Vou ter que me desculpar antes mesmo de começar a discorrer, já que lá vem mais um post sobre Resident Evil - vocês podem não se lembrar, mas o jogo foi assunto para bem e para o mal. Há muito tempo, me dei conta de uma coisa: não importa o gênero do game, se tiver alguma coisa a ver com Resident Evil e aquela mansão, vou comprar ou afanar - desconfio até que se lançarem um RTS com o casarão, lá estarei eu para adquiri-lo.
Se o remake para DS foi assunto de rasgados elogios de minha parte no passado, prepare-se, pois a releitura destinada ao GameCube, que chegou ao mercado faz seis anos, em 2002, sofrerá da mesma babação de ovo desenfreada. Entretanto, como sempre, darei um espaço ao meu lado ranzinza a fim de tecer algumas pouquíssimas críticas.
Podem fazer delegacias de polícia, ruas de Raccoon City, laboratório na Europa, vilarejo na Espanha, o raio que for, não tem jeito. Sou fã de Resident Evil 1.Nada, mas nada mesmo, definitivamente, irá superar a ambientação proporcionada pela mansão, guardhouse, porão, subterrâneo e instalações da Umbrella encontrados no RE original. Com uma sensível diferença neste remake: tudo está absurdamente mais sombrio. O casarão está escuro, apavorante, aniquilante, horripilante, cadavericante, terrível, arrepiante. E para aqueles que como eu que acreditavam conhecer os locais, muito cuidado, já que inúmeros objetos mudaram de lugar, puzzles foram substituídos e o fundamental, novos locais foram incorporados.
Imagine o pavor quando, de repente, você se depara com uma porta situada logo depois das escadarias do salão principal da mansão. Pior ainda é entrar lá e encontrar um cemitério. Depois você ainda pega um documento que diz que os zumbis, veja você, não morrem. Era de se desconfiar porque eles não desaparecem quando você transita pelas salas e depois volta, o podrão continua lá. Para se livrar dos infelizes, é necessário arrancar a cabeça ou então queimá-los, e para tanto existem agora galões de querosene espalhados pelo cenário. E o tal dos Crimson Heads, que são mortos-vivos mais rápidos e com garras? E o que fazer quando um deles começa a forçar a fechadura da porta e repentinamente consegue abri-la?
Tudo bem, imagino que isso não seria tanto problema uma vez que o jogador se acostumasse às novidades. Mas tem aquele agravante que eu mencionei acima: o lugar está escuro, não é brincadeira. E a Capcom abusou sobremaneira dos efeitos de luz e sombra, que estão convincentes ao cubo (Game Cubo?). Dá até a impressão de que, vislumbrados e embasbacados com o próprio trabalho magnífico neste quesito, os caras, propositadamente, usaram luz e sombra em todos os cantos possíveis do jogo, com os únicos objetivos de amedrontar os coitados (olha o cagão aí) e de se cumprimentarem à exaustão. Good job.
A bem da verdade é que achei apenas um ponto pior do que o original: as batalhas contra os chefes estão mais fáceis. Dá pra matar a cobra na biblioteca sem tomar uma porrada, o que era humanamente impossível no original, assim como o Tyrant na segunda vez em que o enfrentamos, no heliporto. Entretanto, os outros adversários estão mais ligeiros. Um exemplo são os Crimson Heads. Além deles, os cachorros agora não são arremessados para trás quando levam um tiro de handgun, eles quase nem se abalam; os hunters podem pular de um andar ao outro caso notem a sua presença; os chimeras são ágeis e qualquer vacilo pode fazer com que você erre o tiro.
E ainda tem mais. Não satisfeita com a quantidade de aberrações presentes, que somadas são quase tão grotescas quanto a minha pessoa, a Capcom criou outro ser abominável. Ela é Lisa Trevor, filha do responsável pela construção da mansão, que foi realizada na década de 60. A garota foi pega para experiências e ficou zuada. Ela é lenta, se move meio que arrastando os pés e tem o incômodo costume de produzir um gemido horrendo. Infelizmente, a batalha final contra ela, já que você a encontra mais de uma vez, é tranqüila e sem grandes emoções.
A seguir, um pequeno comentário sobre todas as áreas deste remake para seu deleite ou repugnância.
Aquela mansão
Não tem nem o que falar, jogue e chore. Mesmo com ampla experiência em Resident Evil 1, a mansão, por vezes, está absolutamente irreconhecível. Maior, mais escura, com puzzles inéditos e itens diferentes, é de longe o melhor ambiente do jogo. O posicionamento de câmera, os ruídos ao longe, os raios refletidos nos cômodos, é uma conspiração para que os jogadores evacuem nas próprias indumentárias, com o perdão do eufemismo.
Jardim
Completamente animal. As árvores, plantas e outros elementos naturais balançam ao sabor do vento, e você tem a sensação constante de que está sendo observado. Muito diferente do original, pois agora há a adição de uma área inédita com uma cabana - e lá, um encontro nada agradável. Beleza assustadora, eu diria.
Guardhouse
Mudou pouco, para ser sincero. Destaco a área do tanque dos tubarões, muito maior e mais difícil de ser superada. Decepção no combate contra a planta (pelo menos jogando com a Jill) em que Barry aparece e o jogador pode apenas assistir o companheiro da garota fritando os tentáculos do vegetal.
Porão da mansão
No original, era o lugar que eu mais tinha medo, principalmente por conta da música. Pena que ele é tão curto no remake que você nem sente passando. Em vez de zumbis ou hunters como em incursões passadas da primeira aventura, há apenas aranhas e uns zumbis. Deste eu esperava muito mais.
Subterrâneo
Também mais fácil e com menos sustos. A coisa fica um pouco pior mesmo quando você desce de elevador com o Barry (de novo, jogando com a Jill) e ele, mui covarde, te abandona lá. Outra surpresa nada alegre te espera ali, mas é só usar um pouco a cabeça que fica tranqüilo - até eu consegui passar.
Laboratório da Umbrella
Sujo, feio, com goteiras, escuro, cheio de poças. Passa bem a idéia de que está abandonado há bastante tempo. Curiosidade besta e estúpida é que as três salas que fazem parte do complexo em que se deve acionar o elevador para chegar ao Tyrant estão mais iluminadas do que as do original. Acredito que sejam os únicos lugares em que isso aconteça.
A Capcom também nos fez o favor de reformular os diálogos. Não o conteúdo em si, que está praticamente igual, mas as vozes dos atores e a entonação que eliminaram aquela característica de conversas de filme B que o jogo possuía, apesar de eu nunca ter reclamado disso. Quem trepudiava era Claudio Prandoni e Alexei Barros, que odeiam tanto o Resident original quando odeiam a mim.
Ainda preciso jogar com o Chris para me sentir totalmente satisfeito, mas me sinto confortável em afirmar o seguinte: este remake supera o original. É complicado mexer com franquias consagradas como Resident Evil, pois corre-se o risco de dar luz a pérolas como aquela coisa escrota de Gun Survivor. Sem esquecer Dead Aim e Outbreak. Mas o empenho da Capcom nesta releitura é notável, é de fato um jogo para surpreender até mesmo quem conhece os mais obscuros cantos do melhor capítulo da série. Sensacional.

Muito boa análise. Mas pra comentar mais detalhadamente, só jogando mesmo. Joguei o de PSOne, e também achei animal. Melhor que os que o sucederam.
Estou curioso pra ver como ficou agora.
Parabéns, ótima análise.
“O melhor remake do melhor Resident Evil”
Se você falasse que era a versão do DS eu me retiraria.
“Não satisfeita com a quantidade de aberrações presentes, que somadas são quase tão grotescas quanto a minha pessoa”
AJHUAHUAHUAHUAHUHA!
“Quem trepudiava era Claudio Prandoni e Alexei Barros, que odeiam tanto o Resident original quando odeiam a mim.”
HAUHAUAUHUAHUA 2! Você sabe que quem odeia o RE original é o Faltou o trabalho do Binhotto, maestro.
Ah, os remakes…Como podem as pessoas serem contra? Ainda mais depois dessa sua poesia em favor do RE e do já sensacional Bionic Commando Rearmed. Ainda farei um post sobre isso…
E lendo um post desses eu sinto o meu bolso ficando cada vez mais vazio…
Nossa!
Amo Resident Evil e mal posso esperar para jogar esse.
A mansão está incrível!
Cara, nunca vi alguém falar sobre um assunto tão bem quanto nesse post.
Parabéns.
Muito bom Gustavo.
Também sou um grande fã de Resident Evil.
Todo o clima, toda a trama, tudo no jogo é fantástico. Menos os erros de continuidade, mas estes são superados de longe por toda a qualidade do franquia RE!
Como vc, eu também acho o RE 1 o melhor de todos os REs. E esse Remake ficou animal.
Eu não tive o gamecube, logo, só joguei ele uma vez na casa de um amigo.
Porém agora que tenho o Wii, comprei o RE Umbrella Chronicles e exitesm alguns cenários que são na mansão.
Minha próxima compra será RE Rebirth do GC! Não tem jeito!!!
Abraços
DungaBRRJ
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DungaBRRJ, pode comprar sem a menor dúvida, este jogo vc precisa ter…
Também queria comprar porque o meu é emprestado do meu truta de blog Claudio Prandoni, mas tá difícil de achar…
Abraço, cara, valeu pelo comentário.
por favor não estou conseguindo passar nas portas sempre me pede algum emblema so tenho q peguei no começo perto da larera e ai pessoal me da uma dica e tbm q tenho q fazer onde esta akele caixão pendurado,estou com uma chave q abriu algumas portas um diamante azul akele treco de esterco sei lá um livro tipo madeira sem nd escrito me ajudem vcs pode me enviar para rosadaudt@yahoo.com.br,hibridhavem_mortal@yahoo.com.br ou wimback2006@hotmail.com