Por Claudio Prandoni
A turminha do barulho do Continue já postou, mas não poderia deixar a oportunidade passar batida. Mesmo sendo um jogo distribuído apenas digitalmente, Mega Man 9 ganhou essa ilustração bacanudérrima – e ao mesmo tempo absolutamente abjeta – para adornar uma suposta caixinha.
De fato, tal artwork estampa camisetas de funcionários da Capcom que estão demonstrando a nova aventura do Blue Bomber no estande da empresa. Acho fantástico como o vergonhoso e cult legado das box arts dos dois primeiros MM são resgatadas e homenageadas com maestria. As deformidades inexplicáveis do herói, a absurda pistola inexistente empunhada na mão direita, a caracterização clicê e também absolutamente errônea de Dr. Wily. Enfim, só posso dizer que quero, tanto quanto – ou até mais – quanto quero o jogo.
Aliás, avaliando a pífia edição deste ano da E3, vejo que o que sobra de esperança em mim está depositada majoritariamente em franquias consagradíssimas e/ou com grande apelo retrô. Mega Man 9, Sonic Unleashed (se não tivesse o lobouriço creio que seria perfeito…), Prince of Persia e por aí vai. Confirmei essa minha opinião agora há pouco: vi no Joystiq que a Konami anunciou Gradius Rebirth para WiiWare. Não tem foto, vídeo, informações sobre o que exatamente será (remake ou jogo original? Tridimensional ou 2D pixelado?), entrevista nem nada, mas já fiquei empolgado.
Ah, e tem mais. Eu precisava de alguma desculpa para postar o sensacional trailer do Mega Man 9, oras bolas.
Para completar essa ode à trasheira pixelizada 8-bits, abaixo a coleção completa de box arts de Mega Man.






























Tem info sobre Gradius ReBirth sim, Pranda. Olha no site oficial. Não é muito, mas tem: o jogo é novo, mas baseado no primeiro Gradius, o arcade de 1986, com gráficos 2D e o clássico sistema de power-up. Só a simples visão do moai já é suficiente para deixar meus dedos tremendo instintivamente.
Sensacional a evolução e depois retrocessão do Mega Man no início do trailer e as músicas são grudentas! Mega Man 9, Super Street Fighter II Turbo HD Remix, 1942: Joint Strike, Commando 3, Bionic Commando Rearmed… A Capcom está aproveitando muito bem MESMO os serviços online.
@ Fabão
Fico na expectativa que a lendarária trilha musical da Miki Higashino que inspirou o Yuzo Koshiro e o Hitoshi Sakimoto seja repaginada com o esmero que as composições originais merecem.
@Alexei
Poderia ser pelo próprio Sakimoto, que fez um trabalho excelente em Gradius V. Mas duvido muito que a trilha tenha a mesma pompa que o remake de 1942: Joint Strike da Capcom, por exemplo, que teve a manha de chamar o Norihiko Hibino para fazer a releitura. Pela revelação inicial, suspeito que eles venham a trilhar o caminho de MM9, não apenas com o visual, mas talvez também com o som. Vamos ver, ou ouvir…
@ Fabão
Também sou a favor do Sakimoto, que já na trilha do Gradius V incluiu ressonâncias das melodias fantásticas do primeiro jogo. E mesmo se for as originais eu já ficaria feliz!
P.S.: Ainda estou embasbacado com o 1942: Joint Strike!
Essa artwork de MM9 é um dos melhores trabalhos artísticos já feito. Consegue, simultaneamente, ser horrenda e magnífica, simplesmente devido ao conceito “homenagem” citado por Vossa Maestria Prandonica.
KUDOS! Um lance majestoso de criatividade e oportunismo.
Nunca fui muito fã de Megaman, mas essa imagem é bem legal!
A mesma coisa que eu disse no Continue vou colocar aqui: eles TÊM que vender essa camiseta, vai vender que nem água no deserto (eu mesmo compraria orgulhosamente uma)…
Achei essa “artbox” uma desgraça…
Pera ai, essa artwork é oficial mesmo da Capcom?
Como a Capcom dos EUA faziam?
Bom, Junior, não chega a ser oficial porque o jogo só será vendido digitalmente, é mais uma brincadeira mesmo da própria Capcom em torno da mítica daquela coisa medonha.
Vale lembrar também que a capa da versão japonesa do primeiro Mega Man / Rockman é totalmente diferente, e muito mais condizente com o visual do jogo. Lembro que o Keiji Inafune atribui em parte o fracasso do game de estréia nos EUA por causa do velhaco corcunda.
@ Adney Luís
Olha a camisa aí, Adney. Que tal?