anos de expectativa pela trilha sonora de Final Fantasy XIII. Lá vem o clichê: parece que foi ontem que me extasiava com as músicas de FFXII em 2006, como a Symphonic Poem “Hope”, quando já na E3 daquele ano o primeiro trailer do jogo veio a público com um tema que se sustentava em um solo de violino arrebatador. A notícia era de que Masashi Hamauzu, nome em ascensão à época por suas colaborações em FFX (o que dizer de “People of the North Pole” e “Decisive Battle”?) e por todo o trabalho em Unlimited SaGa e Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII, seria o compositor principal, no momento em que, Nobuo Uematsu, à moda do que aconteceu com FFXII, faria o habitual tema J-pop.

Eventos vêm, mais trailers surgem, chega a demo. A primeira impressão é das melhores. Na E3 2009, o sucessor Final Fantasy XIV é revelado junto com a notícia de que Uematsu retomaria a incumbência da composição. Meses depois ficaria comprovado que isso o levou a abdicar da canção para deixar todas as faixas sob os cuidados de Hamauzu. Em setembro de 2009, na Final Fantasy XIII Premiere Party, um miniconcerto com a performance da jovem cantora Sayuri Sugawara, apresentou o tema principal e outras músicas orquestradas. Paulatinamente mais amostras eram liberadas no site oficial quando a Square Enix adotou uma iniciativa que pode ser classificada como repugnante: a canção-tema na versão ocidental seria substituída por uma música licenciada da cantora inglesa Leona Lewis, o hit “My Hands”. Mais detalhes como a orquestra utilizada e os arranjadores envolvidos vieram à baila e então a uma semana do lançamento da trilha sonora foi confirmada a saída de Masashi Hamauzu da Square Enix.

Na primeira escutada das 85 faixas que totalizam 4 horas e 3 minutos, o meu êxtase foi tal que ainda não tenho dúvidas se não é a melhor trilha musical da série desde Final Fantasy VI, que considero o ápice da inspiração de Nobuo Uematsu por conta do trio de ferro “The Dream Oath ‘Maria and Draco'”, “Dancing Mad” e “Ending Theme” (e aqui já conto todos os geniais temas de personagens). Vi muitos compartilharem da minha empolgação, e outros nem tanto. Normal, afinal todos têm diferentes percepções e preferências.

Mas o que queria destacar são dois pontos: a ousadia e a versatilidade, e para tanto é inevitável fazer as comparações. Com ele mesmo, Nobuo Uematsu. Primeiro as trilhas mais recentes do Blue Dragon e Lost Odyssey. Não sei se por imposição do amigo bigode Hironobu Sakaguchi, nesses dois jogos Uematsu teceu belas músicas, mas não se arriscou a escapar dos padrões consagrados. Baladas pop, músicas orquestradas de energia parecida e, o que já vem até cansando, temas finais de combate que combinam rock e coral em latim. Saindo do terreno dos RPGs, em Anata wo Yurusanai ensaiou muito timidamente um flerte com bossa nova e no Lord of Vermilion apresentou um hard rock que a mim soou sem vida, sem inspiração (comparar com BlazBlue é pecado). Não entendo como a trilha foi tão elogiada, falando francamente. Mencionar do Uematsu me parece apropriado porque ele voltará no FFXIV. O que quero dizer com tudo isso: estou para ver se o Uematsu fará uma trilha melhor do que a do FFXIII.

Além das músicas eletrônicas, orquestradas e das faixas enfatizando piano e violino que estamos acostumados com os trabalhos do Masashi Hamauzu, o compositor alemão enveredou por vias que realmente não esperava. Blues. Jazz fusion. Bossa nova. Mais impressionante, Hamauzu mostrou uma desenvoltura como criasse composições há anos no estilo. Uma diversidade digna de Yuzo Koshiro ou Yoko Kanno. Mais arrojada ainda foi a decisão de ignorar, não sei se por indicação dos produtores, as tradicionais “Prelude”, “Final Fantasy” e “Fanfare”, que foram usadas até pelo Hitoshi Sakimoto no FFXII, jogo da série que mais derrubou convenções. Só sobrou o “Chocobo!”, que foi reinventada completamente.

O processo de composição levou cerca de um ano, e parte da trilha foi gravada no Japão, parte na Polônia. Nas primeiras não foi usada uma orquestra completa e já consolidada. Foram contratados grupos de instrumentistas, como não é raro acontecer. Dentre os musicistas é preciso ressaltar o baterista, Tappy Iwase. Tappy, como ficou conhecido, trabalhou na Konami durante quase toda a década de 1990 e nesse meio tempo se consagrou ao compor o “Metal Gear Solid Main Theme”, uma das mais conhecidas músicas de games. Se ele plagiou ou não aí é outra história. Jogos importantes como Contra III: Alien Wars e Suikoden também constam no seu currículo. Nessa época Tappy já tocava bateria na banda Kukeiha Club liderada por Motoaki Furukawa, e depois que deixou a produtora virou um dos mais requisitados bateristas de jazz e jazz fusion no Japão.

Falando brevemente das vocalistas – a Sayuri Sugawara não foi a única –, ainda há as cantoras Mina, a esposa e filha do próprio compositor, Matsue Hamauzu e Aya Hamauzu, e Frances Maya, outra ligada à Konami, com uma participação na trilha do  GuitarFreaksV6 & DrumManiaV6 BLAZING!!!! e no show THE GITADO LIVE, só com músicas de GuitarFreaks e Drummania. Em relação à outra parte, esta sim usou uma orquestra inteira, como disse antes, a Warsaw Philharmonic Orchestra, que possui cerca de 100 integrantes, com a gravação feita na própria Polônia. Por quê? Em entrevista concedida a uma revista chinesa (infelizmente, não descobri o nome da publicação) e gentilmente traduzida pelo Ovelia no fórum do SEMO, o próprio Hamauzu considerou as suas composições fortes nas harmonias e ricas em mudanças sutis, características que combinam com o estilo predominante da região, além da integração entre piano e orquestra em uma mesma música que a orquestra está habituada.

Agora não há mais nomes fictícios para as faixas, tampouco diversas traduções porque a Square Enix forneceu a lista oficial. Apesar de já ter mencionado algumas, me senti no dever de revisitá-las. Não falarei de todas, somente as que mais me agradaram (que não são poucas) ou as que julguei que possuem algo interessante para comentar. Espero não ter esquecido nenhuma crucial. Caso isso aconteça me prontifico a adicionar se necessário.

101 – “Prelude to Final Fantasy XIII”

Parece até provocação colocar a palavra “Prelude” no nome da faixa, sendo que não há nenhuma referência à “Prelude” notabilizada pela série. Como havia descrito anteriormente, inicia com um trecho minimalista e cresce com uma melodia muito bonita, que se repete em outras versões no decorrer da trilha, retornando ao minimalismo no final.

102 – “Final Fantasy XIII – The Promise”

Outra que conhecíamos da demo, com a introdução tristonha à la “Dearly Beloved” de Kingdom Hearts, e com o acompanhamento da orquestra. Outro tema que virá reiteradas vezes de outras maneiras mais adiante.

105 – “Saber’s Edge”

Como ouviremos de maneira muito recorrente mais para frente, traz uma combinação entre orquestra e piano.

111 – “Snow’s Theme”

Uma faceta do Hamauzu que desconhecia e puxa mais para o rock. Não me convenceu muito, no entanto, porque não traz uma melodia marcante. Apenas guitarras a mim não bastam.

112 – “The Vestige”

Música essencialmente minimalista, com notas esparsas no piano e sussurros indecifráveis.

113 – “Ragnarok”

O Warsaw Philharmonic Choir faz a primeira participação em uma música sombria e nebulosa. Imagino mais como complemento de uma cena do jogo, nem tanto como em uma performance só dela (em um medley seria outra história).

115 – “Promised Eternity”

Faixa centrada no piano de grande emoção, com um início melancólico. Se um dia existir a FFXIII Piano Collection, fatalmente é uma das candidatas.

116 – “Eternal Love (Short Version)”

É bom que se diga que FFXIII já quebrou o padrão de não ter apenas um tema J-pop, mas dois. E da mesma Sayuri Sugawara – fica a dúvida de qual a canção que substituirá na versão ocidental. Também não me cativou muito, e até soa meio genérica diante de tantas faixas criativas.

201 – “Blinded By Light”

Então finalmente sabemos o nome da primeira música revelada que já é um clássico da série graças ao solo de violino que Hamauzu sabe usar como ninguém, haja vista a “Battle Theme I” do Unlimited Saga.

204 – “A Brief Respite”

Mais uma com o estilo Hamauzu de ser, apresentando  violinos fantásticos enquanto a orquestra desenvolve a peça.

208 – “Daddy’s Got the Blues”

Blues é um estilo que não esperaria do Masashi Hamauzu. Nem sou muito chegado no estilo, mas a forma com que a música foi criada com aquele solo de gaita com as interrupções de violão no começo comprova o seu talento.

210 – “Lightning’s Theme”

O tema da Lightning praticamente é uma versão alternativa da “Blinded By Light”, com mais ênfase no piano e as cordas servindo como pano de fundo. Igualmente fantástica.

211 – “Sazh’s Theme”

Tema jazzístico, com introdução no contrabaixo, violão e percussão em uma mistura muito conveniente. Os solos de piano e metais conferem um tempero extra.

212 – “March of the Dreadnoughts”

O xilofone enfeita a bela melodia das cordas, mas o piano, com os adornos virtuosísticos, cria um efeito contagiante. Sublime.

213 – “The Gapra Withewood”

Mais uma música que preza pelo minimalismo, desta vez com a voz etérea e longínqua da cantora Mina.

216 – “The Sunleth Waterscape”

“Final Fantasy XIII – The Promise” aparece com uma batida eletrônica e viciante que é acompanhada mais adiante por Frances Maya. Diferentemente da “The Prelude” (FFX), cujo resultado é altamente duvidoso, aqui não fica a sensação de artificialismo, porque Hamauzu sabe lidar com o gênero.

219 – “No Way to Live”

Embora seja um pouco repetitiva, transmite uma sensação de tensão forte. É puro Keiki Kobayashi, é puro Ace Combat, especialmente Ace Combat 5. Eis a explicação de ter gostado.

222 – “Serah’s Theme”

Usar uma canção para um tema de personagem é algo que, se não estiver enganando, jamais havia sido feito na série. A melodia em questão é a “Final Fantasy XIII – The Promise”, e o timbre da voz de Frances Maya acompanha de maneira singela cada acorde do piano.

301 – “Can’t Catch a Break”

Esta música já havia me conquistado quando ouvi o sample. Jamais imaginaria uma faixa assim em um Final Fantasy. No menu do Gran Turismo sim, não no Final Fantasy XIII. Posso estar enganado, porém, para mim está mais para jazz fusion do que jazz puro. Solos de violão, solos de piano… daí me entra um solo de trompete, pouco depois acompanhado por outros metais. Masashi Hamauzu se superou.

303 – “Hope’s Theme”

Solo de violão é um recurso muito frequente nas trilhas do Yasunori Mitsuda, em especial do Chrono Cross. Masashi Hamauzu fez algo similar, explorando a emotividade que o instrumento é capaz de transmitir quando usado sem acompanhamento.

308 – “The Pompa Sancta”

O começo típico de uma fanfarra de abertura é suficiente para prender a atenção. A tensão diminui, e logo depois aumenta aos poucos.

309 – “Nautilus”

Uma música majestosa que recebe um bem-vindo acompanhamento do piano em 1:41. Mais para frente a singeleza interrompe com participações do trompete e cordas.  Bem variada e até parece ter mais do que os quase 5 minutos de duração.

310 – “Chocobos of Cocoon – Chasing Dreams”

A versão definitiva do tema dos chocobos é a que está no quarto CD, porém Ryo Yamazaki se deu ao direito de fazer um outro arranjo, desta vez eletrônico e com vocal da Frances Maya. Se fosse qualquer um – como os arranjadores do aterrador Final Fantasy Remix –, o resultado seria catastrófico, o que não é o caso. Muito pelo contrário. Dessa mistura inusitada, de uma música de melodia simples e cômica, Hamauzu conseguiu um resultado pitoresco e interessante. Pelo que o Fabão leu nos comentários do Hamauzu no site oficial, a faixa será localizada na versão ocidental. Não se sabe qual a cantora ainda.

317 – “Fighting Fate”

Música nervosa, pontuada pelos tímpanos, que recrudesce com o impacto causado pelo coral entoando versos em latim.

401 – “Fang’s Theme”

Juntamente com a “Saber’s Edge” e a “March of the Dreadnoughts”, poderia formar uma bela peça centrada no piano, que aqui se destaca especialmente no trecho a partir de 1:16.

402“Terra Incognita”

A faixa começa tristonha, um solo de violino faz uma breve intervenção e a música cresce, cresce, cresce… e atinge uma grandiosidade estratosférica. Após a primeira explosão, retorna o clima melancólico e o progresso se repete para nos derrubar por completo.

404 - “Chocobos of Pulse”

É bom finalmente saber o título oficial da melhor versão do tema dos chocobos. Desde que estreou no FFII, a música aparecia relida da maneiras mais variadas possíveis, muitas delas ressaltando o caráter cômico, mas o arranjo de Toru Tabei é imbatível porque revolucionou completamente a composição com uma levada jazzística.

405 – “The Yaschas Massif”

Peraí, bossa nova já é demais. Desconheço outra composição do Hamauzu nesse estilo, e para um alemão de ascendência japonesa criar uma música altamente agradável em um estilo brasileiro é de impressionar. Violão, piano e sobretudo a flauta dominam.

409 – “Dust to Dust”

A esposa do compositor, Matsue Hamauzu, é quem empresta a voz em uma canção viajante e relaxante pontuada por efeitos eletrônicos sintetizados.

414 - “Born Anew”

Ah, se fosse do Uematsu… se fosse do Uematsu todo mundo diria que ele é um gênio. E se fosse do Uematsu com certeza haveria guitarras porque tem coral em latim. A pompa inicial se destrincha na participação das mulheres, na companhia das flautas, e depois dos homens, quando entram as trompas e as tubas. Os naipes do coral se fundem remontando o clima pomposo do começo, e outros momentos mais sombrios aparecem. Quando a música parece que vai acabar… QUE QUE ISSO? De maneira inesperada, entra um solo de tenor simplesmente inacreditável. Jamais esperaria isso do Uematsu.

416 – “Fabula Nova Crystallis”

Nada mais é do que uma versão orquestrada da “Final Fantasy XIII – The Promise” em um arranjo completamente emocionante.

417 – “Final Fantasy XIII – Miracles”

Agora uma releitura sinfônica da “Prelude to Final Fantasy XIII”. No entremeio um solo de flauta quebra a pompa da peça, e uma nova e breve referência à “Final Fantasy XIII – The Promise” aparece no final.

419 – “Nascent Requiem”

Outras músicas anteriores até ensaiaram, mas esta é a que chega mais perto de um concerto para piano. O instrumento é quem dita os passos na maior parte da peça, que é muito mais variada e complexa que a mencionada “Decisive Battle” do Final Fantasy X. O trecho dissonante de 3:06 a 3:16 pode representar um belo desafio caso um dia a faixa seja tocada ao vivo, o que duvido muito. Próximo do final o ímpeto arrefece, e logo após aumenta.

421 – “Kimi ga Irukara (Long Version)”

Se há uma música com cara de Final Fantasy, isto é, que lembra mais Uematsu, esta é o tema J-pop da Sayuri Sugawara. No jogo, em uma versão estendida (6 minutos e 22 segundos) em relação àquela do single (5m e 54s). De tanto que escutei, somado ao rancor causado pela “My Hands”, aprendi a gostar mais da canção do que quando ouvi pela primeira vez.

422 – “Ending Credits”

Por favor me responda: o que que é esta música? De maneira sutil a flauta abre a faixa, e as cordas acompanham a melodia encantadora. “Final Fantasy XIII – The Promise” é aludida na interpretação mais fabulosa. Em 2:22 irrompe um belo solo de violino, e a melodia demonstra uma beleza cada vez maior. Nos entremeios, solos de violoncelo. O trecho que inicia em 4:00 é de partir o coração.

Não quero as minhas mãos

Final Fantasy XIII Original Soundtrack é definitivamente é a obra-prima de Masashi Hamauzu. As variações de “Prelude to Final Fantasy XIII” e “Final Fantasy XIII – The Promise” são as mais recorrentes da trilha, que se desenrola em uma mistura de estilos muito apropriada (isso que nem sei como funcionam no jogo) e altamente ousada. Apesar da grande diversidade, o que brilham mesmo são as músicas sinfônicas, e mérito também para o orquestrador Yoshihisa Hirano (Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII e mais recentemente Resident Evil: The Darkside Chronicles) no excelente trabalho das faixas interpretadas pela Warsaw Philharmonic Orchestra e  pelo Warsaw Philharmonic Choir.

Não me canso de falar que a “My Hands” é um dos maiores ultrajes que se pode fazer para um compositor da envergadura de um Masashi Hamauzu, principalmente depois de nos presentear com tantas composições de alto nível. É o mesmo que dizer que a canção original que ele preparou para o jogo não é boa o suficiente para os ocidentais.

Para fechar o post, os dois vídeos com comentários do Hamauzu que estava devendo.

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24 Responses to “Final Fantasy XIII Original Soundtrack: pompa, ecletismo e inspiração”


  1. 1 Orakio "O Gagá" Rob 06/02/2010 às 8:54 am

    Olha eu não ouvi todas, mas fui em algumas com comentários mais “empolgados” e gostei pra caramba! Espetacular. E olha que sou outro chato de galochas que defende a trilha do FFVI com unhas e dentes. Vou ver se baixo, digo, adquiro diretamente do Japão por meios legais a trilha do jogo.

  2. 2 Radical Dreamer 06/02/2010 às 5:29 pm

    Estou torcendo para que a trilha seja lançada nos Estados Unidos, aí as minhas chances de colocar as mãos nos CDs aumentam e muito. Já ouvi tudo e devo dizer que concordo em relação à variedade: nunca eu esperaria ouvir blues e ainda mais bossa-nova em um Final Fantasy, o que é realmente surpreendente, ainda mais porque é tudo de alta qualidade. Bom, eu sei que não dá pra recomendar tudo, como bem disse o Alexei, mas aqueles que não ouviram também podem procurar por “The Gapra Withewood”, “Hope’s Theme”, “Dust to Dust” e “The Vestige”. Na verdade, é melhor ouvir a trilha inteira pois há muita coisa a ser aproveitada. O trabalho de Hamauzu não fica devendo em nada aos grandes projetos de Nobuo Uematsu, como os Final Fantasies IV e VI.

  3. 4 Geraldo Figueras 06/02/2010 às 6:47 pm

    Maestro, estava me guardando para apreciar a trilha com o próprio jogo em março, mas a excelência do texto atiçou a curiosidade. Com os devidos fones de ouvido, passearei por vossa seleção.

    Mas aproveitando: quer dizer que o ecletismo é algo louvável? Sugiro escutar este disco: http://www.amazon.com/Final-Fantasy-X-Original-Soundtrack/dp/B00005LPEQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=music&qid=1265492801&sr=8-1

  4. 5 Alexei Barros 06/02/2010 às 11:28 pm

    @ Orakio

    Também penso igual você em relação ao FFVI, mas gosto de muitas músicas avulsas das trilhas posteriores. A diferença é que eu acho que a trilha do FFVI não é inconstante como as outras; é inspirada de ponta a ponta.

    @ Radical Dreamer

    E repito aquilo que comentei: não sei se o Uematsu ousará tanto assim no FFXIV e ainda com tanta propriedade.

    Apesar das faixas sugeridas não fazerem tanto a cabeça quanto as orquestradas pomposas e tal, adicionei breves comentários dessas quatro músicas mais minimalistas ou singelas, porque achei que ajudam a ilustrar ainda mais toda a diversidade. Você citou o FFIV e FFVI – ambos são uma das minhas das favoritas. O FFIV acho a segunda melhor depois do FFVI, a bem da verdade.

    @ Geraldo

    Fico feliz que tenha atiçado a curiosidade com o texto e tenha adiantado algumas músicas antes da sua jogatina. Não raro as trilhas me motivam a jogar, e essa do FFXIII vai me fazer jogar antes do que estava planejando.

    Hahaha, o que é esse link da FFX OST??? Faz tanto tempo que ouvi e mal me lembro. Tem sim vários pontos altos, agora não é o melhor exemplo de versatilidade de uma trilha musical de jogo (sei que no fundo foi uma típica provocação geraldiana pró-FFX). =P

  5. 6 Lia 07/02/2010 às 12:19 pm

    Terminei de ouvir a trilha toda ontem e fico entre os positivamente supreendidos. Apesar de eu ter gostado muito da trilha do XII, achei que fora do jogo ela ficou um pouco sem personalidade. Já essa é carisma puro =P
    Das do post por exemplo, Daddy’s Got The Blues (que parece desgarrada das trilhas de Cowboy Bebop), Sazh’ Theme e Can’t Catch a Break são nada menos que jóias, e faixas que tinham tudo pra serem batidas como Fighting Fate e Born Anew (que poderia ter sido mais longa) ficaram, vamos dizer, coisa fina =)

    O efeito colateral é que eu não vou ter um PS3 por um bom tempo ainda…

  6. 7 Alexei Barros 07/02/2010 às 1:51 pm

    @ Lia

    Interessante o seu comentário a favor da trilha do FFXII, porque já vi muitas pessoas falamando mal para mim de maneira completamente exagerada, como se todas as músicas fossem um lixo e tudo o que o Uematsu fez antes uma maravilha de outro mundo. Mesmo fora do jogo acho algumas músicas incríveis. Essa impressão da OST do FFXIII ter mais carisma do que a do antecessor a mim pode ser explicada pela atmosfera sombria do FFXII em geral que foi muito bem refletida na trilha sonora. Sem falar do clima Star Wars que as músicas passam, com aquele uso frequente de metais e percussão que remetem à marcha imperial.

    Em relação ao blues do Cowboy Bebop pelo menos deixa um sabor na boca de como seria se a Yoko Kanno fizesse uma trilha da série. =)

    Muito pertinente o que você comentou sobre as músicas com coral, porque o sentimento de que está batido se deve em muito à repetição exagerada da “One-Winged Angel”, e da ideia equivocada de que só o Uematsu sabe fazer faixas com essa característica na série. Também gostaria que a “Born Anew” fosse mais longa, mas a peça é tão intensa que nem sinto o tempo passar. Os pequenos detalhes (mudanças súbitas, solos inesperados, excertos dissonantes) do Hamauzu é que fizeram a diferença em relação ao que estamos acostumados a ouvir com o Uematsu.

    • 8 Lia 07/02/2010 às 9:54 pm

      É, acho que é mais o quesito Star Wars mesmo, esse ritmo épico. Não acho o clima muito mais sombrio do que o do VIII, mas a trilha do VIII é mais emocional como é comum às trilhas do Uematsu, e a diferença que dá ao jogo é gritante =)

      Ah, imagine Hamauzo e Kanno dividindo e conquistando na trilha do XIV? Só de pensar no arranjo de Uncharted Waters no Orchestral Game Concert…
      Hmm, falando nisso, poderia sair aí eventualmente, um dia, num futuro em vista, um posto sobre ela. Mas nem tô pidonhando =P

    • 9 Ariel 24/09/2013 às 9:08 am

      So achei que a trilhas sonora nao marca realmente durante o jogo…alias nem da pra ouvir, as musicas sao bem levinhas….ou foi so impressao?

      • 10 Alexei Barros 24/09/2013 às 7:33 pm

        Infelizmente não posso dizer minha opinião de como elas soam no jogo, porque eu não joguei… =(

        Você pode pensar diferente, mas o fato de a música ser leve não a torna mais difícil de apreciá-la fora do jogo. Geralmente eu sinto isso músicas de ambiência, sem uma melodia mais em evidência, o que não é o caso do FFXIII.

  7. 11 Xeenah 07/02/2010 às 2:55 pm

    “Além das músicas eletrônicas, orquestradas e das faixas enfatizando piano e violino que estamos acostumados com os trabalhos do Masashi Hamauzu, o compositor alemão enveredou por vias que realmente não esperava. Blues. Jazz fusion. Bossa nova. Mais impressionante, Hamauzu mostrou uma desenvoltura como criasse compos.”

    QUAL compositor alemão?

  8. 12 Alexei Barros 07/02/2010 às 3:01 pm

    @ Xeenah

    “QUAL compositor alemão?”

    O próprio Masashi Hamauzu. ^^ Apesar dos traços orientais, ele nasceu em Munique, na Alemanha, e inclusive esse fato chamou a atenção quando algumas músicas dele do álbum Vielen Dank foram tocadas ao vivo no Fifth Symphonic Game Music Concert, que aconteceu na cidade de Colônia em 2007.

  9. 13 L. Gustavo "Mancha" 07/02/2010 às 10:05 pm

    Magistral Post, Maestro. Li e guardei para relê-lo novamente, com mais calma, para poder tecer mus comentários sobre suas opiniões, por sinal. Porém, é difícil discordar de muita coisa.

    De maneira geral, minha opinião é a mesma: Achei ousado, mas uma ousadia extremamente consistente e bem encaixada dentro dos padrões de FF, onde nada soa fora-de-lugar e há uma unidade impressionante. Só adiciono que, além dos temas orquestrados (que sei que são seus favoritos), o brilho da OST em si está na variedade de estilos que são mesclados e, não surpreendentemente, refinadamente trabalhados, como as partes em jazz ou as guitarras. Mas deixarei pra discutir isso depois, com calma, usando exemplos.

    Ah, como sugestão, aproveitando uma deixa dada no post: não sei se tu já fez uma análise sobre as trilhas de Suikoden I & II, que eu acho geniais. Me parecem recorrentes o suficiente pra merecerem um post, não? :)

  10. 14 Alexei Barros 10/02/2010 às 7:42 pm

    @ Lia

    Concordo plenamente em relação ao FFVIII, Lia. Acho que o Uematsu optou por essa vertente mais emocional muito pelo clima romântico que permeia toda a aventura.

    E que surpresa alguém mencionar Uncharted Waters e a suíte “Visting the Harbors of the World ~ Close to Home” do OGC4 porque eu acho estupenda! Ainda mais depois que conheci as versões do álbum arranjado Uncharted Waters II – a “Close to Home” era uma música mais tranquila e ficou muito mais pomposa. Com certeza a Yoko Kanno merece ser mais mencionada.

    @ Mancha

    Valeu pelos comentários, Mancha. Essa unidade que você se refere se deve em muito aos dois primeiros temas que se repetem ao longo da trilha de várias formas diferentes. O recurso, em games, foi utilizado com frequência pelo Yasunori Mitsuda na série Chrono. Se não me engano, muitas pessoas se surpreenderem com isso, porque é o tipo de coisa que se encontra em trilhas de filmes.

    Sobre as trilhas do Suikoden, realmente… eu não sou muito fã de falar aleatoriamente de trilhas antigas, a não ser que haja um gancho atual para mencioná-las. Pior que nesse caso teve, porque saiu há pouco tempo a Genso Suikoden Arrange Collection Vol.1 ~Vocal & Piano~, que achei meio insípida em uma primeira ouvida, mas ainda vai sair a Genso Suikoden Arrange Collection Vol.2 ~Celtic & Asian~.

  11. 15 Panda 09/04/2010 às 5:09 pm

    Eu gostei muito da faixa 7 do cd 4, sullya springs acho que eh o nome.

  12. 17 Alexei Barros 09/04/2010 às 8:14 pm

    De fato muito bela. A “Sulyya Springs” podia estar na lista também.

  13. 18 Marcelo 03/06/2010 às 7:14 pm

    Zerei o jogo, e cheguei a conclusão: as músicas do Nobuo Uematsu dos jogos anteriores prendem mais na sua cabeça. Nada contra o Hamauzu, mas o uso recorrente e massivo do tema cansou um pouco.

    • 19 Alexei Barros 03/06/2010 às 9:22 pm

      Ainda estou para jogar o FFXIII, mas só ouvindo não fiquei com essa impressão, de que o tema foi usado exaustivamente. Além disso, nem sempre o fato de uma música prender na cabeça quer dizer que ela é boa… =P

    • 20 Ariel 24/09/2013 às 9:11 am

      Cara tb achei…podem ter sido bem desenvolvidas…mas se tocar de novo JAMAIS lembraria das musicas…nao da nem pra ouvir…nao tem um ambiente que mostre, ou que faca lembrar a musica…achei isso estranho.

  14. 21 paulo borba 27/07/2012 às 9:04 pm

    Alexei,
    muito boa suas escolhas mas eu teria acrescentado “atonement” do cap.7,uma das minhas preferidas.

    • 22 Alexei Barros 28/07/2012 às 3:04 am

      Belíssima a “Atonement”, Paulo. Masashi Hamauzu arrebentando mais uma vez na singeleza das composições. Nem sei por que não citei essa música. E obrigado por desenterrar esse post. Você me fez lembrar que ainda devo um post comentando a OST do FFXIII-2…


  1. 1 Masashi Hamauzu fará arranjo para o Symphonic Legends « Hadouken Trackback em 11/04/2010 às 3:51 pm
  2. 2 Mantendo tradição: a coletânea de piano de Final Fantasy XIII « Hadouken Trackback em 26/06/2010 às 1:29 am

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