Arquivo de junho \30\UTC 2008

“Meridian Dance” – Secret of Mana (Passion)

Por Alexei Barros

Se há um RPG que me orgulho de ter terminado, este é Secret of Mana, e não faz muito tempo. Uns dois anos. Parte do quinteto mágico de jogos japoneses da Squaresoft lançados nos EUA para SNES – completam Final Fantasy II e III (IV e VI, na verdade), Chrono Trigger e Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars –, me chamou a atenção, entre tantos aspectos, pela trilha sonora de Hiroki Kikuta, um versátil compositor que também dá os pitacos como ilustrador, diretor etc. Já falei sobre ele aqui.

Entre músicas melancólicas e principalmente animadas até dá para esquecer que são reproduzidas de um cartucho. Como aconteceu com os todos os mencionados acima menos SM RPG, Secret of Mana foi representado na série Orchestral Game Concert no ano de 1993 no OGC3, com a faixa da tela-título, “Angel’s Fear”, orquestrada por Nobuo Kurita – escute-a: “Angel’s Fear”. Surpreendentemente, também reapareceu em 2007 no Fifth Game Music Concert.

Ainda melhor é a “Meridian Dance”, tema de combate final. Foi escolhida para encerrar o concerto Passion, apresentado na Austrália e Cingapura em 2006, com um grupo formado pelos principais musicistas da Orquestra Sinfônica Eminence (do A Night in Fantasia): Hiroaki Yura e a Ayako Ishikawa nos violinos, Zane Banks no violão ou baixo, Joshua Hill na bateria e percussão e Natalia Raspopova no piano. Todos talentosos e até virtuoses, como Yura, o fundador da Eminence de apenas 26 anos.

Detalhes:

1) A gravação do Passion chegou a ser lançada em CD em 2007, mas apenas na Austrália e em edição limitada. Por favor, permitam que o mundo conheça o admirável trabalho publicando os discos de maneira abrangente!
2) Inexplicavelmente, a “Meridian Dance” não foi inclusa no disco. Depois disso e das ausências final fantasístas no VGL Greatest Hits Vol.1 desconfio que a querida Square Enix é a empresa mais ranheta em termos de direitos autorais. Se bem que há músicas do Chrono Cross no CD do Passion…
3) Hitoshi Sakimoto e Yasunori Mitsuda compareceram ao evento. E o Yasunori Mitsuda ainda tocou bouzouki.
4) Falando em Sakimoto, foram tocadas três músicas do Final Fantasy XII (já que o Distant Worlds ignora…): “Clan Headquarters”, “Victory Fanfare” e “Penelo’s Theme”. Nenhuma está no CD…  Veja o set list completo aqui.
5) Minha vontade é que eles tocassem o tema de encerramento “The Second Truth From the Left” e ouvir um dos mais empolgantes riffs de baixo sintetizado com um baixo de verdade.

“Dancing Mad” – Final Fantasy VI (PLAY! 2007 em Sidnei)

Por Alexei Barros

Os australianos são uns sortudos. Eles já possuem um concerto exclusivo, que não faz turnês mundiais, o A Night in Fantasia. E de 19 a 23 de junho de 2007 receberam a visita do PLAY! A Video Game Symphony. Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco vezes! Sempre às 19 horas…

“Dancing Mad”, do Final Fantasy VI, que jamais foi executada em uma apresentação de FF, estreou em versão orquestrada em 2006 no Fourth Symphonic Game Concert (me espanto ao notar que ela passou despercebida no Orchestral Game Concert) e desde então é tocada esporadicamente no PLAY!. Lamento não ter descoberto o arranjador.

A câmera está a quilômetros de distância, a imagem meia-boca. Em compensação o áudio encontra-se em qualidade aceitável, o suficiente para apreciação. Preste atenção na arquitetura suntuosa da Sydney Opera House, que abriga um órgão de tubo poderoso. Dez minutos de música (a original tem 17 e a do The Black Mages, 12)  e o apogeu para mim é a partir de 8:09, quando o coral retorna majestosamente.

RESULTADO PROMOÇÃO: Guia de GTA IV

Por Gustavo Hitzschky

Iluminados leitores, perdão a demora em postar o resultado desta promoção. Há pouco estava jogando Metal Gear Solid 4 e vocês devem imaginar que é impossível ficar apenas meia hora em frente à televisão, visto que cada cut-scene leva mais ou menos este tempo.

Muitíssimo obrigado pela participação maciça de todos vocês. A criatividade da galera é realmente impressionante. Eu, por exemplo, com a minha topeirice exacerbada, jamais conseguiria bolar respostas tão geniais quanto vocês.

Após quatro horas de reunião do conselho de sábios anciãos, foi registrado em ata que o vencedor do guia de GTA IV é:

BRUNO!!!!!!!

Parabéns, meu velho. Afinal, não é todos os dias que alguém consegue escrever mais conteúdo dentro dos parênteses do que no comentário em si. Em breve, estaremos enviando vou te mandar um e-mail para que você me passe seu endereço e tudo o mais. O comentário do brother foi o seguinte, acerca do crime mais cabeludo que cometeria para levar o prêmio:

“Eu mataria o ganhador dessa promoção e me passaria por ele(excluindo o autor dos últimos 4 comentários, pq se esses comentários de m#¨¨%a ganhar é pq o responsável pela promoção sofreu um estupro cerebral e pessoas assim merecem a morte, pois em hipótese alguma sua reprodução pode ser permitida.E devo ganhar também pq cometi um crime contra a etiqueta de comentários em blogs já que o parenteses do meu comentário é maior do que o meu próprio comentário).

Aos demais, valeu, de coração. Nunca será o bastante agradecer ao guru e mestre-zen Fabio Santana, que nos cedeu o guia. E fiquem ligados, porque o Hadouken volta logo menos com mais promoções (certo, Pranda?).

“Here’s To You” – Sacco e Vanzetti (Ennio Morricone Live 2005)

Por Alexei Barros

Minha única maneira de contribuir para a overdose de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots promovida pelos estimados confrades possuidores das grotescas lápides Old Gustavo e Prandoni Ocelot é no meio musical, já que eu bestamente resolvi adquirir um PSP em vez de esperar um pouco para comprar o PlayStation 3. Agora vou ter de aguardar muito mais… Em compensação não vou repetir o erro que eles estão cometendo de jogá-lo antes de conhecer os infortúnios de Big Boss em Metal Gear Solid: Portable Ops. Não morra, Old Hitzman!

Depois de ouvir os dois CDs da trilha sonora fiquei desapontado, devo ponderar, apesar de já ter selecionado três faixas para um futuro “Músicas que não podem faltar no VGL”. Não imaginava que Norihiko Hibino fizesse tanta falta, uma vez que MGS2 e MGS3 envolveram muitos compositores além dele. Não entendi porque apenas co-compôs uma faixa, levando em conta que mesmo após ter saído da Konami em 2004 – entre as razões, a monopolização do Kojima do seu trabalho -, participou da trilha do MPO (2006) e do álbum Metal Gear 20th Anniversary ~ Metal Gear Music Collection (2007).

Minha maior decepção, além da ausência da “Metal Gear Solid” Main Theme – há um suposto motivo para isso que ainda elucidarei em outro post -, é o fato de o tema de encerramento, (cuidado, a letra traz spoilers) “Here’s To You” ser reaproveitado de um filme.  OK, a canção ficou fabulosa no arranjo de Harry Gregson-Williams e na voz de Lisbeth Scott, os versos originais combinam com o epílogo (suponho), mas essa atitude é condenável para qualquer jogo e mais ainda para um Metal Gear. Uma série que tem músicas originais de desfecho do nível da etérea “The Best Is Yet To Come” (MGS) e das jazzísticas “Can’t Say Goodbye To Yesterday” (MGS2) e “Don’t Be Afraid” (MGS3) não precisaria apelar para algo pronto. E onde está a Rika Muranaka que compôs as três?

Posto isso, a tal música reciclada advém do filme Sacco e Vanzetti, e a trilha sonora é do conceituado italiano Ennio Morricone (Cinema Paradiso). Em março de 2008 o compositor fez uma apresentação em São Paulo, no Teatro Alfa, com preços camaradas – o mais barato o menos caro, R$ 700,00 e o mais dispendioso, R$ 1500,00 (e você que achava o VGL caro… Imagine o quanto deve ter custado a garrafa d’água!). A análise da Folha de S. Paulo descrevia uma récita gélida e burocrática se não me falhe a memória. Procurando no YouTube, imaginei algo quadradão. Quando para minha surpresa, em um concerto na Alemanha regido pelo próprio Morricone a música é tocada arrojadamente com um bem-vindo acompanhamento de bateria e baixo.

O vídeo está depois do Hadouken para evitar spoilers.

Continue lendo ‘“Here’s To You” – Sacco e Vanzetti (Ennio Morricone Live 2005)’

Old Skane #07: O motivo para jogar MGS

Por Claudio Prandoni

Mais Metal Gear? Sim, mais Metal Gear. Ainda mais agora que mestre Hitz recebeu no reduto a cópia master da própria obra-prima, após ceder gentilmente para as fábricas da Konami replicarem as milhões de cópias pelo mundo.

No assunto hoje, viajo no tempo a fim de explicar a gênese de todo esse afã por causa das aventuras de Solid Snake. Por que raios tanta empolgação (a ponto até de mudar o banner!) pelas capenguices de um velho rabugento, seu amigo otaku e toda uma trupe de pessoas esquizofrênicas com crises ideológicas?

Bom, pra variar, a culpa é do Fabão – seja direta ou indiretamente. O tema é propício: o cara é praticamente um Big Boss dos Toperas e boa parte dos Genome Soldiers da geração mais recente do jornalismo de games por conta da finada Gamers.

Na edição #29, capa de Tekken 3, veio o preview de um jogo da Konami “que segue o mesmo sistema de Resident Evil, mas não como Over Blood ou Fade to Black, que tentaram meramente copiar o sucesso da Capcom. A Konami conseguiu, de forma extremamente inteligente, adicionar a estratégia a um adventure (algumas vezes chamado de Survival Horror)”.

Pronto, nessa frase me ganhou.

Tanto que corri atrás da versão japa e joguei até a metade sem entender lhufas. Depois arranjei a gringa, zerei umas quinhentas vezes – com smoking, ninja vermelho, bandana, stealth e tudo o mais. Depois, ainda adquiri o remake para GC (o fabuloso Twin Snakes) e tornei a comprá-lo no box Metal Gear Solid Essential Collection. Afinal, esse jogo merece. Ainda estou nos meandros de MGS4, mas o original permanece por ora como meu preferido.

Com vocês, as skanes. Curiosamente, a página do preview conta com um jabá mega master de uma loja de games. Nem sei se ela existe ainda, mas depois dizem que não há futuro na publicidade em revistas.

 

Artwork do dia: Final Smash Fantasy Bros.

Por Claudio Prandoni

Oops! Erro meu. O certo é Final Fantasy Dissidia.

Mil agradecimentos ao Rodrigo Flausino que trouxe à tona essa empolgante artwork do inconfundível Tetsuya Nomura, para variar encabeçando mais um game da série FF – mas esse não é RPG. Dissidia segue a fórmula Smash Bros. de ser e coloca no mesmo caldeirão os heróis e respectivos antagonistas de diversos episódios da saga.

Acima estão elucidados os pares dos episódios I, II, VIII, IX e X. Além da imagem, veio à baila também um novo e animador trailer do game que faz o mais importante: mostra mais do Sephiroth. Melhor ainda, torna real um embate sonhado por neo-aficionados da franquia da segunda metade dos anos 90, tipo eu: Squall vs. Sephiroth!

Agora é só esperar revelarem Cloud, Cecil, Sabin, Kefka e os remanescentes. Fico imaginando quais serão os personagens secretos. Ramza, talvez?

“Reset” – Okami (Ayaka Hirahara Live)

Por Alexei Barros

Okami ainda está na lista de jogos que preciso terminar. A desculpa era de que esperava pela versão do Wii – e agora não tenho mais o que perder tempo. Em compensação, dei a devida atenção à trilha sonora, em especial ao tema J-Pop, apesar de o gênero não constar nas minhas especialidades (como se eu tivesse uma).

Além de presente no jogo, “Reset”, é a quarta faixa do CD Yottsu no L da cantora Ayaka Hirahara. Incorporando sons de instrumentos tradicionais japoneses, a canção é afável, realmente bela, em uma composição da Junko Karashima.  “Reset” também está presente em um compassivo solo de piano da Mika Matsuura no álbum Okami Piano Arrange.  A versão que mais aprecio é a “Reset”~”Thank You Version”, releitura instrumental de Hiroshi Yamaguchi também inclusa  no game, e que ficaria muito agradecida em receber orquestação. Pior é que o fracasso comercial de Okami no Japão diminuiria as chances de ouvi-la em um concerto nipônico. Quem sabe em algum ocidental…

Em outros posts eu pincelei (rá) algumas músicas de jogos que surgiram em meio a shows não-gamísticos. De fato, isso é bem raro no ocidente e um um pouco menos no Japão, mas em se tratando de J-Pop, nem tanto, como é o caso dessa apresentação da Ayaka Hirahara:

LEMBRETE PROMOÇÃO: Guia de GTA IV

Por Gustavo Hitzschky

Ainda dá tempo de levar para casa o belo guia de GTA IV em mais um capítulo de nossas promoções. Lembrando que o resultado será divulgado no Hadouken neste sábado, portanto coloque a cabeçorra para funcionar e reflita sobre o seguinte questionamento:

“Qual o crime mais bizarro, esdrúxulo, hediondo e estapafúrdio você cometeria para ter este guia?”

Abaixo, seguem as regras.

Regulamento:
– Para participar basta postar a resposta nos comentários
– Cada pessoa pode postar quantas respostas quiser, mas poderá ganhar apenas um prêmio
– As pessoas devem residir em um dos estados que compõem a República Federativa do Brasil (sorry, dudes)
– O resultado será divulgado aqui na próxima semana (ou assim espero). A saber exatamente: sábado, dia 28 de junho, para que as férias já comecem supimpa
– Como aquele par de meias que sua tia lhe dá no aniversário, “o presente é simples, mas é de coração”
– Não serão aceitas respostas com palavrões, ofensas e outros vocábulos de baixo calão. Pelo contrário, na presença deles chamaremos o Ninja Gaiden para ceifá-los impiedosamente com a foice que ele roubou da Morte do Castlevania após matá-la (e cuspir na cara dela)

Agradecemos novamente ao Fabão e à editora Europa. Valeu, dudes!

”Hell March 1 & 2” – Command & Conquer: Red Alert 1 & 2 (VGL 2008 em Las Vegas)

Por Alexei Barros

Preconizada por Tommy Tallarico, a mais recente novidade do VGL é… Command & Conquer: Red Alert. Na verdade, o Fabão já havia me alertado (rá!) da adição há um tempo, mas eu, desconhecendo as músicas da série (e toda a série também), não me senti confortável para compartilhar a notícia.  Depois que o segmento já estreou no VGL em Las Vegas e o habitual bootleg em vídeo tubado veio à tona, busquei as faixas originais para comparar. Pelo que vi, não estava perdendo nada…

Na performance abaixo, o compositor Frank Klepacki toca guitarra em companhia da orquestra em arranjo feito pelo próprio, que agrupa “Hell March” e “Hell March 2” de Red Alert 1 e 2. Inclusive foi confirmado que Klepacki fará uma nova versão dela para Red Alert 3. E assim segue o VGL: cada vez mais ocidental e menos japonês. Não era de se estranhar tendo em vista a origem do concerto, contudo não custava um pouco mais de esforço. Enquanto isso, Super Smash Bros. Brawl, Shadow of the Colossus, Super Mario Galaxy, Soulcalibur e Ace Combat ficam no aguardo…

“Hell March” ~ “Hell March 2”

MGS4 The Complete Official Guide is in da house

Por Claudio Prandoni

Acabou de chegar em casa: a edição especial do guia de estratégia completa de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Fiz questão de arranjar a edição especial deste aqui também, afinal, só pelo valor histórico o jogo já merece.

Já esperava certo refino, mas o acabamento da publicação da editora Prima Games me deixou de queixo caído completamente surpreso e ainda mais satisfeito. A capa dura é resistente, o papel de altíssima qualidade, detalhes mil, mapas a galore e dezenas de artworks. Não só isso, o guia ainda vem com uma litografia exclusiva e limitada de Yoji Shinkawa (a minha é número 35 181 de 43 000) e um capítulo dedicado apenas a ilustrações de Solid Snake feitas pelo artista.

Como não disponho de scanner no momento, apelei para a boa velha máquina fotográfica.

Recorro agora ao bordão: quando é que chega aqui, Fabão?


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