VGL 2009: cada vez mais show, cada vez menos concerto, todo mundo se alegra e eu não me contento

Video Games Live 2009 em São Paulo
Por Alexei Barros

Desde 2006 é a mesma história: chegou ao Brasil o Video Games Live, o maior e mais famoso espetáculo de game music do mundo. O show adquiriu uma popularidade que assusta: apareceu no Metrópolis, no Jornal Hoje e até mesmo no Mais Você da Ana Maria Braga. Virou sinônimo de concerto de game music, como cotonete é para hastes flexíveis. Normal que espante a mídia em geral, porém qual a surpresa no meio gamer? Convenhamos, é a quarta vez que o VGL aporta no país. Claro que Belo Horizonte e Salvador receberam pela primeira vez, sempre tem gente nova e sei de muitas pessoas que gostam de game music e nunca puderam comparecer, mas estou farto de como ainda há espanto com o VGL. Parece que a cada visita volto a 2006, quando, naquela época sim, era novidade. Fazia três anos da realização do primeiro concerto de game music fora do Japão, First Symphonic Game Music Concert (2003), na Alemanha, e dois do Dear Friends – Music from Final Fantasy (2004), o primeiro nos Estados Unidos. O próprio VGL era novidade (havia estreado em 2005), e só havia se apresentado nos EUA e Canadá antes de vir para o Brasil.

De lá para cá minha empolgação dissipou pelo contato com outros concertos, isso não é novidade alguma, e seria otimismo demais achar que a excitação voltaria depois de ver em 2009, no retorno do VGL a São Paulo no HSBC Brasil, com performance da Orquestra Simphonica Villa Lobos (a mesma de Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro em 2009 e que havia tocado no VGL 2007 e 2008 em Brasília e no VGL 2008 em Curitiba), sob a regência do italiano Emmanuel Fratianni (participou de Advent Rising como compositor e arranjador), substituindo Jack Wall, que está atarefado com a trilha de Mass Effect 2, além das participações especiais de Laura Intravia e Norihiko Hibino. Aí surge o questionamento: “você reivindicou ‘Snake Eater’, Metroid, Chrono Trigger/Cross e Shadow of the Colossus, e agora que tem no set list do que vai reclamar? Só faltava querer Super Mario Galaxy, Donkey Kong Country e Ace Combat 5!”. Não é tão simples assim.

Antes e durante a turnê adquiri o hábito de acompanhar mensagens com a hashtag #VGL no Twitter, e li os mais rasgados encômios. Depois de assistir o show no último dia 7 de outubro, fico com a impressão de que vi uma apresentação diferente daquela que estava sendo elogiada. Dos diversos relatos que conferi, salvo alguns depoimentos como do Igorsan e Tonelzão no Pensamento Gamer e do mestre Pablo Miyazawa no Gamer.br, entre outros, parece que tudo é perfeito, maravilhoso, sensacional. Respeito a opinião de quem acha. Então lá vem você falar que eu quero encontrar defeito em tudo. Minha carranca será exposta nas mal traçadas linhas após o Hadouken, e peço desculpa de antemão se porventura ofendi alguém com os comentários sobre a reação do público ou qualquer outra afirmativa, porque seria o cúmulo da pretensão querer que todos concordem comigo.

Verdade seja dita, a divulgação foi calamitosa. Cidades eram publicadas e retiradas do site brasileiro sem a menor responsabilidade e, para piorar, os moradores da Capital Federal tiveram de se contentar com a mensagem “Show em Brasília CANCELADO!”. O advento de Norihiko Hibino, um feito histórico e inédito no Brasil, não recebeu o mínimo destaque nem mesmo no site oficial americano, como se ele fosse um zé mané qualquer. Para completar, o release, único vestígio de divulgação da vinda dele além de uma mensagem no Twitter, informava incorretamente: “Saxofonista e compositor do clássico game Metal Gear Solid, Hibino foi responsável…”. Ele não participou do primeiro MGS. Na série, foi do Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty em diante. Falando nisso, o mesmo release comunicava que Guitar Hero: Van Halen estaria à disposição dos jogadores, o que não procedeu. Nesse evento pré-show o programa que estava à venda por vinte reais não é um programa, é um álbum de fotografias (não está incluso nos preços salgados dos ingressos de 80 a  140 reais, com desconto de 50% para estudantes). Em 2006, o programa que comprei por dez reais estava repleto de informações detalhadas que uso até hoje como referência, e valeu cada centavo.

As atrações especiais preconizadas no site eram resumidas às bandas brasileiras que abriram os shows em cada cidade (exceto Salvador). Desculpa o que vou falar, não consigo conceber a ideia de que bandas de fãs, apesar da qualidade, sejam mais importantes que um compositor, um profissional da indústria – e faz trilhas para obras de Hideo Kojima.

Menos concerto

O Video Games Live é definido como uma mistura da “emoção de um concerto com a empolgação de um show de rock”. Para mim, não consegue ser nenhum dos dois com o máximo da eficiência. Não é questão de gosto porque aprecio tanto um como o outro, e sou um entusiasta da mescla de orquestra com banda. E a mistura já foi feita com sucesso – no universo de games, basta ver, por exemplo, os vídeos da série holandesa Games in Concert, em especial a “Grabbag” do Duke Nukem 3D.

VGL 2009 em São PauloA parte concerto foi muito pobre. De volta ao release: “No Brasil, o maestro italiano Emmanuel Fratianni vai reger a Orquestra Sinfônica (sic) Villa-Lobos, composta por 43 músicos”. Já não seria um número adequado. O ideal, pela média de outros concertos de game music, é cerca de 80. Ou pelo menos 60. Aí você dirá para dar um desconto porque o VGL é uma turnê mundial, e é impossível usar sempre as maiores e melhores orquestras. Mas pelo que contei na hora, um pouco mais da metade da Villa-Lobos devia estar lá, pois foram cerca de 25 instrumentistas e 15 coristas! Não chamo isso de consideração pelo Brasil. A orquestra poderia ser assim caso o recinto fosse menor, com arranjos específicos para essa formação. A Villa-Lobos não tem culpa nessa história, claro, o problema é colocar orquestra e coral reduzidos para interpretar músicas de God of War e Warcraft que foram criadas para performances gigantescas. Para comparar, o recorde do VGL foi na apresentação em Houston em 2008: mais de 160 pessoas no palco (aproximadamente 100 da Houston Symphony e 60 do Houston Symphony Chorus). Curiosamente, no Japão, onde deveriam ter caprichado o máximo possível, foi menos: 140, sendo 60 instrumentistas da Tokyo New City Symphony e 80 coristas do Senzoku Gakuen College of Music Chorus (ressalva de que são estudantes).

E outra: nem adiantaria querer que a orquestra fosse maior porque não haveria espaço. O HSBC Brasil não é apropriado para comportar uma orquestra. Se houvesse um piano de cauda inteira provavelmente tomaria metade do palco. No lugar, como de praxe no VGL, havia um teclado. Falando nisso, que saudade do Via Funchal, que abrigou os shows em 2006 e 2007.

Longe de tudo e de todos, próximo à ponte que partiu, a casa de espetáculos é a zona do desconforto. No camarote, veja bem, no camarote, era impossível avistar o palco em sua inteireza para quem estava no fundo porque a visão ficava obstruída pelas pessoas que se sentavam à frente nas mesas posicionadas lateralmente. Haja torcicolo. Para ver melhor tive de ficar de pé – não que seja um martírio, só que no Via Funchal isso não acontecia. Pelo que me contaram, a seção da pista era abominável: sem lugares marcados, as pessoas obrigatoriamente ficavam levantadas, cobertas sob um teto baixo em uma área escaldante e sem ventilação. Uma senzala praticamente.

Isso é consequência do quê? Da agenda empanturrada e sem propósito (a não ser o comercial) de cerca de 60 apresentações por ano – que podem virar de 90 a 100 em 2010. Marcar numa plena quarta-feira, numa cidade de trânsito ridículo como em São Paulo, às 20h30, num local inadequado para esse tipo de show, é fruto da ambição descomedida de querer estar em todas as cidades do mundo no menor tempo possível. Se fosse em outra data provavelmente haveria disponibilidade no Via Funchal. Para efeitos de comparação, em 2007 ocorreram três shows em três semanas no Brasil. Nesse ano foram quatro em uma semana. Só eu acho que há algo de errado nisso? Eles são humanos e precisam de descanso também. Por consequência, desde o início da apresentação Tallarico estava rouco. Ainda bem que ele não precisou cantar.

Mais show

Todas as músicas em 2006 eram sem guitarra (bem, a “Finish the Fight” teria no Rio se não fosse por um problema técnico). Em 2007, “Finish the Fight” e “One-Winged Angel”, as últimas da apresentação, passaram a usar o instrumento e em 2008 foram as duas e ainda “Halo Suite”, “Halo 3” e “Castlevania Rock”. Em 2009, as faixas com guitarra totalizam sete, e oito se contar o segmento interativo do Guitar Hero: Aerosmith (e outra com violão). Sobrecarrega os ouvidos e anula a riqueza da orquestra (minúscula daquele jeito não haveria como também) em muitos segmentos pela equalização inapropriada, e a sensação de exagero aumenta pela inexistência em 2009 dos solos de “piano” (teclado) do Martin Leung (2006 e 2007) ou Piano Squall (2008), que conferiam variedade ao espetáculo, ainda que fossem manjados (“Athletic” do Super Mario World) ou mandraques (“Scars of Time” era um solo de teclado).

ShowmanO aumento de uso da guitarra assume a atual identidade do VGL, que é muito mais show do que concerto. Não que um concerto não possa ter guitarra – na série Press Start sempre há Haruo Kubota, acomodado no palco como qualquer outro integrante da orquestra –, acontece que Tommy Tallarico não se contenta em tocar sentado em uma cadeira o tempo todo ou simplesmente permanecer de pé e parado (claro que ele não precisa ficar como uma estátua, as músicas devem ser interpretadas com o corpo). Pula, anda, pula, mexe as pernas, mexe os braços, pula. É tudo muito performático, exagerado e desnecessário.

O público, em geral, acha o máximo. Aliás, o público acha tudo o máximo. A atenção está na atuação exibicionista de Tallarico, nos vídeos do telão (você viu? Foram atualizados!), menos na música, que deveria ser a atração principal. Parece que estou numa sala de cinema com o público de estádio de futebol, não em um espetáculo de game music. Incentivada pelo apresentador, por diversos momentos a plateia urrava euforicamente por conta do que aparecia no telão, e não pela execução. Não consigo qualificar isso de interação. Afinal, os segmentos de Space Invaders e GH: Aerosmith servem para quê? É por isso que o VGL não consegue ser concerto e show com pleno êxito. Não vejo problema nenhum em gritar antes ou depois das músicas (até faria se merecesse), mas precisa apresentar essa reação alucinada DURANTE a performance? Num show de rock as pessoas podem berrar o quanto quiser que você ainda vai sentir claramente a bateria e a guitarra, agora como é possível escutar instrumentos de sonoridade menos potente como flauta, violino e oboé com gritos histéricos? Se não pode ser escutada, então qual o motivo para existir a orquestra no palco? Pelo que me recordo, em 2006 e 2007, não sei se pela acústica melhor do Via Funchal, ou pelo comportamento menos escandaloso, a reação do público não atrapalhou tanto a performance.

Mais incrível é que já destilei o meu azedume, mas ainda não falei do set list, sempre o meu maior alvo de crítica. Não dá para negar que enfim, no quarto ano de visita ao país, os organizadores perceberam que o público brasileiro quer ouvir, na maioria, são músicas de jogos japoneses, o que pode ter sido motivado em parte pelo VGL em Tóquio. Formando o melhor programa no quesito representatividade, os cinco segmentos novos são nipônicos (a “Prepare to Drop” de Halo 3: ODST foi descartada ao contrário do que previa), sendo que três, Silent Hill 2, Chono Trigger/Cross e Shadow of the Colossus faziam parte do repertório do PLAY! A Video Game Symphony, também produzido por ocidentais, desde 2006. Não posso reclamar de nenhuma aberração como Tron em 2007 ou Harry Potter em 2008 porque todos os nomes são de peso. Mas não diria o mesmo da qualidade dos arranjos que analisarei individualmente. Serei repetitivo além do normal porque já comentei em posts passados, exceção ao Shadow of the Colossus, mas ouvir ao vivo (ou melhor, quase tudo) sempre é uma sensação diferente. Fui breve nos segmentos mais conhecidos.

Ato I

01 – “Castlevania Rock” (Castlevania, Castlevania III: Dracula’s Curse e Castlevania: Symphony of the Night)

Originais: “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse) ~  “Wicked Child” ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night)
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006 (sem guitarra) e 2008 (com guitarra)

O “Classic Arcade Medley”, que costumava abrir o VGL, foi eliminado em favor de um número que vinha aparecendo no desfecho, “Castlevania Rock”. A instrumentação da versão 2006, sem guitarra, era inspirada na “Beginning” e “Vampire Killer ~ Wicked Child” do álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~, com a adição da “Moonlight Nocturne”. Já não me encantava porque o ritmo de toda a peça é bem mais lento que nas originais – a “Beginning” na versão do Castlevania Judgment se aproxima mais do meu ideal.

Não posso dizer que melhorou tanto assim na versão rock, porque não tenho fascinação pelo timbre da guitarra do Homem-Aranha. Para piorar, fico na cabeça com a referência da “Beginning” do Perfect Selection Dracula Battle. A passagem para “Wicked Child” é bem feita e os trechos intermitentes são usados para as respostas do público. O mesmo na transição para icônica “Vampire Killer”. De novo peço que compare com o Judgment: “Vampire Killer”. Muito mais animada. Aos poucos a música retarda e transita para a “Moonlight Nocturne” até o desfecho.

02 – “Theme of Laura” (Silent Hill 2)

Original: “Theme of Laura”
Estreia: VGL em Tóquio, Japão 2009
Histórico VGL no Brasil: estreia

Para minha surpresa, faz parte do set list convencional a música inaugurada no VGL no Japão com a performance do compositor Akira Yamaoka, naquela imitação descarada do PLAY! A Video Game Symphony. Desta vez tocada por Tallarico, a performance ficou ainda mais chocha porque o timbre da guitarra aracnídea realmente não me apetece. Muito arrastado, e entrada dos pratos é playback. Os diálogos antes e depois do jogo são um tanto quanto dispensáveis.

03 – “Metal Gear Solid Suite” (Metal Gear Solid e Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty)

Originais: “Metal Gear Solid Main Theme” (MGS2) ~ “Encounter” (MGS) ~ “Metal Gear Solid Main Theme” (MGS2)
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Sabendo que “Snake Eater” viria no segundo ato, será que precisava repetir de novo o tema de abertura do Metal Gear Solid 2 pela quarta vez, com a mesma cena do Gilsomar Genome Soldier perseguindo a caixa (dentro estava a Laura Intravia) como se fosse uma novidade de outro mundo? Já cansou. Desta vez, contudo, notei que além do tradicional playback com efeitos eletrônicos, havia uma percussão (formada por caixa e tom-tons) conferindo maior peso às batidas.

04 – “Sonic the Hedgehog Symphonic Suite” (Sonic the Hedgehog)

Originais: “Green Hill Zone” ~ “Labyrinth Zone” ~ “Marble Zone” ~ “Star Light Zone” ~ “Scrap Brain Zone” “Boss” ~ “Spring Yard Zone” ~ “Ending”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Perfeito, exclusivo e não-reciclado: pena que não posso dizer o mesmo de todos os outros arranjos do VGL. Superior às versões do PLAY! (releitura do Yuzo Koshiro) e do Press Start 2008, é a única a incluir todas as músicas de fase menos “Final Zone”, com interligações sutis graças à engenhosidade do inglês Richard Jacques. E, diferentemente do que Tallarico falou, a suíte do Sonic foi sim executada em todas as apresentações anteriores no Brasil, sempre com o vídeo do Yuji Naka na abertura. A propósito, por que a declaração é dele e não do Masato Nakamura?

05 – “Shadow of the Colossus Medley” (Shadow of the Colossus)

Originais: “Prologue ~To the Ancient Land~” ~ “The Opened Way ~Battle With the Colossus~”
Estreia: VGL em Tóquio, Japão 2009
Histórico VGL no Brasil: estreia

Depois de quatro anos de súplicas, no dia 21 de setembro de 2009, na controversa apresentação do Video Games Live no Japão, debutou Shadow of the Colossus com a presença do compositor Kow Otani na plateia. Ninguém publicou o vídeo dessa performance até o momento, então os primeiros registros de Shadow do VGL no YouTube foram gravados no Brasil.

Como Tallarico não anunciou qual segmento seria, talvez para criar surpresa, o berreiro que aconteceria antes, ocorreu no início da música, e a introdução ficou praticamente inaudível. Para ilustrar o que quero dizer, nada melhor do que esse excerto do atemporal review do Shadow of the Colossus do Fabio Loureiro no Finalboss:

“A sequência inicial, em especial, é um exemplo claro de composição capaz de derreter até mesmo o coração de pedra de um colosso. Sintomática ao jogo, ela é cheio de pausas e silêncios entre as notas. Preciosos silêncios que estão ali para serem escutados. São genuínos momentos absolutamente análogos à aventura fragmentada do herói, que também possui entrelinhas de pura contemplação. Brilhante!”.

Preciosos silêncios que estão ali para serem escutados, não consumidos por gritos. Depois de ver reiteradas vezes os vídeos consegui entender mais ou menos o que aconteceu. O tema de abertura “Prologue ~To the Ancient Land~” (precisamente a mesma destacada acima) na versão do jogo abre, de maneira arrepiante, em uma sequência alternada de bouzouki irlandês, coral e flauta, com o órgão fazendo a base (simulado por sintetizador). Ao vivo, a harpa substitui o bouzouki irlandês, mas as intervenções são executadas de forma muito lenta – ficou irreconhecível. O coral, que bisonhamente não cantou em todas as cidades brasileiras, participou em São Paulo, mas era pequeno demais para ser ouvido com clareza e derreter o coração. Em vez de imitar o órgão, o teclado apresentou um timbre que induz ao vômito e deixa no ar uma sonoridade amadora na tentativa da interpretação.

Depois da introdução, na original há um silêncio em que normalmente chegaria a hora das cordas realizarem a primeira participação para a emoção nos contagiar por completo (1:00 cravado). Mais uma vez o mestre Loureiro é sublime na descrição das sensações: “O ponto alto da composição é no exato momento em que o herói começa a atravessar a ponte que leva ao templo no fim do mundo, onde o coral cresce com uma beleza tão avassaladora que o peso em seus ombros torna-se insustentável. É de arrepiar, literalmente. Caso não aconteça contigo, você está morto”. Em vez disso, levo um tapa na cara. O medley muda da água para o vinho, do sólido para o gasoso, do polo norte para o polo sul, e a “Prologue ~To the Ancient Land~” é grosseiramente picotada para a entrada de “The Opened Way ~Battle With the Colossus~”, que ficou apenas normal, longe de causar arrepios como sonhei em ouvir ao vivo. Isso não é arranjo, é mutilação. A peça inteira tem irrisórios três minutos, e uma eventual desculpa de limite de tempo para mim não convence. Se fossem tocadas continuamente, sem transição, que já não seria o ideal, ao menos o mínimo do aceitável, as músicas somariam pouco mais de cinco minutos – mesmo tempo de Tron e Warcraft e mais curto do que os seis minutos de Myst ou Advent Rising. Ou dos nove minutos dos três números de Halo.

06 – “Metroid Medley” (Metroid e Super Metroid)

Originais: “Title” (Metroid) ~ “Theme of Super Metroid” ~ “Ending” (Super Metroid)
Estreia: VGL em Edmonton, Canadá 2008
Histórico VGL no Brasil: 2008

Não faz muito sentido musicalmente. A “Theme of Super Metroid” já funciona como faixa de abertura, e não há objetivo em colocar antes outro tema de abertura, a “Title”. Na mudança de uma para outra, não há nada, há um buraco. Ao menos desta para a “Ending” a passagem é natural. O arranjo dessas duas é reaproveitado do “Theme ~ Space Warrior Samus Aran’s Theme ~ Big Boss BGM ~ Ending” (de oito minutos) do Toshihiko Sahashi no Orchestral Game Concert 4, eliminando as duas no entremeio. O maior pecado do medley, todavia, é omitir o tema “Brinstar” do primeiro Metroid – seria o mesmo que não tocar “Green Hill Zone” do Sonic ou “Overworld” do Mario –, e que já foi muito bem arranjada na “Depth of Brinstar” (a partir de 2:13) do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert.

07 – Flute Link

Vista pelo caça-talentos Tallarico em um vídeo do YouTube, a flautista norte-americana Laura Intravia foi convidada para participar do Video Games Live em San Diego e em toda a turnê brasileira para apresentar um segmento cômico vestida de Link. Tentando tocar músicas da série Zelda na flauta transversal, ela é interrompida repetidas vezes pela impertinente fada Navi. À parte o fator satírico, fica a dúvida se a parte da flauta da Intravia é de fato ao vivo.

08 – “The Legend of Zelda Symphonic Suite” (The Legend of Zelda)

Originais: “Overworld”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Inteiramente reaproveitada da “Legend of Zelda Theme” do Orchestral Game Concert 1 (1991) no arranjo de Toshiyuki Watanabe, a releitura trabalha em cima do tema principal de Zelda do NES em diferentes variações, primeiro mais grandiosa, depois discreta e encerrando com magnitude. Preciso dizer de novo que estou cansado dessa versão?

Ato II

09 – “God of War Montage” (God of War)

Originais: “The Great Sword Bridge of Athena” ~ “The Vengeful Spartan”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006 e 2008

Enquanto na original há um solo vocal na retumbante “The Great Sword Bridge of Athena”, na hora virou um dueto alternado entre, respectivamente, Laurie Robinson, esposa de Fratianni, que participou da composição e orquestração de Advent Rising e da orquestração de “Halo Suite”, e da Flute Link, desta vez como Laura Intravia, mostrando sua versatilidade como cantora. Encerrou o excerto com as duas ao mesmo tempo até a passagem para a não menos retumbante “The Vengeful Spartan”, que leva a participação do coral.

10 – “Hikari” (Kingdom Hearts)

Original: “Hikari -KINGDOM Orchestra Instrumental Version-”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Por mais que tenha sido lançado Kingdom Hearts II em 2006 e que existam outras faixas naturalmente orquestradas da série como “March Caprice for Piano and Orchestra”, “Passion” e “Fantasia alla marcia for piano, chorus and orchestra”, o VGL fica firme e forte no tema principal “Hikari” do Kingdom Hearts, com as imagens dos filmes da Disney no telão. Pior é que a música que está no Video Games Live: Volume One no que se configura como o supra-sumo da redundância: para que vou querer uma versão piorada gravada em estúdio com o mesmo arranjo que está perfeito na OST?

11 – “Snake Eater” (Metal Gear Solid 3: Snake Eater)

Original: “Snake Eater”
Estreia: VGL em Cingapura 2009
Histórico VGL no Brasil: estreia

Antes de mais nada, me sinto na obrigação de elogiar a escolha da canção, jamais tocada em outro concerto, até mesmo nos japoneses, com a inventiva introdução do saxofone para substituir uma cantora, o que foge da intenção inicial de querer reproduzir as músicas originais com a maior fidelidade possível. Ver o próprio compositor da música ao vivo, um japonês e ainda por cima no Brasil, é inigualável: “This is amazing!”, como disse Norihiko Hibino. A performance no sax foi tão envolvente que muita gente parece ter esquecido que se trata de uma música cantada na original com o vocal de Cynthia Harrell. Apesar disso, repudio o hábito do público de querer bater palmas em músicas que não tem o ritmo acelerado para tanto (“Snake Eater” não é “Type A” do Tetris) e a limitação da instrumentação, como já previa e não me causou nenhuma surpresa. Baixo? Playback. Bateria? Playback. Guitarra? Playback. O fato de o último ser pré-gravado ainda explicita a falta de versatilidade (ou falta de ensaio). Só porque é muted guitar, à moda James Bond, não pode ser feita ao vivo. Ou seja, guitarra só se for a estrela principal, com o rockão na última potência.

12 – “Warcraft Suite” (Warcraft III: Reign of Chaos, Warcraft III: Frozen Throne e World of Warcraft)

Originais: “Cinematic Intro Music” (Frozen Throne) ~ “Cinematic The Warning Music” (Reign of Chaos) ~ “Main Title ~ Legends of Azeroth” ~ “Intro Movie: Seasons of War” ~ “A Call to Arms” (WoW)
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Passeando por alguns dos mais bombásticos temas da série da Blizzard, faz uso extensivo da grandiloquência do coral, o que é exigir muito para apenas 15 vozes. A falta de uma melodia forte na suíte é o motivo principal para não me causar espanto, sensação reforçada pelo meu completo desconhecimento da série. Só não entendo a obrigatoriedade de tocar a “Warcraft Suite”, no momento em que VGL possui outros segmentos de Warcraft no repertório, como do World Of Warcraft: Wrath of the Lich King.

13 – “Super Mario Bros. Symphonic Suite” (Super Mario Bros.)

Originais: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 e 2008

Como Zelda, a suíte do Mario é reutilizada da versão “Super Mario Bros.” do Nobuo Kurita para o Orchestral Game Concert 1, e até foi reprisada no OGC3. No Press Start 2009 também. E praticamente todos os concertos pelo mundo para nos esquecer que existem músicas a partir do Super Mario Bros. 2. É perfeita, embora esqueça da “Castle”.

14 – “Halo Suite” (Halo e Halo 2)

Originais: “Ghosts of Reach” ~ “The Last Spartan” (Halo 2) ~ “Halo” (Halo) ~ “The Last Spartan” (Halo 2)
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2005
Histórico VGL no Brasil: 2006, 2007 (sem guitarra) e 2008 (com guitarra)

O Video Games Live é um dos shows que mais enaltece a trilha de Halo, e isso é patente desde a estreia em 2005. Quando muitos pensam que se trata de uma suíte apenas, na verdade são três números como veremos a seguir. Antes puramente executada por orquestra e coral, aos poucos teve a implementação da guitarra (prefiro o timbre da preta) até mesmo nos momentos mais lúgubres do coro estilo canto gregoriano. Como já disse outras vezes, é inspirada pela “Halo Theme Mjolnir Mix” de Halo 2 tocada por Steve Vai.

15 – Halo 3

Originais: “Reconciled” ~ “Tribute” ~ “Behold a Pale Horse”
Estreia: VGL em Londres, Inglaterra 2007
Histórico VGL no Brasil: 2008

No entremeio da extensa homenagem à Halo, passou a ser implementado esse número com três faixas da trilha de Halo 3, que não difere muito das características do número anterior. Curiosidade: na “Halo Suite” do Video Games Live: Volume One não há esse segmento intermediário de Halo 3, passando direto para a “Finish the Fight”.

16 – “Finish the Fight” (Halo 3)

Original: “Finish the Fight”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2006
Histórico VGL no Brasil: 2006 (sem guitarra), 2007 e 2008 (com guitarra)

O piano (teclado) imponente anuncia a mais acelerada e grandiosa interpretação da música principal da série com o tema do trailer de revelação de Halo 3, “Finish the Fight” (2:31 no vídeo), incluindo a voz gravada da dubladora de Cortana, Jen Taylor. Depois daquele salto no compasso final do Tallarico e do Fratianni (com o Jack Wall era muito mais exagerado), enfim encerram-se os nove minutos do show dedicados à Halo. Precisa ser tão longo? No final somos obrigados a ver aquela cena do figurante de Master Chief correndo com a bandeira do Brasil (qual a relação entre um e outro?), e depois também manejando a bandeira olímpica pela recém-escolha do Rio de Janeiro para sediar o evento.

17 – “One-Winged Angel” (Final Fantasy VII)

Original: “One-Winged Angel”
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2006
Histórico VGL no Brasil: 2006 (sem guitarra), 2007 e 2008 (com guitarra)

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, e que eu pensava, não foi tocada a “Advent One-Winged Angel” somente pela inclusão da guitarra. A releitura do Final Fantasy VII: Advent Children possui letra diferente. Na verdade foi executada a “One-Winged Angel” com a guitarra de Tallarico e baixo e bateria no playback. Quando é tocada nos concertos, as guitarras dos Black Mages costumam tocar desde a introdução – para imitar a inspiração da “Purple Haze” de Jimi Hendrix –, mas Tallarico segue a entrada da versão de estúdio da “Advent One-Winged Angel”, o que dá muito mais impacto. No fim das contas, é a mesma releitura do Shiro Hamaguchi de sempre, extrapolando os limites da repetição. O público já conhece tão bem que acompanhou os versos “Sephiroth”. No telão, em vez do logo do VGL – o direito de uso das imagens de Final Fantasy são exclusividade da turnê Distant Worlds –, apareceu uma frenética sucessão de artes conceituais de fãs.

Bis

18 – “Mega Man Medley” (Mega Man 2 e 3)

Originais: “Opening” ~ “Title” (Mega Man 2) ~ “Title” (Mega Man 3) ~“Dr. Wily Stage 1” (Mega Man 2) (2009)
Estreia: VGL em Los Angeles, EUA 2009
Histórico VGL no Brasil: estreia

O mesmo problema do Metroid: não há sentido em tocar os temas de abertura “Opening” e “Title” do Mega Man 2 e “Title” do Mega Man 3 na sequência. É muito mais um medley de seleções aleatórias do que uma miscelânea com encadeamento lógico como a suíte do Sonic. Ao menos ao vivo me soou melhor do que no YouTube. Senti mais a presença dos metais, em especial na “Dr. Wily Stage 1”.

19 – “Chrono Trigger/Cross Medley” (Chrono Trigger e Chrono Cross)

Originais: “A Premonition” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” (Chrono Trigger) ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)
Estreia: VGL em Oakland, EUA 2009
Histórico VGL no Brasil: estreia

Como cansei de falar, as três primeiras são recicladas do “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”, expulsando a “Guardia Millenial Fair” entre “A Premonition” e “Wind Scene”. Se eu visse ao vivo aquela cena do maestro saindo da regência para pegar o violão me causaria revolta – a performance do violão ficou restrita ao Tallarico durante todo o medley. Mas será que é mesmo necessário se sentar na cadeira no meio do palco para tocar a introdução de “Scars of Time” (que era impossível de ouvir na hora porque o público achou um espetáculo o logo do Chrono Cross estampado no telão), e depois levantar e chutar o banco? Laura Intravia tocou flauta transversal na “Wind Scene” e “Scars of Time”, que ainda recebeu o inesperado e bem-vindo reforço de Norihiko Hibino no saxofone e do playback no baixo elétrico. Deveria existir um solo de violino ali, mas não escutei nada na ocasião. E nem nos vídeos. Verdade seja dita: quem achou o medley fora de série provavelmente nunca ouviu ou esqueceu das outras versões dos demais concertos e álbuns, porque é disparado o mais pobre de todos. Eu me refiro à qualidade do arranjo, porque o “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”, por exemplo, poderia ser muito bem tocado na íntegra pela mesma formação de instrumentistas. E não entendo como pode um medley de uma turnê mundial com as melodias mais famosas ignorar o tema principal “Chrono Trigger”

Encontro esporádico

Fim de showPor conta do carisma e da acessibilidade dos organizadores, percebo que há uma certa complacência com o Video Games Live, que é reforçada pelo argumento de que é uma turnê que valoriza o Brasil. É o país preferido para sediar os shows, visita religiosamente há quatro anos (passou por seis cidades diferentes), duas músicas do CD Video Games Live: Volume One foram gravadas aqui e o DVD seria baseado na apresentação do Rio de Janeiro em 2006. É patente, e trazer o compositor Norihiko Hibino é um feito e tanto. Agradeço de novo a oportunidade ímpar de vê-lo ao vivo no meu próprio país sem precisar viajar ao Japão. Porém, em nenhum momento posso ocultar as imperfeições e classificar que uma orquestra e coral desfalcados com uso extensivo de playback seja épico, e nem precisa usar a referência dos concertos profissionais ou das audaciosas orquestras amadoras para constatar. Aliás, o fato de saber da utilização do playback tira a crediblidade da performance, e não faz por merecer o nome do show. Em vários momentos, eu e os companheiros hadoukenianos tentávamos decifrar o que era ao vivo ou pré-gravado. Não consegui constatar pela distância, mas há quem diga que elementos comuns da orquestra como cordas são reforçados por playback e, mais incrível, até a guitarra de Tommy Tallarico!

Se os contratempos supracitados são até certo ponto aceitáveis dependendo da tolerância, não existe justificativa para determinados arranjos, em especial alguns dos novos, serem horrorosos, e isso não tem relação alguma com o fato de o show ser voltado para o público mainstream ou porque faz apresentações quase todos os dias. É inadmissível picotar músicas sem o menor critério nos segmentos de Chrono (considerando o arranjo que inspirou a versão do VGL) e Shadow of the Colossus, que não havia razão para inventar porque as músicas já são orquestradas. Para comprovar que não há relação alguma com o enfoque casual é a obra-prima da suíte do Sonic que para mim ninguém conseguiu fazer melhor.

Além da repetição das músicas que também incomodou muitas pessoas pelos relatos que acompanhei – nove segmentos foram executados pela quarta vez consecutiva –, as piadas, os vídeos e as falas do show se tornaram previsíveis e deixam um incômodo déjà vu para quem já conhece. Em certas situações eu até antecipei o que Tallarico comentaria na hora – pode perguntar para quem assistiu ao meu lado. Não há espontaneidade. Para algumas pessoas que também não se empolgam mais como eu, o Video Games Live se tornou uma mera formalidade, uma oportunidade de rever amigos, o que vai ao encontro da atual inexistência de um grande evento de games no Brasil. Deveria ser muito mais do que isso.

[imagens via Flickr]

73 Responses to “VGL 2009: cada vez mais show, cada vez menos concerto, todo mundo se alegra e eu não me contento”


  1. 1 Dario 12/10/2009 às 6:20 pm

    Queria o que? faz tempo q esse blog não fala em outra coisa a não ser game music, e a mídia não especializada ainda está ‘espantada’ com os consoles dessa geração, imagine com game music.

    Cito o meu caso por exemplo, trabalho com jogos para celular e é um ramo que fica à margem até pela mídia especializada em games, mas que já é um mercado tão grande quando o do psp e ds, juntos!!!!

  2. 2 Alexei Barros 12/10/2009 às 6:44 pm

    Concordo, Dario, é totalmente normal que um concerto de game music cause espanto no Brasil na dita mídia não-especializada, mas me referi à surpresa descrita em muitos sites e blogs de games. Talvez tenha me expressado mal no texto, e acrescentei uma frase para não ter dúvida.

    Quanto ao “faz tempo q esse blog não fala em outra coisa a não ser game music”, se você está de saco cheio do tema como já insinuou certa vez nos comentários, não sei porque continua insistindo em visitar o blog, afinal o Hadouken não tem a pretensão de falar de todos os assuntos possíveis de games como fazem os grandes sites. É um mero blog de nichos, como artes conceituais, bizarrices, comerciais e outros temas mais específicos. Seria o mesmo que visitar o seu site e falar que “estou de saco cheio de jogos de celular”.

  3. 5 Radical Dreamer 12/10/2009 às 7:06 pm

    Uma pena que o VGL realmente chegou a esse ponto. Com toda a atenção que ele tem recebido pela mídia e pelos fãs, poderia ser o número um de qualidade entre os concertos de game music. É irônico observar como um show com o nome de Video Games LIVE faz uso de tantos playbacks. E ainda por cima erra na descrição da obra de Norihiko Hibino, que é o primeiro compositor de games a participar ao vivo em um concerto de games no Brasil, o que é algo histórico. Parece até um atentado contra o suposto público alvo do show; fico imaginando se no Symphonic Fantasies tivessem anunciado que Hiroki Kikuta trabalhou no Secret of Mana e se isso passaria batido. Percebem-se os objetivos de cada show, e nota-se que o VGL está ficando para trás.

  4. 7 Diego Paulino 12/10/2009 às 8:08 pm

    Só vi a apresentação do medley do Sonic, mas apareceu algumas dúvidas…

    – Por que no show do Brasil não colocam legendas em português na fala do Yuji Naka? Sera que é tão difícil assim fazer?!

    – Já tá na hora de muda os vídeos desse medley do Sonic, já temos novos games dele e ver o mesmo vídeo mal jogado é triste…u_u’

    – E sim, ter toda hora gritos durante a apresentação é chato pra cacete, parece que eles foram pra lá pra ver o show e não ouvir…..É por isso que o Tallarico fala que os melhores públicos estão no Brasil, é que poucos conseguem ouvir o que ele está fazendo……u_u”

  5. 8 Gustavo Hitzschky 12/10/2009 às 8:19 pm

    Fato, maestro Alexei Barros antecipou TUDO o que ia acontecendo no VGL, foi impressionante. Como falei para o maestro, VGL é isso aí, oportunidade de rever alguns trutas da imprensa (apesar de eu não ter encontrado os figuras Bueno e Pablo), dar risada com os cabeçudos do camarote e furtar algumas cadeiras. Bom, com relação ao texto sobre o espetáculo, acredito que poucas pessoas poderiam escrever de forma tão abrangente e aprofundada sobre o assunto. Parabéns, maestro, você nos orgulha!

  6. 9 Maurício 12/10/2009 às 8:23 pm

    Realmente não foi um espetáculo nota 10, mas é o único que podemos ver ao vivo, fazer o que.

  7. 10 Orakio "O Gagá" Rob 12/10/2009 às 8:46 pm

    Excelente post, mestre!

    Bom, a minha opinião não difere muito da sua. Eu sempre digo que VGL é que nem show da Ivete Sangalo, a turma vai para pular, gritar… eu lembro que quando fui no ano passado e tocaram o medley do Sonic deu aquela sensação de “Há um mundo bem melhor, todo feito para os retrogamers”. Todo mundo cantando junto, aquela sensação de “sim, sim, eu sou amado, eu pertenço a algum lugar” :)

    Tirando essa breve e patética epifania, não há muito a se ouvir, a não ser que você nunca tenha visto outros concertos pelos tubes da vida. Aí qualquer coisa vai parecer genial. Eu acho que o nível poderia ser um maior, sim. E acho que aumentar a quantidade de shows é uma insanidade e, ao meu ver, uma falta de respeito com o público, já que contribui ainda mais para que a qualidade desça a ladeira.

    Só para constar, minha esposa foi comigo ao primeiro VGL e odiou com todas as forças dela. Não a música, mas o Tallarico. Ela tem pesadelos com ele todas as noites :)

  8. 11 Orakio "O Gagá" Rob 12/10/2009 às 8:57 pm

    Peraí, acho que achei uma boa maneira de descrever a epifania à qual me referi aí em cima:

    Mais ou menos como aos 2:20 de clip :)

  9. 12 Douglas 12/10/2009 às 9:46 pm

    Seu emputecimento ao falar sobre o VGL me deixa feliz, heheh. Não fui esse ano basicamente por tudo o que você disse sobre certa falta de noção do público e a falta de novidades. No fim das contas, iria apenas ouvir novamente metade do show de 2006 com mais barulho, já que a tendência é o público ir “piorando” conforme os anos passam.

    Depois de ter lido no Twitter algo parecido com “Tommy Tallarico é deus”, vindo de alguém random que com certeza não sabe nem a diferença de sexo entre Nobuo Uematsu e Yoko Shimomura, eu percebo qual é o atual público alvo do VGL: o cara que curte jogos o suficiente para para saber o nome de todos os jogos que aparecem no telão, e só.

  10. 13 Pablo Miyazawa 12/10/2009 às 9:48 pm

    Incrível, Alexei. Parabéns. Eu jamais faria melhor…

  11. 14 Ryunoken 12/10/2009 às 9:56 pm

    Parece muito com um review meu se eu entendesse alguma coisa, pois me senti representado por esse post. Vi lá o Lucas Patrício e acho que o Fábio Santana, mas como não te conheço não sei se te vi (naquele aperto, quase certo). Escreverei meu review mais voltado pra experiencia de alguém que não tem tanto conhecimento tácnico, mas que ama os videogames, começou a prestar atenção a gamemusic a pouco tempo e foi em 4 VGLS. E, depois dessa, linko teu post lá fácil.

  12. 15 sirilo 12/10/2009 às 10:04 pm

    A o show foi bom a galera tava empolgada e deu para se divertir.

    Mas com certeza eu esperava mais em questão de qualidade musical… eu tava de saco cheio já daquela pose do Tomy Talarico com sua guitarra malandra.

    E eu vi na hora do Hibino que o som do sax comecou antes de ele colocar a boca. Porque até para ele houve playback !?!?! O cara é maestro…

  13. 16 feliperene 12/10/2009 às 10:06 pm

    entender um review de um show que vc foi é muito mais esclarecedor do que dos outros posts.. valeu mestre alexei…
    por sinal, em BH, quando tocou one-winged angel, no telão do fundo passava fotos de cosplays.. sério, cosplay é muito vergonha alheia

  14. 17 ANTIDEUS 12/10/2009 às 10:40 pm

    Ótimo post, “Alexey”!

    Só uma correção: falta a música da Final Zone no medley do Sonic. É o meu segmento preferido do VGL, seguido do Classic medley que não teve este ano. Ambos me emocionaram muito tanto na primeira vez que vi no YouTube quanto na primeira vez que conferi ao vivo.

    E, “Alexey”, pare de falar de VGM que eu também não agüento mais! (brinks :D)

    @Gagá
    Ótima associação XD .

  15. 18 Felipe [Panettoni] 12/10/2009 às 11:21 pm

    O barulho também me incomodou bastante. Talvez as músicas teriam maior beleza sonora se houvesse um momento final só para os gritos dos fãs. Tenho que confessar que vibrei muito com a Laura Intravia. Se ela realmente estava tocando ou não, pouco me importa. O fato é que a música daquela flauta reflete todos os anos de fanatismo por essa sériezinha chamada Zelda.

    Gostei bastante do texto, Alexei, e suas críticas têm fundamento. Não está exagerando. Como foi a primeira vez que fui ao evento, as músicas estavam excelentes aos meus ouvidos, exceto ao ruído que já mencionei.

    Parabéns!
    Grande abraço e HADOUKEN!

  16. 19 Farley 12/10/2009 às 11:21 pm

    Já esperava uma avaliação negativa de sua parte Alexei, todas com os devidos méritos. Eu mesmo quando vi “Show cancelado em Brasília” senti até certo alívio, pois se tivesse por aqui eu cairia no erro de assistir novamente (algo que depois da apresentação de 2008 prometi que não faria mais).

    É como falei em 2008: depois de começar a acompanhar seus posts sobre game music por aqui eu não tenho mais motivos pra ficar animado com o VGL. Pelo que você falou essa apresentação de 2009 é puro déjà vu, com adições pontuais aqui e ali (e que aparentemente nem te agradaram muito).

    É triste também o fato do evento estar cada dia menos ‘live’, fato esse que presenciei em 2008 (sendo que muitos na ocasião falaram que o playback era ‘inexistente’ ou ‘mínimo’… pura conversa). E 3 segmentos de Halo? Tanta coisa interessante no mundo da game music, meio desnecessário 3 segmentos para a mesma série.

    De qualquer maneira parabéns por mais um ótimo e detalhado post =D

  17. 20 Eric 12/10/2009 às 11:38 pm

    Estive presente no evento de SP em 2006 e já não dava pra escutar muita coisa por causa da gritaria alheia (eu estava na pista). Ainda bem que eu preferi poupar 80 pilas e não fui nesse show.

    Já diria um ditado popular: quanto mais conhecimento mais sofrimento. No meu caso por exemplo, é dfícil engolir Castlevania com guitarras, que não seja no mínimo parecido com Dracula Battle; e SotC ao vivo que não seja no mínimo no mesmo nível da Eminence. E o pior, eu era um dos que mais clamavam pela inclusão de Shadow of the Colossus no setlist, postei nos forums da VGL e tudo. No fim, acabei recebendo o que pedi… hehehe

    Mas no final das contas, ainda considero uma iniciativa louvável. Quem poderia imaginar que um show desse pintasse no Brasil? 4 vezes? Espero que sirva de inspiração para outros grupos.

  18. 21 Luiz Homero 12/10/2009 às 11:49 pm

    Parabéns pelo POST, para um simples “gamer” seu post me trouxe muito conhecimento sobre concertos, sobre os playbacks, quantidade de instrumetistas e coro.

    Entendo que para os “entendidos” no assunto o VGL não foi perfeito, mas para mim que só consegui ir neste de 2009 desde que soube do evento, ele é ótimo, disse ótimo não perfeito.

    Naturalmente o local não era próprio para a apresentação, a pista foi algo horrivel a casa não tinha sequer inclinação mínima, parecia um buffet gigante com palco.

    Mas o simples fato de poder acompanhar um evento destes aqui, e me parece que se repetirá ano que vêm já é maravilhoso, principalmente tendo em mente a pouca visualização e divulgação que o brasil tem sobre games e seu mundo imenso.

    Até entendo que pra quem já foi o VGL não traz grandes novidades, afinal eu sempre achei que nós brasileiros somos super exigentes a tudo que vemos e fazemos, principalmente quanto gastamos nosso dinheiro.

    Bom eu ADOREI o show, para minha primeira vez foi fascinante poder ouvir mesmo que em alguns playbacks

  19. 22 geraldofigueras 13/10/2009 às 12:27 am

    Do ponto de vista técnico, concordo ao máximo que posso com o mestre Alexei. Limitado a ver apenas alguns vídeos, é irritante a plastificação do evento que faz o TT, e alguns segmentos soam como “fone de ouvido com problema que corta o stereo e não se escuta alguns instrumentos”. Não posso opinar sobre outros aspectos pois me limito ao youtube.

    Mas, ao mesmo tempo, o apelo popular que tem ganhado o evento não é de se ignorar. Aproveitando que já citaram Ivete Sangalo, fico bastante satisfeito de ver o VGL em outras cidades. Entendo todas as colocações pertinentes a qualidade que o mestre listou, mas é inegavelmente mais fácil ignorá-las fora do eixo centro-sul do país. Qualquer pão velho é a refeição do século para quem tem fome.

    Eu, particularmente, acharia justo pagar algo em torno dos preços praticados em outras cidades para assistir a pelo menos um Video Games Semilive/Semiplayback. Ao mesmo tempo, aplaudo a iniciativa do Alexei pois, justamente por estar em São Paulo e ser agraciado mais vezes com a oportunidade de participar de tais eventos, é natural que a crítica seja mais feroz e exigente a cada novo acontecimento.

    Como eu não acredito em verdades absolutas e sou um defensor ferrenho do conteúdo adaptador para o seu público alvo (caso do próprio blog, como defendeu o Alexei no primeiro comentário), não me arriscaria a dar uma nota geral para o evento. Mas, obviamente, é natural que ele o mesmo produto tenha resultado inferior na repetida São Paulo do que nas rookies BH e Salvador.

    Independente disso, palmas pelo post. Dá gosto terminar cada frase dele.

  20. 23 Caio Corraini 13/10/2009 às 1:08 am

    Eu devo admitir que fiquei impressionado com o VGL. Não tenho nenhuma vergonha quando digo isto, afinal de contas foi o meu primeiro evento gamer desta magnitude, então nada mais normal do que sair vendo estrelas após Scars of Time. Porém, tal fato não me priva de uma opinião objetiva, após que a poeira e a tietagem já baixaram.
    Sim, foi um grande show, mas bem diferente do que eu estava esperando.
    O som estava considerávelmente baixo [[inclusive, quem assistiu ao espetáculo do meu lado, conseguiu me ouvir discutindo com um filho de uma puta que não me deixava ouvir as músicas em sua plenitude pois as acompanhava fazendo BARULHOS COM A BOCA! :@]], a pista era realmente uma senzala quente e sem organização, inclusive com seguranças muito mal educados e mal preparados que ao invés de nos “orientar” sobre os lugares, simplesmente nos empurravam como gado, o palco estava muito iluminado na minha opinião e, mais importante do que todos os itens anteriores, a participação do maior mascote 2D de todos os tempos foi resumida a poucos frames em um vídeo whatever [[já enviei meu requerimento para a inclusão da trilha sonora de Bubsy no show. Toda ela.]]
    No mais, foi gratificante ver pessoas queridas [[Toupeiras inclusos]], apertar a mão do Fabão [[sim, isso é um ponto alto pra mim, sou piá ainda]] e, inclusive, ser reconhecido por um ou outro fã do ContinuePlay.
    Não vou reclamar mais do que já o fiz, mas espero que na edição do ano que vem todos os itens desta lista cima sejam revistos. [[principalmente a falta de Bubsy, que absurdo!]]

  21. 24 Alexei Barros 13/10/2009 às 2:44 am

    Obrigado a todos pelos comentários, fiquei surpreso!

    @ Radical Dreamer

    Hahaha! Relaxa! Todos cometemos erros – a diferença é que na internet dá para corrigir a informação silenciosamente. =P Não querendo justificar as idas e vindas do site brasileiro, mas esses problemas de divulgação não são exclusividade do VGL. Como sempre faço questão de ressaltar, no site do A Night in Fantasia 2009 chegaram a revelar que Tower of Druaga, Diablo III e Valkyrie Chronicles seriam executados e que o Hitoshi Sakimoto estaria presente, e tudo isso não se confirmou.

    “Com toda a atenção que ele tem recebido pela mídia e pelos fãs, poderia ser o número um de qualidade entre os concertos de game music”.

    Concordo plenamente. Um fator que tem me incomodado, e como você acompanha os outros concertos mais atentamente como eu irá concordar. Os da série Symphonic Game Music Concert na Alemanha e o PLAY! tem arranjos do Jonne Valtonen e eventualmente do Yuzo Koshiro e Takenobu Mitusuyoshi, o A Night in Fantasia do Hayato Matsuo, Shiro Hamaguchi, Natsumi Kameoka, no Press Start, Kazuhiko Toyama, Keiichi Oku, Mahito Yokota, Shogo Sakai… Acho que deveriam investir mais em nomes importantes e talentosos para fazer arranjos exclusivos, como o próprio Richard Jacques no Sonic e Classic Arcade Medley. Reciclar a maioria de arranjos prontos (verdade que isso também acontece muito no PLAY! se você reparar) é muito pouco para uma turnê de reconhecimento mundial.

    @ Diego

    – Errr… Isso é algo que não entendo porque teoricamente seria simples de fazer – e vem se repetindo desde 2006. Na hora estava difícil de entender o que ele dizia pelos gritos, e as legendas em inglês eram meio pequenas também.

    – Confesso que não reparei nos vídeos do Sonic, e o Tonelzão se queixou das gravações das jogatinas serem meio aleatórias. Vou prestar mais atenção nesse detalhe.

    – Tirou as palavras da minha boca! Gritar nos momentos mais silenciosos da música é um contrassenso. Não é minha intenção achar que todos devam se comportar como múmias, mas é muito exagerada a reação.

    @ Hitzman

    Pô, gran maestro, caso você não devolva a cadeira subtraída serei obrigado a fazer uma denúncia sobre o seu furto…

    @ Maurício

    Concordo mesmo. E acho que o Brasil está muito longe de ser uma potência de apresentações de game music, como é a Austrália, Alemanha, Suécia, EUA, Singapura etc. – Japão não preciso nem falar.

    @ Orakio

    Hahaha! Muito interessante essa sua descrição da epifania (o vídeo é hilário). Mas acho que pelo menos em 2006 e 2007 fiquei com a sensação de que era muito mais do que um show da Ivete Sangalo. Para mim, o ano de 2008 foi decisivo para o declínio de qualidade do VGL quando aumentaram de 27 em 2007 para 49 apresentações, marca registrada no Guiness e que claro foi superada em 2009. Pensei bastante sobre aquilo que você disse certa vez sobre ser difícil comparar o VGL com outros concertos por ser uma turnê, só que em 2009 a qualidade foi incrivelmente menor do que 2006 e 2007, que já não era o ideal, a bem da verdade, porém aceitável. Evidente, nunca esperaria que acontecesse uma turnê com a qualidade do Symphonic Fantasies. Outra coisa: legal, muito legal mesmo que o VGL faça shows em países sem tradição de concertos, como Taiwan, China, Portugal, França, Espanha, Inglaterra, Canadá, México e Brasil, mas será que precisava de tantas apresentações menores nos EUA fora dos grandes eventos? Por exemplo, esse show em Augusta que fizeram entre a visita ao Japão e a turnê brasileira foi totalmente desnecessário a meu ver.

    Achei interessante o que você falou sobre a sua esposa ter abominado. Não sei as preferências musicais dela, e apesar do atual formato de show de rock ter um apelo muito grande, eu fico na dúvida se assim eles ainda conseguem fazer uma apresentação para toda família como dito na proposta inicial do VGL. Minha mãe com certeza não gostaria de ficar três horas de pé na pista ouvindo nove músicas com guitarra na mais última potência. =P

    “Video Games Live™ bridges a gap for entertainment by exposing new generations of music lovers and fans to the symphonic orchestral experience while also providing a completely new and unique experience for families and/or non-gamers”.

    @ Douglas

    Putz, eu fiquei com essa mesmíssima sensação: parece que a cada ano que passa a reação do público vai ficando mais e mais exacerbada, não sei por qual motivo. Fico receoso de sequer conseguir ouvir a voz do Tallarico em 2010.

    Falando nele, também me incomoda os elogios exagerados. Sim, Tallarico merece respeito pelos seus 20 anos na indústria trabalhando em mais de 275 jogos, mas não é justo diante de tantos que seja classificado como o “maior compositor de game music”, como dito na própria reportagem do Metrópolis que linkei acima. Hahaha, e essa do Uematsu e Shimomura foi boa!

    Em tempo: desculpa parar de escrever no Blogeek sem dar a menor satisfação. Sei que é meio tarde para falar isso, que os outros colaboradores também deixaram de escrever e que o próprio site estava meio parado, mas eu deveria ao menos ter avisado.

    @ Pablo

    Puxa vida, um elogio como esse vindo de você me deixa muito feliz, Pablo! Valeu mesmo, fiquei comovido, hehe.

    @ Ryunoken

    Pois é, cara, vi o seu post falando que estaria em SP, várias pessoas comentaram que você estava lá, mas não te vi mesmo na hora. Aguardo pelo seu relato, porque curti muito o que fez de 2008 em Brasília – e veja só, já assistiu um VGL a mais do que eu. =P

    @ sirilo

    Caramba, se isso se confirmar seria uma decepção tremenda, mas prefiro acreditar que não rolou mesmo playback no sax – seria demais. Aí que entra a história: como já perdeu a credibilidade, começamos a desconfiar de tudo.

    @ feliperene

    Exato, e no final ainda aparecia a mensagem “COSPLAY FTW”. Sei lá, apesar de ser uma saída criativa por não poder usar as imagens do jogo, fiquei com um sensação de improviso amador…

    @ Émerson

    Muito obrigado pela correção, não havia reparado nesse detalhe. Isso que dá acreditar no programa de 10 reais que comprei em 2006: “A suíte sinfônica do Sonic possui as músicas das zonas em sua inteireza do primeiro jogo…”. -_-

    E estou com você na preferência. Lembro até hoje do dia em que fiquei pasmo (em especial nos trechos de Ghosts ‘n Goblins e OutRun) quando vi aquele vídeo do IGN do “Classic Arcade Medley”, e também depois ao vivo (por duas vezes). O fato de essa obra-prima orquestrada ser excluída é mais uma amostra da tendência de aumentar a porção de show de rock do espetáculo.

    E legal saber que para um leitor de saco cheio de game music tem outros tantos que não estão. =)

    @ Panettoni

    Valeu, Panetonni! É sempre legal ter uma opinião de quem vai pela primeira vez para confrontar as opiniões. Ah, eu conhecia você de nome, e só depois pela reportagem do Gamerview fui descobrir quem era quando te vi no dia. Abraço também para o pessoal do Nintenerds!

    @ Farley

    Valeu, Farley! Hahaha, eu me identifiquei com o que você disse sobre “senti até certo alívio, pois se tivesse por aqui eu cairia no erro de assistir novamente (algo que depois da apresentação de 2008 prometi que não faria mais)”. Eu pensei a mesma coisa quando não teve em SP em 2008, balancei nesse ano, mas achei que mesmo não sendo fã número um do show ainda é algo muito relevante para simplesmente ignorar – e o fator decisivo foi a vinda do Norihiko Hibino.

    Exatamente, eu já fui meio contrariado porque havia acompanhado os segmentos novos pelas outras apresentações (os vídeos gravados no Japão não tem desculpa para falar que soam horrendos, como adoram usar como desculpa com as gravações do YouTube), e minha impressão não mudou muito ao vivo. Talvez só o “Mega Man Medley” fez diferença. Apenas um pouco melhor.

    Fico inconformado como há várias pessoas que se recusam a aceitar que o VGL usa playback (dá uma olhada nos comentários do post do Pensamento Gamer), sendo que o próprio Tallarico admite isso abertamente. Sobre Halo, ainda suspeito que a Microsoft tenha algum contrato com o VGL, porque nem Mario, que é a franquia mais mainstream que se possa imaginar, tem tanto tempo de show. Isso que não tocaram Halo 3: ODST!

    @ Eric

    Fez bem, porque, vou te contar, 80 reais para ver o show de pé é brincadeira. Para você ter uma ideia, o Claudio assistiu parte da apresentação na pista, e cogitou abandonar o show mesmo não tendo acabado tamanho era o mal-estar!

    “Já diria um ditado popular: quanto mais conhecimento mais sofrimento”.

    Perfeito! Não consigo desvencilhar as referências de outras versões, e por isso não me apeteceram especialmente os segmentos de Silent Hill 2, Mega Man, Chrono e Shadow of the Colossus porque já fizeram muito melhor.

    E olha que vi muita gente pedindo Shadow também nos fóruns, e achei curioso o Tallarico não apresentar a música, já que para mim era um segmento muito mais requisitado do que Silent Hill 2, por exemplo.

    Até uns anos eu sonhava que o PLAY! pudesse aportar no Brasil, mas a turnê está cometendo erros primários de organização e produção – o CD oficial do concerto é um CD-R para você ter uma noção. Mas quem sabe um dia a turnê Distant Worlds.

    @ Luiz Homero

    Valeu, e é isso mesmo! Não sou maestro e muito menos músico como adoram falar, hahaha!

    Nesse caso, acho que tudo é questão de percepção e pesquisa. O Fabão Santana havia chamado a atenção para a média dos tamanhos das orquestras em 2007 e agora que o VGL voltou para SP fiz questão de atentar para na hora do show. O resto das informações fui tudo por meio de declarações de outros produtores de concertos.

    Gostei também de ver uma opinião diferente da minha e da maioria do pessoal que comentou, como você adorou o show, apesar desses problemas mencionados. Tal qual disse, respeito totalmente a opinião de quem curtiu.

    Mas ao mesmo tempo em que somos exigentes, considerando a atual conjuntura brasileira, acho que 80 reais não é um preço justo para assistir de pé um show com mais de duas horas de duração, por melhor e mais produzido que seja.

    @ Geraldo

    Apesar do Tallarico usar sempre como desculpa a qualidade baixa das gravações do YouTube, ao vivo não soou tão diferente assim, porque não dava para ouvir com nitidez todos os instrumentos da orquestra. Fico me perguntando como seria o som da orquestra sem qualquer uso de playback, ainda mais com aquela gritaria toda.

    Sou favorável para que o VGL visite outras cidades brasileiras, e dá para notar que assim o show estende a vida útil sem precisar de novidades drásticas, porque em geral quem vê pela primeira vez sai com uma impressão muito melhor do que quem assiste pela segunda, terceira, quarta… Se não me engano, Recife e Porto Alegre são os próximos alvos do VGL pelo que li em entrevistas, e espero que consigam arranjar datas livres em meio a esse turbilhão de apresentações planejadas para 2010.

    Isso que você falou sobre a exigência, é verdade, e a sensação de déjà vu para mim foi além do normal porque já havia visto diversos vídeos no YouTube desses segmentos novos.

    E novamente valeu pelos comentários, master Figueras!

    @ Caio

    Como comprova também os comentários do Panetonni e do Luiz Homero, em geral que vê pela primeira vez gosta mais do que viu, tal qual comentei acima.

    Só lamento que não tenha visto essa cena ao vivo, porque pela descrição perdi um dos momentos mais hilários da história do VGL (todo ano sempre acontece algo extremamente engraçado, e 2009 não fugiria à regra):

    “[[inclusive, quem assistiu ao espetáculo do meu lado, conseguiu me ouvir discutindo com um filho de uma puta que não me deixava ouvir as músicas em sua plenitude pois as acompanhava fazendo BARULHOS COM A BOCA! :@]], a pista era realmente uma senzala quente e sem organização, inclusive com seguranças muito mal educados e mal preparados que ao invés de nos “orientar” sobre os lugares…”.

    E se no ano que vem o VGL tocar “Bubsy Symphonic Suite”, coincidentemente substituindo o segmento do Sonic já saberemos quem fez a sugestão. =D

  22. 25 Orakio "O Gagá" Rob 13/10/2009 às 7:59 am

    Demos trabalho pro Alexei desta vez, hein? O cara foi até quase três da manhã respondendo isso tudo :)

    O primeiro VGL que eu fui foi justamente o de 2008, quando você disse que a qualidade tinha caído — eu falei que fui ao “primeiro” com a minha esposa (que gosta de rock e de coisas mais light também), mas foi “falha nossa”, eu me referia ao de 2008. Embora tenhamos assistido ao show sentados, ela estava furiosa com o Tallarico. O show se estendeu por horas, de tanto que ele falava. Mais da metade do tempo, certamente, foi falatório. Eu me diverti, achei que ele era um bom showman (na época, não sabia que as falas eram tão ensaidas). Ela sentiu arrepios de pavor quando eu disse que o VGL voltaria em 2009, rs… mas se eu quisesse ir, ela teria me acompanhado. Afinal de contas, eu já fui com ela… a um show… do SIDNEY MAGAL! Pronto, falei!

    A minha situação foi bem descrita pelo Homero aí em cima: adorei o show, nunca tinha visto um treco daqueles na minha vida, foi emocionante pra caramba. Meu review está lá no Gagá Games, e como eu disse logo no começo do meu post:

    “Você vai ler em mil blogues todos os detalhes do show no Canecão, mas aqui no Gagá vamos nos concentrar em nossa especialidade: velharias!”

    Ou seja, meu foco foi na nostalgia e na “magia” da coisa toda. Depois de conhecer outros espetáculos, a gente nota que a coisa não tem a qualidade que a gente queria. Para quem nunca viu algo do gênero, definitivamente vale o ingresso. Mas voltar pela segunda, terceira vez, não mesmo. Concordo com tudo o que você disse aí no post, acho que o nível tem que subir. Não dá para ir só nessa de “vamos fazer a alegria do povo”.

  23. 26 Renão 13/10/2009 às 10:55 am

    Morei um ano no exterior e Tommy Tallarico tinha um programa no G4TV, canal com programação 24/7 voltada exclusivamente para jogos. Como não se tem tanto assunto de jogo assim, ele tinha um programa exclusivo de reviews e previews, mas tudo não se passava de meia hora de punhetagem dele para ele mesmo.
    Em 2005, assinou a trilha sonora de Advent Rising. Um jogo exclusivo para Xbox que prometia ser a revolução dos adventures em terceira pessoa, falhou lindamente.
    O que pouca gente deve saber é que ele é sobrinho do Steven Tyler.

    Conheci a VGL quando voltei para cá. Fiquei muito interessado, mas quando descobri que a produção também era de Tallarico, perdi o interesse por completo e meu pau caiu para todo o sempre.
    Vendo vídeos vi que não devo ter perdido muita coisa, afinal, eu tenho interesse na orquestra, não nos sketches mal produzidos e em Tommy Tallarico punhetando sua guitarra.
    Vários amigos foram, eu avisei sobre o porre que seria ver a formiga latina pulando, mas acho que foi a primeira vez que li algo sobre o assunto. (:

    Quando trouxerem ‘Play! A Video Game Symphony’ para o Brasil aí vão ver o que é orquestra de verdade.

  24. 27 Kadu Araujo 13/10/2009 às 11:47 am

    Confesso que não esperava menos do Alexei. Quando no intervalo do show, encontrei o Prandoni no saguão do HSBC e ele me disse que você estava presente,tratei de fazer a nota mental: “Lembrar de ler o futuro post dele no Hadouken”.

    Por outro lado, não encontrei nenhum comentário sobre o que acreditei ser um dos principais pontos negativos do show deste ano (digo deste pois não me lembro de algo parecido no show de 2006, o único que havia assistido até então): Playback.

    Não vou extender o assunto, apenas fiquei indignado com essa “falta de consideração” (perceptível principalmente nos arranjos que incluiam guitarra), uma vez que é uma atitude que cria até mesmo um paradoxo com o título do show, que pressupõe-se ser “Ao vivo”.

  25. 28 Alexei Barros 13/10/2009 às 12:17 pm

    @ Orakio

    Hahaha! Na verdade, eu tinha capotado de sono à meia-noite, e só acordei para desligar o computador, e quando fui ver fiquei assustado com a quantidade de comentários. Então achei melhor responder na hora mesmo.

    Fui apenas um chute o ponto zero do declínio, mas 2008 foi o primeiro ano que ficou mais claro nos relatos que li que o VGL usava playback, o que não havia notado antes, apesar de não ter visto ano passado. E 2008 foi também o primeiro ano que aconteceu aquela história do VGL atropelar os outros concertos, como comprovadamente aconteceu com o Sixth Symphonic Game Music Concert na Alemanha na Game Developers Conference. Falando por mim, o meu desgosto começou em 2007 pela repetição de músicas e em 2008 desisti oficialmente no sentido de acreditar que aconteceria uma mudança drástica, o que coincidiu com a ascensão dos outros concertos melhores e mais profissionais pelo mundo.

    Acho que essa sensação do show extenso é muito porque os organizadores não pensam no todo do concerto. Não é só amontoar três horas de músicas com guitarra que a galera gosta e pronto. A apresentação careceu de variedade, e por isso que fizeram falta os solos de teclado e músicas diferentes como o “Civilization IV Medley” ou então BioShock. Mesmo quem gosta e está acostumado muitas vezes fica enfastiado com o exagero. Acredito que o VGL ultimamente não vem agradando o público não-gamer como eles imaginam…

    Sobre as falas ensaidas, algumas realmente já cansaram: “The company is… Square Enix! The composer is… Nobuo Uematsu! And the game is Final Fantasy… SEVEN! ONE! WINGED! ANGEEEEELLLLL!!!” Tenho certeza que o público já sabia disso e mesmo assim se empolga com essa enrolação toda que se repete há anos…

    P.S.: Sidney Magal???

    @ Renão

    Ontem mesmo estava lendo a biografia dele, e li sobre esse programa de TV que ele apresentava. Que coisa!

    Não que a trilha do Advent Rising seja ruim, mas fico curioso para saber o que os japoneses acharam do segmento no VGL em Tóquio…

    Como comentei um pouco mais acima, fico receoso com o PLAY! atual, porque lançar CD-R como álbum oficial do concerto realmente é de um amadorismo se tamanho. Aparentemente, a produção não está tão exemplar como era antes. Ainda assim, dá uma olhada nesse trecho comparativo que o G4tv.com (coincidentemente o mesmo do programa dele) fez:

    “For Tallarico, spectacle is crucial. Lasers, fog, costumes, synchronized video, and incorporated rock arrangements are all part of the VGL experience. Not so for Play! Jason Paul, the creator of Play! A Video Game Symphony, keeps the pyrotechnics to a minimum. “Some people want a laser and lights show using videogame music. We let the music do the talking because we feel that the music can stand on its own,” Paul Said. “We have never used an orchestra smaller than 66 musicians and 24 choir members.”

    @ Kadu

    Ah, foi exatamente por meio do seu Twitter que li essa história da guitarra do Tallarico ser playback. Na boa, isso é uma vergonha!

    Em 2006 e 2007 já tinha playback como dá para ouvir os efeitos eletrônicos no segmento do Metal Gear Solid (fui me dar conta disso tempos depois), que é apenas um detalhe, mas em outros tantos as partes pré-gravadas são descaradas e importantes demais para não serem ao vivo, como bateria e baixo. Até li que o solo de violino da “Scars of Time” era pré-gravado, embora não tenha conseguido ouvir nada na hora.

  26. 29 geraldofigueras 13/10/2009 às 12:35 pm

    Olha, só pra enfatizar, o artista de melhor qualidade que conheço entre os que usam playback se chama Britney Spears…

    Para pensar um pouco mais sobre o uso deste maldito artifício.

    É o chef de cozinha que serve comida congelada.

  27. 30 Orakio "O Gagá" Rob 13/10/2009 às 1:20 pm

    É, meu amigo, imagina só o seu amigo Gagá, na primeira fila de um show do Sidney Magal, cantando “Se te agarro com outro te mato…” :)

    Mas tudo bem, na verdade eu dei o troco poucos meses depois arrastando a patroa para o show da Bjork — que aliás, teve algumas semelhanças com o VGL no quesito “histeria”. Eu fiz um relato da coisa toda, foi muito divertido. Se interessar:

    http://naosejamediocre.blogspot.com/2007/10/bjork-no-tim-festival-sangue-suor-e.html

    É o meu blog pessoal, mas o blog andava muito ranzinza então está meio largado ultimamente.

    • 31 ANTIDEUS 13/10/2009 às 3:19 pm

      Tô imaginando o Gagá cantando:

      “Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
      Quero ver o seu corpo dançar sem parar
      Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
      Quero ver o seu corpo dançar sem parar”

      XD

      E não deixem de conferir o post da “nossa querida e quase Madonna” Ivete, que tem tuda a ver com o assunto do texto do Alexei:

      http://naosejamediocre.blogspot.com/2007/02/mediocridade-como-ela-ivete-sangalo-no.html

      Eu e o Gagá estávamos comentando por e-mail sobre este post e seus maravilhosos comentários. A minha frase favorita é: “Deus disse Ivete desse e arrasa.. ” . Na ocasião lembrei-me de algo semelhante em um post relacionado ao Maica Jeca aqui no Hadouken, antes do falecimento do próprio. Vejam aqui:

      http://hadouken.wordpress.com/2009/01/18/comerciais-gamers-moonwalker-bonequinho-do-michael-jackson-no-thriller/#comment-8036

      Voltando ao assunto VGL, fui no de São Paulo em 2006 com um amigo e no de Brasília em 2007 com minha mãe (!) – ela gostou do show :P . Adorei na primeira vez que vi e na segunda nem tanto. Depois da segunda vez que fui decidi não ir mais ao menos que colocassem um segmento de algum jogo/série que gosto muito e/ou mudassem radicalmente a setlist do show (possibilidade muito remota). Mesmo porque não moro perto de nenhuma das cidades nas quais o show passou, ir para o VGL é muito caro e cansativo para mim. Após tudo o que foi dito aqui, percebe-se claramente que o VGL carece de originalidade e é um poço cheio de conformismo. Já é o quinto ano do VGL, se pedir para mudar os segmentos principais é demais (quem não gostaria de ouvir outros medleys do Mario, Sonic, Zelda e Classic?), poderiam, no mínimo, mudar os vídeos.

      • 32 ANTIDEUS 13/10/2009 às 4:22 pm

        Correção do meu próprio texto:

        Em vez de “tuda a ver” é “tudo a ver” XD.

        E em vez de “poço cheio de conformismo” é “prato cheio de conformismo”. Confundi prato sem fundo com poço cheio ^^’. Ou era poço sem fundo com prato cheio? O_O? Ah, tanto faz… pelo menos não confundi Lego Battles com Lego Beatles ^o^ .

        Ah, esqueci de dizer que gostei do blog pessoal do Gagá, pena que foi descontinuado. Mas se é para o bem da Gagá Games, acho aceitável :).

  28. 33 Alexei Barros 13/10/2009 às 3:59 pm

    @ Geraldo

    Pois é! Isso que é no meio pop, não conheço nem um outro concerto ou apresentação com orquestra que abuse de semelhante hábito hediondo. A bem da verdade, acho que não deveriam nem usar para o menor dos efeitos, pois a graça é justamente ouvir a música do jogo ao vivo, ainda que não 100% idêntica.

    @ Orakio

    Muito o bom texto! Você conseguiu ilustrar bem as bizarrices e histerias, mesmo eu sendo pouco habituado com a Bjork e muito menos com o público que assistiu a apresentação. :D

    Sobre o fato de o blog estar ranzinza, até fiquei pensando se vale a pena eu fazer tantos posts falando do VGL para não ficar com fama de rabugento. :)

    P.S.: Quero vê-la sorrir…

    @ Emerson

    O Orakio tinha me passado o texto da Ivete também, sensacional! Exatamente o que penso, enquanto há cinco segmentos novos, nove foram reprisadas pela quarta vez seguida. Para piorar, esses nove são originários da primeira apresentação do VGL em 2005 no Hollywood Bowl.

    “Após tudo o que foi dito aqui, percebe-se claramente que o VGL carece de originalidade e é um poço cheio de conformismo”.

    Tem uma criatividade aqui e outra ali (os segmentos interativos, por exemplo, a caixa do Solid Snake, apesar de ter perdido a graça), raríssimas seleções interessantes e originais (BioShock, Civilization IV, Snake Eater e mais alguma outra), mas não bastasse deixar o set list estagnado, o VGL ainda copia as ideias de outros concertos: tanto o Koji Kondo tocando piano como o Akira Yamaoka na guitarra foram feitos antes pelo PLAY!. Não seria mais original que o Tallarico tocasse guitarra junto com o Jun Senoue alguma música do Sonic and the Black Knight? Já cansei de pensar no que poderiam fazer, enfim.

  29. 34 Rafael 13/10/2009 às 6:00 pm

    Não sou muito de comentar em posts longos desse tipo,porém esse devo adimitir que tomou toda a minha atenção até eu terminar de o lêr,nunca fui a nenhum dos “concertos” do video games live,e até então achava ele inovador e impressionante mais o seu ponto de visa alexei,não posso dizer que mudou a minha impolgação para ir até o VGL,mas me fez sair do senso comum,bom devo eloiar as matérias sobre game music do hadouken,(que são ótimas) sou meio suspeito para falar sobre porque gosto muito de game music,mais parabens pelos posts,saiba que grande parte da minha playlist provem do ótimo gosto musical do hadouken

  30. 35 Orakio "O Gagá" Rob 13/10/2009 às 6:10 pm

    “saiba que grande parte da minha playlist provem do ótimo gosto musical do hadouken”

    Aproveitando a frase do amigo Rafael, posso fazer uma sugestão, mestre?

    Claro, é uma sugestão muito da cara de pau, porque se traduz em “trabalhe para o nosso deleite”, mas vamos lá… Não sei se você lia a finada revista Bizz. Na última página tinha uma seção excelente chamada “Discoteca Básica”, onde a redação indicava discos essenciais. Tinha coisas manjadas porém obrigatórias, como Dark Side of the Moon, e coisas menos incensadas mas de qualidade, tipo “Little Earthquakes” da Tori Amos ou “Automatic for the People” do R.E.M. Você poderia fazer uma sessão “Discoteca Básica” no Hadouken, indicando em cada post um disco essencial de game music para a massa ignorante (me included).

    Eu, por exemplo, nem conhecia esse Perfect Selection do Castlevania que você citou aí, e parece ótimo.

  31. 36 Alexei Barros 13/10/2009 às 8:48 pm

    @ Rafael

    Valeu pelo prestígio, Rafael! Por mais que eu não tenha empolgado, é interessante você tentar ir uma vez pelo menos para tirar as suas próprias conclusões. Pode ver que a maioria das pessoas que foi na primeira vez disse que curtiu (eu incluso, em 2006).

    @ Orakio

    Olha, confesso que só conhecia a revista de nome, mas sem dúvidas é uma sugestão muito interessante. Eu já fiz isso com alguns álbuns recém-lançados colocando links para as melhores músicas e tal, e poderia fazer o mesmo com os mais clássicos. Realmente tem muita coisa boa e obscura de game music, e muitas descobri há pouco tempo por meio de fóruns.

    Sobre os álbuns do Castlevania, são quatro as seleções perfeitas: Perfect Selection Dracula Battle, Perfect Selection Dracula Battle II (ambos estilo hard rock, recomendadíssimos e que o Eric curte para caramba), Perfect Selection Dracula ~New Classic~ (orquestrado, com arranjos que inspiraram as versões do VGL e do PLAY!) e Perfect Selection Dracula (que considero um dos piores álbuns de todos os tempos). É sério. :)

  32. 37 captain falcon 13/10/2009 às 9:12 pm

    Ótimo texto, como sempre.
    Fui nos dois VGL de Brasília e o texto expressou bem o que eu senti no segundo “show”. ” Eu não expressaria melhor”.
    O únoco motivo de ir esse ano seria o compositor de Metal Gear, claro.
    Trazer um compositor japones seria a coisa mais inovadora que fizeram na VGL desde seu inicio.
    Playbacks deveriam ser banidos. è vergonhoso para um evento que tem turne mundial usar esse artificio. Seria melhor se eles tocassem sem mesmo com a música desfalcada,pois o playback me da a sensação de fraude.

  33. 38 Hunterpiro 13/10/2009 às 10:28 pm

    Preciso confessar: sempre “pulei” os posts de gamemusic cá do Hadouken por não ter muita paciência – gamemusic pra mim se resumia a meia dúzia de músicas ou no máximo OSTs de games que achei por aí. mas depois dessa, pretendo acompanhar mais, e aproveitar para tirar o chapéu para você, Alexei. Ou melhor, Mestre Alexei.

    Uma pena ler tudo isso sobre o show que ainda sonho em ver. Talvez não tenha apagado tanto minha vontade já que não tive o prazer de assistí-lo ainda, mas me faz pensar mais umas 10 vezes antes de considerar o caminho e esforço necessário para que eu possa assistir um desses.

    E digo que seria muito frustrante ir para um Video Games Live, e ter que me contentar com um Video Games Lite. Bendita democratização, popularização, ou sei lá o quê. Talvez as coisas fossem melhores quando esse tipo de evento, e porquê não dizer os games, eram mais restritos (sim, porquê de massa, pelo menos no nosso Brasil Brasil, ainda não o são).

    Abraço, e continue a encher as páginas do Hadouken com sua sinfonia gamística,

    Hunterpiro

    Hunterpiro

  34. 39 Alexei Barros 13/10/2009 às 10:50 pm

    @ captain falcon

    Precisamente. A princípio, o playback era utilizado para instrumentos raros ou difíceis de serem recriados no palco, mas parece que não resistiram à tentação de reforçar os instrumentos mais básicos como supracitado. Até onde eu sei, o VGL é o único a usar esse artíficio.

    @ Hunterpiro

    Valeu mesmo, Hunterpiro! Imagina, os posts que costumo fazer são extremamente específicos, e exigem que o leitor tenha um pouco de admiração pelo tema, por isso é totalmente compreensível que você ache os textos cansativos ou prolixos.

    Como comentei em cima, acho que é sempre interessante ir pelo menos uma vez, e espero que isso possa acontecer em breve aí em Santa Catarina. Curioso que reparei que consegui desanimar quem já compareceu ao menos em uma oportunidade, hehe…

  35. 40 fezones 14/10/2009 às 12:35 am

    Fui marinheiro de primeira viagem nesse VGL e, como todos que escreveram aqui e estavam nessa mesma condição, fiquei encantado com o show.

    Claro que senti um “Poxa, pensava que o som da orquestra seria algo muito mais impactante”. “Bem que deveriam ter tocado tal musica em tal seguimento também”. “Halo… Licença, vou ao banheiro” (relevem essa, é que eu não vou muito com a cara desse joguete xD). Mas ao final, toda aquela bagunça de público, telões e Tallarico falando sem parar me desviaram a atenção do principal, a música.

    Pelo que pude ver o VGL é um concerto “casual”. Está preocupado em angariar o maior público possível, o que é um aspecto positivo, mas isso acontece em detrimento da qualidade, o que acaba sendo decepcionante para o público mais “hardcore”.

    Apesar de tanto elogios, penso em ir ao VGL no próximo ano. Só que a grande motivação nesse caso não é mais a música, se tornou o fato de levar novas pessoas para conhecer o espetáculo. Se bem que quero ir agora também pra ver se ficarei tão velho e ranzinza como a grande maioria aqui. Brincadeirinha xD

  36. 41 Alexei Barros 14/10/2009 às 12:52 am

    @ fezones

    Poxa, você também estava lá? Nem sabia!

    “Halo… Licença, vou ao banheiro” (relevem essa, é que eu não vou muito com a cara desse joguete xD)”.

    HAHAHAHA! Coincidentemente, o Gustavo fez exatamente isso na hora!

    “Mas ao final, toda aquela bagunça de público, telões e Tallarico falando sem parar me desviaram a atenção do principal, a música”.

    Falou tudo!

    “Pelo que pude ver o VGL é um concerto “casual”. Está preocupado em angariar o maior público possível, o que é um aspecto positivo, mas isso acontece em detrimento da qualidade, o que acaba sendo decepcionante para o público mais “hardcore”.”

    Em relação à questão dos concertos casuais/hardcores, tenho refletido sobre isso, e fico na dúvida se é uma questão de estilos ou de seleção de músicas. Ao mesmo tempo em que o VGL é supostamente um show voltado para qualquer pessoa, algumas escolhas fogem do padrão mainstream. Tirando dos jogos com trilhas dos próprios criadores (Jade Empire, Advent Rising), Headhunter e Beyond Good & Evil seguem uma linha mais cult.

    Eu acho que fazer um concerto casual não é sinônimo de performance meia-boca. Além do mais, teoricamente o VGL quer provar a significância cultural da game music, e não acho que é fazendo centenas de apresentações por ano com playback e orquestras de 20 pessoas é que vão conseguir chamar a atenção de não-gamers.

  37. 42 Kaka 14/10/2009 às 1:13 am

    O primeiro VGL que fui foi o de 2007, junto com meu irmão e um amigo. Me lembro de ter assistido o show quase todo com lágrimas nos olhos de tanta emoção. Saímos do Centro de Convenções num estado de êxtase tão grande que quase batemos o carro. Acho que o video que o Orakio citou ilustra muito bem o sentimento.
    Engraçado que, assim como no caso da música do Sagat, encontro seres semelhantes a mim nos comentários do Hadouken. Repetir a dose, em 2008, me fez cair na real. Fica a pergunta: será que foi só porque na segunda vez já não tem aquela magia; ou será que foi porque o show stava pior mesmo? Chuto que as duas opções sejam verdadeiras. + Quantidade, – Qualidade, alguém avise ao Tallarico, se é que ele se importa.
    Aliás, falando em Tallarico, eu gosto dele. Acho que, como showman, ele esbanja carisma. Fora a atenção que ele dá ao seu público, seja pessoalmente, no dia do show, seja netalmente. Ele pode não seguir nenhuma das sugestões, mas pelo menos parece ouvi-las. E ele sempre elogia minha roupa, meu cabelo ou minhas bolsas. Isso faz com que ele ganhe pontos comigo, hihi. ^_^
    E, apesar dos pesares, eu ainda gostaria de ter ido ao VGL este ano, por causa dos novos segmentos e, claro, pelo Hibino-san (apesar do amadorismo na divulgação). Nada como gritar, pular e cantar, junto dos amigos, ao som de game music. Como se fosse um show da Ivete. \o/
    Sobre o Hibino-san, aliás, alguém comentou sobre a possibilidade do sax dele ter sido playback também. Não sei se você lembra, Alexei, da entrevista que o Ryunoken fez com o Thiago Franciss, violinista que tocou no VGL ano passado, aqui em Brasília. Quando perguntado sobre playback, ele falou:
    “Para ser honesto, eu não percebi play-back. Foi uma mistura de sons sintetizados (ruídos e efeitos sonoros) e com os instrumentos da orquestra. Os microfones ajudaram a amplificar o som da orquestra e sem eles seria quase impossível de nos ouvir, uma vez que a platéia era muito ‘calorosa’.”
    Não seria esse o caso do sax do Hibino-san? Trazer um compositor japonês às terras do Brasil pra fazê-lo tocar em playback tornaria o amadorismo da divulgação apenas um pequeno “lapso”.
    O comentário já está imenso, mas, por acaso, me lembrei do questionamento do Alexei ano passado: entre concertos eruditos e shows à la VGL, qual seria a preferência do brasileiro?
    No dia em que o concerto Symphonic Fantasies foi exibido ao vivo via streaming, por se tratar de uma oportunidade ímpar, passei o link para todos os gamers que eu conhecia. Reproduzo aqui a opinião da maioria daqueles que assistiram e vieram comentar comigo depois: “Foi um show legal, mas não sou muito fã dessas versões ‘arranjadas’. Prefiro quando é mais fiel à música que toca no jogo, tipo VGL”.
    No mais, belo post. Sem contar que foi uma mão na roda pra todos aqueles que, como eu, não puderam ver o show. Thank you! :D
    Não é à toa que te chamam de mestre.

  38. 43 fezones 14/10/2009 às 1:15 am

    Tava lá sim. Não sofrendo tanto quanto pessoal da pista, mas ainda assim tendo que sentar todo torto na área “VIP”. Enquanto isso os Topeiras deveriam estar em seu camarote especial, com direito a drinks, massagistas e muito mais.

    Então, acredito que o intuito do espetáculo não é chamar a atenção de não-gamers, mas sim gamers que não dão tanta importância assim para a trilha dos jogos. Se eles quisessem chamar os não-gamers ai sim nego ia ter que suar a camisa e fazer bonito.

  39. 44 Breno 14/10/2009 às 1:26 am

    Excelente o post. Como meus amigos fãs de música e de videogame não foram ao show, e lá só encontrei fãs de videogame, fiquei sem conseguir expressar minhas frustrações. Mas esse post falou por mim.
    Foi o segundo VGL que eu fui, o primeiro no ano passado. A sensação do primeiro pra mim foi muito empolgante, e a do segundo imensamente frustrante (parece uma certa regra…)
    Assim que eu percebi os playbacks, na entrada de Silent Hill, o show perdeu metade do sentido pra mim. Pra piorar, aqui no Rio não dava para ver a orquestra inteira, muito menos o coro. Só os violinos, e o tímpano em um dos lados. Os metais estavam atrás dos violinos. E o coro atrás dos metais. Tentei conferir visualmente quais os instrumentos estavam sendo executados ao vivo, mas nem isso eu consegui. Tive que me contentar com a dúvida.
    O som baixo, a guitarra estridente e o público gritando… Mas logo depois da música de Silent Hill a platéia, descontente por pagar por um concerto e ter que assistir o show do guitar-hero Tallarico, começou a gritar em uníssono “Aumenta a orquestra”. Tallarico se empolgou com toda aquela manifestação, e chegou a comentar que não entendia o que estavam dizendo, mas que estava gostando. Até que o maestro explicou pra ele o que estavam dizendo. (O que me deixou com a dúvida: como o maestro sabia???) Um balde de água fria no Tallarico, e um raio de esperança no horizonte?
    Depois de relembrar mentalmente todo o show, com todos os problemas já citados, acho que esse foi, para mim, o momento mais memorável.
    Mas eu estarei lá ano que vem. Já mais preparado, mais crítico. Mas ainda sedento por algumas notas ao vivo de músicas de video-game. Apesar de todos os problemas, o “vivo”, ainda que parcial, ainda faz muita diferença.
    E torço ansiosamente que alguém apareça para fazer um concerto descente e mostre pro Brasil quão melhor pode ser.

  40. 45 Alexei Barros 14/10/2009 às 2:25 am

    @ Kaka

    Ao menos por mim, a maior decepção de 2006 para 2007 foi a falta de novidades (cinco números novos orquestrados e Chrono Cross no piano), já que ambas foram no Via Funchal, com performances relativamente parecidas, introduzindo os segmentos com guitarra. A perda de qualidade mesmo eu senti nesse ano. Não que estivesse esperando grande coisa, mas eu fiquei chocado quando vi a pequenez da orquestra.

    Em relação ao Hibino, acredito que não seja playback porque não existiria justificativa a meu ver de trazer um cara do Japão e pagar o cachê dele apenas para fazer figuração. Muito antes de participar do VGL, o Hibino já tocava saxofone junto com a banda The Outer Rim, e eventualmente em shows de games no Japão, como o Hyper Game Music Event 2007 e 2008. Duvido que ele se sentiria inseguro para tocar ao vivo um instrumento que conhece há tanto tempo. No caso, só foi feita a amplificação do que estava sendo reproduzido ao vivo. Para comprovar, dá uma olhada nesse vídeo da “Snake Eater” tocada em Tóquio. Dá para ver claramente que o sax é ao vivo (o sax, porque guitarra, baixo elétrico e bateria são playback mesmo na apresentação do Japão). ^^

    Sobre a questão dos concertos ou shows, pela recepção tão positiva do VGL eu não tenho dúvidas de que o brasileiro gosta é de showzão mesmo, até fico curioso para saber como seria a recepção de uma apresentação mais erudita no Brasil, no estilo do Symphonic Fantasies ou do A Night in Fantasia (ambos só fizeram/fazem espetáculos locais).

    Muito interessantes as opiniões sobre o Symphonic Fantasies (nem preciso dizer qual gostei mais neste ano). Mas depende também. Mesmo no VGL há músicas que foram arranjadas para a orquestra por serem sintetizadas (Mega Man, Mario, Sonic, Zelda, Castlevania), apesar da maioria ser uma reprodução literal das originais orquestradas, como God of War, Shadow of the Colossus, Metal Gear Solid, Kingdom Hearts etc. No caso acho que os arranjos do SF foram bem mais ousados porque não adaptaram simplesmente os timbres das sintetizadas, introduzindo coral e outros elementos que podem desagradar quem procura algo mais fiel às originais. Desde que a música fique reconhecível, sou favorável pelos arranjos mais sofisticados.

    @ fezones

    Estávamos sendo massageados por pancadas dos seguranças isso sim! :D
    O lugar que a gente estava era muito ruim, você não faz ideia. O Gustavo ficou em uma posição que praticamente fechava a passagem para a escada. Um horror.

    Pois então, essa história de atrair os não-gamers não sou eu que estou dizendo, mas sim o próprio site do VGL:

    “Video Games Live™ bridges a gap for entertainment by exposing new generations of music lovers and fans to the symphonic orchestral experience while also providing a completely new and unique experience for families and/or non-gamers”.

    @ Breno

    Valeu pelos comentários! Apesar de ter sido a mesma orquestra de todas as apresentações, é sempre bacana comparar como foi o show nas outras cidades. Toda a dificuldade em avistar coral e orquestra eu senti aqui em SP, mesmo estando no camarote: como a iluminação era baixa fica difícil de ver os instrumentistas de sopro atrás ou mesmo a percussão. Depois de repetidas tentativas eu cheguei ao número de cerca de 20 instrumentistas da orquestra.

    Que curiosa essa reação do público para aumentar o volume da orquestra. Não notei nada parecido, mas a guitarra do Tallarico estava excessivamente em primeiro plano.

    “E torço ansiosamente que alguém apareça para fazer um concerto descente e mostre pro Brasil quão melhor pode ser”.

    Somos dois!

  41. 46 Orakio "O Gagá" Rob 14/10/2009 às 7:11 am

    Cara, essa do “aumenta a orquestra” foi demais, tenho que achar isso no Youtube :)

    E estou delirando com o Symphonic Fantasies até hoje, foi fantástico. Baixei os MP3s do GoEar e estou ouvindo direto enquanto trabalho. Aliás, quem não leu o post do mestre sobre o Symphonic, dê uma espiada também. VGL só lá mesmo, na hora, para ouvir em casa não dá vontade.

  42. 47 Alexei Barros 14/10/2009 às 12:37 pm

    Eu recomendo também. :)

    E quem poderia imaginar que assistir ao vivo um concerto na tela do computador fosse uma experiência muito mais memorável do que ver um show in loco… =P

  43. 48 Marques 14/10/2009 às 1:45 pm

    Excelente post, pena que o assunto em questão não seja digno de excelência.

    Já era previsível que a apresentação seria assim(apenas aguardaria como “Snake Eater” se saíria em solo brasileiro): Muito show, pouco concerto; pessoas gritando por qualquer motivo, e pior, vendo o telão e dando opinião sobre a habilidadedo do jogador dos vídeos, quando, na verdade, era para se opinar sobre a qualidade da música; isso sem falar dos preços absurdos que o Alexei tanto reclama desde 2006 -Pastel de 8 reais não dá!

    Não fui ao “show”, mas o fato é: Quem é casual e nunca viu um concerto de games adorará o VGL, entretanto entusiastas como nós…

  44. 49 Alexei Barros 14/10/2009 às 2:01 pm

    @ Marques

    Hehe, eu não cheguei a ver quanto custavam as guloseimas esse ano, mas ouvi dizer que a latinha de Coca custava 5 reais e a latinha de cerveja 8 mangos…

    “Não fui ao “show”, mas o fato é: Quem é casual e nunca viu um concerto de games adorará o VGL, entretanto entusiastas como nós…”

    Olha, em 2006 já me considerava hardcore, e gostei do que vi, talvez pela novidade. Porém, observando nos fóruns de game music estrangeiros que reúnem os apreciadores mais hardcore de todos os lugares do mundo, o VGL é raramente comentado.

  45. 50 IgorSan 15/10/2009 às 2:50 pm

    Alexei, fiquei “feliz’ em saber que não foi discaso com BH. Gostei muito de seus comentários lá no Pensamento Gamer, fiquei até orgulhoso tendo em vista que acompanho o que você escreve a tempos.

    Infelizmente a história de gamers no Brasil não terem algo a altura se repetirá por anos, até que algumas pessoas deixem preconceitos de lado e corram para conservatórios para aprender instrumentos clássicos e montar uma orquestra brasileira de game music que irá executar com mestria Monica no Castelo do Dragão!

  46. 51 Alexei Barros 15/10/2009 às 8:32 pm

    Eu que agradeço pelo prestígio, IgorSan! A bem da verdade, o que pode ser caracterizado como descaso é a baixa qualidade geral do VGL. Para você ter ideia, até mesmo no VGL em Tóquio, em que eles deveriam mostrar “vejam bem, japas, nós podemos fazer concertos tão bons ou melhores que vocês”, usaram playback na “Snake Eater” e em outras músicas também.

    E é verdade isso que você falou. Há muitas bandas brasileiras, mas nenhuma orquestra de fãs que toque game music.

  47. 52 MasatoCollector 19/10/2009 às 10:07 am

    Caracam, vc falou uns pontos q soh lendo pra perceber, sou daquelas pessoas que soh prestam atenção a certos detalhes quando alguem fala, e vc falou umas verdades mesmo.
    No MGS3 o povo batendo palma foi foda…
    Mas espero poder ir ao VGL um dia ainda.
    Otimo post!

  48. 53 Ainnem Agon 19/10/2009 às 4:16 pm

    Fui na primeira apresentação, em 2006, e desde então não gostei e não retornei à VGL porque justamente o principal, A MÚSICA, não foi o destaque, mas sim o show fanfarrão generalizado.

    Quando havia música, era muito bom. Mas depois parava tudo para palhaçadas e brincadeiras que sinceramente me irritavam. Eu Havia ido sem saber como era o show, esperava algo mais erudito, entretanto me decepcionei com a abordagem performática e popularesca.

    Bem, nada contra, mas não tenho interesse por isso.

  49. 54 Alexei Barros 19/10/2009 às 5:07 pm

    @ Masato

    Como disse para muitas pessoas acima, talvez seja legal de ir pelo menos uma vez para matar a curiosidade. Vai que você tem uma sensação completamente diferente da minha. E ainda bem que não fiquei sozinho em relação às palmas da “Snake Eater”. :D

    @ Ainnem Agon

    Muito interessante o seu comentário sobre a preferência por uma abordagem erudita, enquanto que a maioria do público brasileiro curte todo o showzão performático.

    Pessoalmente, não vejo muito problema em ser uma apresentação mais lúdica, cheia de piadas e tudo mais, desde que aconteçam entre uma faixa e outra ou nos segmentos interativos, e não durante as músicas, porque daí vira palhaçada completa.

    Outro problema é que músicas eruditas que integram o espetáculo, como Shadow of the Colossus, são tragadas pela fanfarronice geral do show.

    Se você procura por concertos de games eruditos, a série A Night in Fantasia na Austrália e os Symphonic na Alemanha, como o Symphonic Shades e o Symphonic Fantasies são as melhores opções.

    • 55 Ainnem Agon 20/10/2009 às 9:04 am

      Obrigado pelas recomendações, Alexei. Irei checar todas. Sou também fanático por game music, ainda mais as versões elaboradas em instrumentos sinfônicos. A mim, nada mais belo do que captar a essência da canção original, que traz consigo a alma do jogo, e potencializar tudo isso em sinfonia bem-arranjada.

      Também sou detalhista como você, analisando cada instrumento adotado para cada trecho, os arranjos, os “solos”, a expressão no geral. Por exemplo, fico “louco de raiva” quando certa frase de uma música, que traz consigo um sentimento específico, é deturpada por um arranjo infeliz…

  50. 56 Alexei Barros 20/10/2009 às 11:42 am

    Eu esqueci de colocar os links, mas falei bastante do Symphonic Shades (tributo ao compositor Chris Huelsbeck) e Symphonic Fantasies (tributo à Square Enix, com suítes de 17 minutos de Kingdom Hearts, Mana, Chrono e Final Fantasy). Não sei quais são as suas trilhas preferidas, porém mesmo não conhecendo as originais do primeiro fiquei maravilhado com a qualidade dos arranjos sinfônicos, certamente um dos melhores já feitos em concertos de games. Do A Night in Fantasia faça uma busca no YouTube que você encontrará belas performances.

    Apesar de não ser músico, tenho me esforçado para reparar nos detalhes dos arranjos, principalmente as transições. Se fosse uma apresentação amadora até daria para relevar as versões de Chrono, Mega Man e Shadow of the Colossus. Porém, os erros cometidos são muito básicos para uma turnê que se julga o maior espetáculo de game music do mundo. De fato, muitas orquestras amadoras fazem um trabalho mais respeitável.

  51. 57 Alexo Mello 25/10/2009 às 1:59 pm

    Nossa, VGL dá o que falar até nos comentários! rs

    Bom, eu fiz uma leitura dinâmica no texto, pra variar, mas nem por isso dá pra não elogiar: muito boa postagem. E muito boa crítica também. Aliás, triste esse VGL, hein? Eu que fui em uma apresentação, já fico totalmente desanimado e provavelmente não iria a outra edição, se acontecesse aqui de novo, em Curitiba. Tudo bem, mistura poucos elementos de erudito com rock, mas com certeza não se define, nem pra um lado, nem pra outro. Esta mistura poderia ser mais enfatizada, e principalmente a orquestração mais respeitada.

    Mas também dei boas risadas: Tallarico é um doido mesmo e não sossega! rss Outra, também detesto palmas em meio a qualquer show. Irc! Além do que, plateia sempre apressa o ritmo. Coitado dos músicos, que, “cá entre nós”, também detestam isso! rss

  52. 58 Alexei Barros 25/10/2009 às 2:43 pm

    Valeu pelas palavras, Alexo! O VGL dá mesmo o que falar, e repito o que disse mais acima: não esperava que tantas pessoas fossem comentar e ainda por cima concordar com tudo ou a maioria das coisas que disse.

    Eu tinha lido a sua crítica do VGL 2008 em Curitiba no Benzaiten na ocasião, e achei mais conveniente verificá-la de novo para refrescar a memória. Notei que no texto você já comentou aquilo que me incomodou sobremaneira nesse ano. Tomei a liberdade de separar alguns tópicos que também serviram para o VGL 2009 em SP:

    – “A formação da sinfônica tinha um número reduzido de integrantes…”
    – “Por estar mais acostumado aos concertos mais formais, em alguns momentos me senti um pouco constrangido para com os artistas no palco, por um excesso de ruídos e brincadeiras da platéia…”
    – “Não sei por qual motivo exatamente, talvez pelo porte do teatro – questão para deixar no ar –, mas a sensação de que o show, aqui em Curitiba (não fui aos outros nacionais, portanto não tenho a referência), teve uma proporção um pouco reduzida de seu 100% potencial, seja na formação da orquestra, que poderia ter maior presença; na falta de um piano acústico, que por si, já é um objeto imponente; do coral, que tem importante participação neste formato de apresentação e merecia estar num plano mais evidente”.

    Essa indefinição entre erudito e rock do VGL me incomoda, porque não há nem uma orquestra completa, quanto mais uma banda completa. Daria um pouco mais de trabalho e de ensaios, mas como comentei no texto, acho que essa mistura é totalmente factível, como mostram as apresentações dessa série holandesa Games in Concert ou mesmo se você ver os concertos de Final Fantasy com participação dos Black Mages.

    E essas palmas no meio das músicas são realmente um problema…

  53. 59 Felipe [Panettoni] 01/11/2009 às 3:27 am

    Alexei, eu entrevistei a Laura Intravia, a “Flute Link” do VGL. Para mim, a apresentação dela foi um dos momentos mais emocionantes do concerto, ainda mais por ter sido minha primeira vez no VGL. Enfim, se interessar: http://www.nintenerds.com.br/2009/10/nintenerds-entrevista-laura-intravia.html

    Grande abraço ao pessoal do Hadouken!

  54. 61 Alexei Barros 01/11/2009 às 2:21 pm

    Muito boa a ideia, Panenotti, comentarei no Nintenerds também!


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