Arquivo de julho \31\UTC 2008

Old Skane #09: Aquela do primeiro sub-jogo

Por Claudio Prandoni

Talvez você já tenha visto: tem novo blog na praça. Porém, entretanto, contudo e todavia, não se trata meramente de mais um blog sobre games, mas sim do primeiro de uma categoria nova, o primeiro blog sobre games que não são exatamente games.

São os tais Sub-Jogos.

Não me perderei em elocubrações e divagações passadas, visto que o quase camarada Lucks já elucidou bem a origem da iniciativa e no próprio Sub-Jogos dá pra saber mais de brunobelo e Agripas, os mentores da parada.

Venho aqui saudar o Sub-Jogos e homenageá-los com um confronto, rá!

Logo no primeiro post eles afirmam que Xenogears é um sub-jogo, fato este corroborado efusivamente por Lucas Patrício. Na Old Skane de hoje vemos a contestação desta afirmação por meio do review do game feito pela saudosa revista Gamers. À época, o RPG novato da Squaresoft recebeu a nota de 4.7 de um total de 5. Nada mal, hein.

Será que os sub-jogadores concordarão com os argumentos?

Anunciado Persona Music Live


Por Alexei Barros

O Sixth Game Music Symphonic Concert não acontecerá. Nada se falou acerca do A Night in Fantasia 2008. Ao que tudo indica também não haverá um Hyper Game Music Event 2008. Em compensação, teremos Gyakuten Saiban Meets Orchestra e Press Start 2008 ~Symphony of Games~ agora no segundo semestre.

Acrescente Persona Music Live à lista de grandes eventos de game music de 2008. Confesso que sou uma completa negação em relação às músicas da série Persona, não por depreciar, mas por não conhecer. Do pouco que ouvi, pude constatar que as trilhas fogem do trivial dos RPGs – hip hop e eletrônica não são gêneros muito aproveitados. No evento, músicas de Persona 3, Persona 3 FES, Persona 4 e do anime Persona – trinity soul – serão tocadas.

A ousadia é fruto do talento de Shoji Meguro, compositor da Atlus que também colabora para a série Trauma Center e é o convidado da apresentação que acontecerá dia 22 de agosto no Velvetroom em Akasaka Blitz, Tóquio. Do show participarão os vocalistas Yumi Kawamura (P3 e trinity soul), Shuhei Kita (trinity soul), Nana Kitade (trinity soul), Shioko Hirata (P4) e o rapper Lotus Juice (P3 e trinity soul).

Os ingressos custam ¥ 4500,00, o que dá algo em torno de US$ 45,00. Não foi confirmada a publicação do CD do Persona Music Live, contudo eu não duvidaria, haja vista que a apresentação reúne músicas de apenas uma série, o que facilita em muito a liberação de direitos autorais.

[via Square Enix Music Online]

Press Start 2008: a casualidade da linha Touch! Generations

Por Alexei Barros

Não entrarei na eterna discussão da proliferação de jogos casuais da Nintendo, uma vez que eu já dei os meus pitacos e o tema foi debatido com mais profundidade. Independente de tudo, não negarei que trazem músicas muito agradáveis, sem exceção, como manda a tradição da Grande N.

Por isso, o Press Start 2008 terá um medley com dez títulos do selo Touch! Generations que corresponde à linhagem de softwares e games voltados para um público amplo. Shogo Sakai, o orquestrador da miscelânea que escreve o post de hoje, não revelou quais estarão representados, apenas confirmou Brain Age. Achou que será mais divertido que o público tente adivinhá-los e ainda dá uma dica que sugere a presença de Cooking Navigator. Como os dois têm músicas no Super Smash Bros. Brawl, supõe-se que Wii Sports (“Opening Theme”, por obséquio!) e Wii Play, também presentes no estágio do Picto Chat, constituam o segmento.

Abrangência. É o que Sakai espera ter com o medley. Segundo números citados por ele do Enterbrain, essa dezena já soma 20 milhões de unidades em vendas no Japão, como se um em cada cinco nipônicos tivesse um desses jogos. Aproveitando que o concerto acontecerá dia 23 de setembro, às vésperas do Respect for the Aged Day, Sakai instiga os gamers a levarem pessoas mais velhas para a apresentação, já que os idosos também consomem os games do selo Touch! Generations e representaria algo singular para eles ouvir temas familiares interpretados por uma orquestra.

Eternamente agradecido ao Fabão pela tradução.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy
03 – Monster Hunter
04 – Spelunker

“FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC” / ”Liberi Fatali” – Final Fantasy VIII (Olimpíadas de Atenas 2004)

Por Alexei Barros

O Cido Coelho, que escreve no NoReset com o Gustavo Oliveira, realizou uma descoberta bem curiosa ontem, às vésperas do jogo Internacional x São Paulo do Campeonato Brasileiro. Lá estava ouvindo a Rádio Jovem Pan AM quando em uma chamada da iminente partida ele reconhece a “The Winner”, a fanfarra da vitória do Final Fantasy VIII.

A perspicácia do Cido me fez recordar de um fato igualmente inusitado que ficou famoso no meio gamístico, mas por total esquecimento jamais havia postado aqui. E em clima de Olimpíadas, não poderia haver momento mais propício.

Foi nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, que a dupla norte-americana de nado sincronizado Alison Bartosik e Anna Kozlova mesclou “FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC” e “Liberi Fatali”, ambas do FFVIII, para sonorizar as coreografias subaquáticas que renderam a medalha de bronze. Para você ver como game music está em todo lugar, inclusive em propagandas políticas

Press Start 2008: a fragilidade de Spelunker

Por Alexei Barros

Nada como uma novidade no set list do Press Start 2008 para dissipar a indolência da E3 2008, que parecia contaminar todo o universo gamístico, inclusive as freqüentes boas novas de game music. Impressionante como o concerto tem a palavra ousadia associada a cada nota interpretada. Jogos de trilhas célebres olvidados pelo tempo e ignorados pelas outras apresentações têm lugar garantido no palácio da nostalgia auditiva.

Foi necessário cavar fundo e explorar os recantos das grutas gamísticas para alcançar o clássico Spelunker. Detalhe que não será representado em um medley na companhia de outros jogos. Na verdade, terá uma suíte só dele, com “Theme of Spelunker” (tema da tela-título), “Spelunker BGM” (música principal) e “Stage Clear” (fanfarra de passagem de fase). Bons tempos em que os compositores, com muita criatividade, superavam a limitação dos três canais de som, como no caso do Nintendinho.

Aos que não estão habituados com o título do Arcade, lançado para Atari 400/800, Commodore 64, MSX, NES e Virtual Console, trata-se de um jogo de plataforma em que se controla um espeleologista através de cavernas em busca de tesouros, tendo que escalar cordas, subir em elevadores e escapar de morcegos. Spelunker possui uma peculiaridade: os calcanhares do explorador eram de cristal de tão sensíveis. Ele não podia cair de uma altura superior a… cinco centímetros, que já era suficiente para ele vir a falecer, coitado. Imagina pular dois degraus de escada. No máximo, dói a planta do pé. No caso dele, morte. “O herói mais frágil da história dos games”, disse Masahiro Sakurai no post de hoje, que ainda ressaltou o profissionalismo da Orquestra Filarmônica de Kanagawa e comentou ser uma ocasião única e imperdível ter as músicas de Spelunker tocadas por um conjunto sinfônico completo.

Extremamente agradecido ao Fabão pela tradução.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy
03 – Monster Hunter

Trilha de SSFIITHDR terá remixes de fãs


Por Alexei Barros

A Capcom é engraçada. Ela é uma das empresas que melhor sabe lidar com remakes: Mega Man Powered Up, Mega Man Maverick Hunter X, Resident Evil: Rebirth, Bionic Commando: Rearmed… Nenhum deles é picareta ou preguiçoso. Sempre há novidades substanciosas que justificam a jogatina mesmo (e principalmente) para quem conhece os originais.

No que concerne à trilha sonora, somos costumeiramente agraciados com novos arranjos. E o melhor exemplo de como a produtora presta atenção no quesito auditivo foi ter convocado um compositor do quilate de Norihiko Hibino para as músicas do shooter vertical 1942: Joint Strike, lançado hoje na Xbox Live Arcade e amanhã na PlayStation Store.

Não se pode dizer o mesmo, a princípio, do remake Super Street Fighter II Turbo HD Remix. Na esperança de que os arranjos fizessem por merecer os temas icônicos dos lutadores, acompanhava os vídeos, mas a empolgação inicial foi se diluindo paulatinamente. A fantasia de ouvir as faixas orquestradas? Fica para uma próxima. Melhor, para Street Fighter IV.

O produtor do SSFIITHDR, Rey Jiminez, ouviu o projeto de remixes de fãs do site OverCloked Remix, Blood on the Asphalt: A Super Street Fighter 2 Turbo ReMix Collaboration (entre e baixe, o álbum é gratuito) e gostou muito, a ponto de querer que aquelas releituras estivessem no jogo. Conseqüência: os remixes foram revisados e outros totalmente novos criados. Será o primeiro trabalho profissional de game music da comunidade comandada por David “djpretzel” Lloyd, que contém iniciativas semelhantes de Super Metroid, Donkey Kong Country, Kirby’s Adventure, Sonic the Hedgehog 2, Sonic 3 / Sonic & Knuckles, Final Fantasy VII, Chrono Trigger, Radical Dreamers e Doom.

Queria saber o que Jiminez viu de mais no Blood on the Asphalt. Já conhecia e achei os remixes nada impressionantes. Acreditando ter sido injusto, procurei escutar novamente e minha percepção não mudou. Gostei menos ainda. Nos outros projetos, uma ou outra releitura interessante pipocava. No do SFII nenhuma é fora de série para receber o título de o melhor arranjo de determinado tema.

Em tempos de conteúdo colaborativo e jogos criados amadoramente o fato não deixa de ser inédito e curioso, porém preferiria muito mais que houvesse uma reunião dos melhores compositores na atualidade, e eles fizessem os arranjos, como no Super Smash Bros. Brawl, o que não deixou de acontecer com o Street Fighter Tribute (Yuzo Koshiro, Yasunori Mitsuda, Motoaki Furukawa, Yoko Shimomura, Hiroaki Yoshida, Manami Matsumae, Shinji Hosoe, Takayuki Aihara…). Poderiam ter aproveitado o conteúdo do álbum, se bem que faltariam os temas de Akuma, Fei Long, Cammy, T. Hawk e Dee Jay (o tributo não era Super), sem esquecer das irregularidades, não é mesmo Takenobu Mitsuyoshi e o nauseabundo “Ryu Stage”? Aquilo não é uma homenagem, e sim um desatino… Se o álbum fosse feito hoje tenho certeza que o resultado sairia muito melhor com a H.

Obrigado ao Fabão, que me passou a notícia.

Literatura Gamer: Mérau Guíar? Edition

Por Claudio Prandoni

Snake. Solid Snake.

Confesso que não sei por qual motivo, razão ou circunstância deixei de falar deste livro, mas tento compensar agora. Há pouco mais de um mês foi lançada nos EUA a novelização oficial do primeiro Metal Gear Solid.

De autoria de Raymond Benson, mas com o aval de Hideo Kojima e uma galera da Konami, o livro de bolso – ou nem tanto, já que ele até que é grandinho e maior do que outros do tipo – narra os eventos do incidente em Shadow Moses com adições mais do que bem vindas e insights deliciosos.

Afinal, era algo necessário. Não bastasse ser uma história já com dez anos, o MGS original conta com um remake, homenagens mil em MGS4 e as lembranças babonas de um zilhão de jogadores. Sendo assim, o livro inclui passagens sequer imaginadas no game e outros momentos que elucidam melhor acontecimentos paralelos a eventos chave da trama.

Isso acaba vindo a um preço: certas seqüências são drasticamente alteradas e mesmo as instalações descritas diferem por vezes bastante do jogo em si. Acabei de finalizar o capítulo no qual Solid Snake se defronta com Ocelot, sendo que o velho Shalashaska profere uma frase que não existe no game e, mesmo se estivesse lá, não faria o menor sentido à época. Transcrevo ela abaixo:

   “I’ve been looking forward to meeting you, Solid Snake,” Ocelot said. “You have quite a reputation to live up to. You know, it really is amazing how much you resemble Big Boss. I met him once.”
    “Did you?” Snake kept his hand on the SOCOM, ready to blast the guy once he finished reminiscing.
    “I first met him in the sixties! We had a duel.” Ocelot laughed. “Big Boss beat me, too, fair and square. Your daddy was quite the warrior. Do you measure up to him?”

Traduzindo…

    “Há muito tempo que quero me encontrar com você, Solid Snake,” disse Ocelot. “Você tem uma bela reputação a zelar. Sabe, é impressionante o quanto você é parecido com Big Boss. Eu o encontrei uma vez.”
    “Sério?” Snake manteve a mão na SOCOM, pronto para fuzilar o cara uma vez que ele parasse de divagar.
    “Eu o encontrei pela primeira vez nos anos 60! Duelamos.” riu Ocelot. “Big Boss me venceu, também, justo e limpo. Seu papai era um grande guerreiro. Você está à altura dele?”

Novamente, trago à baila aquela teoria que discorri acerca de MGS3, sobre como ele é visto sob a ótica de quem já acompanhou tudo que veio antes dele em termos de MGS – e vale o mesmo agora para o livro.

Enfim, a dica veio a princípio do Kotaku e depois dos mestres Hitz e Fabão, que adquiriram o livro. Eu depois acabei encomendando o meu também, um tanto quanto cético a princípio, imaginando que leria tudo que eu já sabia, mas agora plenamente satisfeito e surpreso com o tratamento dado até agora.

Para atiçar a curiosidade dos MGSmaníacos, escaneei o primeiro capítulo da obra, capaz de arrepiar os cabelos dos fãs mais fervorosos – e com alguns pequeniníssimos spoilers de MGS4. Sério mesmo!


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