Arquivo de janeiro \01\UTC 2010



Dragon Ball Online – Making Story

Por Alexei Barros

Enquanto algumas trilhas que são uma abominação completa saem em CD (quer um exemplo? The King of Fighters 2001), outras muito boas não recebem o mesmo tratamento, como se as músicas não fossem plenas o suficiente para serem apreciadas separadamente. Muito pelo contrário.

Para se focar nos exemplos mais recentes: Opoona, Ni no Kuni e… quase todos os jogos principais da Nintendo, com exceção de Super Mario Galaxy. Adicionaria nessa lista Dragon Ball Online, MMORPG programado para sair dia 14 de janeiro na Coreia do Sul. Nada se falou a respeito de uma hipotética OST. Não me recordo de uma trilha original só do Yuzo Koshiro inteiramente orquestrada – se por acaso não por uma orquestra real, com samples orquestrados bastante convincentes, como nos bem mostraram os dois trailers que publiquei anteriormente.

Abaixo temos a oportunidade de ouvir mais um pouco das músicas e ver, em uma ocasião rara, Koshirão comentando sobre o seu trabalho. O áudio está em japonês, o que pode complicar quem não conhece o idioma. Mas não se preocupe: o vídeo também traz legendas em coreano.

Escalpe Hadouken 2009


Por Alexei Barros

O post deveria ter sido publicado no dia 31, mas alguns problemas técnicos impediram que o escalpe do ano passado viesse a público na data apropriada (o Word travou e perdi mais da metade do que tinha escrito). Seja como for, 2009 definitivamente marcou a consolidação da Hadouken Corporation como uma multinacional que atua nos mais variados setores do entretenimento e além (a meta já para o primeiro semestre de 2010 é atingir as áreas médica, biológica e financeira), e isso não aconteceu por acaso.

É resultado do esforço coletivo de quatro editores executivos que entendem do assunto e se revezam na tarefa honrosa de trazer para você, caro leitor, o que de melhor rola no mundo dos games de maneira descontraída e irreverente, sem o linguajar técnico e chato dos grandes sites, com reviews imparciais, únicos e revolucionários – se não percebeu essa descrição padrão repleta de piadas internas, por favor se dê conta de que estou sendo alucinadamente irônico.

Topeirices à parte, é chegada a hora das estatísticas de 2009. Foram 722 posts publicados sobre game music, comerciais, game music, sapatos, game music, artes conceituais, game music e, para variar um pouco, game music. Foi o bastante para que ficassem de saco cheio de tanta música de joguinho, de tantas caixas, de tantas performances amadoras, de tantos gritos, de tantas bruxas e principalmente de tantos concertos.

Ano após ano Claudio Prandoni é condecorado pela produtividade, porém como atualmente está dividido entre os cargos de apresentador, repórter e correspondente internacional de outras empresas não tão representativas quanto a Hadouken Corp. no cenário mundial, ele deixou que os outros topeiras diminuíssem a diferença do total de posts. Ainda assim, ninguém foi capaz de alcançá-lo. Confira, comparando com os números de 2008 registrados em parênteses. Menção especial ao incansável André Sirangelo, que produziu incontáveis três posts durante todo o ano!

- Total de posts: 1618 (893) (não contabiliza os posts já publicados em 2010)

- Claudio Prandoni: 878 (524)
- Alexei Barros: 635 (284)
- Gustavo Hitzschky: 67 (50)
- André Sirangelo: 38 (35)

Mas o escalpe não seria o escalpe sem a seleção dos melhores comentários de 2009. Se porventura o seu foi selecionado peço que não se ofenda – ninguém mandou escrever tão mal. É claro que os comentaristas assíduos seriam incapazes de cometer tais atrocidades, apesar de ler as grandes besteiras nos posts e não ser contaminados por tantas baboseiras. Como os dados foram coletados desde o começo do ano, a lista acabou ficando um pouco extensa. Delicie-se após o Hadouken.

Continuar lendo ‘Escalpe Hadouken 2009′

Artwok do dia: OldSchool Gamer Rockband

Por Claudio Prandoni

Sonic & Games All-Stars Rock Band?

Ainda não – por mais que não seja uma ideia lá de todo ruim. O que temos aqui é uma arte original do nosso leitor e artista Platy, que tantas vezes me ajudou em caçadas infindáveis por artworks.

Fico imaginando o que o guri elfo Link está cantando – geralmente ele é mudo de todo, né?

Aproveitando, além da arte original, na galeria abaixo você encontra também versões wallpapers, tamanho 800×600 e 1024×768.

Para mais ilustrações, visite a galeria do Platy lá no deviantART.

Cartões de Ano Novo gamers 2010: Mistwalker

Por Claudio Prandoni

O cartão de Ano Novo da temporada anterior da Mistwalker já foi dos mais esquisitos. Numa parte o cãozinho maroto Skip super sossegado, na outra o tonto do Sakaguchi fazendo ainda mais papel de bobo.

Para 2010, o ex-Mr. Final Fantasy arrebenta a boca do balão e opta por uma abordagem tosca de brinquedo. Novamente o companheiro canino se faz presente, mas Sakaguchi-san Ctrl+C, Ctrl+V copia e cola o próprio rosto e um matreiro bonequinho de LEGO surfando numa toalha azul da cor do mar.

Orakio Rob e outros retronautas do Gagá Games que me desculpe, mas atualmente Hironobu Sakaguchi é o verdadeiro gagá do mundo dos joguinhos eletrônicos.

Não bastasse o pouco ortodoxo cartão de Ano Novo, ainda temos estas fotos do game designer celebrando a virada de ano – todas elas publicadas no site oficial do estúdio.

“J-E-N-O-V-A” – Final Fantasy VII (Distant Worlds 2009 em Chicago)

Por Alexei Barros

Na companhia de “Dancing Mad”, “J-E-N-O-V-A” foi a votada pelos fãs para integrar o repertório da turnê Distant Worlds, estreando na apresentação em Chicago. Pelo fato de ter sido selecionada em detrimento de outra faixa que poderia ser “Clash on the Big Bridge” (“Force Your Way” e “Seymour Battle” considerava candidatas com potencial menor para vencer), a escolha gerou comentários não muito favoráveis por estas bandas que apontavam a popularidade do Final Fantasy VII como responsável pela decisão, nem tanto pela qualidade da faixa. Desgosto que compartilhei. Entretanto, a inclusão da “Clash on the Big Bridge” na “Fantasy IV (Final Fantasy)” do Symphonic Fantasies atenuou o desprazer, apesar do que, se fosse para escolher obrigatoriamente FFVII, preferiria muito mais a “Fighting”, que, aliás, ficou um assombro nesta mesma suíte.

Não obstante, a música nunca tinha sido arranjada para orquestra anteriormente, e isso representa um renovo salutar, porque sentia falta de releituras inéditas de Final Fantasy, coisa que venho dizendo desde que… desde que o Hadouken começou, em 2006, porque foi neste ano que aconteceu o último concerto da série antes do Distant Worlds, o Voices: music from Final Fantasy.

Posto isso, o resultado me surpreendeu. Arnie Roth me surpreendeu. Porque ele é muito mais maestro do que arranjador. Como diz no vídeo, Eric Roth e o próprio Nobuo Uematsu também tiveram participação na peça. Como traduzir o sintetizador da original para uma orquestra? A introdução é feita no xilofone, e a ênfase do arranjo é na bateria, o que confere um peso inexistente na versão do jogo – mas que ao vivo pode trazer complicações ao engolir o som de instrumentos mais suaves. Não sei na hora. No vídeo, se não está ideal, está bem próximo, isso que é uma gravação amadora. As intervenções do coral são dignas de Shiro Hamaguchi (ou Jonne Valtonen), e enobreceram o segmento, especialmente no desfecho, assim como os solos jazzísticos de trompete ao longo da performance.  Quem sabe o arranjo não fique ainda melhor na gravação do segundo CD, que acontecerá agora em janeiro.

A nona sinfonia

Por Alexei Barros

Como de praxe, este álbum já havia sido anunciado há poucos meses, e agora que foi revelada a capa me sinto na obrigação de comentar, afinal estamos falando do mestre dos mestres, Koichi Sugiyama. Dia 10 de fevereiro de 2010 é a data para o Symphonic Suite Dragon Quest IX Hoshizora no Mamoribito chegar ao mercado japonês com o preço de 3000 ienes e número de catálogo KICC-6332. Aparentemente, não será até lá que vai sair a versão americana do jogo de DS que sequer teve uma data específica agendada. No Japão foi lançado em 11 de julho de 2009.

Diferentemente do que imaginava na ocasião do 23º Family Classic Concert: Dragon Quest World, dedicado ao DQIX, o conteúdo do CD não será o da performance ao vivo, mas em estúdio. Ao que tudo indica, são os mesmos arranjos. Sabe o que é melhor nessas Symphonic Suites de Dragon Quest? Enquanto outras séries como Final Fantasy sou obrigado a mendigar a orquestração das minhas músicas preferidas, aqui TODAS as composições do jogo foram orquestradas, e algumas organizadas em medleys. Não há o risco de lamentação. Confesso que escutei a trilha original menos do que merecia, só que em se tratando de Koichi Sugiyama não há momentos ruins. A performance, como não poderia deixar de ser, é da Tokyo Metropolitan Symphony Orchestra, que participou do supracitado concerto e de todas as regravações das Symphonic Suites que revisitaram os episódios anteriores desde 2004. Entre no VGMdb para conferir. A TMSO já havia tocado a “Overture IX”, a única já naturalmente orquestrada das versões presentes no jogo.

[via sugimania]

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  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 1 day ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 1 day ago
  • @thalesnm É, mas eu acho que a trilha do Strange Journey tem uma pegada diferente dos Personas pelo que me recordo. 1 day ago

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