Relembrando Metal Gear 2 (em defesa do Raiden)

< Contém spoilers de MGS2! >

Por André Sirangelo

Eu admiro Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty por um motivo simples: foi o meu primeiro Metal Gear. Fui jogar MGS1 algum tempo depois, no GameCube, e de MGS3 eu estou apanhando neste exato momento. Mas foi por Sons of Liberty que eu comecei, e foi a experiência cinematográfica de MGS2 que me fez prestar atenção de fato no potencial narrativo dos games — e no mundo insano criado pelo Hideo Kojima.

Passando pelas cutscenes e as conversas de codec, uma porrada atrás da outra, às vezes era impossível não pensar de onde ele tira tudo aquilo. O homem NÃO PÁRA.

Não consigo pensar em nenhuma outra obra de ficção que seja tão exagerada, com tantas reviravoltas doentes, mas ao mesmo tempo com tanto cuidado em amarrar todos os detalhes (ok, quase todos). MGS até poderia lucrar com uma certa concisão no roteiro e com alguém falando para o Kojima que a gente entende a moral da história quando os personagens falam uma vez, não precisa colocar 30 — mas será que teria a mesma graça? Acho admirável o fato de eles confiarem tanto no núcleo do jogo – a ação stealth e o gameplay impecável – a ponto de não se preocuparem muito em entediar as pessoas com cutscenes de 40 minutos. Não quer ver, aperta start e pronto.

***

Por ter começado pelo segundo capítulo da franquia Solid, não foi nenhuma surpresa não controlar o Snake o jogo inteiro. Nem sabia direito quem era Solid Snake, muito menos tinha acompanhado o hype em cima dos trailers, então quando o Raiden entrou em cena, para mim era só uma progressão natural da história, que tornava ainda mais misteriosos os eventos no episódio do Tanker. Agora, anos depois, jogando de novo já tendo passado pelo primeiro, ficou ainda mais claro que MGS2 não poderia ter sido feito de outra maneira. O Raiden não é só uma ferramenta para facilitar o recap dos eventos de MGS1 (mas serviu, já que todo mundo tem que explicar quase tudo para ele), tampouco é só uma inversão surpresa espertinha, no estilo Terminator 2 (que brinca com o fato de você achar que o Schwarza é o malvado de novo, para quebrar a cara quando descobre que o T-1000 é que é a bola da vez). No caso de MGS2, o outsider é tudo.

- Primeiro, em relação aos temas da história. Seria quase impossível lidar tão bem com a temática do controle pela informação, da manipulação e da realidade vs. a não-realidade a não ser que o protagonista fosse direta e profundamente afetado por essas revelações. Kojima fez mais, e o Raiden é praticamente a personificação de todos esses temas. Alguém aceitaria se fosse o Snake que estivesse sendo passado para trás pelos Patriots daquela forma? Se fosse ele que tivesse uma namorada espiã e estivesse tão acostumado às missões em realidade virtual que não soubesse mais diferenciar realidade de simulação? Sem falar que a virada “Raiden, desligue o console”, quando o Coronel e a Rose piram de vez, a tela de pause vira um enigmático Ouroborus e uns ninjas começam a cair do teto (para mim um dos momentos mais legais nos games EVER), provavelmente não teria o mesmo impacto se estivéssemos no controle do Snake – acho que a reação dele seria acender um cigarro e sair resmungando um ‘que se foda’.

- Segundo, em relação ao próprio Snake. Sem o Raiden o Snake não teria metade dos diálogos inspirados que ele tem. Ele dar o cigarro para o Raiden e responder com uns “por que você não perguntou” toda vez que o novato se sai com os seus porraporquevocênãomefalouisso são momentos que só existem porque o Snake virou coadjuvante (de luxo, mas coadjuvante). Fora que tanto o “mistério” inicial em relaçao à sua identidade como a virada para o 3º ato fazem você duvidar das intenções do Snake pelo menos por alguns momentos, o que é bem legal.

- Terceiro, pelo fato de a “simulação” na Big Shell ser uma recriação do incidente em Shadow Moses. É um toque de gênio, que deixa bem claro até que ponto o teatro dos Patriots pode chegar, deixa uma sensação familiar o tempo todo, mas que ao mesmo tempo evita a simples repetição de MGS1.

Afinal, Metal Gear não é Prince of Persia, não é uma franquia de repetição. É uma experiência narrativa que precisa seguir a regra básica de uma história: precisa progredir e se superar o tempo todo. Ambientando o episódio 3 no meio da selva e no auge da Guerra Fria. Envelhecendo e colocando um bigodão grisalho no protagonista. Deixando o Snake em segundo plano. No jogo que introduz os Patriots, o Arsenal Gear, o sistema GW e outros elementos estupidamente complexos, era preciso mais do que o Snake salvador da pátria, mais do que alguém que saísse da Big Shell afetado por essas revelações… Era preciso alguém que fosse essas revelações.

Agora… acho que você já ficou muito lendo este blog, não tem nada melhor para fazer com seu tempo não?

26 Respostas para “Relembrando Metal Gear 2 (em defesa do Raiden)”


  1. 2 Mauri Link 10/06/2008 às 1:44 pm

    Eu tenho o save do meu jogo do PS2 até hoje, parei na primeira fase antes de vender o console. Porém, pelo monte de coisas que vi e li sobre o Raiden, acho que ele é uma boa pessoa até, mas ainda prefiro o Snake Plisken no lugar dele heih.
    Vou emprestar o MGSTT para jogar esse mês. Já vi que vou jogar os jogos fora da ordem, mas é tudo tão maluco que vai acabar fazendo sentido assim mesmo.
    Mas pelo jeito, MGS2 vai para lista dos games que jogarei na minha aposentadoria. Junto com MGS4, que aliás para jogá-lo vou deixar crecer um bigodinho, fumar um cigarro de chocolate da Pan e vestir uma roupa de mergulho, para ajudar na imersão!

  2. 3 hunterpiro 10/06/2008 às 1:45 pm

    Não joguei nenhum MGS até agora… só o do Game Boy Color que achei ROX, mas esse MGS4 do presteicho treis vou ter que conferir!

    Se tenho algo melhor para fazer com o meu tempo? Talvez… mas o DS não tá aqui xD

  3. 4 Homem Aleatorio 10/06/2008 às 1:46 pm

    Discordo que snake seja um protagonista de luxo. Para mim, mesmo no mgs 2, ele ainda é protagonista.

    O Rayden é como um Watson, que conduz a história. Mas é Sherlock Holmes quem dá o brilho final.

    o/

  4. 6 André Sirangelo 10/06/2008 às 4:50 pm

    só pra esclarecer que é uma citação do jogo , não to mandando ng embora não hahaha
    (aliás achei atualizei o post agora com a foto que eu queria do coronel piradão)

  5. 7 Ryunoken 10/06/2008 às 6:15 pm

    Finalmente alguém que concorda comigo. Sempre achei o Raiden um ótimo personagem, e não vejo nada de gay nele, como muitos afirmam. A piração no final do game e algo de impressionante, e o final e muito bom. Ótima matéria.

  6. 8 Jorge Herrero 10/06/2008 às 9:43 pm

    acho que nesse MGS3 é um importante título mesmo sendo protagonizado na maior parte do tempo por Raiden. Snake ficou mais de lado mas não fugindo a trama e sempre aparecendo em momentos importantes para o enredo da historia pois o “estagiário” Raiden ainda nao “manja”… e ainda para melhorear Snake fazendo algum papel contestador de ser ou não um aliado deixando o jogo ainda mais interessante ( um 007 inesquecível dos games)…para mim é uma serie que nunca vi igual…com seu começo real em MGS1 fantástico e como sempre achei o Kojima mto doidão…um “Tom Clancy” Japonês assim digamos…os MGS que vieram depois nao poderiam deixar essa maravilhosa trama. Na minha opiniao…MGS poderia virar um seriado mto bem produzido.

  7. 9 Itiro 10/06/2008 às 10:12 pm

    Também não vejo nada de mais em jogar com Raiden.
    E se o fizeram afeminado, ou não, whatever.

    Tanto que, apesar de MGS4 ser a última aventura de Snake, não será necessariamente o fim de Metal Gear, como anunciado por Ryan Payton (associate producer):

    http://multiplayerblog.mtv.com/2008/05/19/metal-gear-series-to-continue-after-metal-gear-solid-4-plus-developer-details-assassins-creed-connection/

  8. 10 Igor 10/06/2008 às 10:30 pm

    Metal Gear Solid 2 é – de longe – o melhor jogo da trilogia MGS. Bom, talvez não tão de longe, mas é sim o melhor.

    O Raiden é legal porque é uma metáfora do jogador. Ele não é um personagem fictício qualquer, ele é “você”. Você está lá, tanto que o Colonel se dirige diretamente a você quando fala de quanto você jogou, etc. Também, quem prestou atenção no final viu que o Raiden usava uma Dog Tag com SEU nome (que você digitava num PC no início do jogo). Além do que, o Raiden estava acostumado com as missões de realidade virtual, o que não divergiria muito de um jogo eletrônico.

    Queria aprofundar mais nisso, mas estou sem tempo… :(

  9. 11 Claudio Prandoni 10/06/2008 às 10:56 pm

    Te falar, Igor: também acho absolutamente fantástica essa identificação induzida que MGS2 faz entre o jogador e Raiden. De fato, é difícil mesmo dizer no que exatemente ele difere de nós. É ele tanto quanto poderia ser qualquer um de nós lá em Big Shell – ele teve o mesmo treinamento que nós praticamente.

    Todavia, confesso que o melhor pra mim é o primeiro Metal Gear Solid. As situações mais memoráveis, um enredo repleto de figuras marcantes, momentos de impacto e sem pender para a confusão que, infelizmente, acaba imperando em MGS2. É um jogo prazeroso e fácil de acompanhar – sem deixar de ser intrigante – tanto para quem pula as cutscenes como para aqueles que destrincham todos os detalhes.

    Sem contar que acredito que MGS2 só consegue alçar os alucinantes vôos que executa apenas por conta da sólida (rá!) base instaurada pelo MGS anterior.

    Ah, e basta reparar a quantidade de referências que MGS2 e MGS4 tem ao incidente em Shadow Moses e as ressonâncias dos fatos ocorridos lá, como o decepamento do braço de Ocelot, a disseminação do FOXDIE…

  10. 12 Caio Corraini 11/06/2008 às 8:59 am

    Admito que eu fui um dos que amaldiçoou Mestre Hideo ao ver que eu não seria mais uma vez Snake neste MGS, mas foi precipitado e eu me desculpo agora.
    Raiden é necessário e alem disso, realmente indispensavel para que tudo tenha sentido nesta sequencia.
    Alias, quem agora nao paga um pau fudido pra ele no MGS4?
    HEEEEEEEEEIM?!?!

  11. 13 Gustavo Hitzschky 11/06/2008 às 12:23 pm

    Que beleza de post, André, sinceramente. Meus parabéns, tenho muito orgulho desse pessoal que faz o blog. Vocês três são geniais.

    Olha, pelo menos de minha parte, a queixa recai mais sobre o fato de jogarmos pouquíssimo com o Snake. A parte do Tanker é absolutamente brilhante, na minha opinião, mas infelizmente passa bem rápido e logo tem início o episódio da Big Shell. O discurso do Ocelot após a fala do pai da Fortune (me foge o seu nome – general ou coronel Johnson, não?) é incrível. Essa fusão entre ficção e realidade tão marcante na série é vista aqui.

    “Excellente speech, my friend. Gift of the silver tongue… They say that’s the mark of a good officer… And of a liar. Americans are too in love with the sound of their own voice to speak the truth.”

    Claramente uma críica à paixão que eles têm com relação a discursos acalorados e de promessas vazias. Basta ver a sucessão deles recentemente na escolha do candidato democrata para a presidência dos EUA. Enfim, vou calar a boca sobre isso porque já desviei a discussão.

    Pois é, acho que o que incomodou no Raiden foi algo do tipo “Quem é esse infeliz para ‘tomar’ o lugar do Snake?”. Mas, evidente, acho que nesta altura, como bem apontou o Sira, seria difícil ser feito de outra forma. Snake não engoliria tudo o que foi passado ao rapaz de madeixas amarelas com tamanha resignação. E MEGS 2 não existiria sem o Raiden.

    Uma coisa que me incomoda no 2 são aqueles diálogos rosca entre Jack e Rose (Titanic). E ainda considero o 1 insuperável, entre outros motivos pela lista impecável de vilões da FOX Hound (Ocelot, Liquid, Wolf, Octopus, Raven e ele, a lenda… Psycho Mantis). Os personagens possuem passagens altamente poéticas e reflexivas sobre a vida e o que a envolve. Certo, isto está presente em toda a franquia, mas acho que no 1 essa veia é mais acentuada. E ainda colocam o Frank Jaeger lá, do primeiríssimo Metal Gear. Ah, não, não dá.

    André, seu maldito, você me fez interromper um trabalho acadêmico para comentar o seu post…

  12. 14 Mauri Link 11/06/2008 às 12:43 pm

    @ Gustavo
    Concordo contigo, tem gente que não curte ver o “seu herói” tendo o “manto” usurpado, vide os protestos que aconteceram com os substitutos do Batman, Superman, Homem-Aranha, ALEX KIDD – xD

  13. 15 Igor 11/06/2008 às 1:39 pm

    @Cláudio: Esse negócio de comparar acho bobagem, falei só pra causar polêmica euheuhe. Mas falando sério, talvez eu não tenha uma impressão tão forte sobre o MGS porque quando joguei a primeira vez era muito novo, e fui jogá-lo de verdade só esse ano mesmo, no GC.

    Os chefes do 2 considero os mais fracos – apesar de serem muito fodas mesmo assim. A fala do Psycho Mantis depois de morrer… Putz, sensacional!

    “And each mind that I peered into was stuffed with the same single object of obsession. That selfish and atavistic desire to pass on one’s seed… it was enough to make me sick. Every living thing on this planet exists to mindlessly pass on their DNA. We’re designed that way. And that’s why there is war. But you… you are different… You’re the same as us. We have no past, no future. We live in the moment. That’s out only purpose. Humans weren’t designed to bring eachother happiness. From the moment we’re thrown into this world, we’re fated to bring each other nothing but pain and misery. The first person who’s mind I dove into was my father’s. I saw nothing but disgust and hatred for me in his heart. My mother died in childbirth… and he despised me for it… I thought my father was going to kill me.”

    “Like this… other people’s thoughts force their way into my mind. Before I die… I want to be by myself. I want to be left alone in my own world.”

    Uma negação da vida, mas não o completo niilismo. Quem diria que jogos pudessem ser mais que diversão descompromissada… :D

  14. 16 André Sirangelo 11/06/2008 às 2:04 pm

    @ Gustavo – sei, “”"”"trabalho acadêmico”"”"”. espero que vc tenha gostado do novo header do blog em sua homenagem

    @ Igor – nossa, esqueci de colocar o lance da dog tag, de fato é o toque de midas

    Tenho q parar de ler esses comentários pq vou cair em prantos por não poder jogar MGS4

  15. 17 g2-1155d49995b85bd8c19e57bf9909e0e8 11/06/2008 às 2:17 pm

    Bem vindo ao clube. Tô chorando aqui…

  16. 18 Igor 11/06/2008 às 2:18 pm

    Putz, o que foi isso que aconteceu com meu nick? o_o

  17. 19 André Sirangelo 11/06/2008 às 2:45 pm

    Nossa, eu já entrei pra apagar achando que era spammer HAHAHA

  18. 20 Mauri Link 11/06/2008 às 3:13 pm

    “And each mind that I peered into was stuffed with the same single object of obsession. That selfish and atavistic desire to pass on one’s seed… it was enough to make me sick. Every living thing on this planet exists to mindlessly pass on their DNA. We’re designed that way. And that’s why there is war. But you… you are different… You’re the same as us. We have no past, no future. We live in the moment. That’s out only purpose. Humans weren’t designed to bring eachother happiness. From the moment we’re thrown into this world, we’re fated to bring each other nothing but pain and misery. The first person who’s mind I dove into was my father’s. I saw nothing but disgust and hatred for me in his heart. My mother died in childbirth… and he despised me for it… I thought my father was going to kill me.”

    “Like this… other people’s thoughts force their way into my mind. Before I die… I want to be by myself. I want to be left alone in my own world.”

    ELE FALOU TUDO ISSO MESMO, DEPOIS DE MORRER? É SÉRIO?
    xD

  19. 21 Igor 11/06/2008 às 10:41 pm

    Eu percebi o erro, mas já era tarde demais pra concertar.

    Entenda depois de morrer como depois de ser derrotado. =P Mania maldita de falar “matei o chefão” auhua…

  20. 22 Mauri Link 12/06/2008 às 9:48 am

    Ah bom, achei que o Psycho sofria da Síndrome de Macgaren(lembram de quando o Jaspion matou ele, ele ainda ficou resmungando um tempão!)…

  21. 23 Alexei Barros 12/06/2008 às 2:46 pm

    Nada a acrescentar além dos comentários supracitados. Só me chama a atenção como o MGS2 ainda é, oito anos depois de lançado e mesmo após do MGS3 e na iminência do MGS4, o mais debatido da série, seja em defesa ou em repúdio.

    @ Ryunoken e Itiro

    Quando joguei também não vi vestígios de homossexualismo no Raiden, apesar de sua aparência andrógina. Mas é curioso notar que o próprio Hideo Kojima satiriza a suposta sexualidade hesitante do Raiden no MGS3 com o tal do Raidenovich…

  22. 24 Serguei Dragunov 02/07/2008 às 2:40 am

    “Finalizei” ontem o excelente jogo Metal Gear 4 “Guns of Patriots” uma obra de arte do universo dos games. Bom eu era um daqueles que tinha se decepcionado ao saber que Snake não seria o protagonista de Metal Gear 2 porém nesse a coisa inverteu-se… Em nenhum momento Raiden pode ser controlado pelos jogadores, podemos observar as asuas ações apenas pelas cutscenes, o que é uma pena. Nesse MGS4 o verdadeiro “badassmotherfucker” é Raiden, com ações que faria Chuck Norris corar e se esconder de vergonha, hehehe. Não vou dar mais detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda vai jogar, só quero dizer que apesar do visual bem mais moderno, ele lembrou muito o Ninja ciborgue (サイボーグ忍者) “Gray Fox”(グレイ・フォックス)” no aspecto temperamento/agressividade de Metal Gear para Playstation 1.

  23. 25 Diego Matias 08/09/2008 às 6:17 pm

    Eu terminei o MGS 1 uns anos atrás e agora terminei o MGS3: que final incrível!!!!!! Que climasso!!!

    To jogando o 2 e aida não m empolguei taaaaaanto…. achó que é pel diferença para os detalhes absurdos d MGS3. Mas tenho certeza de que ele vai me surpeender.. alás, hoje a noite já sei o quevou fazer….

    Abraço! Ótimo post!


  1. 1 Old Skane #18: Duas vezes Metal Gear Solid 2 « Hadouken Trackback em 14/01/2009 às 12:21 pm

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