
Por Alexei Barros
Na próxima quinta-feira, dia 4 de junho, o Video Games Live acontecerá no Greek Theatre, em Los Angeles, fechando a E3 2009. De novidade teremos Mega Man. Quem sabe o vídeo aqui. Mas o VGL é um espetáculo que quer estar em todos os lugares do mundo, durante todo o tempo, durante todos os seus brinquedos. Quase que ao mesmo tempo. O próximo local confirmado para receber o show é a nascente da game music, o Japão. E vem junto com outro grande evento: a Tokyo Game Show. Serão duas apresentações no Tokyo International Forum, dia 21 de setembro às 18 horas locais e a outra 22 de setembro às 14 horas. Ingressos de 7800 (hoje algo em torno de 158 reais) e 6800 ienes (137 reais).
Agora oficializo as minhas indagações, que já externei em posts e comentários em tempos passados:
1 – Por que os japoneses assistiriam a um show americano como o VGL, que possui poucos jogos nipônicos no repertório? Sim, tem Mario, Zelda, Metroid, Castlevania, Sonic, Final Fantasy, Kingdom Hearts, Chrono Trigger e Cross, fora as novidades prometidas, mas tirando a exclusividade do espinhoso ouriço, todos os arranjos são conhecidos e / ou reciclados de outros concertos / álbuns. Por qual motivo vão ver algo que já ouviram e melhor?
2 – Será que os japoneses vão gostar de segmentos ocidentais, como Warcraft, Myst, Civilization IV, Harry Potter, Crysis, Mass Effect, Medal of Honor e tantos outros? Eu duvido. Imagino que a maioria dos japoneses nunca jogou esses jogos e não acredito que as músicas, salvo algumas exceções, sejam encantadoras o suficiente para agradar os nipônicos. Já imagino a cena: empolgação total dos artistas durante os 10 minutos das quatro músicas da série Halo e, em contraste, a sonolência no público.
3 – Por que os japoneses assistiriam ao VGL, se vai ter o Press Start 2009 no dia 2 de agosto, com segmentos inéditos e exclusivos de Okami, Suikoden, Fantasy Zone, Persona 4 e o que mais vier? Detalhe: os ingressos do Press Start são mais baratos! Custam 5.500 e 7.500 ienes. Sei que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa – o VGL é uma turnê mundial e o PS uma apresentação anual local –, mas eu acho desnecessária essa exaustiva onipresença videogamelivística. Poderiam se concentrar em menos shows e fazê-los com mais capricho, variedade e criatividade.
4 – Como li em várias reportagens de concertos japoneses, o público costuma não ser tímido, mas apático, por mais que esteja gostando da apresentação. No VGL, basta alguém do palco tossir ou coçar a cabeça por qualquer futilidade que a plateia reage de maneira eufórica, tresloucada e histérica – sim, isso vem me irritando sobremaneira. Não consigo prever de que forma acontecerá esse choque de culturas.
É isso. Perdão se passei do limite da rabugência.
[via VGL in Japan]
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