Arquivo de agosto \30\UTC 2008

De como afanei ICO

Por Gustavo Hitzschky

Alguns de vocês devem ter lido aqui acerca de meus apelos para conseguir uma cópia original do famigerado e despercebido por muitos, ICO. Como prometido durante o primeiro Hadoukast, conto aqui a história da “aquisição” do jogo.

Engraçado como as coisas funcionam. Acho que foi no dia seguinte ao post, chamei o Fabão no msn para falar sobre um livro de filosofia sobre a série Zelda que sairá mais pro fim do ano nos EUA. Foi então que ele me disse que acabara de ver o meu texto e que tinha encontrado ICO original.

“Mesmo. Sério”, escreveu, para que não restassem dúvidas, pois certamente sabia que eu consideraria aquilo uma piada.

Acontece que o Humberto Martinez, da editora Europa, como o Fabão, resolveu vender alguns de seus games e os levou à redação. O rapaz de cabelos espetados dominou o acervo do brother e arrematou uma série de raridades, entre elas o nosso escasso ICO. Logo depois de fazê-lo e trocar idéia comigo no msn, ele me confessou que tinha até ficado com dó por conta da minha súplica.

Se ainda resta alguma desconfiança sobre a gentebonice do Mestre Santana, fique sossegado: 24 horas depois da compra, o cara teve a insanidade manha de me emprestar o jogo! Pô, e não é qualquer um, é ICO! Agora, me sinto até mal de falar aqui que, infelizmente, perdi a jóia do cara… Nunca mais vou poder olhar para ele. Estou envergonhado com a minha falta de cuidado.

Pelo menos eu pude terminar ICO antes de extraviá-lo. E logo menos pretendo escrever um revu e postá-lo no Hadouken.

Fabão, agradecimentos eternos para Vossa Majestade. Prometo passar o resto da minha vida me penitenciando pela perda irreparável, fruto do meu descuido torpe.

Hadoukast #01: Sobre os cinco posts mais lidos

Por Claudio Prandoni

Promessa é dívida e cá está a mais nova novíssima novidade hadoukeira: o Hadoukast, o podcast do Hadouken!

Após extensas e delicadas negociações e uma falta de vergonha tremenda, os quatro Toperas se unem mais uma vez para trazer caos e terror ao universo. Talvez apenas para o planeta, o jornalismo de games, a blogosfera ou, no mínimo dos mínimos, vai, aqui no Radugetz.

Ensaiamos nesta primeira edição um formato que pretendemos tornar fixo: uma lista Top 5 de um assunto definido e uma rodada de recomendações vindas de cada Topera.

Clique aqui para baixar o Hadoukast #01.

Por ora, não prometemos ainda uma periodicidade, mas o intuito é que com o tempo uma nova atrocidade edição do programa seja colocada no ar em intervalos definidos. Além do mais, a qualidade do áudio não está ideal (além de se comunicarem por grunhidos, os Toperas ainda não tem coordenação o bastante para gerenciar o microfone único que possuem entre si na hora de falar) e a extensão está um pouco acima do que planejamos estabelecer mais adiante.

Para esta primeira edição, discorremos acerca dos cinco posts mais visualizados no blog desde sua criação, no já longínquo mês de dezembro de 2006. Abaixo a listinha com links para cada um destes posts e após o salto dimensional duas tralhas pertinentes ao podcast:

1 – Ascensão e queda da Rockstar (diz a Wired)
2 – Velozes e Furiosos
3 – Artwork do dia: Super Mario Strikers [+ next gen]
4 – Músicas que não podem faltar no Guitar Hero
5 – Vergonha e decepção com Resident Evil 4

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“Main Theme” (Jim Power in Mutant Planet) – Symphonic Shades

Por Alexei Barros

“Sonic the Hedgehog Suite” no PLAY! A Video Game Symphony, “The Revenge of Shinobi Suite” no Fourth Symphonic Game Music Concert, “End Credits” do New Super Mario Bros. no Fifth Symphonic Game Music Concert, “Main Theme (The Legend of Zelda)” no Super Smash Bros. Brawl, “Battlefield – Last Battle ~ Battlefield – Heavens’ Governor” no Sekaiju no MeiQ² *shoou no seihai* Super Arrange Version … Yuzo Koshiro ainda é versado em arranjos orquestrados. Chris Hülsbeck teve a honra de ter uma composição sua relida por um dos maiores gênios da game music no Symphonic Shades.

“Foi um pouco difícil porque é originalmente rock”, disse Koshiro em entrevista ao site oficial traduzida para o inglês pelo Square Enix Music Online. “Tentei preservar o tema original e a sua estrutura o quanto possível quando fiz o arranjo. Entretanto, adotei uma abordagem impressionista para a orquestração”. Como o Jim Power, e por conseguinte, a música em questão é pouco difundida, peço que ouça primeiro a “Main Theme” do Jim Power no arranjo de Fabian Del Priore do álbum Immortal 2, que seria mais próxima do original, para então depois admirar a exibição da Orquestra WDR Radio. Suplico que compare, em especial, o excerto de 1:28 a 1:38 do primeiro, em que se imagina o solo de uma guitarra,  com o orquestrado 1:58 a cerca de 2:20 do segundo. É genial.

O time imbatível de arranjadores de Rockman 9 AST

Por Alexei Barros

Mega Man completará 21 anos de vida, e acredito que somente há pouco tempo, questão de um biênio, as músicas de melodias pegajosas recebem o tratamento que merecem.  Os CDs 20th Anniversary Rockman 1~6 Rock Arrange Ver. e 20th Anniversary Rockman 1~6 Techno Arrange Ver., lançados em 2007, pareciam casos específicos, isolados. Bastou anunciarem Mega Man 9 para ensejar o debute orquestrado da série no Press Start 2008 ~Symphony of Games~, a novidade que aguardo com maior ansiedade, e o promissor Rockman 9 Arranged Soundtrack, que será lançado em 10 de outubro, para acompanhar o Rockman 9: The Ambition’s Revival!! Original Soundtrack, que chega em 12 de setembro.

A AST trará nada menos do que 23 faixas – um número generoso; álbuns do gênero costumam trazer dez, 15 músicas no máximo – arranjadas por nomes que têm intimidade com Mega Man: Akari Kaida, vulgo Akari Grooves (Mega Man & Bass e Battle Network 5), Shusaku Uchiyama (Mega Man 8 e X3), Makoto Tomozawa (Mega Man X, X3, 7, Legends e Legends 2), Manami Matsumae, a.k.a. Chanchacorin Manami (Mega Man 1 e 2), e Yasuaki Fujita, também conhecido por Bunbun (!?) (Mega Man 3 e 4). Na produção, Ippo Yamada, e na direção, Yu Shimoda.

Destaco o regresso de Fujita, compositor que também participou de Breath of Fire e Pulstar, e chegou a fazer parte da banda da Capcom, Alph Lyla, no Game Music Festival ’92 na companhia de Yoko Shimomura e outros músicos da produtora, e era tido como alguém que havia abandonado a indústria dos games! Um cara que cria uma música como a “Title” do Mega Man 3 com todas as restrições do NES merece respeito, mesmo assumindo a esdrúxula alcunha nadegal supracitada. Não será a Alph Lyla que tocará, mas o álbum terá a performance de um grupo musical, formado por Tsutomu Kurihara (guitarra), Luna Umegaki (teclado), Toshiki Horisawa (guitarra) e Masuhiro Goto (bateria).

Como se tudo não fosse o suficiente, o disco trará um encarte de 24 páginas ilustradas por Hitoshi Ariga (o artista responsável pela capa do CD do Symphonic Shades, para você ver como o mundo é minúsculo), que também fará nesse livreto o mangá Rockman Megamix de 16 páginas com uma história secreta, sob a supervisão da Inti Creates. Não pergunte por que, mas ele tem um blog hospedado no servidor da Ancient, a produtora onde trabalha Yuzo Koshiro (o que dizia sobre o tamanho do planeta?).

A Rockman 9 AST já pode ser reservada na loja da Capcom, e quem encomendar receberá de brinde um adesivo para colar na sobrecapa do CD, para ter uma capa alternativa.

Agradecimentos pela avalanche de informações repassadas e traduzidas pelo Fabão.

[via Gpara]

Extraordinariamente orquestrado

Por Alexei Barros

Sobre o lançamento de Chrono Trigger para DS? Claro que gostei, afinal sou fã da série. Repito: da série. Não só de Chrono Trigger. Sou igualmente alucinado por Chrono Cross. Radical Dreamers não posso opinar, não tem jeito. Gostaria, enfim, muito mais de um jogo inédito. Mas a discussão fica para uma próxima.

Contudo, um simples bônus da versão portátil já é o suficiente para me deixar empolgado – e para me atrair basta envolver game music. Quem reservar um exemplar do jogo no Japão será agraciado com o tentador CD promocional Chrono Trigger Orchestra Extra Soundtracks, que terá duas faixas sinfônicas, produzidas e regidas por Yasunori Mitsuda: “Chrono Trigger ~Orchestra Version~” e “Chrono Trigger Medley ~Orchestra Version~”.

A primeira, a minha conjectura é que seja a “Theme of Chrono Trigger” arranjada por Kosuke Onozaki para o Orchestral Game Concert 5, também executada no Press Start 2007 ~Symphony of Games~ – a versão é idêntica, mas inexplicavelmente creditada à Nobuyuki Nakamura.

A outra é um medley formado por sete músicas, a saber, “A Premonition”, “Guardia Millenial Fair”, “Wind Scene”, “Frog’s Theme”, “Battle with Magus”, “Epilogue ~ To Beloved Friends” e “To Far Away Times”. Parei, a seleção é felicíssima!

Como o Fabão me alertou, será a primeira orquestração oficial da Square Enix. O álbum Chrono Trigger Original Soundtrack, correspondente à versão para PlayStation, trazia nove faixas produzidas por Tsuyoshi Sekito para as cutscenes, mas eram apenas sintetizadas em melhor qualidade, apesar de parte do “Ending ~ Burn! Bobonga! ~ Frog’s Theme ~ To Far Away Times (Arrange Version)” inspirar o “Chrono Trigger & Cross Suite”. Mas a suíte do PLAY! A Video Game Symphony deve ser superada pelo novo medley, mesmo sem ter Chrono Cross.

Obrigado ao Fabão por transmitir a notícia, e também por tê-la traduzido.

[via Gpara]

“R-Type Main Theme” – R-Type (Symphonic Shades)

Por Alexei Barros

Aos 45 minutos do segundo tempo admoestei sobre a transmissão via rádio do concerto Symphonic Shades – Huelsbeck in Concert em Colônia no dia 23 de agosto. Pude acompanhar cerca de 85% do espetáculo ao vivo, e testemunhar um acontecimento sem precedentes na história da game music. Para quem perdeu na ocasião, felizmente é possível contemplar o evento praticamente inteiro no YouTube. Eventualmente colocarei mais vídeos. Começo com a música do jogo que acredito ser o menos obscuro do repertório: R-Type. Estupenda a melodia entoada pelos metais da Orquestra WDR Radio – espere só até entrar o Coral FILMharmonic de Praga cantando em grego… Arranjo e orquestração do finlandês Jonne Valtonen.

Press Start 2008: a classe de Professor Layton

Por Alexei Barros

Obrigado, professor, obrigado. Faltam quase duas semanas para a histórica apresentação do Press Start 2008, e os responsáveis dão uma aula de como montar um set list balanceado, com jogos obscuros e famosos. Só que famosos pouco aproveitados pelos outros concertos, aqueles que passam a impressão que somente cinco títulos dentre um sem-número têm trilhas sonoras apreciáveis.

Professor Layton é um exemplo. A caminho do terceiro capítulo no Japão, PL and the Last Time Travel, a série, que tem como designer, roteirista e produtor o prolífico Akihiro Hino da Level-5, também capitalizou fãs no ocidente no debute com PL and the Curious Village em fevereiro de 2008 – fico na expectativa pelo segundo, PL and Pandora’s Box, em inglês. A fórmula irresistível de resolução de puzzles associada aos personagens de carisma insofismável arriscaria dizer que é infalível para fisgar jogadores de diferentes convicções, origens e preferências. E há as músicas…

Quando o Professor Gustavayton (sim, senhor professor!) fez o review com a sua habitual genialidade, Luke Prandoni ressaltou a importância delas nos comentários: “…quero dar espaço aqui também pra trilha sonora que acompanha os puzzles. Apesar de simples, nunca enjoa e de certa maneira cria a ambientação perfeita para resolver um quebra-cabeça”.

Justamente por ser simples, nunca imaginaria em uma apresentação. “OBJECTION!”, grita Layton, apontando o dedo como certo advogado na imagem acima… Kazushige Nojima, que assina o post da inserção de Professor Layton no PS 2008, revelou ser um grande fã do jogo. Elogiou a atmosfera da vila curiosa, e comentou que as músicas têm um charme especial. Está empolgado, em suma.

Interessante que a trilha sonora de Tomohito Nishiura, compositor da maioria dos títulos da Level-5, como Dark Cloud 1 e 2, Rogue Galaxy e White Knight Chronicles, estranhamente nunca foi publicada. Dark Cloud 2 e WKC (vai ser lançado ainda para PS3) também não, ao passo que Dark Cloud e Rogue Galaxy não só tiveram OSTs, como álbuns com versões arranjadas, e não por quaisquer pessoas. Gente como Yasunori Mitsuda, Shinji Hosoe, Motoi Sakuraba, Yoko Shimomura, Noriyuki Iwadare, Kenji Ito e até o The Black Mages na Dark Chronicle Premium Arrange e alguns deles, além do Norihiko Hibino no Rogue Galaxy Premium Arrange. Mesmo assim, o Professor antecipou todos os RPGs, que aparentavam ser nomes mais fortes para entrar no repertório.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy
03 – Monster Hunter
04 – Spelunker
05 – Touch! Generations Medley
06 – Samurai Shodown
07 – Uematsu’s Early Years Medley
08 – Ace Attorney
09 – Baten Kaitos
10 – Mega Man 2


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