Arquivo de abril \29\UTC 2007

Edge e a arte dos videogames

Por André Sirangelo 

A revista britânica Edge (www.edgeonline.co.uk) coloca nas bancas esta semana uma edição especial chamada de ‘The Art of Videogames’, celebrando o apuro visual e os artistas por trás de alguns títulos recentes (e outros nem tanto). São 260 páginas de ilustrações, esboços e desenhos de personagens e cenários, prato cheio para admiradores do ofício.

[ Veja algumas ilustrações no site oficial da revista ]

P.S.: é difícil achar a Edge até mesmo nas mega-livrarias por aí, mas outro dia eu topei com a revista aqui em SP numa banca na esquina da Av. Europa com a R. Groenlândia. Fica a dica para quem quiser caçar essa edição especial e dar uma olhada em centenas de outros títulos importados.

Vídeos do A Night in Fantasia 2007

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Por Alexei Barros

Como prometido, os primeiros vídeos que consegui achar do concerto que aconteceu recentemente na Austrália. Vale pela curiosidade.

Odin Sphere

Ascensão e queda da Rockstar (diz a Wired)

Por André Sirangelo

Quase dois anos depois da descoberta do polêmico mod de simulação de sexo no código de GTA: San Andreas, a revista Wired desse mês traz uma matéria polêmica com o título “The Road to Ruin: How Grand Theft Auto hit the skids” (algo como “A estrada para a ruína: como Grand Theft Auto foi para o vinagre”).

O texto do editor contribuinte David Kushner recapitula a trajetória da Rockstar Games desde o primeiro GTA e expõe não só os detalhes a respeito do episódio ‘Hot Coffee’ e dos processos milionários que o seguiram, mas também dos ataques de ego dos irmãos Houser e das sérias acusações de má conduta empresarial que levaram o ex-presidente da Take2 Interactive (empresa-mãe da Rockstar) a ser proibido de gerenciar uma empresa de capital aberto para o resto da vida.

A reportagem desvia de um julgamento moral a respeito do conteúdo que faz os jogos da Rockstar serem o que são, e, apesar de uns pingos de sensacionalismo, é um retrato bem interessante da novíssima e bilionária indústria dos games arrasa-quarteirão.

[ Leia a reportagem no Wired.com ]

A culpa não é dos games

Campus da Virginia TechPor Gustavo Hitzschky

Todos devem estar a par dos acontecimentos medonhos ocorridos na última segunda-feira nos Estados Unidos, quando o sul-coreano Cho Seung-Hui matou 32 pessoas e se suicidou na Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos. Prontamente, o advogado Jack Thompson, figura conhecida por abominar os jogos eletrônicos e culpá-los pelo iminente apocalipse, se ergueu mais uma vez contra os games. Até mesmo o Washington Post mencionou que Hui jogava Counter-Strike, porém a edição impressa da publicação omitiu a informação e logo o site também retirou o comentário.

David Cho, que integra a equipe do Washington Post, explicou ao blog Joystiq que tal dado havia sido apurado com alguns conhecidos que estudaram com o sul-coreano no colegial, os quais disseram tê-lo visto algumas vezes em lan-houses se divertindo com o título da Valve. Porém, o jornal optou por retirar as declarações por carecerem de relevância ao caso e preferiram incluir informações recentes sobre a chacina.

Além disso, a polícia, ao revistar o quarto do estudante, não encontrou nenhum vestígio de que ele era um gamer inveterado. Recentemente, houve um campeonato de CS na Virginia Tech e participantes garantiram que nunca viram Hui entre eles.

Onde quero chegar com tudo isso? Só busco aqui deixar bem claro que os games, obviamente, não tiveram nada a ver com o ocorrido. Que tal se a patrulha antijogos se concentrasse em averiguar o bilhete que o rapaz de 23 anos escreveu e deixou no quarto no qual ele afirmava que “vocês me obrigaram a fazer isso” e que estava farto dos “garotos ricos e charlatões”? Ou quem sabe ainda a declaração de uma de suas professoras, que ficava assustada com as coisas “inaceitáveis”, segunda ela, que ele escrevia? O fato de o garoto ter passado por uma clínica psiquiátrica em 2005 e suas tendências suicidas seriam ignorados caso fosse constatado que ele era gamer? É ser muito simplista, não?

Culpar os games por um comportamento destrutivo e por massacres como o da universidade é permanecer na superfície dos fatos e nomear um bode expiatório, algo muito mais simples do que aprofundar as investigações e tentar entender o que acontecia com a mente perturbada do sul-coreano. Ou será que ele não poderia ter aprendido a atirar por outros meios a não ser em Counter-Strike e GTA? Foi Carl Johnson que incutiu pensamentos incendiários em Hui?

Imperdível noite de fantasia

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Por Alexei Barros

De repente me deu uma vontade de ir à Austrália. Isso porque acontecerá nos dias 20 e 21 de abril em Sydney e 27 em Melbourne o A Night in Fantasia 2007, concerto de game music que pode não ter metade da popularidade do Video Games Live ou do PLAY!, mas possui muitas músicas que esses shows não tocam.

Ao contrário do que disse na insuportável série “Músicas que não podem faltar no VGL” (que em breve voltará com mais sugestões para desespero dos leitores (?) desse blog), a Symphonic Poem “Hope” de FFXII nunca havia sido tocada em shows de game music, ela já foi apresentada sim. Na edição 2006 no ANIF. Apenas um detalhe: era a versão do single, que possui cinco movimentos, não a que está no jogo e na OST. À época, o RPG nem tinha aportado no mercado nos EUA e muito menos na Austrália. A música nem chegou a ser tocada em concertos de Final Fantasy. O mesmo acontecerá em 2007, mas agora com Odin Sphere, que não foi lançado. Há ainda muitas músicas de jogos recentes, como Twilight Princess e WoW: Burning Crusade.

Sem mais delongas, a lista das faixas:

Ato 1

01 – Opening Movie (Theme of FINAL FANTASY XII)” (Final Fantasy XII)
02 – “Deltora Main Title” (Deltora Quest)
03 – “Hisyou” (Romeo + Juliet)
04 – “Legend of Mana ~Title Theme” (Legend of Mana)
05 – “Gnosis” (Xenosaga Episode I)
06 – Metal Gear Solid 3: Snake Eater – “Main Theme from Metal Gear Solid 2 and 3”
07 – “Overworld” (Super Mario Bros.)
08 –  “Sunrise” (Tekken: Dark Resurrection)
09 – “Hero” (Kyou kara Mao)
10 – “Divinity I” (Final Fantasy VII)

Ato 2

11 – “Revived Power ~ Battle With the Colossus” (Shadow of the Colossus)
12 – “Swift Horse” (Shadow of the Colossus)
13 – “Counterattack ~ Battle With the Colossus” (Shadow of the Colossus)
14-  “Title Theme” (World of Warcraft: The Burning Crusade)
15 – “Requiem” (Tales of Legendia)
16 – “Path of Destiny” (Soul Calibur III)
17 – “The Prayers Become Power” (Tales of Legendia)
18 –  “Odin Sphere” (Odin Sphere)
19 –  “To Deliver the Feelings” (Tales of Legendia)
20 - “Zarathustra” (Xenosaga Episode I)
21 –  “World to be Born” (Xenosaga Episode I)
22 – “Orchestra Piece” (The Legend of Zelda: Twilight Princess)
23 – “Fantasia Alla Marcle for Piano, Chorus and Orchestra” (Kingdom Hearts II)

Vão tocar a “Opening Movie (Theme of FINAL FANTASY XII)” – também inédito em concertos de FF – e “MGS Main Theme”, que fiquei bem curioso para ver/ouvir pois desconfio que vão emendar o tema do MGS2 no MGS3 (o que seria fantástico) da maneira que foi listado no programa.

Além disso, haverá nada menos do que três músicas belíssimas (se é que tem alguma feia) de Shadow of the Colossus – o ANIF do ano passado tinha uma apenas. Fiquei surpreso com três faixas do Tales of Legendia, cujo compositor é o novato Masaru “Go” Shiina, uma mente inventiva que esbanja talento e criatividade. Gostei da seleção, mas senti muita falta de “Enemy Attack”, “Chasing Shirley”, “Let’s go” e outras tantas. O concerto ainda terá duas faixas também de autoria dele, sendo uma do Kyou kara Mao, que é baseado no anime homônimo e a outra de Tekken: Dark Ressurrection. Falando em jogos de luta, há ainda a espetacular “Path of Destiny” de Soul Calibur III.

Outro fato que me surpreendeu é a escolha de duas músicas da Yoko Shimomura – uma de Legend of Mana e a outra do Kingdom Hearts II – que são inéditas (novamente se não estiver enganado) em shows de game music e muito bonitas. Outra surpresa é o fato de que vão tocar duas faixas de Xenosaga Episode I. E nenhuma surpresa é o tema de Super Mario Bros. Por fim, confesso que não faço a menor idéia do que seja “Ternai-Divinity I” de FFVII, porque essa faixa não consta na lista da OST.

Se não bastassem todas essas estréias de músicas em concertos de game music, o A Night in Fantasia, ainda terá na platéia Shiina, Sakimoto, Otani, Shimomura e Nakatsuru. Se achar qualquer vídeo do show coloco imediatamente aqui.

As primeiras fases de Super Mario Bros.

Por Gustavo Hitzschky

mario.jpg

Acredito que a maioria não saiba, mas Shigeru Miyamoto, o genial designer conhecido por suas infindáveis contribuições para a Nintendo, é amigo de longa data de Alexei Barros. Sim, Sensei Barros, um dos responsáveis por este blog, conheceu o rapaz em uma de suas visitas ao Japão, na época em que ainda estava aprendendo a arte do kung-fu e lecionava japonês aos estrangeiros ali radicados.

Para encurtar a história e não cansar os leitores, basta saber que Sensei Barros tem preferência por jogos com dificuldade elevada, e tentou influenciar Miyamoto na confecção do primeiro Super Mario Bros. Por algum motivo que permanece um mistério, o designer não aceitou as sugestões do sábio Barros, que chegou a desenvolver o primeio estágio do game em questão.

Vasculhando os arquivos sombrios da internet, encontrei um vídeo com as fases 1-1 e 1-2 de Super Mario Bros. criadas pelo sensei. Por questões de segurança, o WordPress não permite colocar diretamente vídeos de outros sites que não sejam os especificados em sua lista, portanto peço o obséquio de clicaram no link para assistir ao material.

God of War II: o vídeo-review

Por Gustavo Hitzschky

Que fique bem claro que odeio a prática de autopromoção. Acho que não tem nada a ver os integrantes do Hadouken fazerem propaganda dos freelas que por vezes fazemos, e também das nossas demais atividades. Em tempo, isso não acontece neste blog, como vocês podem notar. Porém, deixar isso passar seria um crime de egoísmo com os visitantes que temos neste espaço.

Não sei se todos sabem, mas escrevo no site Arena Turbo. Um de nossos parceiros, a Hive, é responsável por podcasts, vídeo-reviews e o Telejornal Arena News, editados pelo meu competente amigo e companheiro de Hadouken, Claudio Prandoni. Lá também trabalha outro brother, Alexei Barros. Pois bem, hoje recebi o vídeo-review de um dos games que, sem sombra de dúvida, já se consagram como clássico: God of War II. Ao assistí-lo, fui tomado por uma vontade quase incontrolável de testá-lo, algo que pude fazer muito rapidamente há algumas semanas.

Não digo isso porque são meus amigos, mas o vídeo ficou sensacional. Ter caras iguais a estes como trutas de profissão é motivo de orgulho para qualquer um. É isso aí, manos, mandaram bem pra caramba!

Sem mais delongas, baixe aqui o vídeo-review.

Zelda futurista?

zelda_futurista.jpg

Por Claudio Prandoni 

Além de artworks, outro elemento do universo gamer do qual realmente gosto são as piadas de primeiro de abril, como vocês devem ter percebido neste post.

Assim, não poderia deixar a data passar batido. Uma das poucas pegadinhas que vi publicadas é do site Wii.tv, em que o pessoal do site afirma ter informações sobre um novo Zelda para Wii.

Em um vídeo eles mostram artes conceituais e telas com polígonos em wireframe (sem texturas) enquanto falam que o próximo capítulo da tradicional franquia da Big N seria ambientando num cenário futurista, trazendo drásticas mudanças. Por exemplo, Epona deixaria de ser um cavalo para virar um moto. Pura nóia.

A idéia é tão forçada que praticamente confessa ser uma piada de Dia da Mentira. Mesmo assim, o esforço dos caras é bacana, com algumas idéias realmente coerentes e imagens que quase enganam. Só é zoado que várias artworks são de estilos muito distintos.

Muita gente comentou no site achando a piada fraca e de mau gosto. Confesso que achei criativa, ainda que pouquíssimo crível.

Se você tiver preguiça de ir até o próprio site, confira o vídeo logo abaixo.

O que vocês acharam?


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