Arquivo de junho \05\UTC 2009



O estranho mundo da Little Jack Orchestra

Little Jack Orchestra e Nobuo Uematsu

Por Alexei Barros

Em fevereiro deste ano, em mais uma de suas fantásticas descobertas, o Fabão me apresentou a Little Jack Orchestra (por vezes o nome está escrito junto “Littlejack”). Adivinha: é mais uma orquestra gamer formada por fãs japoneses. Apesar de o grupo fazer apresentações desde 2004 (foi formado em 2000), e com convidados do naipe de Nobuo Uematsu, como mostra a foto, e Emiko Shiratori (a cantora de FFIX), não falei deles antes porque não havia encontrado absolutamente nada de gravações em áudio ou vídeo. Os set lists têm tantas escolhas sensacionais (Final Fantasy, Dragon Quest, Romancing Saga, Secret of Mana, medley da Konami…) que prefiro não mencionar especificamente as músicas para não lembrá-las e ter vontade de bater a cabeça na parede.

Continuo não encontrando. Contudo, abrirei uma exceção para falar da próxima apresentação. Dia 23 de agosto a Little Jack Orchestra, que possui atualmente cerca de 70 integrantes, fará um concerto apenas de Final Fantasy VI. Curiosamente, todas as apresentações anteriores eram gratuitas, e nessa resolveram apelar: o ingresso custa inacreditáveis 1000 ienes, o que equivale a pífios 19 reais! O repertório foi revelado… E preciso dizer mais alguma coisa? O Adam Corn, administrador do Soundtrack Central e residente no Japão, disse no fórum do site que pretende assistir ao evento, e prometeu dar o veredicto dele. Espero por mais informações. Sonho com gravações.

Set list:

01 - “Opening Theme”
02 – “Battle Theme”
03 - “Fanfare”
04 - “Kefka”
05 - “The Mystic Forest”
06 - “Kids Run Through the City Corner”
07 - “Save Them!”
08 - “The Decisive Battle”
09 - “Terra’s Theme”
10 - “The Wedding Waltz ~ Duel”
11 - “Grand Finale?”
12 - “Rest in Peace”
13 - “Searching for Friends”
14 - “Epitaph”
15 - “Dancing Mad”
16 – “Ending Theme”
17 - “Prelude”

[via Eplus]

Parada decidida: “Dancing Mad” e “J-E-N-O-V-A” no Distant Worlds

Distant Worlds

Por Alexei Barros

Após o resultado dos votos nas apresentações em Minneapolis, Grand Rapids, Cingapura e Taipei, além da enquete no site oficial, foram eleitas as novas músicas que serão integradas ao repertório da turnê Distant Worlds: music from Final Fantasy: “Dancing Mad” (FFVI) e “J-E-N-O-V-A” (FFVII). As duas foram as mais lembradas numa seleção que ainda incluía “Clash on the Big Bridge” (FFV), “Force Your Way” (FFVIII) e “Seymour Battle” (FFX). Ambos os arranjos já estão sob os cuidados de Nobuo Uematsu e do maestro e produtor Arnie Roth.

Por mais que preferisse da “Clash on the Big Bridge” em vez da segunda, fico feliz pela renovação no set list, porque muitos concertos de FF já foram realizados, mas há ainda dezenas de composições não aproveitadas. Mais contente fiquei com a mensagem promissora veiculada na newsletter: “Nós definitivamente vamos adicionar novas músicas baseadas nos seus pedidos, então mantenham as mensagens e continuem fazendo solicitações!”. Aliás, dá vontade de sugerir dois medleys orquestrados que o Kazuhiko Toyama fez para os jogos do PSP com músicas de episódios passados e que nunca foram executados ao vivo: “Fulfilled Desire” (Crisis Core: FFVII) e “Dissidia -ending-” (Dissidia:FF).

Na próxima apresentação do Distant Worlds em Detroit, agendada para o dia 18 de junho, duas músicas conhecidas de concertos pregressos entrarão no set list: “The Man with the Machine Gun” (FFVIII), que estreou no 20020220 music from Final Fantasy (2002, é claro), e, atendendo ao desejo de Nobuo Uematsu, “Kiss Me Good-Bye” (FFXII), executada anteriormente no Voices music from Final Fantasy (2006) e que será interpretada não pela cantora original Angela Aki, mas pela Susan Calloway.

Por fim, foi comunicado que Nobuo Uematsu deixará uma mensagem em vídeo para o público de Detroit, confirmado que fará toda a trilha de Final Fantasy XIV.

[via Newsletter]

“Clash on the Big Bridge” – Final Fantasy V (Low-tech Son e T.E.O.: 9th Live)

Por Alexei Barros

Minha infindável busca pela “Clash on the Big Bridge” orquestrada foi tão afoita que até me fez colocar performances imperfeitas da música do Final Fantasy V. Pois bem, a procura acabou. Sim, ainda não é uma orquestra com cordas e madeiras, mas ouvi-las com a adicional dos metais já é algo de outro mundo.

O arranjo é da banda doujin Low-tech Son, que inclusive tinha mostrado uma impressionante (só que perto dessa ficou eclipsada…) versão a quatro mãos da “Clash on the Big Bridge” no piano. Na última apresentação, 9th Live, realizada em fevereiro de 2009, o grupo instrumental resolveu se juntar à big band T.E.O. (sigla para Tezuka Yusuke Enharmonic Orchestra), e como resultado a execução ficou simplesmente ESTONTEANTE. Aliás, perdão pelo excesso de palavras em caixa alta no texto a partir de agora.

A soberania da performance é tamanha que chega a ser covardia comparar com qualquer outra versão já feita da música – e falo de The Black Mages, CellythmFFXII etc. Mostra também como os amadores japoneses estão a anos-luz dos amadores ocidentais. Os primeiros são pró-amadores e os outros amadores esforçados. Claro que há exceções.

Sou a favor da completa exibição do talento, mas os instrumentistas são tão talentosos, mas tanto, que exageraram na exibição virtuosística. Isso fica muito claro na introdução no piano, com floreios altamente excessivos. Aí entram em cena os metais da T.E.O. AFIADÍSSIMOS. AFINADISSÍSMOS. FANTÁSTICOS.

Aproveitando a presença da big band, o arranjo ficou com uma entoada jazzística, com a intervenção de solos de shakuhashi (flauta de bambu), que surpreendentemente não ficou deslocada perto da sonoridade potente de outros instrumentos, e da guitarra arrebatadora. Para completar, as alternâncias entre os metais e a bateria (só o abuso dos pratos me incomodou um bocado) são incríveis.

Aviso aos apreciadores da “Clash on the Big Bridge”: assistir ao vídeo é uma imposição.

“Super Mario Galaxy Medley” – Super Mario Galaxy (VGO Concert Fall 2008)

Por Alexei Barros

Os vídeos com qualidade profissional registrados no Berklee Performance Center da Video Game Orchestra nos deixaram mal acostumados, mas mesmo assim faço questão de postar. Essa performance brotou hoje no YouTube, e é daquela apresentação Concert Fall 2008 feita na igreja Church of the Covenant em Boston, ainda que nem a acústica do local e a execução da VGO sejam perfeitas.

Reproduzir as músicas de Super Mario Galaxy é mais fácil pelo fato de as originais já serem orquestradas. Só que em vez de optar pelo simples – tocar uma única faixa ao vivo -, Shota Nakama optou por fazer um medley com o “Super Mario Galaxy” (tema dos créditos), “Wind Garden” (Gusty Garden Galaxy) e “Chico”.

Sempre eu falando das transições… A passagem da primeira para a segunda ficou muito súbita, mas da segunda para terceira ficou boa. Por mais que os metais deem uma escorregadela e haja algumas desafinações, não é todo dia que se vê Super Mario Galaxy ao vivo.

“Super Mario Galaxy Medley”

“Super Mario Galaxy” ~ “Wind Garden” ~ “Chico”

25 anos de Tetris

Picture_2

Por Claudio Prandoni

Imite Zangief, Gorbachov no final de Street Fighter II e coloque-se a dançar como um russo: exatamente hoje, 6 de junho, o fabuloso Tetris completa 25 anos de vida!

Um quarto de século de bloquinhos se empilhando e sumindo magicamente da tela, ao som do folclore russo das músicas, ou online, ou em duas telas, ou com toque no iPhone, ou nos minigames pangarés de 99-in-1. Que seja.

Alexey_Pajitnov_-_2575833305_(crop)Tetris é uma de minhas franquias favoritas de todos os tempos. Top 5 mundial fácil. Nos conhecemos e apaixonamos no início dos anos 90, quando ganhe um Game Boy tijolão que vinha com o cartucho. Enfim, fico até meio perdido para falar da obra máxima de Alexey Barros Pajitnov.

Acho incrível como um jogo pode se manter atual, interessante, divertido e viciante mesmo sem praticamente alterar a fórmula. Convenhamos, o Tetris puro, sem itens, firulas e perfumarias, é o que realmente interessa.

Sem mais ladainha barata, algumas evidências:

- Prova máxima da popularidade de Tetris mesmo entre non-gamers heavy users jogadores aficionados, os tais hardcore: o logo do Google hoje é em homenagem à série. Parei.

tetris09

Não, nãoi pare. Logo abaixo um minidocumentário exibido durante a E3 tratando da data especial.

Para fechar, o fantástico documentário From Russia With Love, da BBC, que trata das difíceis negociações para fazer com que o Tetris saísse da Rússia comunista e chegasse ao mundo. A primeira parte vem aqui, as outras cinco depois do salto intergaláctico.

Continuar lendo ’25 anos de Tetris’

Comerciais gamers: Atari, Pelé e outras estrelas do esporte

Por Alexei Barros

Não farei nenhuma tentativa de piada referente ao Pelé (esquecimento da bandeirada da F-1, “teria sido melhor ver o filme do Pelé”, “gol de Peléééé”, entende, ABC, ABC etc…) porque o próprio comercial é uma anedota.

Seria possível imaginar que no teste de controle da minha queridíssima Atari, Kareem Abdul-Jabbar joga o jogo de basquete, Mario Andretti joga o jogo de corrida e Pelé joga o jogo de futebol? Não dá.

Ainda assim, foi feita tal propaganda. Mas para coroar com chuteira de ouro, o comercial está dublado em espanhol. As vozes não combinam nem um pouco. Constrangedor.

P.S.: Repare no final a diferença monumental de altura dos 2 metros e 18 centímetros de Abdul-Jabbar para a estatura normal de Pelé e Mario Andretti.

“Mega Man Medley” – Mega Man 2 e 3 (VGL 2009 em Los Angeles)

Por Alexei Barros

Para a apresentação do Video Games Live de encerramento da E3 2009 ocorrida ontem, dia 4 de junho, foi prometido o debute do medley de Mega Man. Confesso que depois do resultado do controverso segmento de Chrono Trigger / Cross esperava pelo pior.

Antes  é necessário ressaltar que tal adição no repertório é de grande apelo mundial, e você sabe como é difícil o VGL acrescentar um jogo japonês no set list. Há uns dois anos acharia impraticável tal novidade, ainda mais sendo Mega Man da Capcom, produtora antes não representada no espetáculo, sem contar Ghosts ‘n Goblins no “Classic Arcade Medley”.

Poderia citar dezenas e dezenas de faixas que não estão no medley (falando apenas da série principal, imagina se contarmos as outras), mas a quantidade de músicas melódicas espetaculares é tanta que mal dá para reclamar muito, a não ser o fato de que não há nenhum tema de fase.

As quatro escolhidas são algumas das melhores, porém o medley arranjado pelo próprio Tommy Tallarico é mais uma colagem simples do que uma miscelânea elaborada, com começo, meio e fim. Aliás, o segmento tem dois começos e um meio-fim. Isso porque a “Opening” e a “Title” de Mega Man 2 e a “Title” de Mega Man 3 são tocadas na sequência. Não funciona executar músicas de abertura assim, o que resultou em um vácuo (1:33) na transição de uma para outra. Falando nisso, a passagem desta última para “Dr. Wily Stage 1” é até aceitável, ainda que não muito requintada. E por que o meio-fim? O tema da primeira fase do Dr. Wily é até interessante para fechar o medley, só que o final foi muito abrupto. Parece que a música foi picotada. Durante a “Title” de Mega Man 3 ainda há dois respiros  (1:59 e 2:08) que não deveriam existir.

Como as faixas originais são 8-bits, completamente sintetizadas, sem imitar o timbre de instrumentos, a orquestração é mais trabalhosa, e exige criatividade. Embora não seja a instrumentação dos meus sonhos, é decente pelo menos. Como em outros segmentos, Tommy Tallarico acompanha a orquestra na guitarra, que entra de maneira apropriada depois da  “Opening”, precisamente na “Title” de Mega Man 2, conferindo maior impacto à performance. Porém, no meu entendimento, a introdução da “Title” de Mega Man 3 combina mais com piano (que inexiste em muitas das apresentações do VGL, e quando muito é substituído pelo teclado) do que com guitarra, como comprova a genial versão “Start to Playing” da banda doujin takrockers!!. Aliás, essa sim é a instrumentação dos meus sonhos.

Desde o início é possível ouvir o acompanhamento de baixo e bateria. Mas não se vê – sei que está escuro; caso houvesse bateria de verdade inevitavelmente o telão mostraria. É possível reparar que ambos os instrumentos são simulados por um sampler devido à performance robótica e burocrática. O timbre do baixo sintetizado ficou muito sem sal, e o som da batida da bateria não é totalmente ruim. Para uma apresentação do porte que a E3 merece, o mínimo que se poderia esperar são as presenças de baixista e baterista. Em suma, levando em conta o universo musical de Mega Man, o resultado não é abominável e nem fantástico. É apenas mediano.

“Mega Man Medley”

“Opening” ~ “Title” (Mega Man 2) ~ “Title” (Mega Man 3) ~ “Dr. Wily Stage 1” (Mega Man 2)

Hitzman na E3 – é tudo verdade

Por Gustavo Hitzschky

Tudo bem, sei que a frase é o clichê do clichê do clichê. Mas é fato: a imagem vale mais que um gol contra mil palavras. Para todos vocês, incrédulos e sem fé, que não acreditavam na minha presença em Los Angeles durante a cobertura da Electronic Entertainment Expo, eis a prova cabal.

Tive a oportunidade de encontrar alguns figuras jornalistas pelos pavilhões e troquei uma ideia com a equipe da revista Edge Brasil. Eles foram muito solícitos e me ajudaram na hora da alimentação, visto que eu havia levado somente um pé-de-moleque com a grana fornecida pela Hadouken Enterprises. O problema é que exagerei na degustação de iguarias e prontamente adquiri uma protuberante pancinha, que pretendo perdê-la com caminhadas diárias inspiradas em Claudio Prandoni.

Sem mais delongas, contemple:

Da esquerda para a direita, Théo Azevedo, Fabio Santana, Gustavo Hitzschky e Nelson Alves Jr.

Da esquerda para a direita, Théo Azevedo, Fabio Santana, Gustavo Hitzschky e Nelson Alves Jr.

Hadoukast #07: Sobre a E3 2009

hadoukast07

Por Claudio Prandoni

Acabou. Lá se foi mais uma E3 com todas as suas emoções.

Por conta da ocasião especial e de um alinhamento todo específico de planetas e horários de quase todos os Toperas, conseguimos gravar, editar e publicar um Hadoukast em tempo recorde – o que não era muito difícil, já que a média de tempo para o processo todo era medido em semanas, quase meses.

Fanfarronices ficcionais e internacionais de Hitz, novidades exclusivas que não importam, comentários mil, musiquinhas de joguinhos e um monte de baboseiras sobre a suposta Hadouken Corp. Capsule Lmtd. Inc. Deluxe.

Enfim, sem mais longas delongas, com vocês a sétima edição regular do Hadoukast, neste caso especificamente falando discutindo os eventos que se transcorreram durante a E3 2009.

Para fazer download do programa, basta clicar no link exatamente abaixo:

Hadoukast #07 – Sobre a E3 2009

Artwork do dia: I can haz new Zelda, plz?

Wii_Zelda_e3

Por Claudio Prandoni

Oficializada de forma oficialmente oficial. Isso é o que essa imagem acima é.

Nada menos do que a primeiríssima arte conceitual para o próximo Zelda de consoles caseiros, revelada por Miyamoto Shigeru-sensei em uma conferência fechada para seletos membros da imprensa mundial (ou seja, nem eu nem o Hitz, mas talvez o maestro Barros).

Promissor? Sim e não.

Por um lado (talvez o dentro), é sempre bacana ver evidências concretas de que a Big N não está dormindo no ponto e já está trabalhando em um novo episódio principal da franquia. Expectativa de uma jornada épica e talvez até revolucionária em termos de controles. A primeira grande reviravolta na mecânica da série Zelda veio em 1998, com Ocarina of Time, justamente onze anos depois do primeiro game da franquia.

Pois bem, agora em 2009 é Ocarina of Time quem faz onze anos e há tempos Miya-san fala sobre mudar drasticamente o estilo da série.

Por outro lado (supostamente o de fora), o visual denuncia manutenção do estilo visual, ou seja, o mundo pseudo-medieval fantasioso. Ruim? De maneira alguma, mas acredito que a palavra-chave no mercado de games nos últimos anos é inovação e acho que não doeria tanto à Nintendo procurar revitalizar a série Zelda não apenas nos controles, mas também na própria temática.

Lembra daquela piada de primeiro de abril do Zelda futurista? Não há necessidade de falar japonês chegar a tanto, mas confesso que achei interessante.

Em tempo: a guriazinha (guri?) azul em destaque me parece ser um Zora.

« Página anteriorPróxima Página »


RSS

Twitter

  • @thalesnm Legal! Essa é a primeira OST de game music que você compra no Amazon? 1 day ago
  • @thalesnm Gostei! Tenho mais vontade de jogar que o RE5 (que nem joguei ainda =(). Espero que tenha algum puzzle em meio àquela ação toda... 3 days ago
  • @thalesnm Olha que não é raro, talvez só não seja tão difundido. 4 days ago

Procura-se

Categorias

Parceiros

bannerlateral_sfwebsite bannerlateral_gamehall bannerlateral_cej bannerlateral_girlsofwar bannerlateral_gamerbr bannerlateral_consolesonoro bannerlateral_zeebobrasil bannerlateral_snk-neofighters brawlalliance_banner_copy
hadoukeninenglish hadoukenenespanol hadoukenenfrancais hadoukeninitaliano hadoukenindeutscher hadoukenjapones

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.016 other followers