
Por Gustavo Hitzschky
Por quais motivos as pessoas gastam dezenas de horas semanais em frente aos games? Até então, se pensava que a razão principal era a diversão proporcionada por eles, mas uma pesquisa conduzida dentro da Universidade de Rochester, em Nova Iorque, revelou um quadro distinto.
Os testes, liderados pelo psicólogo motivacional Richard Ryan, foram realizados com a participação de mil jogadores. O fato é que eles se sentiam dispostos a continuar jogando quando entravam em contato com experiências e desafios relacionados ao mundo real. Além disso, a sensação de acumular conquistas, a liberdade presente nos títulos e a conexão com outras pessoas (virtuais ou não) também apresentam relevância no que diz respeito ao tempo passado diante da tela.
Ryan ainda destacou a capacidade dos jogos eletrônicos de gerar um sentimento de autonomia, competência e de criar analogias. O pesquisador disse que certos games conseguem até mesmo aumentar o bem-estar psicológico.
Realmente, parando para analisar, faz sentido a idéia de que jogamos para superar os desafios e puzzles. Digo isto porque no momento estou me entretendo em meio a templos e florestas em Tomb Raider Legend, e é mesmo muito bom sobrepujar e resolver aquele quebra-cabeça que você passou algum tempo encarando e tentando entender a mecânica. Entretanto, esse lance de jogar para entrar em contato com pessoas não me parece correto. Pode até ser para alguns, mas eu vou para o meu PS2 e DS justamente para fugir dos seres humanos que me circundam.
Seja lá qual for o motivo pelo qual você joga, o importante é continuar aproveitando as maravilhas desenvolvidas por Square, Nintendo, Capcom…e isso porque ainda nem adquiri nenhum console de nova geração, ou seja, ainda faltam centenas de horas de jogatina. É melhor parar por aqui, senão eu precisarei de um psicólogo, mas não para entender os motivos pelos quais eu jogo, mas para me consolar por não haver jogado nem metade do que quero.
Fonte: Joystiq
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