Por Alexei Barros
Cada vez mais soberbo, cada vez mais estupendo, cada vez melhor está o set list do Press Start 2009 ~Symphony of Games~. Dois novos reforços: pela segunda vez uma faixa de título americano (a primeira foi The Elder Scrolls IV: Oblivion em 2007) e a encantadora adição de um jogo-arte que não vendeu bem no Japão. Ou seja, as escolhas não são feitas considerando a popularidade dos jogos, mas a qualidade das músicas.
- Portal: “Still Alive”
Não, nunca fui grande fã do tema de encerramento do Portal, mas no momento em que um concerto japonês seleciona uma faixa de um jogo ocidental, devo dar o braço torcer e reconhecer o talento do compositor Jonathan Coulton e a genialidade da canção. Nunca é demais lembrar que a música foi tocada na fantástica apresentação holandesa Games in Concert 3 (veja um trecho da performance, o único que encontrei, a partir de 2:23 aqui) em 2008.
Pelo que dizem (lamentavelmente ainda não joguei Portal por falta de tempo, apesar de ser possuidor da caixa alaranjada), o que há de mais criativo na “Still Alive” é a letra criativa entoada pela Inteligência Artificial GLaDOS, interpretada pela voz de Ellen McLain. Sendo assim, cantá-la em inglês perderia grande parte da graça. Mas não é o que vai acontecer. Kazushige Nojima, letrista de “Liberi Fatali” (Final Fantasy VIII), entre outras, traduzirá a canção para japonês. Quando jogou Portal na versão para PC, Nojima não só gostou do jogo, como ficou encantado com o tema dos créditos, o que certamente motivou a inusitada seleção.
- Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~
A obra de arte da Clover Studio que estreou no PlayStation 2 em 2006 e foi adaptada pela Ready at Dawn para Wii dois anos depois possui uma trilha sonora gigantesca, com 218 faixas espalhadas em cinco CDs. A baixa vendagem no Japão não impediu a realização do álbum Okami Piano Arrange e da inserção do jogo em um concerto oriental.
Nobuo Uematsu, agora teclando de Taiwan, enalteceu o charme do mundo virtual Nippon, em contraste com o uso exaustivo da Europa medieval como ambiente. Também elogiou a originalidade de Okami e o trabalho da Capcom, e espera que façam mais jogos únicos assim no futuro. E disse que também comprou e apreciou a Okami Original Soundtrack. Com tantas músicas para escolher, fiquei satisfeito com a lembrança da “Reset” ~”Thank You” Version~, que é uma versão instrumental da “Reset” da Ayaka Hirahara. Não tem como errar com a orquestração de uma canção J-Pop. Aliás, já havia postado a performance ao vivo da “Reset” em um show da cantora.
[via PRESS START]
Set list até o momento:
01 – Super Mario Bros.
02 – Persona 4
03 – Tales of Legendia
04 – Rhythm Heaven
05 – Ore no Shikabane o Koete Yuke
06 – NES Medley
07 – Ace Combat Zero: The Belkan War
08 – Fantasy Zone
09 – Otogirisou e Kamaitachi no Yoru
10 – Suikoden


























Que reforço de peso esse! Me dói é conhecer esse repertório e depois não sair nenhuma gravação oficial do concerto.
Rá, sabia que você ia gostar da notícia. Finalmente uma adição à altura do Fantasy Zone.
Gravação oficial… Talvez a única forma seja uma coletânea de músicas da Capcom, com Okami na companhia de Monster Hunter, Ace Attorney e Mega Man 2…
Jogue Portal, Alexei! Dá pra terminar em uma tarde, mesmo considerando o tempo da curva de aprendizado. Acredite: vale a pena.
Realmente, falta de tempo é uma desculpa esfarrapada em se tratando de um jogo de tiro curto como o Portal. =P
Vou tentar terminar o quanto antes!
Hahaha, adorei o avatar novo, mestre!
Eu curti pacas a musica final de Portal. Tematiza muito bem o lance do “The Cake is a Lie”, presente em todo o jogo, como a premissa primordial do jogo. Alem do toque da excelente voz da Ellen McLain como GlaDOS, por isso eu to meio temeroso quanto a interpretação de quem vai cantá-la em japones, mas irei ouvir o resultadono fim das contas, por ser fâ da premissa do jogo. Quanto a Okami, musicas lendárias num jogo que é uma obra prima, decisão acertada, principalmente que escolheram Reset na playlist, que me faz viajar literalmente ao ouvi-la.
Realmente. Mas antes da letra em japonês, estou mais curioso para saber como será a orquestração da música, afinal a canção é tocada apenas por uma banda na original.
Putz bem lembrado cara. Não é algo tao complexo, mas te prendia a atenção. Ai vem a pergunta: será que irão tarzer o memso sentimento que a musica original evoca? Espero que sim.
Também precisso voltar a jogar Portal, até porque já passei uma boa parte do jogo.
Putz, Still Alive de Portal, e só o fato de ver “Reset” ~”Thank you” version~ entre a setlist dá vontade de chorar… ao ver que não vão produzir uma gravação oficial >_<.
Mas merecem. Estão de parabéns! \o/
Axelay, ops (dislexia), Alexei, entendo sua inicial restrição quanto a “Still Alive”. Acho que ela deve ser “popzinha” demais pra você, que sei, adora o erudito. Bom, eu também. Mas sabe, então se você não jogou Portal, pode estar aí explicado. Porque o tema pode nem ser tão especial, mas se torna dentro do jogo.
Eu não entendo esses detonadores-de-jogos-em-uma-tarde. Fiquei um tempão jogando Portal. Não sei, eu gosto de vasculhar todo canto e em geral “ando” devagar “por aí”. Se corro, foi por necessidade, mas depois volto pra olhar tudo o que ficou do tiroteio hehe!
Mas compre batom, digo, jogue Portal. É muito banca meeesmo. Você já conhece a música do final, então parte da surpresa está perdida sem remédio. Eu ouvi “em tempo real”, ainda naquele momento de palpitação, porque tinha recém terminado, né. É meio como levar um soco na cara – mas sorrir por isso – nos créditos finais de um filme. Acho tenso aquele tom de voz infantil e o que tem realmente por trás disso.
Jogue e nos conte. Isso se não não o fez, já que estou atrasado nas leituras aqui.
Abraço
Hehe, você não é o primeiro a reparar a semelhança do meu nome com o lendário shmup da Konami.
E você não comentou atrasado, porque eu ainda não conseguir terminar o Portal. Sequer comecei, aliás.
Sobre a “Still Alive”, realmente pop não faz muito a minha cabeça, mas depende. Apesar de gostar de estilos eruditos, como você bem reparou, o meu gênero musical favorito é o o jazz (especialmente jazz fusion). Não por menos, eu passei a gostar da canção nessa versão que linkei no post do concerto Games in Concert 3 porque tem uma pitada jazzística graças à adição dos metais que revolucionou a música.
Mas é aquilo que comentei: quando um concerto japonês como o Press Start, que pode selecionar tantas músicas de jogos nipônicos, pega uma canção ocidental é porque ela é boa mesmo.