
Por Alexei Barros
Acredito que com o post de ontem já era possível armar uma competição para ver quem agüentava olhar mais tempo para aquela capa medonha do Final Fantasy Remix sem ter dor de cabeça, náuseas e até mesmo glaucoma.
Para aumentar o mal estar (depois de tanto ridicularizar o álbum, só faltava as músicas ficarem boas… Nah…), a Square Enix liberou o terceiro remix. É a “Prelude”, que já havia recebido uma releitura eletrônica no FFX. Se aquela já era um ultraje, essa “Prelude” é um cuspe na cara da tradição. Junto do sample, veio a informação da lista completa de faixas a serem recriadas por Ian Hartley e Matt Baggiani. O álbum é produzido por Nobuo Uematsu. Por isso, a ausência de músicas do FFXII – e agora nem vou me queixar também. Sai dia seis de agosto, e daí teremos a resposta para a grande dúvida. Qual é o pior: Final Fantasy Mix ou Final Fantasy Remix?
A relação das faixas:
01 – “Prelude” (Final Fantasy)
02 – “Eternal Wind” (Final Fantasy III)
03 – “Terra” (Final Fantasy VI)
04 – “Opening~Bombing Mission“ (Final Fantasy VII)
05 – “J-E-N-O-V-A” (Final Fantasy VII)
06 – “Liberi Fatali” (Final Fantasy VIII)
07 – “Blue Fields” (Final Fantasy VIII)
08 – “The Final Battle” (Final Fantasy IX)
09 – “Zanarkand” (Final Fantasy X)
10 – “Ronfaure” (Final Fantasy XI)
11 – “Maybe I’m a Lion” (Final Fantasy VIII)
12 – “Mambo de Chocobo” (Final Fantasy V)




















Olha, essa Prelude é sem dúvida a melhor das três, mas ainda assim é fraca.
Alexei, tu falas em “cuspe na cara da tradição”. Não acho nem que o problema é sair do tradicional, mas sim fazê-lo com grosseria. Existem excelentes remix eletrônicos, mas esses três até agora parecem obra de um dj estagiário da Jovem Pan.
“um dj estagiário da Jovem Pan” Hahaha! Animal!
Tem razão. Fiquei com essa impressão porque nunca, tirando a “Prelude” do FFX, houve na série uma música eletrônica ou que pelo menos flertasse com o estilo. Acredito que seja o motivo para o choque. Como disse no post do anúncio do FF Remix, se fosse o Yuzo Koshiro no lugar do DJ estagiário aí sim…
Não gosto dessas releituras eletrônicas, não. Mas também já esgotaram as músicas de Final Fantasy, tudo que dava pra fazer, já fizeram…
Olha, Igor, não vejo muito por esse lado não. Depois de ouvir trilhas de outros RPGs fora do terreno da Square Enix, como Tales of Legendia, variada e criativa, adotando elementos incomuns (coro de crianças por exemplo) em trilhas do gênero, acredito que há muito ainda a ser explorado.
Mesmo do Nobuo Uematsu. Recentemente ele aproveitou o jazz na OST do Anata wo Yurusanai. Ainda não é nenhum Noriyuki Iwadare no estilo, mas já é um começo. E na minha concepção, é saudável para a série a rotatividade de compositores – FFXII majoritariamente Hitoshi Sakimoto e FFXIII o Masashi Hamauzu – para promover essa renovação sonora.
Bom, você tem um ponto. Mais válido que o meu, inclusive. hahahaha
Jazz não é muito explorado nessa área, deviam aproveitar mais!
Hehe, como apreciador de jazz só tenho a corroborar o que você disse. Há um tema de Chocobo de certo episódio (não me lembro exatamente) que apresenta um pendor para o estilo, mas é algo bem pontual mesmo.
Ainda sobre o Masashi Hamauzu, me recordei de algo interessante. Na trilha do Unlimited Saga ele exibe, além da vertente erudita – explorada no CD solo dele, Vielen Dank -, a faceta eletrônica no segundo disco da OST. Quem sabe o Hamauzu não mostre a mesma ousadia no FFXIII?
Nossa, esse CD solo é bom? Pareceu bem interessante. Aliás, levanta um questionamento pra mim: grande parte dos arranjos de Game music são voltados pra música erudita. Só que a maioria esmagadora é transcrita pra orquestra. Seria legal ver mais coisas em quartetos de corda, têm um não oficial do Zelda que ficou bem famoso pelo youtube, achei o resultado bem legal, podiam investir mais nisso…
Sobre o FFXIII, eu não sei ao certo o que esperar do jogo, falando de todos os aspectos, entre eles a trilha. Vamos esperar pra ver como sai…
Apesar de as faixas serem meio curtas – quando você começa a gostar da música, ela acaba… -, o álbum é muito bom sim, Igor, bem agradável. Fiquei bastante otimista com a trilha do FFXIII, de verdade. Falando sobre o jogo, talvez faça um post sobre toda essa incerteza, ainda mais agora que a Square Enix sequer o mostrará na E3.
Interessante o seu apontamento sobre a disparidade de orquestras e quartetos de cordas, mas creio que tenho uma explicação para isso. Quando o grupo de instrumentistas é menor, eles têm que ser excepcionais, por isso é um pouco mais raro. Para mim, o melhor nesse quesito é o Eminence Ensemble, que nada mais é do que o conjunto formado por alguns dos melhores músicos da Orquestra Sinfônica Eminence, que inclusive postei aqui. Ainda postarei outros vídeos deles.
A moda agora é FF XIII pra X360!!!!!
@ Igor
Não sei se já viu, mas o vídeo bombástico da E3 do FFXIII me deixou bem empolgado no que se refere à trilha sonora com uma pomposa peça orquestrada do Masashi Hamauzu.
@ Towers
Nhé.