Por Claudio Prandoni
Quem é rei nunca perde a majestade. E o Pelé sabe disso.
Em meio a uma E3 de glamour recuperado, novidades tecnológicas estonteantes como o Project Natal e diversas celebridades, o Rei do futebol conferiu brilho próprio ao evento.
Mais especificamente, à chatonilda conferência da Ubisoft. Regada a números enfadonhos de Imagine, papo bacana e mal conduzido sobre convergência midiática e um sonolento monólogo de James Cameron, a apresentação seria uma das mais desagradáveis de toda a história da E3 não fosse a presença do Pelé.
O cara subiu ao palco meio que sem querer, tentou puxar papo em espanhol com o pentelho do Joel McHale, se enrolou no inglês (isso porque ele morou nos EUA quando jogava pelo NY Cosmos) e ainda fez gafes memoráveis: chamou o próprio game que divulgava, o Academy of Champions, de desenho animado e depois joguinho. JO-GUI-NHO!
Não me incomodo. Acho graça. No final, é reflexo de como “o mundo lá fora” encara a gente. Como o público que não é gamer hardcore e não sabe que a E3 é tipo uma Copa do Mundo enxerga essa indústria “que cresce todo ano, já arrecada mais que cinema, é pioneira em avanços tecnológicos…”.
E se é para ser, que seja pelo carisma irreverente, quase ingênuo, do Pelé, representante máximo de um dos traços culturais mais característicos do Brasil.
No final, o cara serviu de temática para o banner especial de E3 que eu vinha matutando. E não é que ficou simpático?
Para completar, reproduzo o que twittei pouco após o Edson (e o Pelé) saírem do palco: “Pelé acaba de protagonizar um dos momentos mais engraçados e divertidos de TODAS as E3. Não é à toa que ele é o Rei, entende ?”
Só para não perder o embalo: logo abaixo o trailer do Academy of Champions, o joguinho em desenho animado – que também pode ser chamado pelos íntimos de Pelé Potter.



















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