Arquivo de outubro \06\UTC 2009



Piano retrô, parte um

pia-com I / Piano x Computer GamePor Alexei Barros

O pianista Keita Egusa participou de diversos segmentos do Press Start 2009 (Persona 4, Suikoden, NES Medley, Portal, Tales of Legendia etc.), e reforçou a sua intimidade com game music no miniálbum Pia-Com I, o primeiro de uma série de lançamentos enfocando temas clássicos dos anos 1980. O disco é publicado pela Dog Ear Records de Nobuo Uematsu, com número de catálogo DERP-10005. O que mais me impressionou é que das sete faixas, uma é da Nintendo e outra é da Square Enix, duas empresas que encrespam com os direitos autorais muito mais do que o habitual.

Dia 25 de novembro é a data para chegar às prateleiras por 1500 ienes (cerca de 28 reais), mas a Dog Ear Records publicou um comercial com breves samples de cada música e mais cinco vídeos com performances de Egusa, que também cuidou de todos os arranjos. Faltaram as faixas cinco e seis, respectivamente “Main Theme” (Final Fantasy II) e “Theme of Mappy” (Mappy), que se surgirem posteriormente faço questão de publicar no futuro.

Comercial

01 – “Elevator Action” (Elevator Action)

02 – “Yie Ar Kung-Fu” (Yie Ar Kung-Fu)

03 – “Opening Theme” (Hokkaido Rensa Satsujin ~ Okhotsk ni Kiyu)

04 – “Power of Anger” ~ “Poison of Snake” (Salamander)

07 – “Snowman” (Mother)

[via DERBLOG]

“It Doesn’t Matter” – Sonic Adventure 2 (ΞSONICΞ)

Por Alexei Barros

Em abril deste ano publiquei uma série de cinco vídeos do pianista ΞSONICΞ, ora com luvas, ora sem luvas, mas sempre com performances estupendas no piano de músicas do Sonic, com ênfase na fase recente em que prepondera o rock pesado da Crush 40.

De lá para cá ele só gravou um vídeo novo no Nico Nico Douga em agosto, que compartilho antes tarde do que nunca. Desta vez sem mostrar as mãos, com a performance ilustrada por artes conceituais, ΞSONICΞ mais uma vez adapta para o piano uma canção, a “It Doesn’t Matter”, com a voz de Tony Harnell. Apesar da original não fazer a minha cabeça, me impressiona como ele consegue traduzir a melodia perfeitamente, deixando a música reconhecível. Para mim ficou até melhor.

Good Game TV – Reportagem sobre o A Night in Fantasia 2009

Por Alexei Barros

No dia 26 de setembro aconteceu na Austrália o A Night in Fantasia 2009, que, embora não chame tanto a atenção em âmbito global, é foco de reportagens da imprensa local. Nesse vídeo, há depoimentos de Hiroaki Yura (diretor da Eminence Symphony Orchestra), Cris Velasco (God of War), Philip Chu (maestro da Eminence), Inon Zur (Prince of Persia), Kow Otani (Shadow of the Colossus) e Go Shiina (The iDOLM@STER). Oferecendo um panorama geral sobre game music, há imagens do concerto realizado há algumas semanas, incluindo a performance no piano de Otani na suíte de dez minutos do Shadow. A repórter até arranhou a “Scars of Time” no violino.

VGL 2009: cada vez mais show, cada vez menos concerto, todo mundo se alegra e eu não me contento

Video Games Live 2009 em São Paulo
Por Alexei Barros

Desde 2006 é a mesma história: chegou ao Brasil o Video Games Live, o maior e mais famoso espetáculo de game music do mundo. O show adquiriu uma popularidade que assusta: apareceu no Metrópolis, no Jornal Hoje e até mesmo no Mais Você da Ana Maria Braga. Virou sinônimo de concerto de game music, como cotonete é para hastes flexíveis. Normal que espante a mídia em geral, porém qual a surpresa no meio gamer? Convenhamos, é a quarta vez que o VGL aporta no país. Claro que Belo Horizonte e Salvador receberam pela primeira vez, sempre tem gente nova e sei de muitas pessoas que gostam de game music e nunca puderam comparecer, mas estou farto de como ainda há espanto com o VGL. Parece que a cada visita volto a 2006, quando, naquela época sim, era novidade. Fazia três anos da realização do primeiro concerto de game music fora do Japão, First Symphonic Game Music Concert (2003), na Alemanha, e dois do Dear Friends – Music from Final Fantasy (2004), o primeiro nos Estados Unidos. O próprio VGL era novidade (havia estreado em 2005), e só havia se apresentado nos EUA e Canadá antes de vir para o Brasil.

De lá para cá minha empolgação dissipou pelo contato com outros concertos, isso não é novidade alguma, e seria otimismo demais achar que a excitação voltaria depois de ver em 2009, no retorno do VGL a São Paulo no HSBC Brasil, com performance da Orquestra Simphonica Villa Lobos (a mesma de Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro em 2009 e que havia tocado no VGL 2007 e 2008 em Brasília e no VGL 2008 em Curitiba), sob a regência do italiano Emmanuel Fratianni (participou de Advent Rising como compositor e arranjador), substituindo Jack Wall, que está atarefado com a trilha de Mass Effect 2, além das participações especiais de Laura Intravia e Norihiko Hibino. Aí surge o questionamento: “você reivindicou ‘Snake Eater’, Metroid, Chrono Trigger/Cross e Shadow of the Colossus, e agora que tem no set list do que vai reclamar? Só faltava querer Super Mario Galaxy, Donkey Kong Country e Ace Combat 5!”. Não é tão simples assim.

Antes e durante a turnê adquiri o hábito de acompanhar mensagens com a hashtag #VGL no Twitter, e li os mais rasgados encômios. Depois de assistir o show no último dia 7 de outubro, fico com a impressão de que vi uma apresentação diferente daquela que estava sendo elogiada. Dos diversos relatos que conferi, salvo alguns depoimentos como do Igorsan e Tonelzão no Pensamento Gamer e do mestre Pablo Miyazawa no Gamer.br, entre outros, parece que tudo é perfeito, maravilhoso, sensacional. Respeito a opinião de quem acha. Então lá vem você falar que eu quero encontrar defeito em tudo. Minha carranca será exposta nas mal traçadas linhas após o Hadouken, e peço desculpa de antemão se porventura ofendi alguém com os comentários sobre a reação do público ou qualquer outra afirmativa, porque seria o cúmulo da pretensão querer que todos concordem comigo.

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“Snake Eater” – Metal Gear Solid 3 (Norihiko Hibino @ Ensaio do VGL 2009 em São Paulo)

Por Claudio Prandoni

Enquanto aguardamos pelo compêndio final de impressões de maestro Barros sobre a turnê brasileira em 2009 do Video Games Live – o qual tive chance de ver uma versão prévia e está detalhadíssimo e contundente – que tal conferir este vídeo exclusivo do Norihiko Hibino tocando “Snake Eater”, música composta por ele mesmo, no saxofone?

A performance foi registrada no ensaio para a apresentação na casa de shows HSBC Brasil, realizado na tarde do dia 7 de outubro, quando aconteceu o show em si. Ainda que haja um zumbido abominável de fundo e a definição da imagem não seja das melhores, é possível apreciar em detalhes o talento de Hibino acompanhado pela orquestra Villa-Lobos – e muito provavelmente também algum playback.

Em tempo, minhas impressões sobre o espetáculo você pode conferir aqui.

Banda Gameboys faz show dia 14/10 em São Paulo

gameboys

Por Claudio Prandoni

Se você foi ao Video Games Live no Rio de Janeiro no final de semana passado deve ter visto a meninada que abriu o show para o tio Tommy Tallarico. As praias eram cariocas, mas o som da banda é de São Paulo, do pessoal do Gameboys.

Formada por estudantes de música apaixonados por games, a banda faz nesta semana uma apresentação no Café Piu Piu, uma casa tradicional em São Paulo. Eu nunca fui, mas minha mulher foi e adorou parece que é um ambiente de estilo eclético, pendendo um bocadinho pro bom e velho roquenrôu rock’n roll. Confere?

Bom, de qualquer maneira eu devo aparecer por lá no dia. Acima, o flyer de divulgação bacanudo que o Fabio, o quinto Gameboy secreto, criou para o show. Ah, e logo abaixo um vídeo deles tocando um medley da série Donkey Kong no VGL – que só por ter trechos de Donkey Kong Country 2 já é campeão:

“At Zanarkand” – Final Fantasy X (Muta)

Por Alexei Barros

Há algumas semanas travei uma ferrenha discussão sobre o uso do saxofone com o fezones, e é provável que ele aproveite o vídeo abaixo como argumento a favor. A verdade é que piano e saxofone foram feitos um para o outro no que se refere a músicas melosas. O emocionante solo de piano “At Zanarkand” teve a dramaticidade aumentada com o aditivo do envolvente sax soprano do Muta em mais uma performance amadora de alta qualidade. Encantador.

UOL Jogos entrevista Norihiko Hibino

Por Alexei Barros

Hoje se encerra em São Paulo a turnê brasileira de uma semana e quatro apresentações do Video Games Live, e a maior atração de 2009 indubitavelmente é Norihiko Hibino. Aproveitando a breve estadia no país do músico com participações em Metal Gear Solid 2, 3 e 4 (neste chamado às pressas), o sólido confrade hadoukeniano Claudio Prandoni fez uma entrevista em vídeo pelo UOL Jogos. Falando sobre as preferências e ambições, me chamou a atenção que Hibino diz que gostaria um dia de escrever uma trilha para um RPG. Não é exatamente um RPG, mas ele criou as músicas para o RPG estratégico Elvandia Story, que tem os temas de abertura e encerramento de Noriyuki Iwadare. Sem mais delongas, assista à entrevista com o compositor, saxofonista e por vezes regente Norihiko Hibino:

Entrevista com Norihiko Hibino

Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu: a benção do violino de The Screamer

Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu
Por Alexei Barros

Há certo tempo faço questão de enaltecer a excelência das performances do Nico Nico Douga, e ainda não comentei um lançamento interessante que descobri esses dias pelo VGMdb: no dia 1 de julho de 2009 foi publicada no Japão a Nico Nico Douga Selection ~A Waste of Talent~, coletânea que reúne arranjos de diversos jogos pouco conhecidos no ocidente (sempre com mil e uma versões do portentoso shmup doujin Touhou) dos artistas do site.

Todavia, nenhum dos pró-amadores do YouTube japonês adquiriu o mesmo status de popularidade do violinista mascarado The Screamer. Depois do CD de debute Violin de Hiitemita Makai no Shirabe com músicas de animes, ele retorna no Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu (“Uma nova maldição”) com temas de games para derrubar de vez a barreira entre amadores e profissionais, pois se trata de um álbum licenciado e publicado pela SuperSweep, não feito no quintal de casa.

Se a lista inicial de quatro faixas era promissora, foi reforçada com duas músicas da Konami em um comunicado posterior e, como se não fosse o bastante, ainda há uma secreta. Poderia largar as faixas com os links do Goear aí e resumir tudo ao habitual “fantástico”, mas me senti na obrigação de comentar cada uma separadamente:

01 – “Morning Music” (Bubble System Warm-up Music)
Original: “Morning Music”

Composição: Miki Higashino
Arranjo: Ayako Saso
Segundo violino: Usako

A “Morning Music” é uma música de espera dos Arcades Bubble System da Konami que precisavam esquentar até poder funcionar. Apesar de também ser ouvida em máquinas do TwinBee e Galactic Warriors, está mais relacionada com Gradius, a exemplo da  “Morning Music ~Largo mix~” do Gradius Tribute. Lembra as composições do período barroco, e por isso combina perfeitamente com violino. Amparado pelo segundo violino da Usako (aquela vestida com máscara de coelho), The Screamer é sublime na interpretação. Serve como um contraponto erudito com o que virá na sequência.

02 – “Vampire Killer” (Castlevania)
Original: “Vampire Killer”

Composição: Kinuyo Yamashita
Arranjo: Takayuki Aihara

O The Screamer já havia gravado um vídeo da “Vampire Killer”, mas essa versão do Takayuki Aihara é menos acelerada e mais sombria – por que não, combina melhor com Castlevania. O violino é até entremeado por samples orquestrados e corais assombrosos. De início. Mais adiante, bateria e baixo conferem a base do tema. Uma demonstração virtuosística no desfecho mostra a habilidade sobrenatural do instrumentista oculto.

03 – “Daddy Mulk” (The Ninja Warriors)
Original: “Daddy Mulk”

Composição: Hisayoshi Ogura
Arranjo: Norihiro Furukawa
Segundo violino: Usako
Violão: Comoesta Takahashi

Nada melhor do que ter um ex-integrante da Zuntata para arranjar uma música que é um dos maiores hits da recém-ressurgida banda da Taito. Dialogando com as vozes bizarras do tema, o violino de The Screamer atinge o paroxismo quando reproduz o solo que costumava ser feito pelo shamisen (3:15 a 3:56), como o Takemi Hirohara no Press Start 2008. Nessa entrevista com o compositor Hisayoshi Ogura, ele afirmou que ninguém mais no mundo além de Norihiro Furukawa, coincidentemente o arranjador, seria capaz de reproduzir esse solo no teclado. Pois então nenhum outro é capaz de fazê-lo no violino que não o The Screamer.

04 – “Urban Trail” (Night Striker)
Original: “Urban Trail”

Composição: Masahiko Takaki
Arranjo: Takayuki Aihara

Quem disse que música techno não pode ser tocada no violino? Mais um sucesso da Zuntata é homenageado no arranjo psicodélico de Takayuki Aihara. Em meio às batidas eletrônicas, sussurros e piano cintilante, o violino de The Screamer brilha como nunca.

05 – “After Burner” (After Burner)
Original: “After Burner”

Composição: Hiro
Arranjo: Yousuke Yasui
Guitarra: Masayuki Ozaki

The Screamer também registrou um vídeo da “After Burner”, aliás, o primeiro que publiquei dele. A guitarra base de Masayuki Ozaki remete aos melhores tempos de Koichi Namiki na S.S.T. Band. E a parte do sintetizador, que fazia a melodia na versão da “After Burner” da antiga banda da Sega, é cumprido muito bem pelo violino.

06 – “Like the Wind” (Power Drift)
Original: “Like the Wind”

Composição: Hiro
Arranjo: Shinji Hosoe
Guitarra: Masayuki Ozaki

A música que mais esperava do álbum é uma prova de genialidade do Hiro ao compor uma melodia maravilhosamente memorável. Ficou um espetáculo no arranjo de Shinji Hosoe e performance do The Screamer, de novo com a guitarra base de Masayuki Ozaki. A releitura mais inspirada até hoje. Melhor que isso só se fosse integralmente orquestrada.

07 – “Last Wave” (OutRun)
Original: “Last Wave”

Composição: Hiro
Arranjo e piano: Taihei Sato

Se tem Hiro, OutRun é obrigatório. “Splash Wave”, “Magical Sound Shower” ou “Passing Breeze” ou ainda todas as três seriam as escolhas mais previsíveis, mas a faixa secreta é a “Last Wave”, em arranjo de Taihei Sato, ex-Gamadelic e compositor com participações em jogos como Derby Owners Club e Sonic the Hedgehog (2006). No solo de piano ficava triste, no dueto com violino então infunde a melancolia. Que essa não seja a última onda do The Screamer.

“Ice Climber Medley” – Ice Climber (Lydia Hime)

Por Alexei Barros

Ice Climber reserva algumas das melodias mais marcantes de NES – que se estendem até hoje graças aos arranjos na série Super Smash Bros. –, mas não foram feitas nem pelo Koji Kondo, nem pelo Hirokazu Tanaka, os dois maiores mestres da Nintendo à época. Bem como Zelda II: Adventure, a trilha é de autoria de Akito Nakatsuka.

Todas as composições dele para Ice Climber foram homenageadas por mais uma performance da Lydia Hime que supera um pouco mais de um minuto com o desembaraço que as originais pedem na interpretação. Nenhuma queixa, é perfeita do início ao fim.

“Ice Climber Medley”

“Mountain Intro” ~ “Mountain Stage” ~ “Bonus Stage” ~ “Bonus Stage Complete!”

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  • @thalesnm Legal! Essa é a primeira OST de game music que você compra no Amazon? 1 day ago
  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 3 days ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 4 days ago

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