Por Alexei Barros
Organizar atualmente um concerto sem Chrono Trigger ou Cross é impensável. Todos os espetáculos de várias franquias diferentes espalhados pelo mundo tocaram pelo menos uma vez uma música da série. Com exceção do Video Games Live. Depois de cinco anos de existência, o VGL inseriu Chrono no repertório, estranhamente sem o tradicional alarde de quando um segmento é adicionado, e a cidade de Okland, na Califórnia, foi a primeira contemplada no último dia 28 de fevereiro. Sim, não me esqueci que em 2007 Chrono Cross debutou na forma de um embusteiro solo de teclado, mas dava para considerar? Entretanto, farei tantas críticas que serei obrigado a separá-las por tópicos:
- O medley tem quatro músicas, três de Chrono Trigger, a saber, “A Premonition”, “Wind Scene” e “Frog’s Theme”, e uma de Chrono Cross, “Scars of Time”. Já começou errado. Se o VGL é feito para todos os tipos de público, não deveria tocar o tema principal do jogo que seria mais facilmente reconhecido pelo plateia, vulgo “Chrono Trigger”? Pois é, não tem.
- A instrumentação das músicas de Chrono Trigger é inspirada explicitamente no “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~” do CD promocional que veio na versão de DS. O problema é que entre “A Premonition” e “Wind Scene” havia originalmente a “Guardia Millenial Fair”, que foi excluída no medley do VGL. A transição acabou ficando ridícula entre essas duas primeiras faixas.
- Como no “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”, a “Wind Scene” é evocada pela flauta. Ficaria melhor reproduzida, como já disse antes, no pizzicato das cordas, não é mesmo The Screamer? Em compensação, a “Frog’s Theme” foi estendida em relação ao “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”.
- E então chegamos à famigerada “Scars of Time”. Bem como alertei por diversas vezes, o violão é essencial nessa música. Para minha surpresa, quando é chegada a hora de ser executada, Jack Wall abandona a regência, assume o violão e acompanha a flauta, enquanto Tommy Tallarico improvisa em outro violão. Afinal, para que contratar um violonista se o próprio maestro pode tocar? A introdução que Tallarico faz quando se senta no banco à espera de Wall não tem nada a ver com a original. Parece até criada na hora. Da mesma forma, o encerramento é bem diferente. E não é uma nenhuma surpresa para mim a ausência de baixo elétrico em se tratando de VGL, e lembro que o PLAY! teve sim, mesmo com 1001 falhas.
- Em suma, a seleção de faixas é pouco criativa e duvidosa, a primeira transição é abrupta, as músicas não estão fiéis às originais e o arranjo não apresenta o menor refino. O fato de o maestro tocar violão no meio da música, da forma com que foi feito, mostra como a produção é capenga, e a constante movimentação dos dois compositores pelo palco parece servir mais para tirar a atenção da baixa qualidade da performance. Que é melhor do que o solo de teclado é, mas isso não quer dizer muita coisa. Resumo, enfim, o segmento em uma palavra: patético.
- Peço que veja e ouça músicas da série Chrono clicando no link da categoria para acompanhar as performances amadoras, ou então entre aqui para relembrar as versões orquestradas nos álbuns e outros concertos – todas infinitamente superiores.
- “Chrono Trigger & Cross Medley”
“A Premonition” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” (Chrono Trigger) ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)


























não achei ruim nao
Os cara são bacana hein.
Eu já reclamei que chegue da VGL, mas preciso adicionar que acho uma heresia os caras desfigurarem músicas tão clássicas com esse amadorismo. Se for pra fazer, faz direito, pô! Ou não faz.
@ R.
Amadorismo é uma palavra que não usei no texto, mas resume bem tal heresia. Puro amadorismo.
Nossa até perdi a vonta de ovuir depois de tantos elogios UAEHUEHUAEHUAEHUAEAE
@ Khronny
Justamente por isso eu até pensei em colocar o vídeo antes dos meus elogiosos comentários.
@Alexei já que você teve todo esse trablaho de postar e talz eu resolvi dá uma ouvida e realmente, não tá muito legal não eauaheueahueaheauheuhe e realmente devia ter postado o video antes pelo menos o pessoal ia ficar com dó do tempo que deixou carregando e ia escutar euhaeuhaeuahuae
Alexei assumo que não vi o video ainda (não tenho o luxo da banda larga em minha residência… >.>) mas depois das suas palavras mais uma vez me vejo obrigado a dizer:
“Coloca na mão do Richard Jacques que ele resolve” [2]
Se a apresentação for esse horror mesmo, melhor ficarmos na torcida pra pelo menos darem uma bela de uma afinada nisso aí.Oo’
No aguardo pelas outras apresentações…
ps: o VGL Japan já teve ou terá ainda?Oo’
Quando puder veja, Vinicius. Confesso que até assisti algumas vezes depois que escrevi o texto com o receio de ter sido muito contundente, mas não dá, chega a ser inconcebível. Duvido que mude alguma coisa até a apresentação brasileira.
A visita à Tóquio está “Coming Soon” no site assim como tantas outras agendadas pelos quatro cantos do mundo – só vai faltar um VGL Antártida.
Tá parecendo showzinho de bar isso! O maestro “requebrando” então, lamentável.
“Tá parecendo showzinho de bar isso!” (2)
Hahaha!!!