Por Gustavo Hitzschky
Ao contrário do que parece, os demais integrantes do Hadouken vivem, ainda que meio trôpegos. De minha parte, justifico a ausência por uma perigosa e constante mescla de preguiça, meu pecado mais corriqueiro, e falta de tempo advinda de compromissos facultativos – ou seja, da faculdade – e trabalhístico (ou trabalhistas?). Porém, definitivamente não é todo dia que uma história como a que estou prestes a contar cruza o nosso caminho, e quando isto acontece, é quase uma obrigação partilhá-la com os fiéis leitores do blog – alguém me disse que já batemos a casa dos cem acessos, o que já é maior do que o número de visitantes únicos da home iG.
Ocorre é que há quase duas semanas, me encontro desconfortavelmente alojado em minha poltrona na redação do iG quando Daniel Trócoli, que também ali trabalha, vira para mim e lança:
- Olha, o Viliegas [Renato, jornalista de games] está vendendo o Wii que ele trouxe dos EUA.
Sabendo da minha vontade de comprar a máquina da Nintendo, Trócoli achou que era uma boa idéia me comunicar de que alguém estava vendendo a criança por mil reais mais barato do que o preço praticado pela Latamel e lacrado na caixa. Minutos mais tarde, começo a conversar com Viliegas e sem muita demora, fechamos o acordo e a forma de pagamento. Isso aconteceu na quarta-feira e, após dois dias, eureka. Wii is in da house.
A partir de então, coisas bizarras começam a suceder. Minha mãe, que jamais teve qualquer intimidade com videogames, passa a se interessar pelo universo. Ou quase. O fato é que ela é imbatível no Wii Sports, pelo menos no boliche. Não sei se isso é motivo para ficar assustado, porém agora dá para entender perfeitamente como Miyamoto opera para atrair um público não-gamer para a sua causa, e como ele próprio teve experiência similar quando a esposa adentrou o mundo dos jogos eletrônicos recentemente. O causo foi relatado durante o discurso do designer na Game Developers Conference deste ano.
Verdade é que, por ora, só tenho Wii Sports. Quando joguei pela primeira vez há alguns meses na casa do meu amigo Bagaço, considerei o tênis o melhor. Entretanto, percebo que minha autêntica vocação é me tornar o Tiger Woods brasileiro da Zona Norte – o golfe é insuperável. O problema com o boliche é a minha mãe mesmo. Não importa onde ela mira, como ela arremessa, o que ela faz – pelo menos nove pinos a mulher derruba. Baseball e boxe são bem meia boca, e meu preparo físico de telespectador de pôquer da ESPN Internacional não me deixa participar mais do que duas lutas.
Sorte a minha e azar dos demais que tenho amigos que têm Wii – minha vítima preferencial é o Bagaço mesmo, que já arranjou WarioWare: Smooth Moves, Twilight Princess e Rayman Ravin Rabbids (Alexei, sinta-se no direito de tecer qualquer tipo de comentário sobre este último, você está em seu blog). Pobre Prandoni, que tem um belo acervo de títulos para GameCube e sofrerá com insistentes súplicas de Hitzman para emprestar jogos do naipe de Metroid Prime, vários Residents, Eternal Darkness, Wind Waker…
Infelizmente, a redação do Hadouken (que bela denominação) não teve ainda oportunidade de se divertir conjuntamente com o Wii, e adianto que isso será bem difícil. Basicamente, o motivo é que o Wii não sairá aqui de casa tão cedo, logo, duvido muito que a parte da elite do blog, a saber, Prandoni, Sira e Sensei Barros, se desloquem até a periferia para testá-lo. O convite está feito.
Let the games begin.


























vida de pobre (ok, não sou pobre, sou mão de vaca) é outra coisa mesmo, agora é que eu estou pensando em comprar um ps2 (isso mesmo, 2). Videogame é um hobby muito caro…
Nossa, enquanto sou obrigado a chafurdar no pântano da ignonímia de jogos velhos de GC e PS2, mestre Hitzman e família se deliciam com o melhor da nova geração.
Apenas aguarde, mestre. Em breve tomarei posse também de um Wii e disputaremos emocionantes partidas de golfe no Wii Sports.
pobre mortal sou eu que não tenho alguem para me vender um wii como no seu caso