
Por Alexei Barros
Sempre reclamo dos jogos esquecidos pelos concertos mundo afora. E destes pouco lembrados normalmente não menciono Final Fantasy Tactics. Mas essa inépcia é porque eu, ainda que seja um entusiasta dos RPGs estratégicos, sou uma completa fraude em relação ao jogo. Estou falando sério. Já tentei várias vezes, porém acabo tragado pela complexidade excessiva dos combates – uma constante nas obras do desaparecido Yasumi Matsuno.
Além dos concertos exclusivos de Final Fantasy jamais recuperarem o clássico do PlayStation, fico impressionado como até mesmo a Orquestra Sinfônica Eminence, que tem maior proximidade com Hitoshi Sakimoto – segundo o diretor e fundador Hiroaki Yura, o compositor teve papel fundamental ao inserir seu time de instrumentistas na indústria –, nunca tocou FFT no A Night in Fantasia.
Partindo do âmbito profissional para o amador, temos a University of Maryland’s Gamer Symphony Orchestra, que fez o segmento “Final Fantasy Tactics”. Como a performance é de estudantes, evidente que não é das melhores. Vale a intenção. Então vamos para o Japão, onde a barreira entre profissionais e amadores quase não existe, que o digam The Screamer e Famicom Band. Chegamos ao intrépido Hoshino Shirabe (ao pé da letra, seu nome ou apelido, não se sabe ao certo, pode ser traduzido como “Música das Estrelas”), que está em processo de arregimentação de instrumentistas para um concerto exclusivamente de Final Fantasy Tactics. Que conjunto de cordas que nada. É uma orquestra completa. Nada menos do que 42 pessoas já foram confirmadas, e outras tantas estão em vias de se unir ao grupo. Ressalto: para uma apresentação de três horas, com um preâmbulo e mais quatro atos temáticos.
Como é possível ver no cartaz, a récita está marcada para o dia 22 de novembro de 2009. Essa é a segunda, na verdade. A anterior aconteceu em 2007 (da imagem do fim do post; veja outras imagens aqui) e, como se não fosse o bastante, foi anunciado outro espetáculo para 2010. Será que assim compensa a relapsidão com a inexistência de FFT nos grandes concertos?
Espero que, como se trata de uma iniciativa de fãs – e que fãs mais dedicados! –, aconteça o lançamento do CD, uma vez que as produtoras tendem a fechar os olhos para os álbuns doujin. Mas se aparecesse uma performance no Nico Nico Douga já ficaria feliz.
Tática e incomensuravelmente agradecido ao Fabão (agora .com.br e com Twitter) pela incrível descoberta e pela tradução.

[via Hoshirabe]


























A idéia de organizar o concerto em suítes, selecionando faixas tematizadas para formar cada uma, foi genial. É uma pena não ter um só vídeo da apresentação de 2007 no Nico Nico Douga. Como esta edição já está sendo bem divulgada na blogosfera japonesa, espero que alguém faça a caridade de filmar.
E agora é definitivo: os entusiastas de game music japoneses não conhecem o termo “amador”.
*Morte de infarto, aparentemente causado por orgasmos múltiplos que excederam em muito sua capacidade física*
FFT é, possivelmente, o jogo que joguei por mais tempo, até hoje. E a OST tá tão emaranhada aos meus pensamentos que é como se as músicas fizessem parte da trilha sonora da minha própria vida. Eu costumava dormir com o jogo ligado, só pra ficar ouvindo.
Ack. Vou parar antes que eu morra de desgosto por saber que nunca verei esses concertos pessoalmente. ;(
Deuses! Isso é muito mais do que eu sempre esperei num concerto de FFT.
Ouvir Run Past Through the Plain orquestrada é um sonho antigo, a mesma coisa para a abertura genial.
Tem que ter um album dessa apresentação, tem que ter…
@ Fabão
De fato, minha expectativa é que o Symphonic Fantasies seja nesse formato de suítes. Mas, puxa vida, imagino o trabalho que deve dar com arranjos, partitura e orquestração. E como o Hoshirabe ainda vai arrumar tempo para os ensaios?
@ Mancha
Haahahaha! Invejo você, rapaz. Eu tentei duas ou três, mas realmente não consegui compreender o jogo em sua totalidade. Quem sabe com a versão do PSP eu não me anime? Se bem que no FF Tactics Advance e A2 eu consegui absorver mais o sistema de batalha.
@ Shirokishi
“Run Past Through the Plain” é uma das melhores da trilha, imagino as cordas reproduzindo a tensão da música.
Se encontrar algo do concerto, evidente que compartilharei aqui imediatamente.
Não partilho da mesma convulsão de felicidade do amigo manchado, mas só de ter a música de abertura já fico com vontade de ver o concerto.
Neste exato momento estou ouvindo novamente as músicas originais só para ficar mais hypado e pensando que preciso ver um desses lá no Japão um dia.
A seguir, Geraldão Figueras deve comentar algo parecico com muito mais requinte que este que maltrata o teclado aqui.
Hehe, precisa ver se na maratona final fantasista o Geraldo visitou os terros táticos fantasiosos. Vai ver que depois de terminar a relação, em vez de migrar para o FF Tactics voltou para o FFX dado o seu vício.
Algo que acho sensacional que o Hitoshi Sakimoto faz, não sei se por determinação dos designers ou por vontade própria, é incorporar ressonâncias de melodias conhecidas, não necessariamente compostas por ele. É o que se nota na “P.R. Movie”, que alude à lendária “Prelude” do Nobuo Uematsu. Na trilha do Gradius V acontece isso muito também.
FF Tactics se tornou, na época um dos meus jogos preferidos (e ainda o é). Ao contrário de Mestre Alexei, consegui vencer o jogo depois de mais de um ano de tentativas e inúmeras derrotas (na época, estava convencido de que venceria a guerra com o jogo, mesmo que para isso eu levasse a vida toda tentando).
E Alexei, a série Advance, apesar de ser muito boa, está a anos-luz do primogênito (tanto em qualidade, quanto na dificuldade).
“Ao contrário de Mestre Alexei, consegui vencer o jogo depois de mais de um ano de tentativas e inúmeras derrotas (na época, estava convencido de que venceria a guerra com o jogo, mesmo que para isso eu levasse a vida toda tentando)”.
Precisamente pela dedicação que o jogo exige eu não consegui avançar. E olha que época em que tentei eu tinha muito mais tempo livre. =/
“E Alexei, a série Advance, apesar de ser muito boa, está a anos-luz do primogênito (tanto em qualidade, quanto na dificuldade)”.
E justamente por isso que consegui jogar, Adney…
@ Mestre Alexei
Sim, imaginava que o motivo seria exatamente esse. Tenho plena convicção de que, se eu tentase jogá-lo agora (no caso, eu cheguei ao final dele no ano de 2000, ou seja, nove anos atrás), levaria no mínim o triplo do tempo para repetir a façanha…
Tactics? Não conheço. Nunca ouvi falar. Tirando o VII, eu já terminei TODOS os FF. É meu grande orgulho. Por favor, não existe FF Tactics nada. Não preciso jogar ele. Vou jogar o X de novo.
Bobagens a parte, tentei jogar a versão do SNES e depois do PSP. Não consegui, combates táticos e dedos figueranianos não entram em sintonia. O que é uma pena, principalmente no War of the Lions que me cativou bastante pela arte bonito e o pouco da trilha que ouvi.
O post serve pra tirar o atraso, então, da trilha, que também desconheço.
Posso baixar a OST e contar pra todo mundo que terminei também o Tactics?
@ Adney / Geraldo
É, acho que hoje nem encararia tal maratona…=/ Posso fazer o mesmo que o Geraldo: escutar a trilha e falar que terminei? Se valer eu até já finalizei algumas vezes.
“Posso fazer o mesmo que o Geraldo: escutar a trilha e falar que terminei?”
Seria mais picaretagem do que quando você “”"”"”"”terminou”"”"”"”" o Alex Kidd in Miracle World.
Ah, o Alex Kidd in Miracle World até já tinha riscado da lista…
Eu traduzi as orações seguintes com função de tradução de teia.
Agradável o senhor conhecer.Eu reivindico ser RANSEI que faz a cabeça da melodia de estrela.Este tempo o senhor agradece que tenha levado um concerto deste corpo de exército.
Eu mesmo sente muito, mas apagaria ordem de arranjo?Eu pergunto.Eu realmente pergunto.
HOSHIRABE RANSEI