Arquivo de setembro \01\UTC 2009



Symphonic Fantasies: concerto será transmitido ao vivo pela internet em VÍDEO

Por Alexei Barros

A absoluta maioria dos melhores concertos de game music que comento aqui ocorrem nos lugares longínquos do primeiro mundo, então nada mais natural que você não se empolgue tanto quanto eu, principalmente porque os lançamentos de CDs e DVDs nem sempre acontecem. As performances na maioria das vezes ficam restritas ao público local e, quando muito, temos que nos contentar com gravações da plateia de qualidade tenebrosa.

Por isso, no ano passado, no dia 23 de agosto, não pude deixar de acompanhar o Symphonic Shades, mesmo sem nunca ter ouvido antes as músicas do Chris Huelsbeck, por ser o primeiro concerto de game music  transmitido pela internet ao vivo via rádio. Saber que tudo aquilo estava sendo tocado ao vivo, no exato momento em que ouvia, foi uma experiência inigualável.

Apesar de ser a mesma equipe capitaneada pelo produtor Thomas Boecker, não imaginava que o sucessor espiritual Symphonic Fantasies pudesse repetir a transmissão por saber que a Square Enix não é uma empresa fácil de se lidar na questão dos direitos autorais. Quando para minha completa surpresa, o espetáculo tributo a Kingdom Hearts, Secret of Mana, Chrono Trigger e Cross e Final Fantasy, que será prestigiado pelos compositores Yoko Shimomura, Hiroki Kikuta, Yasunori Mitsuda e Nobuo Uematsu, se tornará o primeiro concerto de game music transmitido ao vivo pela internet em vídeo. Uma façanha histórica e revolucionária, que permite uma abrangência de público sem precedentes, do Brasil aos EUA, da Europa ao Japão, afinal qualquer pessoa do mundo poderá assistir a performance em três qualidades diferentes dependendo da velocidade de conexão. Os links estão no site oficial.

O concerto será mostrado por três câmeras, o que não é muito, mas é o suficiente (ainda mais que é gratuito) para se sentir como se estivesse no Cologne Philharmonic Hall na Alemanha, já que o áudio virá diretamente da mesa de som da casa de espetáculos. A apresentação está marcada para o dia 12 de setembro, vulgo não este sábado o outro, às 20 horas locais. O 24 Time Zones não me deixa mentir que no Brasil são 5 horas a menos, ou seja, a partir das 15 horas será possível testemunhar a atuação da WDR Radio Orchestra, WDR Radio Choir e dos solistas Rony Barrak e Benyamin Nuss, ambos bastante empolgados com o concerto, durante os cerca de 70 minutos de músicas da Square Enix. Como sabemos apenas quatro faixas de cada suíte e o resto será surpresa, vou resistir à tentação de tentar descobrir as outras músicas antes da hora, uma vez que haverá uma apresentação precedente no dia 11 em Oberhausen e poderão surgir relatos de quem assistiu. Totalmente imperdível.

[via Symphonic Fantasies]

A Night in Fantasia 2009: os detalhes definitivos do concerto

Por Alexei Barros

Até que enfim! Na iminência da realização do concerto de games e animes A Night in Fantasia 2009, no dia 26 de setembro no Sydney Entertainment Centre, na Austrália, o site oficial, que estava em estado letárgico há alguns meses, foi reformulado e, com isso, o set list detalhado finalmente foi divulgado.

Se os repertórios dos anos anteriores impressionavam por segmentos de jogos nipônicos que nem apareciam em outros espetáculos (Final Fantasy XII, Onimusha, Xenosaga Episode I, The Legend of Zelda: Twilight Princess e por aí vai), este ano a ocidentalização está mais notável, mas sem abandonar o Japão. Interessantemente, sem nenhum Final Fantasy ou qualquer jogo da Nintendo, que tanto caracterizaram as performances nos anos passados, talvez para evitar problemas de direitos autorais, uma vez que haverá um CD com a performance ao vivo (na revelação, a informação é de que seria gravado em estúdio), sem, aparentemente, God of War II, Command and Conquer: Red Alert 3, Dragon Age: Origins, Metal Gear Solid 3: Snake Eater, Darksiders, THE IDOLM@STER e Melancholy of Haruhi Suzumiya. Junto também vem um DVD bônus com os bastidores.

Yasunori Mitsuda e Hiroaki YuraA prova da abrangência do set list é o vasto número de músicos convidados: as cantoras japonesas Aika Tsuneoka (aquela com vocal esquisitíssimo de “Children of the Worldstone” e “Last Angel” do Echoes of War) e Chiaki Takahashi e a americana Aubrey Ashburn, além dos compositores nipônicos Masaru Shiina, Yasunori Mitsuda, Kow Otani (que também tocará piano em Shadow of the Colossus) e Wataru Hokoyama (que ainda regerá Afrika), os americanos Steve Jablonsky e Cris Velasco e o israelense Inon Zur.

O que mais me impressionou, todavia, é que os 20 itens confirmados são de arranjos novos (se não todos, a maioria) pelo que mostra a respeitabilíssima relação de arranjadores. Quando achava que aquela versão da “Scars of Time” seria tocada pela enésima vez pela Eminence Symphony Orchestra, na verdade o segmento de Chrono Cross terá o arranjo inédito de Hayato Matsuo (um dos compositores de Ogre Battle e Final Fantasy XII). Ace Combat V: The Unsung War, por sua vez, de Wataru Hokoyama e Metal Gear Solid 3: Snake Eater de Natsumi Kameoka (drammatica, Chrono Trigger Orchestra Extra, Echoes of War etc.). Com isso, também se confirma a estranha exclusão de Valkryia Chronicles e The Tower of Druaga do repertório e a presença de Hitoshi Sakimoto, que chegaram a ser veiculados no site de início. Daquela primeira lista Diablo III também foi eliminado.

O set list com os créditos:

Games

01 – Afrika
Composição, arranjo e regência: Wataru Hokoyama

02 – Shadow of the Colossus
Composição, arranjo e piano: Kow Otani
Vocal: Aika Tsuneoka

03 – God of War II
Composição e arranjo: Cris Velasco

04 – Command and Conquer: Red Alert 3
Composição: James Hannigan
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

05 – Dragon Age: Origins
Composição e arranjo: Inon Zur
Vocal: Aubrey Ashburn

06 – Metal Gear Solid 3: Snake Eater
Composição: Tappy Iwase
Arranjo: Natsumi Kameoka

07 – Darksiders
Composição e arranjo: Cris Velasco

08 – Ace Combat V: The Unsung War
Composição: Keiki Kobayashi
Arranjo: Wataru Hokoyama

09 – THE IDOLM@STER
Composição: Masaru Shiina
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi
Vocal: Chiaki Takahashi

10 – Soulcalibur
Composição: Junichi Nakatsuru
Arranjo: Shiro Hamaguchi

11 – Prince of Persia
Composição e arranjo: Inon Zur

12 – Chrono Cross
Composição: Yasunori Mitsuda
Arranjo: Hayato Matsuo

13 – Gears of War 2
Composição: Steve Jablonsky
Arranjo: Wataru Hokoyama

Animes

14 – Melancholy of Haruhi Suzumiya
Composição: Satoru Kousaki
Arranjo: Shiro Hamaguchi

15 – Princess Mononoke
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

16 – My Neighbour Totoro
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

17 – Laputa, Castle in the Sky
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

18 – Tsubasa Chronicles
Composição: Yuki Kajiura
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

19 – Death Note
Composição: Yoshihisa Hirano
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

20 – Astro Boy
Composição: Tatsuo Takai
Arranjo: Shiro Hamaguchi

[via A Night in Fantasia]

Ressonância curta, mas eminente

Soulcalibur Suite - The Resonance of Souls and Swords
Por Alexei Barros

De todos os trabalhos da australiana Eminence Symphony Orchestra (Odin Sphere, Valkyria Chronicles etc.), muito possivelmente Soulcalibur IV seja o jogo mais proeminente. Porém, a parceria entre o compositor Junichi Nakatsuru e a Eminence não acabou aí e foi estendida com o lançamento de Soulcalibur Suite – The Resonance of Souls and Swords, um EP de três faixas – embora a duração de cerca de 14 minutos pareça curta demais para classificá-lo como Extended Play –, vendido somente digitalmente na iTunes dos EUA e Japão, ou seja, disponível apenas para os residentes nesses países.

A trinca recebeu arranjos inéditos sob a batuta de Shiro Hamaguchi, simplesmente o principal nome nas orquestrações de trilhas e concertos de Final Fantasy. Promissor. Produzida e dirigida pelo spalla Hiroaki Yura, a gravação foi feita no Trackdown Scoring Stage, e utilizou o método Source-Connect, que permitiu uma conexão de áudio direta entre o estúdio na Austrália e os produtores e músicos no Japão.

Abaixo, a tracklist. O EP inteiro custa 2,97 dólares, e cada faixa pode ser comprada individualmente por 0,99 dólares.

01 Bearer of Fate
02 Voice of the Wind
03 Decisive Souls

[via Eminence Online]

Artwork do dia: boxart de No More Heroes 2

no_more_heroes_2_desperate_struggly_boxart_temp

Por Claudio Prandoni

Adoro quando a Internet me brinda com coisas bacanas logo de madrugada assim, junto com o raiar do sol.

Hoje foi divulgada a primeira arte oficial da caixinha de No More Heroes 2: Desperate Struggle (aka NMH2).

Rola a história de que muito provavelmente esta não será a ilustração final e tal, mas ver Travis com suas duplas katanas-motoserra-laser e lembrar que 2010 está praticamente logo aí ao lado – e com ele o game – é reconfortante.

Comerciais gamers: vida e obra de Segata Sanshiro

Segata Sanshiro

Por Alexei Barros

A aguardada OLD!Gamer #1 foi publicada, e um dos textos é um especial sobre o pitoresco garoto-propaganda Segata Sanshiro. O artigo ainda inclui uma entrevista com o ator Hiroshi Fujioka e as descrições dos comerciais estrelados por ele.

Porém, antes de a revista sair, quando foi dado início à categoria Comerciais Gamers, sempre questionavam nos comentários: “E quando vocês vão se lembrar do Segata Sanshiro?”, “Que vergonha, cadê o Sega Sanshiro?”, “Vocês são uns sacripantas, Resident Evil 4 e Code Veronica são os melhores jogos do universo, mas eu quero saber: onde está o Segata Sanshiro?”.

Pois então, quando vi no Twitter do Fabão que hoje o Saturno comemora 14 anos de lançamento nos EUA, finalmente tomei vergonha na cara para publicar as 20 propagandas. Todas de uma vez. A situações dos reclames são as mais bizarras possíveis, e muitas delas não têm relação alguma (os do Sonic R e Shining Force III são o ápice do nonsense), o que torna tudo ainda mais cômico. As presepadas do personagem, que chegou até a ter o hino “Sega Saturn, Shiro!”, muitas vezes ofuscam os próprios jogos.

Depois do Hadouken, a lenda Segata Sanshiro em 20 capítulos.

Continuar lendo ‘Comerciais gamers: vida e obra de Segata Sanshiro’

Eu sou a morsa, digo, comercial do Beatles: Rock Band

Por Claudio Prandoni

Imagens de arquivo com filmagens novas sobrepostas? Sósias? Clones? Viagem no tempo?

Certo japa supersônico afirma de pés juntos que o George Harrison do vídeo é na verdade o filho do artista, Dhani Harrison. O olhar de espanto do John Lennon me assusta um pouco e concordo com boa parte dos comentários que li sobre o vídeo: a transição de Abbey Road para a esteira de notas do game é simplesmente genial de tão sutil.

Não importa a explicação, fato é que o primero comercial oficial de The Beatles: Rock Band tem classe e respeita o quarteto de Liverpool (sorte que outros ícones do rock não tiveram em jogos musicais…).

Mesmo não sendo fã inveterado do Fab Four, confesso que estou extremamente ansioso para o jogo – minha pré-compra já está garantida. Quem sabe até não rola uma apresentação especial temática do Los Toperas?

“Fighting” – Final Fantasy VII (VGO Chamber Group @ IGC East)

Por Alexei Barros

Por mais que defenda de maneira ferrenha e ranzinza as trilhas da era pré-CD da série Final Fantasy, dos episódios de I a VI, talvez (não consigo bater o martelo), eu disse talvez, a “Fighting” do FFVII seja a minha apredileta.

Bem verdade que qualquer tema de combate de Final Fantasy fica magnífico orquestrado, mas este é especial, e apareceu somente no Second Symphonic Game Music Concert (2004) com arranjo do maestro Andy Brick e performance do pianista Seiji Honda (o mesmo da Piano Collections Final Fantasy VII) e no magnânimo medley “Fullfilled Desire” (de 4:00 a 5:26) do Crisis Core.

Versão do Black Mages? Nem pensar. A música nunca foi lembrada nos concertos de Final Fantasy, talvez por ser tragada pelos hits de FFVII, você sabe quais, mas a Video Game Orchestra não se importou em fazer a própria versão. Neste arranjo executado pela VGO Chamber Group, as cordas, o piano e a percussão ditam o clima de combate, com intervenções de flautim e saxofone. Uma maravilha. No show posterior a esse, no Anime Boston, a VGO também tocou a “Fighting” com a banda completa, vídeo que publicarei em outra oportunidade.

“Mario Paint on Sax” – Mario Paint (Muta)

Por Alexei Barros

Mesmo que na época de Mario Paint eu não prestasse tanta atenção nas músicas como hoje, inconscientemente elas perenizaram na minha memória, tal qual aconteceu com outros jogos de NES da Nintendo.

Tempos depois me dei conta de que a maioria desses títulos envolvia o nome de Hirokazu Tanaka. Contudo, o mérito de Mario Paint também deve ser dividido com o desconhecido Ryoji Yoshitomi e  Kazumi Totaka (Wii Sports), hoje um dos principais compositores da produtora.  MP foi o único jogo em que Tanaka, mestre das músicas grudentas, e Totaka, conhecido pelas faixas jazzísticas suaves trabalharam juntos. Isso explica tudo.

São bem raras as performances de Mario Paint, mas o imbatível Muta tocou no saxofone três faixas do jogo de maneira exímia, para variar um pouco. Só faltou a psicodélica “BGM 3”, que talvez seja impossível de ser reproduzida no instrumento. Se Mario Paint fosse lançado em 2009 muito provavelmente a trilha seriaouvida assim.

“Mario Paint on Sax”

“Main Theme” ~ “BGM 1” ~ “BGM 2”

Diário de bordo: Policenauts (Prólogo)

diariodebordo_policenauts

Por Claudio Prandoni

Em cópia descarada homenagem aos colegas retronautas do Gagá Games, começo aqui um registro nos mesmos moldes dos Diários de Bordo que eles cunham por lá.

Minha vítima é uma preciosidade de Hideo Kojima, o aclamado e recluso Policenauts. Antes de partir para o diário de bordo em si, um pouco de contexto.

Sucessor espiritual de Snatcher, Policenauts é um jogo dirigido por Hideo Kojima e lançado em 1994 para NEC PC. Nos dois anos seguintes rolaram versões para 3DO (muito provavelmente o Alexei já sabia disso), Saturno e PlayStation. O detalhe crucial é que tudo isso só rolou no Japão nipônico, deixando a nossa meninada aqui a ver cometas. Uma versão ocidental chegou a ser anunciada para Saturno, mas nunca saiu. Blé.

Felizmente, após cerca de três anos de trabalho, um grupo de dedicados fãs traduziu o jogo inteirinho para o inglês e conseguiram programar o texto no game, criando assim uma versão não oficial em inglês. Justamente a que estou jogando no PSP. Olha o trailer aí abaixo:

Minha ansiedade por Policenauts era imensa (na verdade ainda é). Joguei a versão Sega CD de Snatcher e fiquei completamente fascinado pelo roteiro ambientado em um futuro cyberpunk e pontuado por sequências de tiro. Policenauts segue a mesma linha, optando por centralizar elementos da trama em exploração espacial, e carrega uma marca forte do trabalho de Kojima: referências.

A princípio referências pop, posteriormente auto referências, visto que o título possui ligações sutis com a série Metal Gear Solid. Pelo lado da cultura pop, o protagonista é citação direta a Mel Gibson nos filmes da franquia Máquina Mortífera – tem até aqueles mullets característicos dos anos 80 e um parceiro que lembra demais o Danny Glover.

Enfim, nesse caldeirão de citações Kojima fermenta uma trama absolutamente instigante desde os primeiros momentos e partilharei aqui minhas impressões seguindo a ordem de capítulos determinada no próprio jogo. Assim sendo, começo com o Prólogo.

Continuar lendo ‘Diário de bordo: Policenauts (Prólogo)’

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  • @thalesnm Legal! Essa é a primeira OST de game music que você compra no Amazon? 1 day ago
  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 3 days ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 4 days ago

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