Antes e depois: Meryl Silverburgh em MGS

Por Claudio Prandoni

Engraçado como às vezes as coisas confluem. Pouco após terminar Metal Gear Solid: The Twin Snakes eu vi o trailer acima de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e fiquei com um pensamento encucado.

Hoje, ao acessar o GameFAQs pra tirar uma dúvida do excelente Castlevania: The Dracula X Chronicles de PSP me deparei com a seguinte enquete: “O quão complicados você gosta dos roteiros dos seus jogos?”.

Obviamente, recordei de MGS e do pensamento encucado e de que tinha um blog pra compartilhar tal idéia.

No final do trailer do MGS4, uma breve frase de Meryl vai de total encontro ao pensamento da moçoila quando ainda novata no primeiro MGS. Aqui ela pergunta se a era de heróis como ele acabou por conta da consolidação das nanomáquinas e manipulação genética, que permite a criação de esquadrões de soldados com habilidades superiores e comunicação por instinto. Enfim, típica ficção kojimiana.

Em Shadow Moses, ela explica a Solid Snake que uma das motivações dela para se tornar soldado são heróis como o próprio espião e o tio pai dela, Roy Campbell. Tem mais: ela ainda despreza a terapia genética a qual os Genome Soliders são submetidos para adquirirem melhores habilidades. Confira no vídeo logo abaixo, por volta de 1:50.

Furo de roteiro? Rechaço completamente a possibilidade. Duvido que Hideo Kojima faria algo assim. Certeza que tal mudança de pensamento se encaixa de alguma maneira à intrincada malha que é o roteiro confeccionado pelo game designer ao longo de todos os MGS lançados até agora.

Algo que me chama muita atenção é como tal questão é apenas sugerida, implícita nas entrelinhas, denotando o esmero e refino que Kojima vem adquirindo ao longo dos anos.

O que só faz aumentar ainda mais minha vontade de jogar MGS4. E minha vontade de comprar um PS3 invadir e montar assentamento na casa do Hitz a partir de dia 12 de junho.

3 Respostas para “Antes e depois: Meryl Silverburgh em MGS”


  1. 1 Igor 13/04/2008 às 6:42 pm

    Também não acho que seja furo de roteiro. Mas Metal Gear tem sim seus furos, vide o Master Miller, que era de um jeito no MG1, ficou japonês no MG2, e volta ao normal no MGS1.

    Jogando o Twin Snakes eu percebi uma coisa outra coisa meio estranha. O Otacon que você vê no MGS2 é muito diferente, falando de personalidade, do Otacon do primeiro jogo. Aliás, no próprio jogo ele muda muito, muito rápido, achei meio inconsistente isso…

  2. 2 Pablo Raphael 14/04/2008 às 10:26 am

    na real, tem poucos jogos q me fazem querer muito um console novo.

    tem um só que me faz suar, tremer e querer muito um ps3.
    desde o primeiro trailer, as primeiras imagens da octocamo e detalhes da historia até agora.. praticamente as vesperas da chegada dele, MGS4 é o jogo que ainda vai me fazer comprar um PS3.

  3. 3 geraldofigueras 14/04/2008 às 10:28 am

    O quão complicado você gosta dos seus roteiros? Bem, um roteiro rico, não linear, com inúmeras camadas, inúmeras reviravoltas, e quantidade hercúlea de mistérios. Tudo isso é sim interessante e deixa um roteiro mais rico. Mas a palavra “complicado” me deixa um pouco inquieto. É sabido que nossos amigos japoneses tendem a se perder nos roteiros. Um bom exemplo disso é Kingdom Hearts. Você fica com aquele sentimento de “puxa, que história fantástica, pena que não entendi muita coisa”. Ou seja, cria grandes expectativas mas não sabe explicar bem.

    Senti isso com quase todos os Final Fantasy, principalmente o X.

    Não tenho muita propriedade para falar de Metal Gear pois joguei pouco (sim, um grande furo no meu currículo). Mas minha experiência Kojima com Snatcher me deixa bem claro que ele sabe sim fazer um belo roteiro. Não é perfeito, mas acho que chega lá.

    Acho que a questão cultural atrapalha um pouco também. Japonês fica satisfeito com meias respostas e com temas fantasiosos ao extremo, enquanto que nós ocidentais queremos respostas pra tudo.


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